sexta-feira, 8 de junho de 2012

Conheça os aspectos da conquista espanhola na América

Saiba mais sobre a conquista da América Hispânica




Agora teste seus conhecimentos sobre o processo de conquista da América pelos espanhóis

1. (UNESP) "O ouro é o tesouro e aquele que o possui tem tudo o de que necessita no mundo; com ele tem, também, o meio de resgatar as almas do Purgatório e de as chamar ao Paraíso."
(Cristóvão Colombo, Jamaica, 1503)

A partir desse texto, onde está clara a avidez e a demasiada importância atribuída ao ouro no despertar da Época Moderna,
a) discorra sobre os objetivos da empresa de Colombo;
b) explique porque ele foi alijado do empreendimento.


resposta:
a) Chegar as Índias. Colombo pretendia encontrar uma nova rota para o Oriente, a fim de expandir a fé cristã e promover a ampliação das rotas mercantis da Espanha para o Oceano Atlântico, a exemplo dos portugueses.
b) Sua persistência em manter os objetivos originais.

2. (Fuvest) "Herói ou vilão, Colombo simboliza a conquista". (FOLHA DE SÃO PAULO, 12/10/91)
a) Por que Colombo é tratado como herói ou vilão?
b) Por que ele é o símbolo da conquista?


resposta:
a) Para os europeus, Colombo é considerado herói porque descobriu a América e deu início ao processo colonizador espanhol. Já pros ameríndios, pode ser considerado um vilão, porque deu início ao processo de destruição e aculturação dos povos americanos. b) Ele foi considera símbolo da conquista por ser um navegador, explorador de novos territórios.

3. (UNESP) "(...) aportei a Portugal, onde o rei dali entendia descobrir ouro mais do que qualquer outro, [mas] em quatorze anos não pude fazê-lo entender o que eu dizia."
(CARTA DE CRISTÓVÃO COLOMBO AOS REIS DA ESPANHA, maio de 1505.)

Conforme o texto de Cristóvão Colombo, pergunta-se:
a) A que se deve atribuir a recusa do rei de Portugal?
b) Por que navegadores italianos, como Cristóvão Colombo e Américo Vespúcio, trabalhavam para os reis da Espanha ou de Portugal?


resposta:
a) A Coroa portuguesa rejeitou o projeto de Colombo, uma vez que tinha investido recursos na rota do périplo africano, como alternativa viável para a conquista do mercado oriental.
b) Devido ao fato de que as Coroas Ibéricas foram os pioneiros no processo de expansão marítima ou grandes navegações pelo Oceano Atlântico.

4. (UFU) "Colombo não estava tão longe de certas concepções correntes durante a Idade Média acerca da realidade física do Éden, que descresse de sua existência em algum lugar do globo. E nada o desprendia da idéia (...) de que precisamente as novas Índias, para onde o guiara a mão da Providência, se situavam na orla do Paraíso Terreal. (...) A tópica das visões do paraíso impregna todas as suas descrições daqueles sítios de magia e lenda."
Sérgio Buarque de Holanda. "Visão do paraíso".

A partir da interpretação do trecho acima, assinale a alternativa correta.
a) Colombo, conforme a mentalidade própria de sua época, acreditava na existência do Paraíso Terrestre, na sua localização nas novas terras descobertas, e que ele havia sido levado para bem perto desse Paraíso, por vontade de Deus.
b) O paraíso terrestre é um mito medieval cuja presença nas novas terras descobertas, na era das grandes navegações atlânticas do século XV e XVI, é evocada apenas como uma metáfora.
c) Colombo não acreditava no Paraíso Terrestre, mas só pôde compreender a novidade da América comparando-a ao Paraíso.
d) A América era um território cujas condições naturais e riquezas lembravam metaforicamente um paraíso, porém as colonizações espanhola e portuguesa destruíram seu aspecto paradisíaco.


resposta:[A]

5. (UFG 2008) Leia o texto. Colombo fala dos homens que vê unicamente porque estes, afinal, também fazem parte da paisagem. Suas menções aos habitantes das ilhas aparecem sempre no meio de anotações sobre a Natureza, em algum lugar entre os pássaros e as árvores.
(TODOROV, Tzvetan. "A conquista da América: a questão do outro". São Paulo: Martins Fontes, 1993. p. 33.)

A passagem acima ressalta que a atitude de Colombo decorre de seu olhar em relação ao outro. Essa posição, expressa nas crônicas da Conquista, pode ser traduzida pela
a) interpretação positiva do outro, associando-a à preservação da Natureza.
b) identificação com o outro, possibilitando uma atitude de reconhecimento e inclusão.
c) universalização dos valores ocidentais, hierarquizando as formas de relação com o outro.
d) compreensão do universo de significações do outro, permitindo suas manifestações religiosas.
e) desnaturalização da cultura do outro, valorizando seu código lingüístico.


resposta:[C]


6. (UFRJ) O Mestre de México, Montezuma, nos envia, a nós e a alguns outros nobres, com a ordem de contar a nosso irmão o Cazonci tudo a que diz respeito à gente estranha que chegou [em Tenochtitlán]. Nós os enfrentamos no campo de batalha e matamos aproximadamente duzentos dos que vinham montados em cervos e duzentos dos que andavam a pé. Os cervos são protegidos por armaduras de couro retorcido e carregam algo que ressoa como as nuvens, que produz um ruído de trovão e que mata todos os que encontra em seu caminho, até o último. Romperam completamente nossa formação e mataram muitos dos nossos. A gente de Tlaxcala os acompanham pois voltou-se contra nós.
Adaptado de Todorov, Tzevetan. "A conquista da América (a questão do outro)." São Paulo: Martins Fontes, 1988, p. 91.

O trecho acima é parte do relatório que dez mensageiros de Montezuma levaram ao Cazonci (rei) dos Tarascos da região de Michoacán, para pedir-lhe ajuda nas luta contra os espanhóis.
a) Identifique no texto dois fatores que auxiliaram a rápida conquista do México pelos espanhóis.
b) Explique como os fatores identificados no item anterior ajudam a compreender a rapidez através da qual Hernán Cortéz e seus comandados conquistaram o Império Asteca.


resposta:
a)  O texto acima permite concluir que os espanhóis utilizaram-se do cavalo e de armas de fogo como recursos para imposição da dominação sobre os nativos. 
b) Além de provocar assombro nos nativos, as armas de fogo mostraram a superioridade bélica do conquistador europeu quando dos confrontos com as civilizações locais americanas que não dispunham de equipamentos suficientemente capazes para resistirem à eficiência destrutiva das armas européias. A utilização do cavalo por sua vez, deu ao conquistador a capacidade de se locomover por grandes distâncias com extenso poder de mobilidade sem despender de grande esforço físico.

7. (Fuvest) "... a espada, a cruz e a fome iam dizimando a família selvagem..."
(Pablo Neruda)
O poeta refere-se à conquista espanhola da América. Analise o sentido histórico de suas palavras.

resposta:
A frase demonstra o caráter violento do processo de subjugação da população indígena na América Espanhola. Além da força das armas propriamente ditas houve também a violência cultural (como a cristianização) e as novas doenças trazidas pelos europeus. Esse último fator colaborou fundamentalmente com a dizimação da população indígena, dado que estes não possuíam imunidade frente a tais patologias. "Espada" - violência dos conquistadores espanhóis sobre as populações indígenas da América do Sul. "Cruz" - atividade dos jesuítas na catequese dos povos indígenas, destruindo seus valores originais. "Fome" - desagregação da estrutura tribal que levou os indígenas a diversas formas de trabalho compulsório para garantir sua sobrevivência.

8. (FGV) A conquista de Cuzco, centro do Império Inca, deu-se por:
a) Hernán Cortez, em 1519;
b) Francisco Pizarro, em 1533;
c) Juan Ponce de Leon, em 1508;
d) Vasco Nunes de Balboa, em 1509;
e) Diego de Velásques, em 1511.


resposta:[B]

9. (Ufpel) No jornal Zero Hora, do dia 27 de junho de 1999, encontramos o seguinte texto: "A Guerra Justa" "... toda intervenção armada provoca mais pecados e destruição do que as ofensas que trata de eliminar... pregar o Evangelho na ponta da espada é uma heresia digna de Maomé". "Las Casas ao seu antagonista" Ginés de Sepúlveda, Valladolid, 1550. Quando no ano de 1534 o teólogo Francisco de Vitória recebeu uma carta da América relatando o fim de Ataualpa, o inca, supliciado em Cajamarca por Pizarro, indignou-se. Então, era para isso que os cristãos estavam no Novo Mundo, para pilhar e assar inocentes? [...] Em 1547, desembarcava na Espanha ninguém menos que o bispo de Chiapas, Bartolomeu de Las Casas, "o gênio tutelar das américas". Vinha da Nova Espanha com os baús cheios, provando as atrocidades dos brancos. Os astecas e os incas, assegurou ele ao imperador, eram como os antigos romanos e gregos, racionais e bem-organizados que, com o tempo e paciência, poderiam tornar-se cristãos. O que cometiam lá contra eles era banditismo, era crime, era roubalheira. A conquista espiritual, disse ele, jamais poderia fazer-se pela ponta do aço. Resultava do convencimento, da persuasão. Obra da palavra e não da espada. Que Cristo impingiam aos gentios! Por mais repugnantes que parecessem os pecados deles, pior ainda era assassiná-los. No momento em que ideólogos da OTAN reafirmam a justeza do bombardeio humanitário sobre a Iugoslávia - para que os sérvios e o seu governo acatem o evangelho dos direitos humanos - é bom lembrar que a justificativa de uma ação armada em "defesa dos valores mais altos da civilização", longe de representar "uma nova etapa nas relações internacionais", como enfaticamente anunciaram, nada mais é do que a conhecida, e mais que rançosa, tentativa de livrar os mais fortes do seu sentimento de culpa."
Voltaire Schilling - Historiador

Conforme o texto, é correto afirmar que
a) ao longo da história, as nações mais desenvolvidas buscam resolver os conflitos étnicos, tendo por base o respeito à dignidade da natureza humana, "em defesa dos valores mais altos da civilização".
b) é demonstrada a necessidade de as nações mais desenvolvidas se utilizarem de métodos violentos de dominação, para que povos, como os ameríndios, no século XVI, e os iugoslavos, no século XX, consigam viver em paz e sem violência étnica.
c) a dominação espanhola, na América, no século XVI, foi fundamentada exclusivamente nos princípios cristãos contra os ameríndios e a ação da OTAN, na Iugoslávia, foi baseada no respeito aos direitos humanos defendidos pela ONU.
d) o historiador está claramente favorável à ação dos espanhóis, na exploração da América Colonial, e da OTAN, na Iugoslávia.
e) o historiador estabelece um paralelo entre os métodos violentos utilizados pela Espanha, no domínio da América colonial, e os ataques militares da OTAN, na Iugoslávia contemporânea.


resposta:[E]

10. (Unesp) "Em uma esquematização levada ao extremo, pode-se dizer que os primeiros cento e cinqüenta anos da presença espanhola nas Américas foram marcados por grandes êxitos econômicos para a Coroa e para a minoria espanhola que participou diretamente da conquista, e pela destruição de grande parte da população indígena preexistente..."
(Celso Furtado, FORMAÇÃO ECONÔMICA DA AMÉRICA LATINA.)
a) A que principal atividade ligam-se "os grandes êxitos econômicos"?
b) A que se deve "a destruição de grande parte da população indígena preexistente"?


resposta:
a) Os espanhóis beneficiaram-se da exploração colonial por conta da primazia e sucesso da extração de metais.
b) No processo de dominação e conquista da América, os  europeus combinaram vários elementos que possibilitaram a destruição das estruturas sociais locais. As armas de fogo (mosquetes, arcabuzes, pistolas e canhões ) proporcionavam uma vantagem tripla para o conquistador: permitiam combater à distância, provocavam ferimentos de  morte ou inutilização do adversário, além de causarem terror psicológico acentuado por conta do espanto que o nativo demonstrava ao verificar o efeito da utilização desses instrumentos. O uso do cavalo deu ao conquistador grande mobilidade nos combates e despertava o temor no ameríndio já que o animal não era conhecido na América. Os espanhóis foram favorecidos também pela existência de lendas, crenças e superstições locais que chegavam a divinizar a figura dos conquistadores. A imposição da cristandade e valores europeus contribuíram para subjugar os nativos que, por serem considerados inferiores e “sem fé”, tiveram seus valores desprezados e alterados pelo conquistador. E, por fim, a proliferação de várias doenças como tifo, sarampo, varíola, febre, por exemplo, das quais os nativos não possuíam capacidade imunológica.


11. (Unesp) "(...) desde o começo até hoje a hora presente os espanhóis nunca tiveram o mínimo cuidado em procurar fazer com que a essas gentes fosse pregada a fé de Jesus Cristo, como se os índios fossem cães ou outros animais: e o que é pior ainda é que o proibiram expressamente aos religiosos, causando-lhes inumeráveis aflições e perseguições, a fim de que não pregassem, porque acreditavam que isso os impediria de adquirir o ouro e riquezas que a avareza lhes prometia."
(Frei Bartolomeu de Las Casas. "Brevíssima relação da destruição das Índias", 1552.)

No contexto da colonização espanhola na América, é possível afirmar que:
a) existia concordância entre colonizadores e missionários sobre a legitimidade de sujeitar os povos indígenas pela força.
b) os missionários influenciaram o processo de conquista para salvar os índios da cobiça espanhola.
c) colonizadores, soldados e missionários respeitavam os costumes, o modo de vida e a religião dos povos nativos.
d) os padres condenavam as atitudes dos soldados porque pretendiam ficar com as riquezas das terras descobertas.
e) os missionários condenavam o uso da força e propunham a conversão religiosa dos povos indígenas.


resposta:[E]

12. (Fuvest) Frei Antônio de Montesinos, em 1512, no Caribe, pregava aos conquistadores espanhóis: "Com que direito haveis desencadeado uma guerra atroz contra essas gentes que viviam pacificamente em sua própria terra? Por que os deixais em semelhante estado de extenuação? Por que os matais a exigir que vos tragam diariamente seu ouro? Acaso não são eles homens? Acaso não possuem razão e alma? Não é vossa obrigação amá-los como a vós próprios?" Explique essas palavras de Montesinos dentro do contexto da conquista espanhola da América.


resposta:
O texto reflete o extermínio das populações indígenas da América de colonização espanhola, notadamente no Caribe, onde ocorreu verdadeiro desaparecimento das populações nativas. Apesar da visão inocente e idealista dos indígenas da América presente nas palavras do religioso, percebe-se o reconhecimento da existência do caráter humano no indígena, visto como ser dotado de alma e razão. A maior parte dos colonizadores da época (inclusive membros do clero) negava essa visão.

13. (Mackenzie) Começa-se por agarrar os índios. Uma vez acorrentados, alguém leu para eles o Requerimiento, sem conhecer sua língua e sem intérpretes; nem o leitor nem os índios se entendiam. Mesmo depois de alguém que compreendia a língua lhes ter explicado, os índios não tiveram nenhuma chance de responder, pois foram imediatamente levados prisioneiros.
(Fernandes Oviedo y Valdés)

Requerimiento, documento utilizado pelos espanhóis durante a conquista da América, determinava:
a) a conversão dos índios à fé cristã e a aceitação do rei espanhol como seu senhor.
b) a imposição da encomienda e da mita como formas de escravidão e imposto.
c) o regime de trabalho escravo para todos os nativos americanos.
d) a remoção dos Maias da América central para a região do atual México.
e) a exploração das minas de ouro e prata e a imposição do exclusivo metropolitano.


resposta:[A]

14. (UFU) "(...) Assim, não pense ninguém que foram tirados o poder, os bens e a liberdade (dos indígenas): e sim que Deus lhes concedeu a graça de pertencerem aos espanhóis, que os tornaram cristãos e que os trata e os consideram exatamente como digo. (...) Ensinaram-lhes o uso do ferro e da candeia (...) Deram-lhes moedas para que saibam o que compram e o que vendem, o que devem e possuem. Ensinaram-lhes latim e ciências, que valem mais do que toda a prata e todo o ouro que eles tomaram. Porque, com conhecimentos, são verdadeiramente homens, e da prata nem todos tiravam muito proveito. (...)" 
GÓMARA, Francisco López de. "Historia General de las India". Coletânea de Documentos para a História da América. São Paulo: CENP, 1978 

O texto acima expressa uma forma de se ver a conquista e a colonização da América pelos espanhóis. A partir da análise do texto e de seus conhecimentos sobre este processo histórico
a) faça um comentário sobre a visão antropocêntrica do autor, destacando a forma como os valores culturais de espanhóis e indígenas tão tratados no texto.
b) identifique e caracterize uma das três principais sociedades indígenas conquistadas pelos espanhóis - Maias, Astecas ou Incas - mostrando como viviam e se organizavam social e politicamente no período imediatamente anterior à conquista.


resposta:
a) Destacando a inferioridade do indígena perante o europeu.
b) A civilização maia foi uma cultura mesoamericana pré-colombiana,A civilização maia divide muitas características com outras civilizações da Mesoamérica, devido ao alto grau de interação e difusão cultural que caracteriza a região. Avanços como a escrita epigrafa e o calendário não se originaram com os maias; no entanto, sua civilização se desenvolveu plenamente.

15. (Fuvest) "Em suma, a combinação de eficiência técnica e convicção mística, submetidas ambas à expansão comercial e ao poder político foi a característica (...) da conquista espanhola na América."
David A. Brading, Orbe indiano.

Com base no texto, estabeleça as relações entre:
a) avanços tecnológicos e expansão comercial;
b) poder político da Coroa Espanhola e Igreja Católica.


resposta:


a) Os avanços tecnológicos promovidos pela influência muçulmana com a criação da bússola, por exemplo; o desenvolvimento de embarcações capazes de cruzar o Oceano Atlântico, além da necessidade de uma concorrência no mercado europeu pela busca de produtos orientais, fez com que fosse possível a expansão comercial marítima espanhola que colocou a América no universo europeu.
b) A Coroa Espanhola governada pelos reis católicos, D. Fernando de Aragão e D. Isabel de Castela, teve amplo apoio da Igreja Católica na expansão marítimo-comercial, movidos pela idéia de riqueza através do acúmulo de metais preciosos e pela busca de novos fiéis para a Igreja, através do trabalho da Companhia de Jesus na conversão dos nativos.

16. (Unicamp) Na América do Sul, o que impressiona é a diferença essencial que existe entre a colonização espanhola e a portuguesa. Desde início, a Coroa de Castela encoraja a imigração de mulheres que, com suas criadas, contribuem para a expansão da civilização espanhola na América. As leis de sucessão dão-lhes direito à herança, o que aumenta sua autoridade quando são filhas únicas. Os casamentos inter-raciais são raros e a preocupação com a "limpeza de sangue" é fundamental, inclusive para o acesso aos mais altos cargos.
(Adaptado de Marc Ferro, História das Colonizações: das conquistas às independências - séculos XVIII a XX. São Paulo, Cia. das Letras, 1996, p. 135.)

a) De acordo com o texto, qual o papel da mulher na colonização espanhola?
b) O que foi a política de "limpeza de sangue"?
c) Por que os criollos foram importantes no processo de Independência?


resposta:



a) A mulher contribuiria para a expansão da civilização espanhola, isto é, dos ideais da cultura hispânica, principalmente
através do casamento, garantindo, assim, não apenas a reprodução dos colonizadores, mas a sua limpeza de sangue.
Além disso, gozam de certa autoridade por possuírem direito à herança.
b) A política de limpeza de sangue consistia no incentivo ao casamento apenas entre espanhóis ou descendentes diretos, mantendo-se, assim, o sangue limpo de miscigenação (fosse com indígenas, negros, judeus ou mouros), e, quando esta ocorria, não se reconheciam os filhos inter-raciais.
c) Foram os criollos, descendentes de espanhóis, porém nascidos na América, que lideraram o processo de independência. Esta elite colonial, educada nos princípios liberais e iluministas, tinha não só interesses econômicos na independência, visando à liberdade de comércio, sem a intermediação da metrópole, como interesses políticos, uma vez que não tinha acesso aos mais altos cargos da administração, reservados aos espanhóis de nascimento. Os criollos desencadearam, então, o processo de independência, financiando o movimento e organizando as massas populares, compostas de mestiços, índios e negros, que, no entanto, acabaram marginalizados na organização política do pós-independência.


17. (Ufg) [...]Nos caminhos jazem dardos quebrados; os cabelos estão espalhados. Destelhadas estão as casas, incandescentes estão seus muros. Vermes abundam por ruas e praças, e as paredes estão manchadas de miolos arrebentados.[...] 

(O canto triste dos conquistados: os últimos dias de Technochtitlan (México, 1521-1528).In: LEÓN-PORTILLA, Miguel et al. " História documental do México". México: UNAM, 1984. v. 1. p. 122.)

O trecho acima descreve a violência da conquista espanhola na América, ocorrida no final do século XV e início do XVI, a qual, a despeito de um reduzido número de soldados, conseguiu submeter os povos astecas, com uma população estimada em 25 milhões, e os povos incas, com 10 milhões de pessoas. 

Sobre a conquista espanhola na América,
a) descreva a formação do Estado moderno na Espanha e sua relação com a expansão marítima nos séculos XV e XVI.
b) identifique duas estratégias militares utilizadas pelos espanhóis que facilitaram a conquista dos povos astecas e incas.


resposta:
a) A formação do Estado moderno na Espanha se deu após a Guerra de Reconquista, com a expulsão de muçulmanos e judeus dos territórios da Península Ibérica, e foi selada com o casamento dos reis católicos Fernando de Aragão e Isabel de Castela. Dentro do ideal cruzadístico que norteou boa parte da história de formação da Coroa Espanhola, ocorreu o processo de expansão marítima que objetivava não apenas a descoberta de uma rota alternativa para as Índias, mas também o entesouramento real, ou seja, a busca de metais preciosos e a conquista de novas terras.
b) Entre as estratégias militares utilizadas pelos conquistadores espanhóis na América podemos citar o uso de armas de fogo (arcabuzes, bacamartes, canhões, mosquetes), o uso de cavalos nos combates, as alianças estabelecidas com nações indígenas inimigas das grandes civizações pré-colombianas (astecas e incas), a proliferação de doenças (tifo, varíola, sarampo) entre as populações nativas do Novo Mundo.

18. (UFPE) A colonização dos povos da América envolveu conflitos culturais e embates militares expressivos. Com relação à conquista dos astecas, feita pelos espanhóis, podemos afirmar que:
a) a atuação militar dos espanhóis foi que decidiu a derrota dos astecas, devido à fragilidade do seu exército e à sua desorganização política.
b) a grandiosidade dos astecas impressionou os conquistadores espanhóis, sobretudo, o comandante Fernão Cortez.
c) apesar de sua riqueza, os astecas não tinham conquistas culturais que impressionassem os europeus; eram apenas bons artesãos.
d) a vitória de Cortez expressou, na época dos grandes descobrimentos, a força imbatível do exército espanhol, aliado dos portugueses na colonização da América.
e) essa conquista trouxe riquezas para o conquistador Fernão Cortez, rico comerciante de minérios da época; contudo, as vantagens para o domínio espanhol na América foram insignificantes.


resposta:[B]

19. (UFRRJ) Leia o texto a seguir. Um dos períodos [da história do México] mais riscados, apagados e emendados com maior fúria tem sido a da Nova Espanha. (...) A Nova Espanha não se parece nem com o México pré-colombiano nem com o atual. E muito menos com a Espanha, embora tenha sido um território submetido à coroa espanhola. 
PAZ, O. Sóror Juana Inés de la Cruz: "As Artimanhas da Fé". São Paulo: Mandarim, 1998.

Sobre a sociedade colonial construída em Nova Espanha, é correto afirmar que
a) se apoiava, como na sociedade colonial da brasileira, em uma divisão bipolar entre senhores europeus de um lado e escravos africanos do outro, visto que os indígenas haviam sido quase absolutamente exterminados no processo de conquista por doenças ou pela violência do colonizador.
b) se distinguia de outras sociedades coloniais, pois as diferenças sociais presentes nela eram de classe e não de cunho étnico: não importava a cor da pele para a determinação de um lugar social, mas as posses de um indivíduo.
c) se tratava, como em outras sociedades coloniais, de uma sociedade de superiores e de inferiores que, entretanto, reconhecia os mestiços, filhos de senhores brancos com mulheres indígenas, como fazendo parte da elite política local, sendo chamados criollos.
d) Recaíam, exclusivamente, os privilégios da sociedade colonial sobre a minoria branca que apresentava, contudo, uma divisão interna entre aqueles brancos nascidos na Europa, ocupantes dos cargos de nível superior, e aqueles nascidos na América, ocupantes de posições claramente secundárias na hierarquia social.
e) se constituía em uma sociedade com uma estrutura hierárquica bem clara, em cuja base se encontravam os grupos desprovidos de quaisquer direitos sociais: índios e negros africanos, ambos trabalhando como escravos e sendo tratados exclusivamente como mercadoria, vendidos e comprados em grandes mercados nas principais cidades mexicanas.


resposta:[D]

20. (Uel) "Se, às vezes, estranhas famílias desembarcam - como uma pobre mulher de Granada, com um filho e quatro filhas das quais uma vai cair nos braços de Hernán Cortés -, aqueles que chegam são, em sua maioria, homens sós, solteiros ou casados que deixaram mulher, amante e filhos na Espanha. Como a astúcia e a teimosia, a juventude e a mobilidade dão a quem sobreviver e enriquecer atributos indispensáveis. Las Casas está com dezoito anos, Bernal Díaz e Cortés com dezenove, quando atravessam o Atlântico. O futuro conquistador do México responde a um amigo que propõe que permaneça na Hispaniola e que aceite ficar lá por pelo menos cinco anos para aproveitar dos privilégios reservados aos residentes (vecinos): Nem nesta ilha, nem em nenhuma outra, não tenho a intenção nem o pensamento de ficar por muito tempo; é por isto que não ficarei aqui nestas condições ".
(GRUZINSKI, Serge; BERNARD, Carmen. "História do Novo Mundo". Trad. Cristina Murachco. São Paulo: EDUSP, 1997. p. 294.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a Conquista e a Colonização da América, considere as afirmativas a seguir.
I. Os conquistadores, na sua maioria, eram filhos caçulas de famílias de média, pequena e bem pequena nobreza que conheceram em suas casas o modo de vida aristocrata, com as ambições que a terra de Espanha não podia mais alimentar.
II. As vilas, muitas vezes miseráveis, que deveriam reter e fixar os recém-chegados, revelaram-se lugar de descanso provisório até que conseguissem, em outro lugar, um destino melhor, índios e ouro.
III. Os casamentos de espanhóis com mulheres indígenas acrescentaram às sociedades americanas elementos estáveis e integradores, suficientes para constituir o núcleo de um mundo futuro.
IV. Naquela fronteira americana do mundo ocidental, os conquistadores organizaram suas vidas de maneira estável, fixando suas famílias e cultivando a terra para a produção de especiarias exportáveis.

Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II.
b) I e III.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.


resposta:[A]


21. (Uel) "Dada a diversidade dos povos, a relativa escassez de fontes e a natureza das circunstâncias em que foram produzidas, seria temerário afirmar que os registros que chegaram até nós dão-nos a perspectiva indígena da conquista. Mas fornecem, na verdade, uma série de evocações pungentes, filtradas pelas lentes da derrota, do impacto que provocou em certas regiões a súbita erupção de invasores estrangeiros, cuja aparência e comportamento estavam tão distantes da expectativa normal".
(ELLIOTT, J. H. A conquista espanhola e a colonização da América. In: BETHELL, L. (Org.) "História da América Latina". São Paulo: USP, 1998. p. 160.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema é, correto afirmar:
a) Os marinheiros espanhóis, logo que chegaram ao "Novo Mundo", constituíram famílias com as índias com o objetivo de introduzi-las, bem como a seus filhos, nas cortes européias.
b) A violência e a destruição causadas pela conquista espanhola impediram a sobrevivência física dos nativos americanos, obstaculizando, também, a manutenção de relações coletivas de trabalho.
c) A unidade étnica e política dos países americanos resultou do movimento indígena de resistência à dominação dos países colonizadores.
d) A perspectiva indígena da conquista da América pelos europeus é um conjunto homogêneo de registros, porque as ações dos colonizadores, guiadas pelo respeito à diversidade, preservaram os escritos das populações nativas.
e) Um dos efeitos danosos da conquista da América Latina diz respeito à forma como o sistema colonial estruturou-se, com a introdução do gado e do cultivo agrícola de produtos europeus, desorganizando as atividades e os modos de vida anteriores.


resposta:[E]

22. (Ufpel)
" Naquele tempo, não havia doenças, nem febres, nem doenças dos ossos ou de cabeça (...). Naquele tempo, tudo estava em ordem. Os estrangeiros mudaram tudo quando chegaram. De fato, por mais saudosismo que possa expressar esse lamento, parece mesmo que as doenças do Velho Mundo foram mais freqüentemente mortais nas Américas do que na Europa. O missionário alemão chegou inclusive a escrever no finalzinho do século XVIII que os índios morrem tão facilmente que só a visão ou o cheiro de um espanhol os fazem passar deste para outro mundo . Umas quinze epidemias dizimaram a população do México e do Peru."
FERRO, Marc. "História das colonizações - das conquistas às independências - séculos XIII a XIX". São Paulo: Cia. das Letras, 1996.

Os documentos denunciam as doenças provocadas pelos agentes do
a) Colonialismo espanhol que dizimaram populações nativas na América, na Idade Moderna.
b) Colonialismo português em suas possessões, entre os séculos XVI e XVIII.
c) Imperialismo ibérico e dos Países Baixos exterminando as populações incas, maias e astecas, na Idade Contemporânea.
d) Mercantilismo europeu nas colônias anglosaxônicas, desde o final da Idade Média.
e) Colonialismo lusitano no México e no Peru, a partir do século XVI.

resposta:[A]

23. (Ufjf) O texto a seguir se refere ao processo de colonização da América Espanhola. Leia-o e, em seguida, faça o que se pede.
"Ao longo do séc. XVI, a ocidentalização instaurou novas referências (...) destinadas a controlar os distúrbios induzidos pela Conquista. (...) Como na Castela longínqua, as cidades foram comandadas por poderosas municipalidades, nas cidades, os cabildos. (...) A colonização foi acompanhada de uma política de uniformização da língua e da lei. Da Flórida ao Chile, o castelhano foi o instrumento da administração (...); o "direito castelhano nas índias", regia a vida cotidiana, definia as relações do indivíduo com o estado, impunha a noção de propriedade privada e legitimava o lucro."
(GRUZINSKI, S. "O Pensamento Mestiço")

a) Destaque do texto dois recursos utilizados pelos espanhóis para garantir a Conquista da América.
b) Além dos recursos indicados na citação, existe outro, de ordem cultural, que não foi mencionado, mas pode ser considerado fundamental no processo de Colonização. Cite e explique esse recurso.


resposta:
a) De acordo com o texto, os recursos utilizados pelos espanhóis para garantir a Conquista da América foram   o estabelecimento do comando nas cidades através poderosas municipalidades, os cabildos. A colonização foi acompanhada de uma política de uniformização da língua e da lei.
b)  A imposição da cristandade e valores europeus contribuíram para subjugar os nativos que, por serem considerados inferiores e “sem fé”, tiveram seus valores desprezados e alterados pelo conquistador.

24. (Fuvest) "Podemos dar conta boa e certa que em quarenta anos, pela tirania e ações diabólicas dos espanhóis, morreram injustamente mais de doze milhões de pessoas..."                     Bartolomé de Las Casas, 1474 - 1566.
"A espada, a cruz e a fome iam dizimando a família selvagem."
Pablo Neruda, 1904 - 1973.

As duas frases lidas colocam como causa da dizimação das populações indígenas a ação violenta dos espanhóis durante a Conquista da América. Pesquisas históricas recentes apontam outra causa, além da já indicada, que foi
a) a incapacidade das populações indígenas em se adaptarem aos padrões culturais do colonizador.
b) o conflito entre populações indígenas rivais, estimulado pelos colonizadores.
c) a passividade completa das populações indígenas, decorrente de suas crenças religiosas.
d) a ausência de técnicas agrícolas por parte das populações indígenas, diante de novos problemas ambientais.
e) a série de doenças trazidas pelos espanhóis (varíola, tifo e gripe), para as quais as populações indígenas não possuíam anticorpos.


resposta:[E]

25. (Puc-sp) Os indígenas da América
a) viviam pacificamente no interior dos grandes impérios pré-colombianos (Inca, Maia e Asteca) até a chegada dos europeus, que destruíram as comunidades indígenas e dizimaram milhões de pessoas.
b) atravessaram conflitos em todos os períodos conhecidos de sua história, das lutas contra a dominação dos grandes impérios pré-colombianos à resistência frente aos europeus conquistadores e aos estados independentes.
c) conseguiram autonomia política após as independências nacionais, pois as repúblicas hispano-americanas permitiram o retorno à vida comunitária, suprimiram os tributos e o trabalho forçado.
d) mantiveram-se livres na área de colonização portuguesa, mas foram escravizados nas regiões de colonização espanhola e inglesa, tornando-se a principal mão-de-obra na agricultura e mineração.
e) unificaram-se atualmente em amplos movimentos de libertação que visam recuperar as formas de vida e de trabalho do período pré-colombiano e restaurar a autonomia das antigas comunidades.


resposta:[B]

26. (Ufg) Leia o texto.
Colombo fala dos homens que vê unicamente porque estes, afinal, também fazem parte da paisagem. Suas menções aos habitantes das ilhas aparecem sempre no meio de anotações sobre a Natureza, em algum lugar entre os pássaros e as árvores.
(TODOROV, Tzvetan. "A conquista da América: a questão do outro". São Paulo: Martins Fontes, 1993. p. 33.)

A passagem acima ressalta que a atitude de Colombo decorre de seu olhar em relação ao outro. Essa posição, expressa nas crônicas da Conquista, pode ser traduzida pela
a) interpretação positiva do outro, associando-a à preservação da Natureza.
b) identificação com o outro, possibilitando uma atitude de reconhecimento e inclusão.
c) universalização dos valores ocidentais, hierarquizando as formas de relação com o outro.
d) compreensão do universo de significações do outro, permitindo suas manifestações religiosas.
e) desnaturalização da cultura do outro, valorizando seu código lingüístico.


resposta:[C]

27. (Uel) "A conquista espanhola, em todas as regiões onde se viu coroada de êxito, conduziu a um processo de crise geral das culturas submetidas. Em certas situações, como no caso Arawak das Antilhas, levou ao completo desaparecimento físico da população conquistada. Noutros casos, como no México ou no Peru, ainda que não tenha eliminado totalmente a população indígena, provocou alterações e deformações profundas na cultura e no modo de vida dos povos conquistados.
(VAINFAS, R. "Economia e sociedade na América espanhola". Rio de Janeiro: Graal, 1984. p. 40.)

De acordo com o texto e com os conhecimentos sobre o tema é correto afirmar:
a) A historiografia hispano-americana explica que a baixa populacional indígena está diretamente vinculada à prática do homicídio entre os nativos, quando estes perceberam que seriam obrigados a adotar o cristianismo como religião única. A baixa demográfica, desse modo, está relacionada a uma falta do conhecimento dos preceitos da Fé Cristã, que condena o atentado contra a própria vida.
b) Vírus e bactérias até então desconhecidos pelos nativos foram responsáveis pela baixa populacional indígena. Sem imunidade para várias doenças como sarampo, gripe, asma, tuberculose e sífilis, a população nativa adoecia morria rapidamente. A Coroa espanhola procurou enviar médicos para as colônias mas, como as viagens por mar eram muito demoradas, a população não conseguiu resistir.
c) A crise das culturas indígenas americanas deu-se em função das diversas alterações empreendidas pelos europeus nas colônias: instalação de uma economia mercantil que redefiniu o ritmo e a intensidade do trabalho; modificação dos cultivos que fez com que mudasse a dieta dos nativos; deslocamento de aldeias causando distúrbios ecológicos e culturais; atitudes de autodestruição ao verem ruir seus costumes; epidemias e falta de imunidade, entre outros.
d) As mulheres indígenas adotaram, em massa, práticas abortivas, impedindo a perpetuação das diversas culturas nativas e forçando os europeus a importarem da África a mão-de-obra escrava necessária. A baixa demográfica, desse modo, pode ser explicada pela vinda de africanos para a América e a intensa miscigenação iniciada nesse momento.
e) A superioridade armamentista dos espanhóis foi responsável pela dizimação da maior parte da população indígena, pois, ao depararem-se com armas superiores, os nativos não tinham como se defender. Embora existisse o comércio informal de armas - contrabando - os indígenas não conseguiam comprá-las e assim continuavam em desvantagem utilizando arcos e flechas com pontas envenenadas.


resposta:[C]

28. (PITÁGORAS)

A violência marcou a dominação dos espanhóis sobre os povos pré-colombianos.

http://www.alunosonline.com.br/historia/dominacaoespanhola/

EXPLIQUE quais foram os efeitos da conquista espanhola na América entre os nativos, além do sofrimento causado pelo uso da violência.

Resposta:
Os nativos foram inferiorizados pelos conquistadores espanhóis, tiveram a sua rotina alterada, sua religião, cultura e costumes foram alterados.


29. (UNESP 2010) (...) como puder, direi algumas coisas das que vi, que, ainda que mal ditas, bem sei que serão de tanta admiração que não se poderão crer, porque os que cá com nossos próprios olhos as vemos não as podemos com o entendimento compreender.


(Hernán Cortés. Cartas de Relación de la Conquista de Mexico, escritas de 1519 a 1526.)


O processo de conquista do México por Cortés estendeu-se de 1519 a 1521. A passagem acima manifesta a reação de Hernán Cortés diante das maravilhas de Tenochtitlán, capital da Confederação Mexica. A reação dos europeus face ao novo mundo teve, no entanto, muitos aspectos, compondo admiração com estranhamento e repúdio. Tal fato decorre


a) do desinteresse dos conquistadores pelas riquezas dos Astecas.
b) do desconhecimento pelos europeus das línguas dos índios.
c) do encontro de padrões culturais diferentes.
d) das semelhanças culturais existentes entre os povos do mundo.
e) do espírito guerreiro e aventureiro das nações europeias.

Resposta:[C]

Uma característica marcante do processo de conquista e colonização da América foi o choque de diferentes valores culturais entre nativos e europeus, como fica evidente nas palavras de Cortez. A questão poderia ser respondida apenas por interpretação do enunciado.

30. (UNICAMP 2012) Durante a conquista espanhola no México, iniciada em 1519 por Cortés, a superioridade tecnológica dos europeus era amplamente compensada pela superioridade numérica dos indígenas e muitos truques foram inventados para atrapalhar o deslocamento dos cavalos: os indígenas acostumaram-se a cavar fossas profundas nas quais espetavam paus em que as montarias eram empaladas. Mais tarde, em 1521, canoas “encouraçadas” resistiriam às armas de fogo. A tática indígena evoluiu e adaptou-se às práticas do adversário: os mexicas, contrariamente ao costume, armaram ataques noturnos ou em terreno coberto. Por outro lado, se as epidemias de varíola já estavam dizimando as tropas de México-Tenochtitlan, também não poupavam os índios de Tlaxcala ou de Texcoco, que apoiavam os espanhóis.


(Adaptado de Carmen Bernand e Serge Gruzinski, História do Novo Mundo. São Paulo: Edusp, 1997, p. 351.)


a) Identifique uma estratégia utilizada por espanhóis e outra pelos indígenas durante as disputas pelo domínio do México.

b) Explique por que houve acentuada queda demográfica entre as populações indígenas nas primeiras décadas após a conquista espanhola.



resposta:

a) Entre as estratégias adotadas pelos espanhóis durante as disputas pelo domínio do México, é possível identificar: uso de cavalos, armas de fogo, disseminação de epidemias e alianças com povos nativos adversários dos mexicas.
Já os índios, de acordo com o texto, além de superiores numericamente, desenvolveram armadilhas como fossas profundas nas quais espetavam paus em que as montarias eram empaladas, canoas “encouraçadas” resistentes às armas de fogo e ataques noturnos ou em terreno coberto.


b) Esta acentuada queda demográfica entre os nativos deveu-se ao massacre promovido pelos espanhóis durante as guerras de conquista e à disseminação de doenças contra as quais os índios não tinham resistência.
Cabe ressaltar que, posteriormente, a mita e a encomenda — formas de trabalho compulsório adotadas pelos colonizadores — também contribuíram para o extermínio de uma grande parcela da população indígena

2 comentários:

  1. sou estudante de história. e estamos fazendo estudos sobre a hitoriografia da america latina, sobre tudo no quesito conquista das americas.!








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  2. “Nos tempos da fundação de São Paulo, os tupiniquins dominavam os campos de Piratininga e o Vale do Tietê. O planalto era povoado por várias aldeias tupis. Os índios desciam para o litoral na época do frio para pescar e foram os responsáveis pela criação de várias trilhas, a maioria usada pelos jesuítas e portugueses. Os tupis eram formados por diversos grupos indígenas, que, na sua maioria, viviam para a guerra. Tinham na sua força e coragem profundo orgulho.Entre as famílias tupis, predominavam na Ilha de São Vicente os tamoios, quando a expedição portuguesa chegou em 1532.
    É importante ressaltar que o cacique Tibiriçá, chefe de uma parte da nação indígena estabelecida nos campos de Piratininga, com sede na aldeia de Inhampuambuçu, foi grande colaborador dos jesuítas e portugueses. Defendeu muitas vezes São Paulo de ataques de outras tribos e facilitou o trabalho de catequese. Seus restos mortais se encontram hoje depositados em uma cripta na Catedral da Sé.
    Sobre os nativos da América é possível afirmar????
    a existência de pouca diferença cultural entre os grupos facilitou a ação dos jesuítas e colonizadores;
    salvo a região de São Paulo e do grande Amazonas a presença indígena era diminuta;
    independente da multiplicidade cultural dos povos nativos da América as ações colonizadoras forma muito próximas: dizimação pela pólvora, doenças etc.;
    os índios aliados dos colonizadores nada sofrem de prejuízo cultural, político e econômico;
    o canibalismo predominante entre todos os povos impediu ações harmoniosas entre os nativos e os colonizadores, fator número um dos massacres dos últimos.

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