sábado, 16 de abril de 2011

Confira a avalição de História do Brasil (segundo ano) P1 Segundo Bimestre

CNDL - COLÉGIO NOTRE DAME DE LOURDES

COLEÇÃO PITÁGORAS

SEGUNDO ANO – HISTÓRIA DO BRASIL

A TRANSIÇÃO PARA O TRABALHO LIVRE E ASSALARIADO NO BRASIL

O PROCESSO ABOLICIONISTA

AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA DO BRASIL


1. (UEL) Com base na imagem e nos conhecimentos sobre o processo abolicionista no Brasil, é correto afirmar:

a) Agostini satiriza a disputa entre fazendeiros e industriais brasileiros pela contratação da mão-de-obra negra como assalariada após a Abolição. Para as elites, os ex-escravos seriam os mais capazes para o trabalho na agricultura e na indústria.

b) A imagem representa a disputa entre fazendeiros e parlamentares para ficar com as glórias pela aprovação da primeira lei de abolição da escravidão na América Latina.

c) Agostini critica as estratégias das elites dirigentes, proprietários de terras e escravos, utilizadas para protelar o fim do trabalho escravo, no contexto da atuação dos movimentos abolicionistas.

d) Agostini apresenta uma crítica à campanha inglesa contra a abolição da escravidão, retratando o vigoroso embate entre abolicionistas brasileiros e comerciantes ingleses radicados no Brasil.

e) A imagem aponta para os embates entre abolicionistas e representantes das camadas populares que, organizadas em clubes, comitês e confederações, empenharam-se para impedir a libertação dos escravos no Brasil.


Resposta 1: C . A imagem de Agostini retrata o embate entre os abolicionistas e os senhores de escravos que de tudo fizeram para retardar o processo de abolição, fazendo com que o mesmo foi gradativo.



(SILVA, Eduardo. As camélias do Leblon e a abolição da escravatura. São Paulo:Companhia das Letras, 2003, p. 44.)

2. (UERJ) Na ilustração anterior, o imperador Pedro II está recebendo buquês de camélias. Segundo Eduardo Silva, essa flor é vista como um emblema do movimento abolicionista radical, que reivindicava o fim da escravidão de forma imediata e incondicional.


a) Aponte duas medidas legais do governo imperial, anteriores à "Lei Áurea", que tenham contribuído para a emancipação dos escravos no Brasil.


Resposta 2 a: Poderiam ser citadas as seguintes medidas: aprovação pelo parlamento brasileiro da Lei Eusébio de Queirós, proibindo o tráfico internacional de escravos para o Brasil, a Lei do Ventre Livre, que libertava os filhos de mães escravas nascidos a partir da promulgação dessa lei no ano de 1871, e ainda a Lei dos Sexagenários (1885), que libertava os escravos maiores de 60 anos.


b) Apesar da abolição da escravidão em 1888, o escritor Lima Barreto comentava, em 1919: "ninguém quer ser negro no Brasil". Indique dois motivos que confirmem o comentário do autor.


Resposta 2 b: O aluno poderia mencionar o fato que os ex-escravos não foram efetivamente incluídos na sociedade brasileira como cidadãos verdadeiros, sofreram com a exclusão social e o preconceito.






3. (ENEM) Considerando a linha do tempo acima e o processo de abolição da escravatura no Brasil, assinale a opção correta.


a) O processo abolicionista foi rápido porque recebeu a adesão de todas as correntes políticas do país.


b) O primeiro passo para a abolição da escravatura foi a proibição do uso dos serviços das crianças nascidas em cativeiro.


c) Antes que a compra de escravos no exterior fosse proibida, decidiu-se pela libertação dos cativos mais velhos.


d) Assinada pela princesa Isabel, a Lei Áurea concluiu o processo abolicionista, tornando ilegal a escravidão no Brasil.


e) Ao abolir o tráfico negreiro, a Lei Eusébio de Queirós bloqueou a formulação de novas leis antiescravidão no Brasil.


Resposta 3: D. Pela análise da linha do tempo pode-se concluir que o processo abolicionista foi lento atendendo aos interesses da aristocracia escravista brasileira. A Lei Áurea, promulgada em 1888 pela princesa Isabel representa a conclusão do referido processo.


4. (UFMG) Analise esta charge:


Na bandeira, lê-se: "Abaixo a Monarquia abolicionista! Viva a República com indenização!" Considerando-se as informações dessa charge, é CORRETO afirmar que, nela, se faz referência


a) à intensa mobilização das camadas populares a favor de uma transição da Monarquia para a República.


b) à adesão de muitos fazendeiros escravocratas à República, logo após a abolição da escravatura.


c) aos movimentos republicano e abolicionista no Brasil, que se fortaleceram desde a década de 1870.


d) à decidida opção do regime monárquico pela abolição da escravatura, apesar da oposição republicana.


Resposta 4: B. Pela análise da charge pode-se concluir que após a abolição sem indenização, muitos escravocratas passaram a apoiar a causa republicana.


5. (UFV) A Lei Áurea de 13 de maio de 1888 libertou os escravos mas não extinguiu totalmente a escravidão, no Brasil.


Dê dois exemplos, um sobre a época da abolição e outro sobre os dias atuais, coerentes com a afirmativa acima.


Resposta 5: A não inclusão dos negros na sociedade brasileira como cidadãos plenos e o forte preconceito social sofrido pelos ex-escravos nos primeiros anos pós-abolição. Atualmente o racismo velado que existe no Brasil é um tema bastante polêmico o que por sua vez faz surgir debates acalorados entre os contrários e os defensores da adoção de cotas racias nas universidades públicas e nos órgãos públicos no Brasil.


Questão desafio


(UFSCAR) Observe os versos da canção.



(...) Mesmo depois de abolida a escravidão


Negra é a mão de quem faz a limpeza


Lavando a roupa encardida, esfregando o chão


Negra é a mão, é a mão da pureza


Negra é a vida consumida ao pé do fogão


Negra é a mão nos preparando a mesa


Limpando as manchas do mundo com água e sabão


(...) Êta branco sujão


(Gilberto Gil, "A mão da limpeza")


a) Que origens históricas desencadearam a realidade descrita na letra de música apresentada? Resposta: As origens históricas remontam aos séculos de escravidão a que os negros estiveram sujeito no Brasil.



b) Que elementos da atual realidade brasileira estão presentes nessa letra de música? Resposta: O preconceito racial, a exclusão social dos negros, a necessidade da adoção de políticas públicas que venham superar os problemas enfrentados pelos afodescendentes no país.

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