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domingo, 17 de fevereiro de 2013

A Sociedeade Feudal Europeia



 Saiba mais sobre a sociedade feudal





Neste vídeo o professor Edenilson Morais apresenta as principais características da sociedade europeia entre os séculos IX e XII, ou seja, na transição da Alta para a Baixa Idade Média.

 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Confira a correção da prova de História geral (Primeiro ano)

Confira a correção da avaliação de História (primeiro ano)
Terceiro bimestre


1. (Ufc) Observe o comentário abaixo apresentado:
" ... Os Mosteiros eram em primeiro lugar casas, cada uma abrigando sua "família" ...os mais abundantes recursos convergiam para a instituição monástica, levando-a aos postos avançados do progresso cultural."
(Fonte: DUBY, Georges: "História da Vida Privada" 2: da Europa Feudal à Renascença. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 52)

Cite as razões de os mosteiros serem considerados "postos avançados do progresso cultural".


resposta:
Os Mosteiros medievais constituíam locais de oração e trabalho. Tornaram-se centros culturais, pois em suas bibliotecas foram preservadas obras de autores clássicos, fundamentais para a compreensão da Cultura greco-romana.

2. (Mackenzie) "... Deus tinha distribuído tarefas especificas a cada homem; uns deviam orar pela salvação de todos, outros deviam lutar para proteger o povo; cabia aos membros do terceiro estado, de longe o mais numeroso, alimentar, com seu trabalho, os homens de religião e da guerra. Este padrão, que rapidamente marcou a consciência coletiva, apresentava uma forma simples e em conformidade com o plano divino e assim sancionava a desigualdade social e todas as formas de exploração econômica..."
Georges Duby

Assinale a alternativa na qual as relações feudais de produção NÃO correspondem ao texto.
a) O trabalho no manso senhorial chamava-se corvéia e constituía uma das bases da relação servil.
b) As famílias camponesas cultivavam seus lotes de terra, extraindo deles o necessário para a subsistência.
c) A principal unidade econômica de produção dividia-se em três partes distintas, isto é, o manso senhorial, o manso servil e o manso comunal.
d) O sistema individual de cultivo das terras estimulou a produção de excedentes e rendas monetárias.
e) O modo de produção deste período tinha por base o trabalho servil e a economia agrária voltada para a subsistência.


resposta:[D]

3. (Unesp) Leia atentamente o texto. "Servidão: uma obrigação imposta ao produtor pela força e independentemente de sua vontade para satisfazer certas exigências econômicas de um senhor, quer tais exigências tomem a forma de serviços a prestar ou de taxas a pagar em dinheiro ou em espécie."
(Maurice Dobb - A EVOLUÇÃO DO CAPITALISMO)
a) A "corvéia" e a "talha" estavam entre as "exigências econômicas" dos senhores em relação ao servos. Esclareça no que consistiam.
b) O que diferencia a servidão da vassalagem?


resposta:
a) Corveia e talha consistem respectivamente, na obrigação em dias de trabalho e na cessão de parte da produção agrícola, ouseja, no pagamento em espécie.
b) A servidão está relacionada aos camponeses que prestavam serviços e pagavam determinadas obrigações aos senhores feudais em troca de proteca, e a vassalagem consistia num sistema social e econômico que foi usado principalmente na Idade Média onde um indivíduo oferece ao senhor ou suserano, fidelidade e trabalho em troca de proteção e um lugar no sistema de produção.

4. (Unicamp) O feudo era a principal unidade de produção da Idade Média.
a) Como se dividia o feudo?
b) Explique a função de cada uma das partes do feudo.


resposta:
a) O feudo se dividia em manso senhorial, manso servil e terras comunais.
b) No manso senhorial os servos trabalhavam gratuitamente algumas vezes por semanas (entre 2 e 3 dias), no manso servil predominavam as atividades agrícolas e nas terras comunais localizavam-se as áreas utilizadas tanto pelos nobres feudais como pelos servos, lá se encontravam os campos e os bosques destinados à caça, atividade nobre.


Questões extras

1. (Ufc) A casa de Deus, que cremos ser uma, está, pois, dividida em três: uns oram, outros combatem, e outros, enfim, trabalham.
Bispo Adalbéron de Laon, século XVI, apud Jacques Le Goff. "A Civilização do Ocidente Medieval". Lisboa: Editorial Estampa, 1984, v.II. p 45-6.

Caracterize a sociedade feudal, destacando a relação entre os que "combatem" (nobreza) e os que "trabalham" (servos).


resposta:

 
A sociedade feudal era estamental, polarizada por senhores e servos e incluindo-se os clérigos, os cavaleiros, os ministeriais e os escravos.
O papel das classes era definido pela Igreja sendo a nobreza senhorial responsável pela proteção dos servos que por seu lado constituíam a classe produtora dos recursos necessários à subsistência das demais classes. 

 
 2. (Unesp) A Idade Média pode ser caracterizada por um longo processo de desenvolvimento e de lenta dissolução das relações servis de produção. Relacione os fatores históricos estruturais e conjunturais que contribuíram e influíram na formação do sistema feudal.


resposta:
Com a decadência do Império Romano e as invasões bárbaras, os nobres romanos começaram a se afastar das cidades levando consigo camponeses (com medo de serem saqueados ou escravizados).E com vários povos bárbaros dominando a Europa Medieval, foi impossível unirem-se entre si e entre os descendentes de nobres romanos, que eram donos de pequenos agrupamentos de terra.Fazendo assim com que surgissem o feudalismo.

sábado, 21 de julho de 2012

Conheça as características da Alta Idade Média


 Saiba mais sobre a Alta Idade Média 



Saiba mais sobre as características da Alta Idade Média.

Roteiro de estudos: Feudalismo na Alta Idade Média

1. (Fuvest) A palavra “feudalismo” carrega consigo vários sentidos. Dentre eles, podem-se apontar aqueles ligados a
a) sociedades marcadas por dependências mútuas e assimétricas entre senhores e vassalos.
b) relações de parentesco determinadas pelo local de nascimento, sobretudo quando urbano.
c) regimes inteiramente dominados pela fé religiosa, seja ela cristã ou muçulmana.
d) altas concentrações fundiárias e capitalistas.
e) formas de economias de subsistência pré-agrícolas.




resposta:[A]

2. (UFPI) Entre as características do feudalismo, sistema político, social e econômico estruturado na Europa medieval, estão:
a) A existência de uma forte concentração de poder nas mãos dos monarcas.
b) Uma forte monetarização das relações econômicas, favorecendo o crescimento dos núcleos urbanos.
c) A terra não tinha valor, sendo inúmeras vezes concedida aos servos para que cultivassem a agricultura livremente.
d) A existência de uma sociedade estamental, formada por grupos sociais com status fixos, os senhores e os servos, em que os servos eram presos à terra e obrigados a prestar serviços e pagar impostos aos senhores.
e) Uma base econômica voltada ao comércio entre os vários feudos existentes.


resposta:[D]


3. (Unifesp) Sabe-se que o feudalismo resultou da combinação de instituições romanas com instituições bárbaras ou germânicas. Indique e descreva no feudalismo uma instituição de origem
a) romana.
b) germânica.


resposta:
a) A servidão medieval, marcada pelo vínculo dos camponeses à terra, teve origem na instituição do colonato durante o Baixo Império Romano.
b) A instituição da vassalagem entre os nobres feudais tem sua origem associada à tradição germânica de alianças militares, definida como comitatus.

4. (ESPM jul08) Leia o documento que se segue e responda:
Em primeiro lugar, prestaram homenagem da maneira seguinte: o conde perguntou ao seu interlocutor se queria tornar-se seu homem, sem reserva, e este respondeu: - Quero; depois estando as suas mãos apertadas pelas do conde, aquele que havia prestado homenagem fez compromisso da sua fidelidade ao ‘avant-parlier’ (porta-voz) do conde, nestes termos: — Prometo pela minha —, ser, a partir deste instante, fiel ao conde Guilherme e guardar-lhe, contra todos e inteiramente à minha homenagem, de boa fé e sem dolo; em terceiro lugar jurou o mesmo sobre as relíquias dos santos.
(F.L.Ganshof. O que é Feudalismo?)

Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, quem se submetia a tal juramento e uma de suas obrigações:
a) Suserano; corvéia, ou prestação de trabalho por 3 dias da semana ao senhor.
b) Suserano; banalidade ou taxas pagas pelo uso das instalações do feudo.
c) Vassalo; formariage ou taxa paga para poder se casar.
d) Vassalo; auxílio militar obrigatório durante quarenta dias ao ano.
e) Servo; auxílio financeiro para quando do casamento da filha mais velha do suserano.

resposta:[D]

5. (GV Econ. Dez06) “Em primeiro lugar, fizeram homenagem desta maneira: o conde perguntou ao futuro vassalo se queria tornar-se seu homem sem reservas, e este respondeu: ‘Eu o quero’; estando então suas mãos apertadas nas mãos do conde, eles se uniram por um beijo. Em segundo lugar, aquele que havia feito homenagem hipotecou sua fé (...); em terceiro lugar, ele jurou isto sobre as relíquias dos santos. Em seguida, com o bastão que tinha à mão, o conde lhes deu a investidura (...).”
Galbert de Bruges, in Gustavo de Freitas, 900 textos e documentos de História

Da situação descrita no documento, resultou
a) a formação de um exército de mercenários, pois os vassalos lutavam por terras, o que se tornou fundamental às monarquias nacionais.
b) o fortalecimento da autoridade dos monarcas, que ganharam o direito de comandar seus vassalos e, assim, reprimir as rebeliões senhoriais e camponesas.
c) a organização das Cruzadas, devido ao interesse do Papado em reafirmar seu poder sobre a cristandade após o Cisma do Oriente.
d) o surgimento de Estados nacionais, já que os reis conseguiram o apoio militar e financeiro dos nobres em sua luta contra os poderes locais.
e) a fragmentação do poder real, uma vez que os vassalos deviam obediência direta a seu suserano, que exercia autoridade em sua região.

resposta:[E]

6. (GV Econ. Dez07) A palavra servo vem de servus (latim), que significa “escravo”. No período medieval, esse termo adquiriu um novo sentido, passando a designar a categoria social dos homens não livres, ou seja, dependentes de um senhor. (...) A condição servil era marcada por um conjunto de direitos senhoriais ou, do ponto de vista dos servos, de obrigações servis.
(Luiz Koshiba, História: origens, estruturas e processos)
Assinale a alternativa que caracterize corretamente uma dessas obrigações servis.
a) Dízimo era um imposto pago por todos os servos para o senhor feudal custear as despesas de proteção do feudo.
b) Talha era a cobrança pelo uso da terra e dos equipamentos do feudo e não podia ser paga com mercadorias e sim com moeda.
c) Mão morta era um tributo anual e per capita, que recaía apenas sobre o baixo clero, os vilões e os cavaleiros.
d) Corvéia foi um tributo aplicado apenas no período decadente do feudalismo e que recaía sobre os servos mais velhos.
e) Banalidades eram o pagamento de taxas pelo uso das instalações pertencentes ao senhor feudal, como o moinho e o forno.

resposta:[E]


7. (Unesp) Desde o final do Império Romano até o início da Idade Moderna, pode-se dizer que o continente europeu viveu sob o feudalismo ou regime feudal.
a) Qual era a base de exploração de mão-de-obra durante o regime feudal?
b) Do ponto de vista econômico e político, como se caracterizava o feudalismo?

resposta:

a) A servidão, pela qual o camponês preso a terra pagava obrigações a seu senhor em troca de proteção. 
b) A economia feudal era agrária e auto-suficiente (base agrícola e de subsistência) e amonetária, sendo o comércio local realizado com base em trocas naturais. Politicamente, o feudalismo caracterizava-se pela descentralização do poder (localismo) na medida em que os senhores feudais eram autônomos em seus domínios, inexistindo a autoridade do rei.

8. (Ufpel) TEXTO I
"Deus quis que, entre os homens, uns fossem senhores e outros, servos, de tal maneira que os senhores estejam obrigados a venerar e amar a Deus, e que os servos estejam obrigados a amar e venerar o senhor..." St. Laud de Angers, Documents d Historie Vivante.
In: FREITAS, Gustavo de. "900 textos e documentos de história". Vol. 1 Lisboa, Plátano, 1975.
TEXTO II
"Capítulos do projeto de concórdia entre os camponeses da Catalunha e seus senhores. [...] VIII - que o senhor não possa dormir a primeira noite com a mulher do camponês: Pretendem alguns senhores que, quando o camponês toma a mulher, o senhor há de dormir a primeira noite com ela, e, em sinal de senhorio, a noite em que o camponês deva contrair núpcias, a mulher, estando deitada, vem o senhor, sobe à cama, passando sobre a dita mulher e como isso é infrutuoso para o senhor e uma grande humilhação para o camponês, um mau exemplo e uma ocasião para o mal, pedem e suplicam que isso seja totalmente abolido".
PEDRERO-SÁNCHEZ, Maria Guadalupe. "História: textos e testemunhas". São Paulo: UNESP, 2000.

Os documentos se referem às práticas do
a) helenismo grego.
b) anglicanismo.
c) germanismo.
d) catolicismo medieval.
e) feudalismo europeu.


resposta:[E]

9. (cftce) O Feudalismo foi o sistema econômico, político e social característico da Europa durante a Idade Média. É traço do Feudalismo:
a) baseava-se nas relações trabalhistas de produção.
b) economia natural e auto-suficiente.
c) intenso comércio.
d) intenso desenvolvimento urbano.
e) relações políticas baseadas no poder republicano.


resposta:[B]

10. (cftpr) A expressão "Idade Média" surgiu no século XIV, durante o Renascimento, para denominar um período de quase mil anos (de 476 a 1453). Para facilitar o estudo, os historiadores costumam dividir esse período em Alta Idade Média (séculos V a IX) e Baixa Idade Média (séculos IX a XIV).
Sobre a Idade Média, podemos afirmar que:
I) Este período é caracterizado pela ruralização, culminando na formação do feudalismo. A economia era de subsistência e sustentava-se no trabalho servil. Presos à terra, entre várias obrigações, os servos estavam submetidos a prestações em produtos (talha e banalidade) e em trabalho (corvéia).
II) A sociedade era estamental, sem mobilidade vertical e hierarquizada em ordens: o clero (que rezava), nobreza (que guerreava) e os servos (que trabalhavam).
III) A cultura mesclava a religiosidade cristã com o espírito guerreiro feudal, numa época marcada por invasões, constituindo-se na identidade da Europa Ocidental. Em suas manifestações, a cultura idealizava as relações guerreiras da nobreza como a cavalaria, a suserania e a vassalagem.
IV) Influenciados pelo cristianismo, todos acreditavam que o reino da Terra tinha sido concebido por Deus. Contudo, a Igreja Católica não conseguiu impor uma ordem política, uma vez que a nobreza detinha o monopólio da violência e conseguiu obter o poder político autônomo, sem interferências religiosas.

Das proposições anteriores, são corretas somente:
a) II, III e IV.
b) I, III e IV.
c) I, II e III.
d) I e IV.
e) I e II.


resposta:[C]

11. (cftce) Leia atentamente o texto a seguir:
"Os clérigos devem por todos orar 
Os cavaleiros sem demora 
Devem defender e honrar 
E os camponeses sofrer 
Cavaleiros e clérigos sem falha 
Vivem de quem trabalha 
Têm grande canseira e dor 
Pagam princípios, corvéias, orações ou talha... 
E com coisas costumeiras..."
(Estevão de Fourieges, in: COTRIM, Gilberto. "História global - Brasil e geral." Vol. Único. São Paulo: Saraiva, 2002.)

Os versos se referem:
a) aos estamentos sociais típicos do feudalismo;
b) aos estamentos característicos da sociedade romana
c) às classes sociais da época moderna
d) aos grupos sociais franceses formados com a Revolução Francesa
e) aos grupos sociais surgidos na Rússia a partir da Revolução Soviética de 1917


resposta:[A]

12. (cftce) É alternativa verdadeira, correspondente às principais características do Feudalismo.
a) economia e sociedade agrárias e cultura predominantemente laica;
b) trabalho assalariado, cultura teocêntrica e poder político centralizado nas mãos do rei;
c) trabalho assalariado e economia agrária, auto-suficiente e natural;
d) trabalho regulado pelas obrigações servis e sociedade com grande mobilidade;
e) as relações entre a nobreza feudal baseavam-se nos laços de suserania e vassalagem: tornava-se suserano o nobre que doava um feudo a outro; e vassalo, o nobre que recebia o feudo.


resposta:[E]

13. (Ufpel) "Os clérigos devem por todos orar os cavaleiros sem demora devem defender e honrar e os camponeses, sofrer cavaleiros e clero sem falha vivem de quem trabalha têm grande canseira e dor pagam primícias, corvéias, orações ou talha e cem coisas costumeiras e quanto mais pobre viver mais mérito terá das faltas que cometeu se paga a todos o que deve se cumpre com lealdade a sua fé se suporta paciente o que lhe cabe: angústias e sofrimentos."
ESTEVÃO DE FOUREGES. In: COTRIM, Gilberto. "História global: Brasil e Geral". 6 ed. São Paulo: Saraiva, 2002.

O poema está diretamente relacionado
a) à Revolução Francesa, enfatizando as obrigações servis, como a corvéia - que era a entrega da primeira colheita ao senhor.
b) à estratificação social, no feudalismo europeu, justificada pela Igreja, e composta pelo clero, pela nobreza e pelo povo.
c) ao final da Idade Média, durante a expansão colonial européia na América, com o apoio da Igreja.
d) à ideologia burguesa, nas Cruzadas, quando os cavaleiros defenderam os valores cristãos ocidentais contra os muçulmanos.
e) ao período medieval, por referir a exploração dos camponeses através de trabalho escravizado, bem como pela talha - que era o pagamento pelo uso do moinho.


resposta:[B]

14. (Puc-rs) "Há de se notar, em especial, que a dupla necessidade que os autores [...] sentiram de, por um lado, utilizar a insubstituível utensilagem intelectual do mundo greco-romano e de, por outro lado, vazá-la em moldes cristãos, facilitou ou criou, mesmo, hábitos intelectuais muito perniciosos: a sistemática deformação do pensamento dos autores, o perpétuo anacronismo, o raciocínio por citações isoladas do contexto. O pensamento antigo só humilhado, deformado e atomizado pelo pensamento cristão pôde sobreviver [...]."
(Adaptado de Jacques Le Goff, 1964, p. 151).
O fragmento do texto acima se refere
a) ao tratamento dado às antigas fontes pagãs pela maioria dos pensadores medievais da Alta Idade Média, em que o essencial era o que os autores haviam dito, e que podia ser utilizado conforme conviesse pela elite intelectual da Igreja Católica para servir aos propósitos do cristianismo.
b) à cultura renascentista, que deturpou o sentido das fontes originais, atitude justificada pela busca extremada do uso da razão, eliminando qualquer possibilidade de expressão dos indivíduos pelo sentimento, tônica da tradição antiga, presente nos textos.
c) ao período bizantino, em que as fontes gregolatinas precisavam sofrer um processo de releitura para se ajustar às concepções políticas e religiosas que combatiam as influências orientais presentes no pensamento ocidental.
d) à educação desenvolvida durante o Império Romano, em que a história escrita, antes da dominação de vastos territórios pelos exércitos romanos, precisava sofrer alterações em sua análise e interpretação, bem de acordo com a política externa romana: um império, um pensamento.
e) ao período de transição do feudalismo para o capitalismo, no qual a cultura precisava se adequar às novas transformações econômicas, políticas e sociais, sendo adotada como primeira medida a substituição do pensamento antigo pelo científico.


resposta:[A]

15. (cftsc 2007) Assinale a proposição CORRETA. Sobre as idéias econômicas e sociais da Igreja na época feudal podemos afirmar:
a) Estimulavam o comércio e o enriquecimento individual.
b) Condenavam a rígida estrutura econômica e social do feudalismo.
c) Estimulavam os empréstimos a juros, porque aliviavam a situação dos aflitos.
d) Justificavam a estrutura social do feudalismo e consideravam o comércio reprovável.
e) Santificavam o trabalho como forma de ascensão social e econômica.


resposta:[D]

16. (Uel 2008) "Aqui em baixo uns rezam, outros combatem e outros ainda trabalham.
(DE LAON, Adalberão. Carmen ad Rodbertum Regem. In: DUBY, G. "As três ordens: o imaginário do feudalismo". Lisboa: Editora Estampa, 1982. p. 25.)
Esse preceito, apresentado inicialmente pelo bispo Adalberão, no século XI, em parte reflete as funções/atividades mais características do período medieval, em parte tem função ideológica, pois esse ordenamento pretendia fortalecer a divisão e a hierarquia. Ainda sobre a sociedade medieval, é correto afirmar:
a) A divisão acima mencionada reflete uma sociedade na qual a religiosidade se impõe nas várias esferas da vida, em que o braço armado tende a impor seu poder sobre os desarmados, em que a economia se fundamenta no trabalho agrícola.
b) Definida a sociedade entre religiosos, guerreiros e camponeses a partir do Tratado de Verdum, as atividades não permitidas pela Igreja oram perseguidas pelos tribunais inquisitoriais.
c) Diante da limitação das funções às três ordens e perseguição aos comerciantes promovida pelas monarquias nascentes, a atividade comercial declinou, situação essa que se reverteu no século XVI no contexto do Renascimento Comercial.
d) O poder eclesiástico se impunha a partir do momento do batismo, quando era definido o destino de cada criança, de acordo com as necessidades fundadas na sociedade de ordens.
e) A divisão apresentada, característica do período entre os séculos XI e XIII, revela a estagnação econômica da sociedade, o que explica a crise agrícola e o recuo demográfico.


resposta:[A]

17. (Ufpel) Ilustração do século XV que representa os servos prestando serviços sob a fiscalização de um agente do senhor.
Durante o feudalismo europeu, este tipo de obrigação, que era cumprida através de trabalho gratuito nas terras senhoriais, era denominada de
a) talha.
b) banalidades.
c) mão-morta.
d) comitatus.
e) corvéia.

resposta:[E]

18. (Fuvest Jan07) Na Europa Ocidental, durante a Idade Média, o auge do feudalismo (século X ao XIII) coincide com o auge da servidão. Explique
a) no que consistia a servidão.
b) por que a servidão entrou em crise e deixou de ser dominante a partir do século XIV.

resposta:
a) A servidão, durante a Idade Média, consistiu na mais importante modalidade de trabalho na Europa Ocidental. Os servos (camponeses) tinham vínculos com a terra e, pelo direito de usá-la para seu sustento e em troca de proteção, eram explorados e submetidos a diversas obrigações pelos nobres detentores das terras.

b) No século XIV, o sistema feudal europeu foi se desestruturando em meio a uma grave crise, vinculada à disseminação de epidemias (peste), à Guerra dos Cem Anos (1337-1453) e à eclosão de inúmeras revoltas camponesas (Jacqueries). O surgimento de contratos de arrendamento da terra, assalariamento e novas formas de exploração do trabalho são sintomas da desagregação da servidão e da expansão de diversas relações econômicas fundadas no capitalismo comercial.

19. (Mack Jun07) (...) Resta enfim a inatividade sagrada: a vida terrestre do homem é uma prova que, em caso de sucesso, conduz à felicidade eterna; o culto de Deus e dos santos é, portanto, uma atividade espiritual mais importante que o trabalho material. Este é imposto ao homem como resgate do pecado e como meio de santificação, mas não tem por fim senão a subsistência do homem. Nem o trabalho nem o produto do trabalho são um fim em si. O calendário litúrgico impunha, pois, aos fiéis a cessação de toda atividade laboriosa por ocasião de um grande número de festas, a fim de que eles se consagrassem inteiramente ao culto. Assim, em razão do número de festas e de vigílias, a duração média do trabalho semanal não parece ter sido superior a quatro dias! No século XV suprimiu-se um bom número de festas com folga, mas no século XVI contavam-se ainda, anualmente, além dos domingos, umas sessenta delas. É evidente que a mentalidade medieval ignorava a obsessão pelo trabalho e pela produtividade, que seria rigorosa na época mercantilista (...).
Guy Antonetti — A economia medieval

Segundo o trecho acima, sobre a Idade Média, é correto afirmar que:
a) a economia, naquela época, conheceu períodos de profunda estagnação em razão do absoluto desinteresse dos homens pelo trabalho material e pelo lucro, preocupados que estavam apenas com o culto de Deus e dos santos.
b) um traço próprio da mentalidade medieval, quando comparada à de uma época posterior, é a ausência da obsessão pelo trabalho material e sua produtividade.
c) o excessivo número de festas religiosas imposto pela Igreja reduzia drasticamente os dias úteis de trabalho, provocando períodos de escassez de alimentos e, em conseqüência, uma maior preocupação dos homens com a vida eterna.
d) o anseio por resgatar-se do pecado original e por santificar-se levou o homem medieval a considerar o trabalho e seu produto um bem em si, ou seja, o caminho único que conduziria à felicidade eterna.
e) na época mercantilista, a supressão de um bom número de feriados religiosos foi a causa de ter nascido nos homens a obsessão pelo trabalho e pela produtividade, bem própria da mentalidade capitalista então nascente.

resposta:[B]



20. (Mack Jun06) Os homens deste tempo [...] dividem-se em três “ordens”. Entendamo-las como categorias nitidamente delimitadas, estáveis, estabelecidas por Deus mesmo e, todos o crêem, desde a criação, para assegurar a ordem do mundo, e cada qual correspondente a um “estado” particular, a uma missão especial. Na primeira classe, situam-se os que rezam e sua missão é cantar a glória de Deus e obter a salvação de todos; seguem-se os que combatem, encarregados de defender os fracos e impor a paz divina; enfim, figuram os trabalhadores, que, segundo o plano providencial, devem contribuir, pelo seu labor, para o sustento dos especialistas da prece e do combate.
E. Perroy — A sociedade feudal

A respeito do trecho acima, são feitas as seguintes afirmações:
I. As três “ordens” mencionadas são, grosso modo, o clero, a nobreza e os servos.
II. A definição das funções sociais das “ordens” obedece a uma razão religiosa, cujo propósito é assegurar a ordem do mundo.
III. As categorias nitidamente delimitadas conheciam uma intensa mobilidade social em razão do enriquecimento rápido proporcionado aos trabalhadores pela atividade agrícola.

Assinale:
a) se apenas I é correta.
b) se apenas II é correta.
c) se apenas III é correta.
d) se apenas I e II são corretas.
e) se I, II e III são corretas.

resposta:[D]

21. (Fuvest Jan08) Se, para o historiador, a Idade Média não pode ser reduzida a uma “Idade das Trevas”, para o senso comum, ela continua a ser lembrada dessa maneira, como um período de práticas e instituições “bárbaras”.
Com base na afirmação acima, indique e descreva
a) duas contribuições relevantes da Idade Média.
b) duas práticas ou instituições medievais lembradas negativamente.

resposta:
a) A Idade Média legou importantes contribuições para a posterioridade: inovações como um novo modo de utilizar o moinho de vento e a invenção de um novo tipo de arado; o desenvolvimento expressivo da arquitetura; e o desenvolvimento no campo das idéias, a preservação e difusão da filosofia clássica e o modelo de universidade, vigente até hoje.
b) A idéia de “Idade das Trevas” foi concebida no Renascimento, reforçada pelo Iluminismo. Para o senso comum, uma prática do período, a alquimia — embrião da química —, relacionava-se normalmente à bruxaria. As práticas inquisitoriais da Igreja levaram à perseguição de pessoas e grupos que questionassem a instituição. A própria Igreja era vista equivocadamente como monopolizadora do saber, mas controlava principalmente o saber erudito. Outra instituição feudal era a servidão, lembrada negativamente como a submissão dos camponeses à exploração da nobreza.

22. (G1) Em relação ao feudalismo vigente na período medieval na Europa Ocidental, responda:
a) O que eram as corveias e as banalidades? Caracterize-as

b) Descreva como estava organizada a sociedade feudal.

resposta:
a) Corveias – consiste no trabalho de 3 a 4 dias por semana na terra do senhor feudal.
Banalidades – Taxa pela utilização dos bens comuns, como o moinho ou o forno.
b) A Sociedade estava organizada baseada na hierarquia. Em primeiro lugar a Igreja detinha o poder, juntamente com os reis, que eram seguidos por nobres ou senhores feudais e na base da sociedade encontravam-se os servos e pequenos artesãos.

23. (UEL Dez07) Sobre a religiosidade medieval, é correto afirmar:
a) Com o fim do Império Romano, o Cristianismo, até então perseguido, difundiu-se pela Europa, sendo seus adeptos liberados dos impostos pagos pelos idólatras.
b) A prática da bruxaria, então disseminada nos meios clericais, provocou a reação dos crentes e a Revolução Protestante, levando à renovação da experiência cristã.
c) O ateísmo foi combatido duramente pela inquisição, tendo como conseqüência o desaparecimento dos descrentes até o século XVIII.
d) A experiência da reclusão foi bastante característica na vida religiosa do período medieval, sobressaindo-se a ordem beneditina, fundada sobre o princípio da vida dedicada à oração e ao trabalho.
e) A ativa participação dos leigos na instituição eclesiástica, assim como uma tendência ao enfraquecimento da hierarquia dessa, podem ser apontadas como características do período.

resposta:[D]

24. (UNIFESP Dez06) O mosteiro deve ser construído de tal forma que tudo o necessário (a água, o moinho, o jardim e os vários ofícios) exerce-se no interior do mosteiro, de modo que os monges não sejam obrigados a correr para todos os lados de fora, pois isso não é nada bom para suas almas. 
(Da Regra elaborada por São Bento, fundador da ordem dos beneditinos, em meados do século VI.) 

O texto revela
a) o desprezo pelo trabalho, pois o mosteiro contava com os camponeses para sobreviver e satisfazer as suas necessidades materiais.
b) a indiferença com o trabalho, pois a preocupação da ordem era com a salvação espiritual e não com os bens terrenos.
c) a valorização do trabalho, até então historicamente inédita, visto que os próprios monges deviam prover a sua subsistência.
d) a presença, entre os monges, de valores bárbaros germânicos, baseados na ociosidade dos dominantes e no trabalho dos dominados.
e) o fracasso da tentativa dos monges de estabelecer comunidades religiosas que, visando a salvação, abandonavam o mundo.

resposta:[C]

(Ibmec 07) Utilize o texto abaixo para responder aos testes 25 e 26.

25. A mulher deve ser governada. Essa certeza encontra seu apoio nos textos da Sagrada Escritura e propõe a imagem exemplar da relação homem-mulher. Essa relação deve ser hierárquica, tomando o seu lugar na ordem hierárquica universal: o homem deve sujeitar as mulheres que lhe são confiadas, mas amá-las também, e as mulheres devem ao homem que tem poder sobre elas a reverência. Essa troca de dilectio e de reverentia institui ordem no interior do grupo doméstico e, de início, no que forma o núcleo desse grupo, o casal. Mas, da relação entre o esposo e a esposa, os moralistas da igreja julgam naturalmente que esse outro sentimento, diferente da dilectio, que eles chamam em latim de amor, deve ser excluído, porque o amor sensual, o desejo, o impulso do corpo, é a perturbação, a desordem; normalmente, ele deve ser rejeitado do quadro matrimonial, localizado no espaço do jogo, da gratuidade, o lugar que lhe é concedido por este divertimento da sociedade que chamamos de amor cortês. O casamento é coisa séria; ele exige austeridade; a paixão não deve misturar-se aos assuntos conjugais.
(DUBY, Georges. Idade Média, idade dos homens: do amor e outros ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 93.)

No trecho acima, o historiador Georges Duby traça o perfil da relação homem-mulher na Idade Média. Nesse perfil, podemos perceber
a) a defesa da igualdade entre homens e mulheres, já sentida nesse período, cerca de mil anos antes do movimento feminista do século XX.
b) a existência da mulher como cortesã, realizando o papel da esposa fiel que presta reverência a seu marido e mantém a ordem do grupo doméstico.
c) a defesa do amor sensual para a manutenção do núcleo familiar, dando a seriedade necessária aos assuntos conjugais.
d) o casamento como uma instituição necessária para estabelecer uma ordem universal, na qual os homens se sujeitam às mulheres.
e) a importante presença da Igreja como definidora do papel de submissão que a mulher deveria exercer dentro do âmbito familiar na sociedade medieval.

resposta:[E]

26. No que tange o mundo ocidental, longo foi o percurso da luta pelos direitos da mulher, da idade média aos nossos dias. Sobre esse percurso, é correto afirmar:
I. Pouca coisa mudou na relação hierárquica entre homem e mulher no interior dos núcleos familiares, marcada pela sujeição das mulheres e por sua reverência aos homens, relação essa defendida nos países católicos em virtude de uma concepção ainda patriarcal da família.
II. A presença das sufragistas só aconteceu em meados do século XX, quando francesas e inglesas saíram às ruas, lutando pelo direito ao voto, uma das bandeiras pela igualdade dos sexos.
III. A reivindicação pelos direitos sobre o corpo e a sua conquista caracterizam o feminismo contemporâneo, no qual a pauta do dia é a luta pela liberdade de contracepção e o direito à interrupção voluntária da gravidez.
IV. No início dessa luta, a simples presença das mulheres na rua, agindo em causa própria, era vista como um ato subversivo e sentida como uma violência dentro da ordem estabelecida.
a) apenas III está correta.
b) apenas III e IV estão corretas.
c) apenas I, II e III estão corretas.
d) apenas I, II, IV estão corretas.
e) apenas II, III e IV estão corretas.

resposta:[B]

 
27. (FUVEST) A economia da Europa ocidental, durante o longo intervalo entre a crise do escravismo, no século III, e a cristalização do feudalismo, no século IX, foi marcada pela
a) depressão, que atingiu todos os setores, provocando escassez permanente e fomes intermitentes.
b) expansão, que ficou restrita à agricultura, por causa do desaparecimento das cidades e do comércio.
c) estagnação, que só poupou a agricultura graças à existência de um numeroso campesinato livre.
d) prosperidade, que ficou restrita ao comércio e ao artesanato, insuficientes para resolver a crise agrária.
e) continuidade, que preservou os antigos sistemas de produção, impedindo as inovações tecnológicas.

resposta:[A]

Resolução: O século III marca o início da crise do Império Romano, caracterizada pela crise do escravismo, que é um dos fatores para a desorganização da economia, assim como pela invasão dos bárbaros, acentuando o processo de ruralização e retração das atividades econômicas. Considera-se que o domínio muçulmano sobre o mediterrâneo também tenha contribuído para a crise europeia.
 
28. (UNESP) "A fome é um dos castigos do pecado original. O homem fora criado para viver sem trabalhar se assim o quisesse. Mas, depois da queda, não podia resgatar-se senão pelo trabalho... Deus impôs-lhe, assim, a fome para que ele trabalhasse sob o império dessa necessidade e pudesse, por esse meio, voltar às coisas eternas."
(Trecho do Elucidarium. Citado no livro A CIVILIZAÇÃO DO OCIDENTE MEDIEVAL)
a) Como o texto, escrito durante a Idade Média, justifica a fome?
b) Como era organizado o trabalho na propriedade feudal?

resposta:
a) Segundo o texto, a fome “é um dos castigos do pecado original.”

b) No regime feudal prevalece a servidão, que constitui uma forma de trabalho compulsório segundo a qual o  servo paga com seus trabalhos o direito de viver nas terras do senhor.

 
29. (FUVEST) A Alta Idade Média européia é inseparável da civilização islâmica, já que consiste precisamente na convivência, ao mesmo tempo positiva e negativa, do cristianismo e do islamismo, sobre uma área  comum impregnada pela cultura Greco-romana.
(José Ortega y Gasset, 1833-1955)
O texto anterior permite afirmar que, na Europa Ocidental Medieval:
a) Formou-se uma civilização complementar à islâmica, pois ambas tiveram um mesmo ponto de partida;
b) Originou-se uma civilização menos complexa que a islâmica devido à predominância da cultura
germânica;
c) Desenvolveu-se uma civilização que se beneficiou tanto da herança Greco-romana quanto da islâmica;
d) Cristalizou-se uma civilização marcada pela flexibilidade religiosa e tolerância cultural;
e) Criou-se uma civilização sem dinamismo, em virtude de sua dependência de Bizâncio e do Islã;

resposta:[C]

30. (UEL) A chamada “desintegração” do Império Romano remodelou a Europa. As modificações que ocorreram levaram á formação de uma sociedade com características próprias, conhecida como sociedade medieval. 
Sobre o período da Alta Idade Média (do século V ao X), é correto afirmar:  
a) os povos que ocuparam o Império Romano mantiveram a estrutura política anterior, com uma divisão equilibrada e estável das funções públicas;
b) Chamados de “bárbaros”, povos como os germânicos e os hunos foram responsáveis pela retomada da atividade mercantil e pela urbanização da Europa;
c) Com o caráter de migração ou invasão, a chegada dos chamados “bárbaros” esteve relacionada à falência do mundo escravista e à debilidade militar de Roma;
d) A população residente no antigo Império Romano integrou-se com as várias tribos germânicas invasoras, formando federações com a Gália e a Hispânia;
e) Os conflitos entre romanos e germânicos, decorrentes das invasões, acabaram caracterizando a denominada Guerra dos Cem Anos;


resposta:[C]





FORMAÇÃO DO FEUDALISMO EUROPEU: Francos


Saiba mais sobre a formação do feudalismo europeu e conheça as origens históricas do Reino Franco

Roteiro de estudos: Questões sobre o Reino Franco

1. (Puc-rj) Dentre os vários Reinos Bárbaros que se formaram na Europa, após a queda do Império Romano Ocidental, um teve grande destaque, em virtude de personagens como Clóvis e Carlos Magno. O grupo Germano organizador de tal reino foi o dos:
a) Saxões.
b) Godos.
c) Ostrogodos.
d) Francos.
e) Vândalos.


resposta:[D]

2. (Puc-pr) Dentre os Reinos Bárbaros, surgidos após as invasões germânicas e o fim do Império Romano, o Reino Franco foi o mais importante, porque
a) os Reis Francos se converteram ao Cristianismo e defenderam o Ocidente contra o avanço dos muçulmanos.
b) promoveu o desenvolvimento das atividades comerciais entre o Ocidente e o Oriente, através das Cruzadas.
c) nesse período a Sociedade Feudal atingiu sua conformação clássica e o apogeu econômico e cultural.
d) houve uma centralização do poder e viveu-se um período de paz externa e interna, o que permitiu controlar o poder dos nobres sobre os servos.
e) os Reis Francos conseguiram realizar uma síntese entre a cultura romana e a oriental, que serviria de inspiração ao Renascimento Cultural do século XIV.


resposta:[A]

3. (Uepg) Embora a penetração bárbara houvesse modificado profundamente o mapa político da Europa; por muitos séculos, o sonho de uma nova unidade política permaneceu vivo. A primeira expressão concreta desse sonho coletivo foi o Império Carolíngio, constituído no ano 800. 
Sobre o Império Carolíngio, assinale o que for correto.
01) O Tratado de Verdum (843) consolidou a concepção de Império Cristão, impedindo a penetração de novos invasores no território europeu. 
02) Pepino, o Breve, em 751, foi coroado com o aval do Papado, inaugurando a dinastia carolíngia. Em contrapartida e como retribuição, entregou ao Papa os territórios italianos conquistados aos lombardos. 
04) Carlos Magno criou seus vastos territórios, um sistema administrativo que, embora personalista e rudimentar, adequava-se à conjuntura do período. 
08) Com a coroação de Carlos Magno, teoricamente renascia o Império Romano; na prática, foi uma  ficção que pouco sobreviveu ao seu imperador. 
16) Suas raízes remontam ao ano de 496, quando o rei franco Clóvis converteu-se ao cristianismo, possibilitando as primeiras aproximações com a Igreja.


resposta: 02+04+08+16

4. (FGV) A unificação da Gália deu-se sob o controle de:
a) Clóvis, da dinastia merovíngia;
b) Carlos Magno, da dinastia carolíngia;
c) Carlos Magno, iniciador da dinastia merovíngia;
d) Carlos Martel, da dinastia capetíngia;
e) Filipe, o Belo, da dinastia carolíngia.


resposta:[A]

5. (FGV) "O sacerdote, tendo-se posto em contato com Clóvis, levou-o pouco a pouco e secretamente a acreditar no verdadeiro Deus, criador do Céu e da Terra, e a renunciar aos ídolos, que não lhe podiam ser de qualquer ajuda, nem a ele nem a ninguém [...] O rei, tendo pois confessado um Deus todo-poderoso na Trindade, foi batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ungido do santo Crisma com o sinal-da-cruz. Mais de três mil homens do seu exército foram igualmente batizados [...]."
São Gregório de Tours. A conversão de Clóvis. Historiae Eclesiasticae Francorum. Apud PEDRERO-SÁNCHES, M.G., História da Idade Média. Textos e testemunhas. São Paulo, Ed. Unesp, 2000, p. 44-45.

A respeito dos episódios descritos no texto, é correto afirmar:
a) A conversão de Clóvis ao arianismo permitiu aos francos uma aproximação com os lombardos e a expansão do seu reino em direção ao Norte da Itália.
b) A conversão de Clóvis, segundo o rito da Igreja Ortodoxa de Constantinopla, significou um reforço político-militar para o Império Romano do Oriente.
c) Com a conversão de Clóvis, de acordo com a orientação da Igreja de Roma, o reino franco tornou-se o primeiro Estado germânico sob influência papal.
d) A conversão de Clóvis ao cristianismo levou o reino franco a um prolongado conflito religioso, uma vez que a maioria dos seus integrantes manteve-se fiel ao paganismo.
e) A conversão de Clóvis ao cristianismo permitiu à dinastia franca merovíngia a anexação da Itália a seus domínios e a submissão do poder pontifício à autoridade monárquica.


resposta:[C]

6. (Puc-rs) INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere as seguintes afirmativas sobre o Império Carolíngeo, constituído a partir do reino dos Francos durante a chamada Alta Idade Média.
I. A dinastia carolíngea, a partir de Pepino, o Breve, no século VIII, buscou combater o poder temporal da Igreja através do confisco de terras eclesiásticas e da dissolução do chamado Patrimônio de São Pedro, na Itália.
II. A partir do reinado de Carlos Magno, coroado "imperador dos romanos" no ano de 800, a servidão enfraqueceu-se consideravelmente na Europa, pois o Estado impunha aos nobres a transformação dos servos da gleba em camponeses livres, para facilitar o recrutamento militar.
III. Apesar de procurar centralizar o poder, Carlos Magno contribuiu para a descentralização política no Império, ao distribuir propriedades de terras e direitos vitalícios entre os vassalos, em troca de lealdade e de serviço militar.
IV. O Tratado de Verdun, firmado entre os netos de Carlos Magno após esses guerrearem entre si, dividia o Império em três partes, que passavam a constituir Estados apenas nominais, devido à consolidação da ordem política feudal.

São corretas apenas as afirmativas
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
e) I, III e IV.


resposta:[C]

7. (FGV) A batalha de Poitiers (732) é um dos momentos cruciais da evolução política da Europa, pois
a) terminou com a influência que o Império de Bizâncio exercia sobre a cultura da França.
b) deteve a expansão das forças muçulmanas, graças à enérgica ação de Carlos Martel.
c) representou a derrota naval dos turcos que ameaçavam a primazia militar de Roma.
d) significou o fim da influência dos governantes merovíngios, com a implantação do feudalismo.
e) unificou a Gália Cisalpina, que passou a ser governada pelos Carolíngios impostos pela Igreja.


resposta:[B]


8. (G1) Foi o episódio em que Carlos Martel conteve o avanço muçulmano sobre a Europa, em 732:
a) Batalha do Ácio.
b) Guerra das Duas Rosas.
c) Cruzada dos Reis.
d) Guerra de Reconquista.
e) Batalha de Poitiers.


resposta:[E]

9. (Unesp) "Quando Pepino, o Breve arriscou a usurpação que tantos outros tinham executado nos reinos vizinhos, quis purificá-la pela mais inatacável consagração. Primeiro, levou o papa a declarar que o título real devia caber a quem detivesse o verdadeiro poder. Depois, eleito rei pela assembléia dos grandes, fez-se ungir por S. Bonifácio, o mais ilustre dos missionários, na presença dos bispos franceses."
(Robert Lopez - O NACIONAL DA EUROPA)

Pepino, o Breve tornou-se, assim, o primeiro rei da dinastia
a) Merovíngia.
b) Carolíngia.
c) Capetíngia.
d) Valois.
e) Bourbon.


resposta:[B]

10. (Ufrn) Em 768, Carlos Magno assumiu a coroa do reino franco e expandiu consideravelmente suas fronteiras através de inúmeras guerras de conquista. Parte das terras conquistadas eram doadas, a título temporário (precarium), aos nobres, que assumiam, em troca, obrigações para com o rei. As práticas carolíngias expostas anteriormente contribuíram para a formação do feudalismo. Caracterize as obrigações criadas entre suseranos e vassalos na época feudal.


resposta:

O sistema feudal funcionava através da concessão de terras entre nobres, que entre os bárbaros germânicos era chamado de comitatus . Um senhor de terra, chamado suserano , concedia a terra a outro, chamado vassalo . Ao receber a terra, o vassalo jurava fidelidade ao suserano. Suseranos e vassalos estavam ligados por obrigações, pois os vassalos deviam serviço militar ao suserano. Este, por sua vez, oferecia proteção militar ao vassalo. Neste sistema, um grande proprietário de terras podia ter vários vassalos. Abaixo dos vassalos estavam os camponeses, que recebiam terra e proteção. Ofereciam, em troca, seu trabalho. A cerimônia de entrega das terras do suserano para o vassalo era chamada de homenagem.

11. (Unicamp) No ano de 801, assim foi registrada a coroação de Carlos Magno: "Então, como no mais santo dia de Natal, tendo ele entrado na Basílica de São Pedro, para a celebração das missas solenes, e tendo-se colocado diante do altar, a cabeça inclinada, em preces, o papa Leão lhe colocou a coroa sobre a cabeça." Quando, em 1804, Napoleão torna-se imperador da França, mesmo com a presença do papa, ele coroa a si mesmo.
a) Por que seria impossível para Carlos Magno, homem de tantos feitos, autocoroar-se?
b) Por que Napoleão pôde colocar a própria coroa?


resposta:
 
a) Durante a Idade Média, por influência e poder da Igreja no plano político, o poder espiritual se sobrepunha ao poder temporal, e portanto, o Estado Pontifício tinha poder sobre os imperadores que, para serem reconhecidos, deveriam ser coroados pelo Papa.
b) A partir da Revolução Francesa e sobretudo da Concordata de 1801, evidencia-se na França a separação definitiva entre Igreja e Estado, ficando a Igreja submissa ao Estado, o que justifica a atitude de Napoleão Bonaparte.


12. (Ufrn) No ano de 786, Carlos Magno afirmou: A nossa função é, segundo o auxílio da divina piedade, (...) defender com as armas e em todas as partes a Santa Igreja de Cristo dos ataques dos pagãos e da devastação dos infiéis. 
PINSKY, Jaime (Org.). "O modo de produção feudal". 2. ed. São Paulo: Global, 1982. p. 101. 

O fragmento acima expressa a orientação política do Império Carolíngio no governo de Carlos Magno. O objetivo dessa política pode ser definido como um(a)
a) esforço para estabelecer uma aliança entre os carolíngios e a Igreja bizantina para fazer frente ao crescente poderio papal.
b) intenção de anexar a Península Ibérica aos domínios do papado, com a finalidade de impedir o avanço árabe.
c) desejo de subordinar os domínios bizantinos à dinastia carolíngia, no intuito de implantar uma teocracia centralizada no Imperador.
d) tentativa de restaurar o Império Romano, com vistas a promover a união da cristandade da Europa Ocidental.


resposta:[D]

13. (Uel) "No século VIII a Europa Ocidental assistiu ao estabelecimento do Império Carolíngio, tentativa de renascimento de um poder único e centralizado sobre todos os povos." A respeito do Império Carolíngio referido no texto pode-se afirmar que:
I. A dominação política dos francos se deve à conversão destes ao cristianismo antes de outros povos germânicos.
II. A organização político-administrativa do Império Carolíngio, sob a liderança de Carlos Magno, conseguiu de forma definitiva, a centralização e a unificação da Cristandade Ocidental.
III. A Igreja Católica Apostólica Romana submeteu ao seu poder os príncipes e o próprio Imperador nesse período, ficando o poder temporal submetido aos interesses do poder espiritual.
IV. O Tratado de Verdun acentuou o processo de decadência do ideal universal, isto é, de construção de um poder único e centralizado sobre a Europa Ocidental.

São verdadeiras SOMENTE as afirmativas
a) I e III
b) I e IV
c) II e IV
d) III e IV
e) I, II e III


resposta:[B]

14. (Ufrn) No século VIII d.C., Carlos Magno distribuía terras entre seus chefes guerreiros, os quais lhe juravam fidelidade e passavam a ter expressiva autonomia nas propriedades recebidas. Nessa prática, encontram-se raízes da estrutura social do feudalismo, o qual se caracterizou por
a) ser uma estrutura de propriedade latifundiária cuja economia estava voltada para atender o mercado externo.
b) abranger numerosas famílias de proprietários rurais que disputavam com a Igreja o recrutamento dos participantes dos exércitos.
c) apresentar uma sociedade fundamentada em grandes domínios territoriais, com uma economia rural de trabalho servil.
d) agrupar significativa população urbana oriunda do campo, devido às transformações na divisão das terras de cultivo.


resposta:[C]

15. (Ufc) "O enorme Império de Carlos Magno foi plasmado pela conquista. Não há dúvida de que a função básica de seus predecessores, e mais ainda a do próprio Carlos, foi a de comandante de exército, vitorioso na conquista e na defesa (...) Como comandante de exército Carlos Magno controlava a terra que conquistava e defendia. Como príncipe vitorioso, premiou com terras os guerreiros que lhe seguiam a liderança..."
(ELIAS, Norbert. "O Processo civilizatório" Rio de Janeiro, Zahar, 1993 vol. II, p.25)

De acordo com seus conhecimentos e com o parágrafo acima, é correto dizer que a feudalização deveu-se:
a) à necessidade de conceder terras a servidores, o que diminuía as possessões reais, e enfraquecia a autoridade central em tempos de paz.
b) à venda de títulos nobiliários e à preservação das propriedades familiares.
c) à propagação do ideal cavalheiresco de fidelidade do vassalo ao Senhor.
d) a princípios organizacionais de sistemas ecológicos de agricultura de subsistência.
e) à teoria cristã que afirmava: "para cada homem, seu rebanho , interpretada, durante a Idade Média, como a fragmentação do poder terreno.


resposta:[A]

16. (Ufrn) Sobre o período histórico denominado Alta Idade Média, considere as seguintes afirmações.
I - Carlos Magno foi responsável pela unificação de grande parte do antigo território romano na Europa.
II - As cidades permaneceram como importantes centros econômicos e culturais, devido, em parte, à reabertura do mar Mediterrâneo pelos cruzados.
III - A Europa cristã, fragilizada pelo declínio do Império Carolíngio, foi vítima de inúmeras invasões, principalmente por parte dos povos escandinavos e dos sarracenos.

Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.


resposta:[C]

17. (UnB) A respeito de alguns aspectos políticos da civilização do ocidente medieval julgue os itens a seguir.
(0) Apesar de fascinados pela idéia imperial romana, estranha a seus costumes, os bárbaros somente reuniram condições para concretizá-la no século VIII, por meio do reino franco e da figura de Carlos Magno.
(1) O fato de os francos terem sido os primeiros Germânicos a se converterem ao cristianismo, ponto de partida para os laços estreitos que estabeleceram com a Igreja nos anos setecentos, favoreceu o projeto unificador carolíngio.
(2) A máxima do cristianismo. que insistia em "dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César", manteve-se na Idade Média, pois nem monarcas nem papas confundiam as esferas do temporal e do espiritual.
(3) Uma das causas da emergência política de poderes particularistas (feudos) e nacionalistas (monarquias) deveu-se aos choques constantes, que passaram a ocorrer a partir do século VIII, entre os poderes universalistas da Igreja e os do Império.


resposta:V V F F

18. (G1) Após a morte de Carlos Magno, o Império Carolíngio conheceu a decadência, motivada pelas disputas territoriais entre seus herdeiros e amenizadas com o Tratado de Verdum, que dividia o Império entre Carlos, O Calvo; Luís, o Germânico e Lotário. O Tratado de Verdum teve como conseqüências:
a) o fortalecimento do poder eclesiástico sobre os nobres.
b) o fortalecimento do poder local da nobreza feudal, diminuindo o poder central do rei.
c) o fortalecimento da autoridade dos monarcas.
d) a reorganização do Império Romano.
e) o poder dos imperadores bizantinos sobre o Ocidente.


resposta:[B]

19. (Fuvest) A tentativa de reunificação política da Europa ocidental realizada pelo Império Carolíngio na primeira metade do século IX, fracassou devido
a) às contradições entre os ideais do universalismo cristão e os do particularismo tribal germânico.
b) às invasões dos vikings, muçulmanos e húngaros, que partilharam o Império entre si.
c) à falta de uma estrutura econômica mais sólida, pois sua produção agrícola insuficiente tornava-o dependente do exterior.
d) ao Renascimento Carolíngio, que negava o espírito unitário defendido pelo imperador.
e) ao excessivo respeito de Carlos Magno às tradições das diversas províncias que compunham o Império.


resposta:[A]

20. (UFPel-RS)

Esse mapa se refere à:
a) centralização política, na fase inicial da Idade Moderna.
b) divisão do Império Romano, no final da Idade Antiga.
c) formação dos Estados Nacionais, no século XV.
d) Europa ocidental, na Idade Antiga.
e) organização dos reinos francos, na Idade Média Ocidental.

 resposta:[E]

21. (UFRRG) A Alta Idade Média foi um período marcado por sucessivas invasões do mundo cristão. 
Assinale a alternativa correta com relação a essas invasões. 
a) Em meados do século VII, após a batalha de Poitiers, o mundo islâmico avançou por todo o sul da França, penetrando no norte italiano. 
b) Durante vários séculos, os vikings tentaram sem sucesso pilhar as ricas cidades cristãs. 
c) No século IX, os francos derrotaram Clóvis, desintegrando o reino merovíngio. 
d) Em fins do século IX, sob a pressão crescente das invasões normandas e magiares, surgiram na Europa inúmeros castelos privados fortificados. 
e) Em 843, o Tratado de Verdun unificou o Império Carolíngio, facilitando sua defesa contra os ávaros. 

resposta:[D]

 
22. (UEFS) Carlos Magno (século VIII) foi aclamado por seus contemporâneos como um novo Augusto, título dado aos antigos imperadores romanos. Ele dedicou especial atenção à instrução, ao fortalecimento da cultura no interior do clero e à formação cuidadosa dos funcionários, categorias encarregadas de transcrever e redigir textos em latim.
(MELLO; COSTA, 1994, p. 226-227).
Considerando-se as informações contidas no texto e os conhecimentos sobre o renascimento carolíngio, é correto afirmar que a preocupação do Imperador de investir em uma  instrução de qualidade objetivava
a) educar a população infantil e reduzir o número de mendigos.
b) compor as cruzadas de cavaleiros instruídos, a fim de negociar com os árabes o direito ao Santo Sepulcro.
c) divulgar as medidas adotadas por Carlos Magno, as quais impediam a doação de terras ao patrimônio de São Pedro.
d) instruir o jovem cavaleiro a evitar conflitos no interior do feudo, garantindo a continuidade da escravidão por dívida.
e) elevar o nível educacional do clero para a fiel interpretação e compreensão dos textos das  Sagradas Escrituras.

resposta:[E]

23. (UEFS) A linha de ação governamental do Imperador Carlos Magno, denominada de “Renascença Carolíngia”, determinava
a) o fortalecimento das religiões tradicionais cultivadas pelos germanos.
b) a busca da unidade cultural entre franceses e muçulmanos.
c) a proteção às obras de arte de autoria dos pintores italianos.
d) a promoção de programas de educação e de desenvolvimento cultural.
e) a política expansionista e comercial no mar Mediterrâneo.

resposta:[D]
 
24. (UFPR) A respeito do reinado de Carlos Magno (768-814), é correto afirmar que:
(01) Foi um período de expansão territorial através das guerras de conquista.
(02) Caracterizou-se pela centralização política e organização da legislação.
(04) As terras conquistadas pela guerra foram doadas em forma de benefício, criando os laços de dependência entre o rei e seus cavaleiros.
(08) Como forma de manter o predomínio imperial de Carlos Magno, desenvolveram-se as relações de vassalagem.
(16) Sob Carlos Magmo estabeleceu-se o moderno Estado nacional francês.

Dê a soma dos números dos itens corretos.

resposta:
O moderno Estado Nacional francês estabeleceu-se no período de transição feudo-capitalista ( passagem da Idade Média para a Idade Moderna)
Soma= 15 (01+02+04+08)

25. (G1) "Quando Pepino, o Breve arriscou a usurpação que tantos outros tinham executado nos reinos vizinhos, quis purificá-la pela mais inatacável consagração. Primeiro, levou o papa a declarar que o título real devia caber a  quem detivesse o verdadeiro poder. Depois, eleito rei pela assembléia dos grandes, fez-se ungir por S. Bonifácio, o mais ilustre dos missionários, na presença dos bispos franceses."
(Robert Lopez - O NACIONAL DA EUROPA)
Pepino, o Breve tornou-se, assim, o primeiro rei da dinastia ____________________________

resposta: 
Carolíngia.

26. (PITÁGORAS) ANALISE os desdobramentos proporcionados a partir da aliança estabelecida entre as dinastias da monarquia francesa e a Igreja Católica.

resposta: 
A aliança entre a monarquia franca e a Igreja Católica fortaleceu o poder político da dinastia carolíngia e, em contrapartida, permitiu a conversão de povos bárbaros ao cristianismo, fortaleceu os interesses do Vaticano. A coroação de Carlos Magno, em 800, pelo papa Leão III, restaurou o ideal de um novo império universal e cristão na Idade Média.
27. (PITÁGORAS) EXPLIQUE como foi constituído o patrimônio de São Pedro.

resposta:
O apoio do papado a Pepino, o Breve, permitiu-lhe consolidar a sua autoridade sobre os merovíngios, que foram afastados do poder. Em comtrapartida, Pepino, iniciador da dinastia carolíngia, após derrotar os Lombados, concedeu ao Papa Estevão II, em 754, os "Estados Pontifícios", que se definiram como "Patrimônio de São Pedro". 

28. (PITÁGORAS) CARACTERIZE a organização administrativa do Império Carolíngio.

resposta:

O Império foi dividido em distritos governados pelos condes, nobres que administravam a justiça e recoliam os impostos. As fronteiras foram divididas em marcas, territórios comandados pelos marqueses, que eram militares indicados pelo imperador. Os condes eram visitados regularmente pelos missi dominici, fiscais com poderes de rever as decisões deles, garantindo sua obediência às ordens do imperador.

29. EXPLIQUE por que o Renascimento Carolíngio foi importante para a consolidação do latim como língua culta da Europa medieval. 

resposta:
Para concretizar seu projeto de unificar a cultura nos vários territórios do Império Carolíngio, Carlos Magno ordenou a criação de escolas, nas quais se usava o latim. Com isso, o língua latina consolidou-se como idioma da cultura, da religião e do Estado na Europa.


30.  (G1) Leia o texto a seguir.

O monarca [...] não [era] um soberano colocado acima dos seus súditos. Seus recursos econômicos provinham exclusivamente dos seus domínios pessoais enquanto senhor, enquanto aos seus vassalos pedia contribuições de natureza essencialmente militar. [...] ele só poderia ser o senhor de suas propriedades, sendo, fora delas, uma simples figura decorativa.

Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao feudalismo. 5ª ed. São Paulo: Brasiliense, 2007. p. 147.


a) Explique a formação do Império Carolíngio, comentando a contribuição germânica nesse processo.

b) Por que a administração carolíngia era considerada frágil do ponto de vista da centralização do poder?

resposta:


a) Os francos foram um povo germânico que conquistou um território que pertencia ao Império Romano do Ociente chamado Gália, parte da atual França. O chefe bárbaro Meroveu foi o responsável por essa conquista. O Reino Franco foi o único reino bárbaro duradouro. A contribuição germânica nesse processo foi a organização administrativa que era inspirada no comitatus (dependência entre chefes germânicos - base da relação de suserania e vassalagem) o que por sua vez acabou contribuindo para a ausência de uma maior centralização do poder político.
b)  Apesar de procurar centralizar o poder, Carlos Magno contribuiu para a descentralização política no Império, ao distribuir propriedades de terras e direitos vitalícios entre os vassalos, em troca de lealdade e de serviço militar.