sexta-feira, 28 de agosto de 2009

ANÁLISE CRÍTICA DA MÚSICA: Pra não dizer que não falei das flores

ANÁLISE CRÍTICA DA MÚSICA: Pra não dizer que não falei das flores

Por: Patrícia de Paula Padilha



1968 
Aquele foi um ano de grandes manifestações e marcos para a história, não só no Brasil, mas também na Europa, nos Estados Unidos, Tchecoslováquia e México. Tudo acontecia quase que ao mesmo tempo: a Guerra no Vietnã, a Primavera de Praga, o assassinato de Martin Luther King e Robert Kennedy, o decreto do AI-5, a Tropicália, o Festival de Cinema de Cannes, etc.



Guerra do Vietnã - 50 mil soldados norte-americanos e mais de 2 milhões de vietnamitas mortos na maior tragédia do sudeste asiático.



França - Maio de 1968 - Passeata estudantil.




Manifestação estudantil contra a ditadura militar no BRASIL - JUNHO






Abaixo, Robert Kennedy, senador e candidato democrata a presidência da república é assassinado na Califórnia. - Junho











Passeata dos cem mil.







Fim da "Primavera de Praga" - Tropas do Pacto de Varsóvia invadem a Tchecoslováquia e derrubam o governo reformista de Alexandre Dubcek. - Agosto.
 
TROPICALISMO

Coloque num mesmo ano a guerra do Vietnam, protestos pacifistas, invasão da Tcheco-Eslováquia, contracultura, assassinatos de Bob Kennedy e Martin Luther King, movimentos pela liberação sexual, racial, artística, cultural e política, manifestações estudantis, viagens espaciais, ditadura militar, ecologia, festivais da Record, Jimi Hendrix, Bob Dylan, Jim Morrison, Janis Joplin, Beatles, Joe Cocker, Caetano, Gilberto Gil, Geraldo Vandré, Grateful Dead, hippies, Comando de Caça aos Comunistas (CCC), paz e amor, drogas, Bonnie and Clyde, Tropicalismo, Roberto Carlos, Roda Viva. Tudo isso ao som de guitarras eletrificadas, tiros, gritos de guerra, canções de protesto, bombas de gás e de napalm. O resultado é um ano especial, que marcou o século 20. Daqueles que entram para a história e ficam gravados para sempre na memória dos que o viveram. Assim foi 1968.
Na noite de 31 de dezembro de 1967 não havia nenhum sinal de tormenta no ar. O mundo respirava euforia. A lógica da Guerra Fria mantinha a bipolaridade mundial entre russos e americanos, que garantia a paz. Os pequenos conflitos em áreas distantes do planeta não eram vistos como ameaças para um holocausto nuclear. As economias dos países ocidentais estavam no auge e viviam o mais forte período de prosperidade e crescimento de toda a história do mundo industrializado. O império soviético parecia ter total controle sobre tudo o que acontecia atrás da cortina de ferro. Os Estados Unidos, a mais rica e poderosa nação do planeta, nadavam em abundância e pensavam em como se livrar do Vietnam, um desses pequenos conflitos.
Mil novecentos e sessenta e oito entrou no ar recebido pelo espocar das rolhas de champanha e clima de muito otimismo. Não havia espaço para pessimismo e nenhum dos surpreendentes acontecimentos que nos próximos 365 dias iriam abalar as estruturas deste mundo cor-de-rosa e fazer de 1968 um dos anos chaves do século 20 foi previsto.
A ofensiva do Têt (fevereiro) dos patriotas vietnamitas desarticulou todo o esquema americano no Vietnam e mostrou que uma solução militar era impossível. Enquanto os Estados Unidos enviavam apressadamente milhares de jovens para tentar recompor suas forças, o Vietnam invadia os lares americanos através da televisão. Os pais começaram então a questionar o sentido de mandar seus filhos para uma morte horrível nos pântanos e arrozais de um país distante, pobre e onde os EUA não tinham grandes interesses comerciais.
Muito rapidamente o distante Vietnam viria a mudar a história dos Estados Unidos. Violentos protestos contra a guerra tomaram conta dos campi das universidades americanas, jogaram para o espaço a candidatura de Lyndon Johnson à presidência e abriram caminho para a eleição de Richard Nixon. A guerra no Vietnam dividiu profunda e irremediavelmente a sociedade americana.
A brutal invasão da Tcheco-Eslováquia (agosto) confirmou que havia muitas coisas podres no império soviético. As chocantes imagens dos tanques soviéticos esmagando a primavera de liberdade que floria em Praga abalariam gravemente os alicerces do comunismo. Milhares de comunistas em todo o mundo queimaram suas carteirinhas e romperam indignados com o partido. Num ano em que os jovens defendiam o amor livre, a encíclica Humanae Vitae do papa Paulo VI, condenando a pílula e todos anticoncepcionais, colocaria a Igreja na contramão da história. A pílula era, afinal, a grande conquista feminina.
O ano de 1968, como resume Eric Hobsbawm em A era dos extremos, encerrou a era do general De Gaulle na França, dos presidentes democratas nos EUA, as esperanças do comunismo liberal na Europa Central e assinalou o início de uma nova fase na política mexicana, depois do massacre de estudantes de Tlatelolco.
A revolta dos estudantes em praticamente todos os países do mundo resultaria num profundo questionamento da política tradicional, dos costumes, do autoritarismo, e introduziria no cotidiano valores como pacifismo, feminismo, ecologia, contracultura, música de protesto, som pop e drogas. Como poucas vezes aconteceu no passado, o mundo mudou radicalmente no espaço de um ano.
Paz e amor. É proibido proibir. A imaginação no poder. Seja realista, peça o impossível. Faça amor, não faça a guerra. Essas curtas palavras de ordem definem melhor do que qualquer estudo sociológico o espírito de 1968, um ano especial, talvez o mais carregado de simbolismos do século 20.



A luta pela liberdade, pelo fim da censura e por um país democrático, o ano de 1968 foi além, foi um ano em que tudo mudava, a televisão crescia espantosamente e foi uma grande personagem na Guerra do Vietnã (primeira guerra transmitida pela TV). Época dos grandes ídolos como: Jimi Hendrix, The Beatles, Rolling Stone e de grandes pensadores e intelectuais. Os hippies tomavam o seu lugar na história e frases como: “Faça amor e não faça a guerra” eram os slogans de paz. O sexo não era mais visto como “um horror” e ”pecado” e as mulheres não queriam mais ser um objeto do homem, surgia a minissaia. Os negros, os homossexuais e as mulheres começaram a mostrar que não eram “bichos” e muito menos sofriam de doenças como era alegado para os homossexuais, depois 1968 eles ganharam uma importância que até então lhes era negada, mostraram que não eram uma minoria e que tinham tantos direitos quanto homens, heterossexuais e brancos.
Depois do golpe militar de 1964, o Brasil vê-se diante de 10 anos de censura, repressões, torturas, exílios e passeatas, mas nenhum desses anos foi tão intenso quanto o de 1968, depois da morte do estudante Edson Luís que foi assassinado por policiais, os estudantes se revoltaram e foram para as ruas pedir por mais liberdade, democracia, melhores condições de estudo e principalmente pelo fim da ditadura. Entre as manifestações surgiu um movimento chamado Tropicalismo, que além de seus principais representantes Caetano Veloso e Gilberto Gil, contavam também com artistas como: Gal Costa, Tom Zé, Mutantes, Nara Leão, etc. Os tropicalistas mudaram o conceito de bossa nova e surgiram com uma nova linguagem de MPB, incorporaram instrumentos nas composições e as letras das músicas agora eram cheias de protestos, críticas e desabafos, misturaram gêneros, cores, estilos e foram essenciais para caracterizar a história do País daquela década. Infelizmente, o Tropicalismo não durou muito, depois da morte do estudante Edson Luís, surgiram grandes manifestações ao decorrer do ano como é o caso da Passeata dos Cem Mil, que reuniu aproximadamente 100 mil pessoas, entre elas: artistas, padres, mães, intelectuais, estudantes.
Mas no fim do ano, quando os estudantes se reuniram em um congresso em Ibiúna – SP, os policiais deram fim a tudo aquilo prendendo os grandes líderes estudantis, ferindo vários estudantes e aliados. Logo depois, Caetano Veloso e Gilberto Gil, também foram presos e logo se exilaram, era o fim do Tropicalismo, era o começo do silêncio da UNE (que durante alguns anos, não teve grandes manifestações) e também era o início de uma fase muito mais severa, do que a que se vivia até o momento: foi decretado em dezembro de 1968 o Ato Institucional nº. 5, pelo presidente Costa e Silva. 


Em 13 de dezembro de 1968, o governo militar edita o Ato Institucional número 5 dando amplos poderes ao executivo, suspendendo o habeas corpus para crimes políticos. Na imagem capa do jornal Folha de São Paulo em 14/12/1968.
Entre tantas músicas, que de uma forma ou de outra nos conta os longos 20 anos de ditadura, existe uma em especial: “Pra não dizer que não falei das flores”. Composta por Geraldo Vandré, um homem paraibano, que depois de 1968 sumiu e ficou durante anos em silêncio, mas que deixou como herança para as novas gerações, uma composição que por muitos é considerada um hino contra a ditadura, alguns ainda dizem que é a Marselhesa brasileira. Marselhesa foi um canto de guerra revolucionário que acompanhava a maior parte das manifestações francesas, e em 1975 tornou-se hino nacional da França.



PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES



GERALDO VANDRÉ

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam antigas lições
De morrer pela pátria e viver sem razão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.




Caminhando e cantando e seguindo a canção / Somos todos iguais braços dados ou não: representa as passeatas que reuniam, em sua maioria, jovens que tinham consigo um desejo de mudança, ambições e sonhos, eram movidas a cartazes de protestos, a vozes gritantes que entoavam hinos e músicas. Essa frase também nos mostra que independente de crenças e idéias, as pessoas são iguais, estando elas do mesmo lado ou não.
Nas escolas nas ruas, campos, construções: as manifestações eram compostas de pessoas de diversos ambientes, mas que possuíam o desejo de mudança em comum: agricultores, operários, camponeses, mulheres, jovens, professores, jornalistas, intelectuais, padres e bispos. No caso de professores, jornalistas e intelectuais eles eram censurados e vigiados, o que depois de AI-5 ocorreu com maior intensidade, os professores não podiam lecionar e mencionar nada referente ao golpe, os jornalistas tinham seus artigos e matérias cortadas pela censura e os intelectuais eram proibidos de disseminar suas idéias e também de publicá-las. Nas universidades não havia vagas e muitos jovens não conseguiam estudar, mulheres eram descriminadas e impedidas de trabalhar, os operários sofriam com os baixos salários, agricultores e camponeses tinham suas terras ocupadas e os padres e bispos eram ameaçados, presos e muitas vezes expulsos do país. Então a maneira encontrada para protestarem pelos seus direitos, era juntar-se aqueles que também possuíam idéias de mudança e desejo por um país melhor.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber: esse trecho contesta sobre aqueles que sofriam o momento na pele e não faziam nada, afinal não se muda um país, ficando parado. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer: refere-se também a essas pessoas que preferiam ficar em silêncio em vez de tentar alcançar a mudança junto aos estudantes e aos demais.
Pelos campos há fome em grandes plantações: as pessoas que trabalhavam nos campos, ou que eram agricultores, também sofriam com a ditadura, os poucos que possuíam um pedaço de terra a mesma lhe era tomada, os camponeses muitas vezes eram despejados e acabavam por passar fome.
Pelas ruas marchando indecisos cordões: cordões é como ficou conhecido os grupos de foliões que tomavam as ruas durante o carnaval, o nome refere-se a característica dos grupos serem formados de forma que as pessoas se sucedem. Assim era composta algumas das manifestações, como foi o caso da Passeata dos Cem Mil, que parecia ser dividida em blocos: artistas, mães, padres, intelectuais e entre outros, que em muitos casos, caminhavam indecisos ou com medo dos militares.
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão / E acreditam nas flores vencendo o canhão: enquanto os militares reprimiam os protestantes com canhões, bombas de gás, e armas, a população saia nas ruas com cartazes e com a força de suas vozes, muitos atirando pedras e tudo o que se estivesse ao alcance, mas nada parecia ser tão forte e provocante quanto os gritos, as palavras de ordem dos movimentos estudantis, frases e músicas daquele ano, essas sim eram suas verdadeiras flores. Mas começaram a surgir grupos que não acreditavam mais em democracia sem a violência, alguns grupos de radicais se formavam e gritavam em coro: “Só o povo armado derruba a ditadura”, enquanto do outro lado um grupo militante gritava: “Só o povo organizado conquista o poder”.
Há soldados armados, amados ou não / Quase todos perdidos de armas na mão: os soldados estavam sempre armados e dispostos a prender os manifestantes e levá-los para as salas do DOPS, porém, muitos pareciam alienados, não sabiam direito o que acontecia ou fingiam não saber, para quem sabe assim se redimir da culpa de tantas mortes e “desaparecimentos” da época. Mas tinham famílias, namoradas, mãe, irmãos podiam sim ser amados por alguém ou então odiados por todos. Muitas manifestações foram, sobretudo contra a violência dos policiais.
Nos quartéis lhes ensinam antigas lições / De morrer pela pátria e viver sem razão: Os soldados aprendiam lições e como se houvesse uma lavagem cerebral aceitavam cumprir as ordens do governo, mas acredito que em sua maioria muitos sabiam exatamente o que faziam e concordavam com os planos e métodos. Como diz a frase eles aceitavam morrer pelo seu país, mesmo que para isso eles fossem recriminados pela população e tivessem que viver sem anseios e sem razão, afinal de contas eles só serviam para fazer o trabalho pesado para os governantes.
Somos todos soldados, armados ou não: na contradição de ser ou não soldados, todos
eram, a diferença esta nas armas e na motivação.
Os amores na mente, as flores no chão / A certeza na frente, a história na mão: a maioria, se não todas as pessoas que participavam ativamente dos manifestos eram motivados pelas perdas que sofriam, pelas mortes de amigos, parentes, conhecidos, pela dúvida do que aconteciam com as pessoas que eram levadas. Alguns dos jovens quando crianças viram seus pais serem levados por policiais e nunca mais tiveram noticias, muitos viram seus amigos morrerem e o corpo simplesmente desaparecer e acabavam por não ter direito ao enterro, alguns poucos voltavam e de outros nunca mais se ouvira, eram guiados pela certeza de que poderiam mudar o mundo e pela história que cada um deles possuía.
Aprendendo e ensinando uma nova lição: Grande parcela dos jovens brasileiros de hoje, desconhecem o período de 10 anos desde o golpe militar até o fim da ditadura, o desejo de mudança, a fome por liberdade e a coragem de lutar não está entre as principais prioridades do jovem do século XXI. O conformismo, a tecnologia, e várias outras novidades que surgiram após 1968, impedem que estudantes despertem em si os mesmos desejos de mudança. Muitos jovens não conseguem imaginar que existiu um tempo em que não havia internet, raves, DVD, CD, TV em cores e muito menos TV a cabo, shopping centers, big brother, MSN, orkut, entre outras coisas. Os jovens são movidos a saciar seus desejos e vontades muitas vezes supérfluas e estão mais preocupados com o próprio bem-estar, muitos desperdiçam o direito de voto, que infelizmente só foi conquistado após ditadura, direito esse que tanto foi motivo de luta dos jovens que almejavam garantir sua opinião e participar da história do próprio país.
Insatisfação contra a corrupção, violência, injustiça, leis, governos, escolas, mas não passam de apenas reclamações. A música de Geraldo Vandré é clara, nos conscientiza e informa sobre o ano de 1968 e os demais que se seguiram de ditadura militar, nos faz repensar sobre atitudes e ideais, sobre o velho e o novo, e de como o ditado “um por todos, e todos contra um” foi tão intenso durante aqueles anos, os estudantes podem não ter derrubado a ditadura, mas foram vistos e foram parte importante e indispensável da história. É decepcionante saber de que nos tempos atuais, aceitamos o que nos é imposto, fazemos parte de uma massa que cada vez mais parece alienada e movida às tecnologias. Não conseguimos nos separar de bens materiais e tampouco lutar contra isso, nos conformamos e ficamos aprisionados, o ano de 1968 ficou apenas como exemplo de uma geração de jovens com ideais, alguns alienados sim, mas a maioria com esperança de um país melhor e capaz de lutar pela liberdade e por aquilo que era lhes eram imposto.
Mesmo depois de 40 anos essa composição ainda pode nos expor a importância da luta pelos nossos objetivos, desejos e ideais, mas principalmente de como o conhecimento dos próprios direitos e deveres é imprescindível para que se construa uma sociedade melhor e democrática, além de ser o nosso principal dever como cidadão.

22 comentários:

  1. tive que copia tudo isso .... cansei viu ????

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  2. muito legal essa análise.parabéns!

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  3. perfeita a analise...
    apesar de jovem, estou na luta, não baixo a cabeça, para o q tentam nos impor no mundo moderno e midiático regido principalmente pelas organizações globo e suas obscuridades.!
    é triste constatar essa verdade, de q a juventude esta entregue ao conformismo, achando q td caira ao seu colo, nada se constroi sem luta.!

    e como diria o grande Ernesto Che Guevara : "Ser jovem e não ser rrevolucionário, é uma contradição genética".
    nós temos o poder de mudar em nossas mãos, basta nos concientizarmos disto!
    saudações a todo, um forte abraço e fico na esperança de um mundo melhor, construido realmente por nós!!!!

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  4. Muito boa a análise. Mostra como a música teve grande influencia sobre a ditadura militar, periodo mais repudiado de todos os tempos em solo brasileiro

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  5. nossa, parabéns não sou nenhuma especialista mas essa análise ficou ótima!

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  6. esse foi uma boa analise eu adorei mesmo isso faz nos rever outros conceitos

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  7. Parabéns, ótima análise.
    Estava atrás de uma análise que complementasse a minha, achei a sua e pude completar minhas palavras e compreender algumas ideias que ainda não havia entendido.
    Tomara que outros jovens tomem como exemplo os "anos de chumbo" da ditadura Militar e não fiquem passivos diante de ideias que lhe forem impostas.
    Obrigada, você fez um ótimo trabalho.

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  8. Adorei a análise!!! Salvou meu trabalho pra amanhã.Aff!Obrigado seja lá kem fez essa análise.Odeio trabalhos escolares!Eles dão muito...ahm...TRABALHO!By:Yo PS:Amuh o Dean e o Sam de Sobrenatural!Só pra constar.rs

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  9. Somente a Cor do Blog nos remete a pensar sobre grandes problemáticas na busca de nossos ideais.

    Muito Boa Análise.

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  10. JULHO DE 2012 ....O POVO ROUBADO E ROUBANDO....QUE TRISTEZA n MINHA JUVENTUDE ACREDITAR QUE A GENTE SERIA UMA MAIORIA INTELECTUAL E VENCERIA POR ORDEM E PROGRSSO IGUAL PARA TODOS...
    COM 62 ANOS LUTO PARA TER DIREITOS DE TER SAÚDE AINDA QUE PAGANDO E VEJO O IMPERIRO DA DOENÇA......NADA ESTA COMO SONHEI...Mas VEM VAMOS EMBORA QUE ESPERAR NÃO ´SABER, QUEM SABE FAZ A HORA NÃO ESPERA ACONTECER....

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  11. Pesquisei o contexto da música "Pra não dizer que não falei das flores", por curiosidade e encontrei esta análise. No meu ponto de vista, completa, muito boa. Parabéns pelo trabalho!

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  12. muito boa essa analise..gosto muito dessa musica.E na aula de filosofia o professor pediu para apresentar um trabalho com uma musica antiga porem critica e, logo lembrei dessa.busquei e achei no lugar certo! parabéns gostaria que mais pessoas no mundo pensasse assim.

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  13. Muito bom e muito e muito emocionante.
    PARABÉNS!

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  14. Esta analise foi uma otima ajuda ao meu trabalho, ta de parabéns!!

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  15. Perfeito, excelentes críticas construtivas, parabéns pelo artigo elaborado.

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  16. Perfeito , excelentes críticas construtivas e pesquisas enriquecedoras intelectualmente, parabéns pelo artigo elaborado.

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  17. Que crítica é essa? Muuuito Foda, Parabens, excelente o/////

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  18. Muito boa a análise, além de ter ajudado na atividade escolar, nos deixa com um pensamento mais forte de como esse país está.

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  19. Perfeito, adoro a musica do Geraldo Vandré, hoje depois de 46 anos ela ainda me emociona, pena que nos dias atuais vivemos no conformismo e não lutamos por nossos ideais, apesar de ter a grande arma O VOTO, e não sabemos usá-la.

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