quarta-feira, 21 de março de 2012

Conheça as características da sociedade e vida cotidiana na América Portuguesa


Confira um resumo da aula sobre Sociedade e vida cotidiana na América Portuguesa



Desafio de História
Sociedade e vida cotidiana
na América portuguesa
1. (UFMG) "Congregando segmentos variados da população pobre ou dirigindo-se às áreas de mineração, onde se concentravam enormes contingentes de escravos, as vendeiras e negras de tabuleiro seriam constantemente acusadas de responsabilidade direta no desvio de jornais, contrabando de ouro e diamantes, prática de prostituição e ligação com os quilombos."
FIGUEIREDO, Luciano. "O avesso da memória": cotidiano e trabalho da mulher em Minas Gerais no século XVIII. Rio de Janeiro: José Olympio, 1993.
A partir da leitura e análise desse trecho, é CORRETO afirmar que a escravidão nas Minas Gerais se caracterizava por
a) um perfil rural e patriarcal, o que fazia com que as cativas e as forras ficassem reclusas, em casa, sob controle masculino.
b) uma comunidade igualitária, o que se expressava na liberdade com que os negros circulavam pelas ruas.
c) uma grande diversidade de formas de exploração do trabalho escravo, situação característica de um contexto mais urbano.
d) uma relativa flexibilidade, o que se expressava no livre trânsito dos comerciantes entre as cidades e os quilombos.
resposta da questão 1:[C]



2. (Fuvest) A sociedade colonial brasileira "herdou concepções clássicas e medievais de organização e hierarquia, mas acrescentou-lhe sistemas de graduação que se originaram da diferenciação das ocupações, raça, cor e condição social. (...) As distinções essenciais entre fidalgos e plebeus tenderam a nivelar-se, pois o mar de indígenas que cercava os colonizadores portugueses tornava todo europeu, de fato, um gentil-homem em potencial. A disponibilidade de índios como escravos ou trabalhadores possibilitava aos imigrantes concretizar seus sonhos de nobreza. (...) Com índios, podia desfrutar de uma vida verdadeiramente nobre. O gentio transformou-se em um substituto do campesinato, um novo estado, que permitiu uma reorganização de categorias tradicionais. Contudo, o fato de serem aborígenes e, mais tarde, os africanos, diferentes étnica, religiosa e fenotipicamente dos europeus, criou oportunidades para novas distinções e hierarquias baseadas na cultura e na cor."
(Stuart B. Schwartz, SEGREDOS INTERNOS)
A partir do texto pode-se concluir que:
a) a diferenciação clássica e medieval entre clero, nobreza e campesinato, existente na Europa, foi transferida para o Brasil por intermédio de Portugal e se constituiu no elemento fundamental da sociedade brasileira colonial.
b) a presença de índios e negros na sociedade brasileira levou ao surgimento de instituições como a escravidão, completamente desconhecida da sociedade européia nos séculos XV e XVI.
c) os índios do Brasil, por serem em pequena quantidade e terem sido facilmente dominados, não tiveram nenhum tipo de influência sobre a constituição da sociedade colonial.
d) a diferenciação de raças, culturas e condição social entre brancos e índios, brancos e negros, tendeu a diluir a distinção clássica e medieval entre fidalgos e plebeus europeus na sociedade colonial.
e) a existência de uma realidade diferente no Brasil, como a escravidão em larga escala de negros, não alterou em nenhum aspecto as concepções medievais dos portugueses durante os séculos XVI e XVII.
resposta da questão 2:[D]



3. (UFF) Na década de 30, as obras de Gilberto Freyre redirecionaram os estudos sobre negros e cultura africana quanto à questão da identidade racial brasileira, pois, contradiziam as afirmativas segundo as quais a miscigenação tinha causado um dano irreparável à nossa sociedade. Gilberto Freyre, em seus estudos:
a) trata da confluência do cotidiano rural e urbano no Brasil, o que se destaca em sua primeira obra - Sobrados e Mocambos;
b) detém-se na análise das relações multirraciais vigentes na sociedade baiana do século XVIII;
c) enfatiza o cunho intensamente patriarcal da sociedade brasileira;
d) aprofunda as teorias raciais vigentes no Brasil na segunda metade do século XIX;
e) responsabiliza a sociedade derivada da mestiçagem pelos vícios sociais do povo brasileiro.
resposta da questão 3:[C]



4. (UFBA) "(...) Os senhores poucos, os escravos muitos; os senhores rompendo galas, os escravos despidos e nus; os senhores banqueteando; os escravos perecendo a fome; os senhores nadando em ouro e prata; os escravos carregados de ferros; os senhores tratando-os como brutos, os escravos adorando-os e temendo-os como deuses; os senhores em pé apontando para açoite, como estátua da soberba e da tirania, os escravos prostrados com as mãos atadas atrás, como imagem vilíssima da servidão e espetáculos da extrema miséria. Oh Deus! Quantas graças devemos à Fé que nos destes, (...) para que à vista destas desigualdades reconheçamos com tudo vossa justiça e providência! (...)"
(Vieira apud AVANCINI, p. 46)
Com base no sermão do Padre Vieira, pode-se inferir:
I - A posição do jesuíta referente à escravidão reflete o pensamento da Igreja Católica no período colonial.
II - As denúncias da Igreja se limitavam ao repúdio às torturas e aos maus tratos, não havendo, porém, questionamento da escravidão enquanto instituição.
III - As desigualdades terrenas são reconhecidas no discurso do jesuíta, que elege como espaço de julgamento o fórum divino.
IV - A dominação colonialista se fazia pelo poder econômico, jurídico, político e ideológico sobre a classe trabalhadora escravizada.
V - O negro ingressou na sociedade brasileira como cultura dominada, e as marcas da escravidão persistem no Brasil de hoje.
resposta da questão 4:[E]



5. (PITÁGORAS) A vida na América Portuguesa era controlada pela Igreja, que tentava impor aos vassalos do Reino os padrões cristãos de comportamento. Esses padrões haviam sido definidos no Concílio de Trento, que se preocupou, prioritariamente, com os pecados da carne.
NÃO podemos afirmar sobre a ação da Igreja durante o período colonial que
a) a Igreja se preocupou demasiadamente com a sexualidade do povo esquecendo as injustiças cometidas pelos poderosos.
b) o Santo Ofício era o órgão da Igreja responsável pelo estabelecimento dos padrões de comportamentos do povo.
c) a Inquisição foi um dos meios utilizados pelos reis com o aval da Igreja para perseguir prender e matar os opositores políticos.
d) a Inquisição foi uma instituição importante, pois regulamentou a existência de outras religiões na colônia estabelecendo assim a liberdade religiosa.
e) a Igreja, através da Inquisição estabeleceu um grande controle no modo de vida da população do reino e da colônia, ditando regras e normas de conduta.
resposta da questão 5:[D]


6. (PITÁGORAS) A sociedade do Brasil colonial foi muito complexa, e os modos de viver, de morar, de festejar e de expressar a religiosidade foram muito diversos. Se na sociedade nordestina açucareira, a estrutura familiar e as normas foram mais rígidas, o mesmo não aconteceu nas áreas da economia pastoril e nas áreas mineradoras.
Sobre a sociedade no período colonial é CORRETO afirmar que
a) no engenho se desenvolveu uma sociedade rural e democrática onde as mulheres eram respeitadas e sua autoridade não era questionada por ninguém.
b) com o crescimento da mineração surgiu uma sociedade com característica urbana onde desenvolveu uma classe média formada, sobretudo, pelos profissionais liberais e comerciantes.
c) o senhor era a autoridade maior dentro do engenho e sua função era fazer com todos trabalhassem e tivessem seus direitos respeitados.
d) na região mineradora a presença das autoridades civis e militares inibia qualquer tipo de violência tornando a sociedade pacífica e ordeira.
e) na mineração desenvolveu uma sociedade patriarcal, sendo o homem o chefe da família e dele esperava-se dar-se o respeito e fazer valer sua autoridade.
resposta da questão 6:[B]



7. (Fuvest) As pirâmides a seguir representam a organização da sociedade brasileira colonial em duas regiões distintas.
a) Qual a diferença mais importante entre elas quanto à estrutura e aos grupos sociais?
b) A que se deve essa diferença?
resposta da questão 7:
a) As duas pirâmides representam respectivamente a sociedade mineradora e a sociedade açucareira. A primeira pirâmide apresenta maior diversidade e complexidade social composta por grandes mineradores, autoridades reais, tropeiros, oficiais, burocratas, soldados, clérigos, profissionais liberais, pequenos mineradores e escravos. Por outro lado a segunda pirâmide mostra menos componentes: senhores de engenho, escravos e dependente, é importante ressaltar que também havia uma tênue camada média for trabalhadores livres (carpinteiros, mestres de açúcar, feitores, etc.)
b) A diferença na composição social das duas pirâmides se deve ao fato de que o ouro possibilitava maior chance de ascensão social, apesar do fato de que poucos se beneficiaram dela. Entretanto, cabe ressaltar que a mineração estimulou outras atividades econômicas tais como o comércio interno responsável pelo abastecimento das regiões mineradoras. As atividades urbanas também ganharam destaque com o desenvolvimento da economia mineradora.


8. (UFPI) Considerando-se o período colonial brasileiro (1500-1822) e tomando-se, nesse recorte, aspectos do cotidiano da sociedade colonial, é correto afirmar que:
a) Os sobrados eram armazéns destinados à venda de produtos importados da Europa, sendo sua denominação decorrente do modo como, pejorativamente, alguns brasileiros igualavam esses armazéns às "sobras" do comércio europeu.
b) A casa-grande, além de encarnar simbolicamente o poder dos senhores de escravos e engenhos, expandiu-se também, no Brasil Colônia, como símbolo patriarcal.
c) A miscigenação étnica, decorrente de condições históricas típicas no Brasil, contribuiu para a ausência de conflitos entre colonizador e colonizados.
d) Uniões formais e duradouras entre nativas indígenas e colonizadores portugueses comprovam a tese, presente em parte da historiografia sobre o Brasil, da cordialidade brasileira.
e) O concubinato nas relações amorosas no Brasil, mais comum na região da capitania de São Vicente, restringiu-se ao período colonial, tendo sido completamente banido a partir do início do século XIX.
resposta da questão 8:[A]


9. (PITÁGORAS) Leia o texto a seguir.
Mulher, mulheres: como seriam no passado? O que faziam? Como viviam, ou melhor, sobreviviam? [...] [Na América Portuguesa, sua quase invisibilidade as identificava "aos de baixo". Isso porque a maioria das mulheres era analfabeta, subordinada juridicamente aos homens e politicamente inexistente. Sua condição as excluía de qualquer exercício de função nas câmaras municipais, na administração eclesiástica, proibindo-as de ocupar cargos de administração que Ihes garantissem reconhecimento social. O sistema patriarcal instalado no Brasil colonial, sistema que encontrou grande reforço na Igreja Católica, que via as mulheres como indivíduos submissos e inferiores, acabou por deixar-Ihes, aparentemente, pouco espaço de ação explícita.
PRIORE, Mary Dei. Mulheres no Brasil Colonial. São Paulo: Contexto, 2000. p. 9-10 ( Repensando a História).
Um rápido olhar sobre as ruas e praças das cidades brasileiras logo destaca a crescente e colorida presença das mulheres, marcando fortemente uma diferença em relação ao passado. Os espaços públicos se tornam menos constrangedores, percebe a observadora recém-chegada, concluindo que houve uma grande mudança nos hábitos e costumes da população. Progressivamente também nota que nos postos de gasolina, nos restaurantes e bares, nas lojas, bancos, empresas, nas escolas e universidades, ou nas delegacias, seu número aumentou consideravelmente, mesmo que, muitas vezes, não nos postos de comando. Ainda assim, uma mulher é a atual prefeita da maior cidade do país e as negras começam a compor o ministério do governo de esquerda.
Alvarez, Sonia - Engendering Democracy in Brazil. Princeton University Press, 1990
Após uma leitura dos textos ESTABELEÇA as permanências e as rupturas na condição da mulher no Brasil Colonial e na atualidade.
resposta da questão 9:
Na atualidade as mulheres obtiveram grandes conquista e cada vez mais vai buscando seu espaço na sociedade. A presença da mulher pode ser notada em todos os setores da vida econômica, política e social. A situação da mulher mudou consideravelmente, porém ainda percebemos que em muitos a mulher é marginalizada. Na relação de trabalho ainda são os homens que ocupam a maioria dos cargos de chefia e ainda ganham os melhores. Percebemos que muita coisa mudou, mas ainda esta longe de ser o ideal.


10. (Uel) Examine o quadro abaixo:

Johann Moritz Rugendas, Família de Plantador, 1812. In: SOUZA, L. de M. (org.) "História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América portuguesa". São Paulo: Companhia das Letras, 1997. p.100.
Com base nesse quadro, que retrata o interior de uma residência abastada do mundo rural, é correto afirmar:
a) Nas moradias mais ricas, os escravos eram impedidos de conviver com as crianças brancas nos aposentos da casa.
b) Nos primeiros séculos da colonização, as casas mais abastadas possuíam um mobiliário luxuoso que acomodava confortavelmente os moradores.
c) Por se tratar de uma sociedade sem estratificação social, o convívio entre brancos e negros decorreu sem maiores tensões, favorecendo reuniões permeadas de cordialidade.
d) Os moradores da colônia deram grande importância à privacidade, separando, para tanto, as mulheres do convívio com escravos e demais membros da família.
e) Embora existissem domicílios de vários tipos de norte a sul da colônia, eram inevitáveis a presença de escravos e a sua convivência com os senhores e demais membros da família.
resposta da questão 10:[E]


11. (UFRRJ) Leia o texto a seguir do jesuíta Manoel da Nóbrega sobre as populações indígenas do Brasil no século XVI. Os que communicam com nós outros até agora são de duas castas, uns se chamam ¢Topinaquis e os outros £Topinambás. Estes têm casas de palmas mui grandes, e dellas em que pousarão cincoenta Indios com suas mulheres e filhos. Dormem em redes d algodão junto do fogo, que toda a noite têm aceso, assim por amor do frio, porque andam nús, como tambem pelos Demonios que dizem fugir do fogo. (...) Esta gentilidade nenhuma cousa adora, nem conhece a Deus; somente aos trovôes chama Tupane, que é como quem diz cousa divina.
Manoel da Nóbrega, "Informações das Terras do Brasil". In: NÓBREGA, Manoel da. "Cartas Jesuíticas I Cartas do Brasil 1549-1560". Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/USP, 1988. p. 99. ¢ - Tupiniquins. £ - Tubinambás. ¤ - Tupã.
A Companhia de Jesus, fundada por Inácio de Loyola em 1540, constituiu um dos principais instrumentos de ação da contra-reforma e teve marcante destaque na cristianização do Japão e da China, como também nas Américas espanhola e portuguesa.
a) A partir do trecho acima de uma carta de Manoel da Nóbrega (1517-1570), explicite uma característica das formas de expressão da religiosidade indígena em contraposição ao cristianismo do europeu.
b) Aponte 1 (um) aspecto do impacto das missões jesuíticas sobre as comunidades indígenas.
resposta da questão 11:
a)A religião indígena é politeísta ou seja, acredita em vários deuses, contrapondo-se assim ao cristianismo que acredita em um único Deus ( monoteísmo )
b)As missões jesuíticas tinham como objetivo civilizar e evangelizar as aldeias indígenas.Pretendiam criar uma sociedade de acordo com a sociedade cristã europeia.


12. (Unesp 2005) A cana-de-açúcar começou a ser cultivada igualmente em São Vicente e em Pernambuco, estendendo-se depois à Bahia e ao Maranhão a sua cultura, que onde logrou êxito - medíocre como em São Vicente ou máximo como em Pernambuco, no Recôncavo e no Maranhão - trouxe em conseqüência uma sociedade e um gênero de vida de tendências mais ou menos aristocráticas e escravocratas.
(Gilberto Freyre, "Casa-Grande e Senzala".)
Tendo por base as afirmações do autor,
a) cite um motivo do maior sucesso da exploração da cana-de-açúcar em Pernambuco do que em São Vicente.
b) Explique por que o autor definiu "o gênero de vida" da sociedade constituída pela cultura da cana-de-açúcar como apresentando "tendências mais ou menos aristocráticas".
resposta da questão 12:
a) O fato da capitania de Pernambuco ter solo mais fértil, receber maiores investimentos, se localizar geograficamente mais próxima da Metrópole, etc.
b) O autor faz referência ao poder dos senhores de engenho, que desfrutavam de um prestígio destacado na sociedade colonial. Cabe um registro de que embora a História tradicional relate a riqueza e o poder dos senhores, estudos historiográficos mais recentes refutam essa ideia, apontando que esses senhores enfrentavam uma vida difícil e sem brilho.


13. (UFSM) Diz-se geralmente que a negra corrompeu a vida sexual da sociedade brasileira (...). É absurdo responsabilizar-se o negro pelo que não foi obra sua (...), mas do sistema social e econômico em que funcionaram passiva e mecanicamente. Não há escravidão sem depravação sexual. É da essência mesma do regime. (...) Não era o negro (...) o libertino: mas o escravo a serviço do interesse econômico e da ociosidade voluptuosa dos senhores. Não era a raça inferior a fonte de corrupção, mas o abuso de uma raça por outra".
FREYRE, Gilberto. "Casa-grande & senzala". Rio de Janeiro: Record, 2001. p. 372 e 375.
Considerando o texto, é correto afirmar que a degradação moral da sociedade açucareira do Nordeste brasileiro tinha como eixo
a) a estrutura frágil da Igreja colonial e seu reduzido trabalho na disseminação dos valores cristãos.
b) as relações de poder entre a metrópole e a colônia, desfavoráveis a essa última quanto aos preços dos seus produtos.
c) a complexa formação étnica da sociedade açucareira, misturando raças em detrimento dos costumes portugueses.
d) a natural corrupção do ser humano, que jamais encontra limites, seja na Igreja ou polícia, para a expressão dos instintos.
e) as relações sociais de produção do engenho açucareiro, base da ordem social colonial.
resposta da questão 13:[E]


14. (UFPE) Sobre a formação da sociedade brasileira, analise as alternativas abaixo.
1) A mulher gentia, além da base física da família brasileira, foi um valioso elemento da cultura material.
2) Os curumins e as cunhatãs foram, ao mesmo tempo, discípulos e mestres dos jesuítas. 3) O colonizador português, familiarizado com valores tropicais da Ásia e da África, amenizou a imposição de hábitos estranhos ao clima e à terra.
4) A presença negra na formação social brasileira deve-se unicamente ao grupo nigeriano, responsável pelo desenvolvimento da agricultura no Brasil.
5) Os bantos e sudaneses foram os principais grupos de africanos que participaram da formação social brasileira.
Está(ão) correta(s) apenas:
a) 1, 2, 4 e 5
b) 2, 3 e 4
c) 1, 2, 3 e 4
d) 5
e) 1, 2, 3 e 5
resposta da questão 14:[E]


15. (UFRN) O texto abaixo analisa as relações entre o homem e a mulher no Brasil, no período da Colônia e do Império.
Muitas mulheres foram enclausuradas, desprezadas, vigiadas, espancadas, perseguidas. Em contrapartida, várias reagiram às violências que sofriam. Parte da população feminina livre esteve sob o poder dos homens, outra parte rompeu uniões indesejáveis e tornou-se senhora do próprio destino. As práticas consideradas "mágicas" foram uma das maneiras pelas quais as mulheres enfrentaram as contrariedades do cotidiano. Chegaram até mesmo a causar temor entre os homens. Acreditava-se que as "feiticeiras" tinham o poder de "cura" ou o poder sobre o amor e a fertilidade masculina e feminina, através de "poções mágicas".
Adaptado de: MOTA, Myriam Becho; BRAICK, Patrícia Ramos. História: das cavernas ao terceiro milênio. São Paulo: Moderna, 1997. p. 239.
A partir do texto, é possível concluir que, na sociedade brasileira colonial e imperial,
a) as mulheres ocupavam o centro decisório das famílias, mesmo que homens praticassem atos violentos contra elas, ferindo o estabelecido pela lei.
b) o modelo de família patriarcal, apesar de dominante, era subvertido por vários procedimentos adotados pelas mulheres.
c) o rompimento de uma relação matrimonial por parte da mulher era considerado um ato de feitiçaria, passível de punição pela Inquisição católica.
d) as mulheres tinham poder de decisão quanto ao número de filhos, satisfazendo, assim, o modelo feminino característico da sociedade patriarcal.
resposta da questão 15:[B]


16. (Fuvest 2011) É assim extremamente simples a estrutura social da colônia no primeiro século e meio de colonização. Reduz-se em suma a duas classes: de um lado os proprietários rurais, a classe abastada dos senhores de engenho e fazenda; doutro, a massa da população espúria dos trabalhadores do campo, escravos e semilivres. Da simplicidade da infraestrutura econômica – a terra, única força produtiva, absorvida pela grande exploração agrícola – deriva a da estrutura social: a reduzida classe de proprietários e a grande massa, explorada e oprimida. Há naturalmente no seio desta massa gradações, que assinalamos. Mas, elas não são contudo bastante profundas para se caracterizarem em situações radicalmente distintas. Caio Prado Jr., Evolução política do Brasil. 20ª ed. São Paulo: Brasiliense, p.28-29, 1993 [1942]. Neste trecho, o autor observa que, na sociedade colonial,
a) só havia duas classes conhecidas, e que nada é sabido sobre indivíduos que porventura fizessem parte de outras.
b) havia muitas classes diferentes, mas só duas estavam diretamente ligadas a critérios econômicos.
c) todos os membros das classes existentes queriam se transformar em proprietários rurais, exceto os pequenos trabalhadores livres, semilivres ou escravos.
d) diversas classes radicalmente distintas umas das outras compunham um cenário complexo, marcado por conflitos sociais.
e) a população se organizava em duas classes, cujas gradações internas não alteravam a simplicidade da estrutura social.

resposta da questão 16:[E]
Questão de interpretação de texto, de um dos grandes historiadores marxista brasileiro, que adota com o conceito de “classe social” na análise da estrutura colonial do Brasil


17. (UFF) " As festas e as procissões religiosas contavam entre os grandes divertimentos da população, o que se harmoniza perfeitamente com o extremo apreço pelo aspecto externo do culto e da religião que, entre nós, sempre se manifestou (...). O que está sendo festejado é antes o êxito da empresa aurífera, do que o Santíssimo Sacramento. A festa tem uma enorme virtude congraçadora, orientando a sociedade para o evento e fazendo esquecer da sua faina cotidiana.(...). A festa seria como o rito, um momento especial construído pela sociedade, situação surgida "sob a égide e o controle do sistema social" e por ele programada. A mensagem social de riqueza e opulência para todos ganharia, com a festa, enorme clareza e força. Mas a mensagem viria como cifrada: o barroco se utiliza da ilusão e do paradoxo, e assim o luxo era ostentação pura, o fausto era falso, a riqueza começava a ser pobreza, o apogeu decadência"
(Adaptado de SOUZA, Laura de Mello e. "Desclassificados do Ouro". Rio de Janeiro, Graal, 1990, pp. 20-23)
Segundo a autora do texto, a sociedade nascida da atividade mineradora, no Brasil do século XVIII, teria sido marcada por um "fausto falso" porque:
a) a mineração, por ter atraído um enorme contingente populacional para a região das Gerais, provocou uma crise constante de subalimentação, que dizimava somente os escravos, a mão-de-obra central desta atividade, o que era compensado pela realização constante de festas;
b) o conjunto das atividades de extração aurífera e de diamantes era volátil, dando àquela sociedade uma aparência opulenta, porém tão fugaz quanto a exploração das jazidas que rapidamente se esgotavam;
c) existia um profundo contraste entre os que monopolizavam a grande exploração de ouro e diamantes e a grande maioria da população livre, que vivia em estado de penúria total, enfrentando, inclusive, a fome, devido à alta concentração populacional na região;
d) a riqueza era a tônica dessa sociedade, sendo distribuída por todos os que nela trabalhavam, livres e escravos, o que tinha como contrapartida a promoção de luxuosas cerimônias religiosas, ainda que fosse falso o poderio da Igreja nesta região;
e) a luxuosa arquitetura barroca era uma forma de convencer a todos aqueles que buscavam viver da exploração das jazidas que o enriquecimento era fácil e a ascensão social aberta a todas as camadas daquela sociedade.
resposta da questão 17: [C]


18. (UFU) “Se a transformação de índio em escravo exigiu ajustamentos por parte da camada senhorial, também pressupunha um processo de mudança por parte dos índios. Este processo desenrolou-se ao longo do século XVII, contribuindo para a evolução das bases precárias sobre as quais se assentava o regime de administração particular. Um dos elementos centrais deste processo foi a religião que, em certo sentido, servia de meio para se impor uma distância definitiva entre escravos índios e a sociedade primitiva da qual foram bruscamente separados".
MONTEIRO, John Manuel. "Negros da Terra:" Índios e Bandeirantes nas Origens de São Paulo: São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p.159.

Considerando o e-mail apresentado, assinale a alternativa correta.

a) A conversão religiosa do índio ao cristianismo era uma estratégia central para a desarticulação de seus laços culturais originais e sua inserção, como escravo, na sociedade colonial.
b) A conversão do índio ao cristianismo não visava ter um efeito qualquer sobre os comportamentos e hábitos culturais indígenas, servindo apenas como justificativa para a escravidão.
c) A camada senhorial de São Paulo não se alterou diante da herança cultural indígena, impondo aos índios, pela força das armas, sua cultura e sua religião.
d) A religião cristã dificultou a inserção do índio como escravo na sociedade colonial, pois os missionários jesuítas opuseram-se veementemente à escravidão indígena.
resposta da questão 17:[A]


19. (UNIFESP) Estima-se que, no fim do período colonial, cerca de 42% da população negra ou mulata era constituída por africanos ou afro-brasileiros livres ou libertos. Sobre esse expressivo contingente, é correto afirmar que

a) era o responsável pela criação de gado e pela indústria do couro destinada à exportação.
b) vivia, em sua maior parte, em quilombos, que tanto marcaram a paisagem social da época.
c) possuía todos os direitos, inclusive o de participar das Câmaras e das irmandades leigas.
d) tinha uma situação ambígua, pois não estava livre de recair, arbitrariamente, na escravidão.
e) formava a mão-de-obra livre assalariada nas pequenas propriedades que abasteciam as cidades.
resposta da questão 19:[D]


20. (UEMG) Segundo a historiadora Adriana Romeiro, em artigo publicado na revista Nossa História, “a imagem do caos – tão típica dos relatos dessa época – estava também associada à fluidez geográfica dos povoados, que se moviam de um lado para o outro, ao sabor das novas descobertas e do esgotamento das velhas lavras. O jesuíta italiano Antonil. Forjou uma bela expressão para descrever o movimento incessante dos arraiais:
‘Freguesias móveis de um lugar para outro como os filhos de Israel no deserto’.”Nossa História, outubro de 2006, p. 13-14.
No trecho citado, a historiadora refere-se
a) à característica itinerante que a pecuária adquiriu à época do Brasil colonial.
b) ao temor que os bandeirantes paulistas espalharam pelo sertão, em busca de ouro.
c) ao quadro conturbado que a descoberta do ouro desenhou na região das Minas.
d) à insegurança que a decadência da atividade mineradora trouxe para a população colonial.
resposta da questão 20: [D]


21. (PUC) A família patriarcal foi o modelo de organização social do Brasil Colônia. Sobre ela, é correto afirmar, EXCETO:
a) A esposa deveria acatar as ordens do marido, administrar a casa e educar cristãmente os filhos.
b) O senhor poderia se servir sexualmente das escravas, consideradas "território do prazer".
c) O primogênito dividia o poder com o pai, pois aos homens cabiam as posições de mando.
d) As filhas eram educadas para reproduzir o papel da mãe como esposas servis e submissas.
e) A autoridade suprema era a do pai, a quem todos deviam respeito, obediência e subordinação.

resposta da questão 21:[C]


22. (ENEM – 2010) “Pecado nefando” era expressão correntemente utilizada pelos inquisidores para a sodomia. Nefandus: o que não pode ser dito. A Assembléia de Clérigos reunida em Salvador, em 1707, considerou a sodomia “tão péssimo e horrendo crime”, tão contrário à lei da natureza, que “era indigno de ser nomeado”, e, por isso mesmo, nefando.
NOVAIS, F.; MELLO E SOUZA, L. História da vida privada no Brasil. V.1.São Paulo.Companhia das Letras, 1997 (adaptado)
O número de homossexuais assassinados no Brasil bateu o recorde histórico em 2009. De acordo com o Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais (LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis) nesse ano foram registrados 195 mortos por motivação homofóbica no País.
Disponível em: www.alemdanoticia.com.br/ultimas_noticias.php?codnoticia=3871 .
Acesso em: 29 adr. 2010 (adaptado).
A homofobia é a rejeição e menosprezo à orientação sexual do outro e, muitas vezes, expressa-se sob a forma de comportamentos violentos. Os textos indicam que as condenações públicas, perseguições e assassinatos de homossexuais no País estão associadas:
a) à baixa representatividade política de grupos organizados que defendem os direitos de cidadania dos homossexuais.
b) à falência da democracia no País, que torna impeditiva a divulgação de estatísticas relacionadas à violência contra homossexuais.
c) à Constituição de 1988, que exclui do tecido social os homossexuais, além de impedi-los de exercer os seus direitos políticos.
d) a um passado histórico marcado pela demonização do corpo e por formar recorrentes de tabus e intolerância.
e) a uma política eugênica desenvolvida pelo Estado, justificada a partir dos posicionamentos de correntes filosófico-científicas.
resposta da questão 22:[D]
A homofobia e suas manifestações discriminatórias e violentas são antigas e sólidas expressões de preconceito nas sociedades. Ainda que relativamente recentes, e apesar da frequente omissão do Estado, os grupos homossexuais vêm se articulando para enfrentar o segregacionismo e se autoafirmar no âmbito dos direitos da cidadania


23. (ENEM 2010 2ª aplicação)
A sensualidade foi assunto recorrente no Brasil colonial. Opiniões se dividiam quando o tema afrontava diretamente os "bons costumes". Nesse contexto, contribuia para explicar essas divergências
a) a existência de associações religiosas que defendiam a pureza sexual da população branca.
b) a associação da sensualidade às parcelas mais abastadas da sociedade.
c) o posicionamento liberal da sociedade oitocentista, que reinvindicava mudanças de comportamento na sociedade.
d) a política pública higienista, que atrelava a sexualidade a grupos socialmente marginais.
e) a busca do controle do corpo por meio de discurso ambíguo que associava sexo, prazer, libertinagem e pecado.
resposta da questão 23: [E]


24. (UFPR 2010)  A partir do século XVI, o catolicismo constituiu um dos pilares fundamentais da colonização portuguesa no Brasil. Sobre a difusão da religião católica na América portuguesa, é correto afirmar que ela:      
I. contou com a instituição do padroado régio, conforme o qual cabia aos monarcas portugueses propagar a fé católica nas terras conquistadas.     
II. pôde contar com intensa atividade dos religiosos jesuítas já nos primeiros processos de povoamento ocorridos sob a égide das capitanias hereditárias.     
III. foi apoiada pelo Santo Ofício, que enviou visitações para a Bahia e para Pernambuco.    
IV. teve que enfrentar expressões religiosas que mesclavam aspectos do imaginário religioso tupi com traços das hierarquias, títulos e rituais católicos.  


Assinale a alternativa correta. 
A)     Somente a afirmativa 3 é verdadeira. 
B)     Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras. 
C)     Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras. 
D)     Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras. 
E)     Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.



resposta da questão 24;[C]




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