O professor Diego Moreira explica como o Brasil se relaciona comercialmente com o mundo. Ele destaca a aproximação intensa com Portugal e explica o que mudou com a chegada da Família Real ao país.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
O professor de história do cursinho pH, Igor Vieira, dá uma aula sobre a independência da América Espanhola que ocorre nas primeiras décadas do século 19.
Segundo o professor, o movimento ocorre por uma sucessão de fatores: influência do pensamento iluminista que traz a ideia de liberdade, a Revolução Americana de 1776, a Revolução Francesa de 1789, o apoio da Inglaterra que almejava aumentar seu mercado consumidor e as Guerras Ibéricas.
Vieira diz que o movimento foi liderado por duas importantes figuras históricas: San Martín, que liberta a parte sul do continente sul-americano; e Simón Bolívar, que atua na independência da região norte.
Confira aula completa em vídeo.
Simulado de História Geral
(Unicamp/2010) Texto para as questões 1 e 2.
Para as artes visuais florescerem no Renascimento era preciso um ambiente urbano. Nos séculos XV e XVI, as regiões mais altamente urbanizadas da Europa Ocidental localizavam-se na Itália e nos Países Baixos, e essas foram as regiões de onde veio grande parte dos artistas.
(Adaptado de Peter Burke, O Renascimento Italiano. São Paulo: Nova Alexandria, 1999, p. 64.)
1. A relação entre o Renascimento cultural e o ambiente urbano na Europa dos séculos XV e XVI justifica-se porque
a) as cidades eram centros comerciais e favoreciam o contato com a cultura árabe, cujo domínio das técnicas do retrato e da perspectiva sobrepôs-se à arte europeia, dando origem ao Renascimento.
b) a presença de artistas nas cidades atraía os investimentos de ricos burgueses em busca de prestígio social, fazendo com que as regiões que concentravam os artistas, como a Itália e os Países Baixos, se urbanizassem mais que as outras.
c) nas cidades podia-se estudar a cultura artística em universidades, dedicadas ao cultivo da tradição clássica e ao ensino de novas técnicas, como o uso do estilo gótico na arquitetura e da perspectiva na pintura.
d) a riqueza concentrada nas cidades permitia a prática do mecenato, enquanto o crescimento do comércio estimulava o encontro entre as culturas europeia e bizantina, possibilitando a redescoberta dos valores da antiguidade clássica.
2. Podemos associar ao Renascimento importantes mudanças no pensamento filosófico europeu, tais como a valorização do conceito de
a) Humanismo, que colocava o ser humano no centro do conhecimento, valorizando o homem por este ser considerado uma criação divina.
b) Iluminismo, que considerava a razão, a observação e a experimentação superiores à fé como forma de conhecimento do universo sensível.
c) Antropocentrismo, que colocava o ser humano no centro do conhecimento, contrapondo-se à filosofia Escolástica baseada nos dogmas cristãos.
d) Geocentrismo, que colocava o estudo da Terra no centro do conhecimento, ao descobrir que o planeta descrevia uma trajetória elíptica em torno do sol.

3. (UFPEL) O mapa indica a formação de universidades na Europa
a) Latina, na Alta Idade Média.
b) Anglo-Saxônica, no Renascimento.
c) Oriental, entre os séculos XIII e XIV.
d) Ocidental, durante a Idade Média.
e) Renascentista, durante o início da Idade Moderna.
Execução na fogueira por ordem do Tribunal da Inquisição, Inglaterra – 1314.
“Arrancada a confissão do réu, os inquisidores proferiam a sentença em uma sessão pública denominada sermão geral. As sentenças previam três tipos básicos de penas: confiscação de bens, prisão e morte.
A maioria dos condenados à morte eram queimados vivos numa grande fogueira. Somente a alguns permitia-se o estrangulamento antes de serem lançados ao fogo.”
COTRIM, Gilberto. 6ª ed. São Paulo: Saraiva, 2001.
4. (UFPEL) O texto didático faz uma análise das ações do Tribunal da Inquisição, criado pela
a) Igreja Anglicana, durante a Reforma Religiosa.
b) Religião muçulmana, no período das Cruzadas.
c) França dos Huguenotes, no período da Contra-Reforma.
d) Reforma Protestante, liderada por Lutero, no fim da Idade Média.
e) Igreja Católica Romana, durante a Idade Média.
“Os clérigos devem por todos orar
os cavaleiros sem demora devem defender e honrar
e os camponeses, sofrer
cavaleiros e clero sem falha
vivem de quem trabalha
têm grande canseira e dor
pagam primícias, corvéias, orações ou talha
e cem coisas costumeiras
e quanto mais pobre viver
mais mérito terá
das faltas que cometeu
se paga a todos o que deve
se cumpre com lealdade a sua fé
se suporta paciente o que lhe cabe: angústias e sofrimentos”.
ESTEVÃO DE FOURÈGES. In: COTRIM, Gilberto. História global: Brasil e Geral. 6ª ed. São Paulo: Saraiva, 2002.
5. (UFPEL) O poema está diretamente relacionado
a) à Revolução Francesa, enfatizando as obrigações servis, como a corvéia – que era a entrega da primeira colheita ao senhor.
b) à estratificação social, no feudalismo europeu, justificada pela Igreja, e composta pelo clero, pela nobreza e pelo povo.
c) ao final da Idade Média, durante a expansão colonial européia na América, com o apoio da Igreja.
d) à ideologia burguesa, nas Cruzadas, quando os cavaleiros defenderam os valores cristãos ocidentais contra os muçulmanos.
e) ao período medieval, por referir a exploração dos camponeses através de trabalho escravizado, bem como pela talha – que era o pagamento pelo uso do moinho.
Texto 1:
Durante a Idade Média européia, as estratégias matrimoniais organizavam e sustentavam as relações sociais. O casamento era antes de tudo um pacto entre famílias. Nesse ato, a mulher era ao mesmo tempo doada e recebida, como um ser passivo. Sua principal virtude, dentro e fora do casamento, deveria ser a obediência, a submissão. Solteira, era identificada sempre como filia de, soror de. Casada, passava a ser personificada como uxor de. Filha, irmã, esposa: os homens deviam ser sua referência.
MACEDO, José Rivair. A mulher na Idade Média. 5ªed. São Paulo: Contexto, 2002. [adapt.].
Texto 2 :
“O que as revistas femininas aconselhavam às leitoras :
[...] - A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, nada de incomodá-lo com serviços domésticos. (Jornal das Moças, 1959).
- Se o seu marido fuma, não arrume brigas pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda a casa. (Jornal das Moças, 1957).
- O lugar de mulher é no lar, o trabalho fora de casa masculiniza. (Querida, 1955). [...].”
In: COTRIM, Gilberto. História e consciência do Brasil, 7ª ed. São Paulo: Saraiva, 1999.
6. (UFPEL) Com base na leitura comparativa dos textos, constata-se que
a) o patriarcalismo medieval europeu influenciou, durante muito tempo, a cultura brasileira, tendo em comum a valorização da submissão feminina.
b) a ideologia patriarcal da Europa renascentista foi absorvida, sem alterações, pela sociedade brasileira na Ditadura Militar.
c) o Direito Romano, desde a Antigüidade, submeteu a mulher à uma inferioridade legal, que vigora na atual legislação brasileira.
d) as mulheres não possuíam direitos civis, tanto na Europa, na Idade Moderna, quanto no Brasil, na segunda metade do século XX.
e) o papel feminino está subordinado, nas duas conjunturas históricas, coisificando a mulher, contudo não existe a discriminação de gênero na sociedade brasileira atual.
Astecas vitimados por varíola. Desenho do século XVI.
“ ‘Naquele tempo, não havia doenças, nem febres, nem doenças dos ossos ou de cabeça (...). Naquele tempo, tudo estava em ordem. Os estrangeiros mudaram tudo quando chegaram.’ De fato, por mais saudosismo que possa expressar esse lamento, parece mesmo que as doenças do Velho Mundo foram mais freqüentemente mortais nas Américas do que na Europa. O missionário alemão chegou inclusive a escrever no finalzinho do século XVIII que ‘os índios morrem tão facilmente que só a visão ou o cheiro de um espanhol os fazem passar deste para outro mundo’. Umas quinze epidemias dizimaram a população do México e do Peru.”
FERRO, Marc. História das colonizações – das conquistas às independências – séculos XIII a XIX. São Paulo: Cia. das Letras,1996.
7. (UFPEL) Os documentos denunciam as doenças provocadas pelos agentes do
a) Colonialismo espanhol que dizimaram populações nativas na América, na Idade Moderna.
b) Colonialismo português em suas possessões, entre os séculos XVI e XVIII.
c) Imperialismo ibérico e dos Países Baixos exterminando as populações incas, maias e astecas, na Idade Contemporânea.
d) Mercantilismo europeu nas colônias anglo-saxônicas, desde o final da Idade Média.
e) Colonialismo lusitano no México e no Peru, a partir do século XVI.
“Daqui nasce um dilema: é melhor ser amado do que temido, ou o inverso? Respondo que seria preferível ambas as coisas, mas, como é muito difícil conciliá-las, parece-me muito mais seguro ser temido do que amado, se só se puder ser uma delas. [...]
Os homens hesitam menos em prejudicar um homem que se torna amado do que outro que se torna temido, pois o amor mantém-se por um laço de obrigações que, em virtude de os homens serem maus, quebra-se quando surge ocasião de melhor proveito. Mas o medo mantém-se por um temor do castigo que nunca nos abandona. Contudo, o príncipe deve-se fazer temer de tal modo que, se não conseguir a amizade, possa pelo menos fugir à inimizade, visto haver a possibilidade de ser temido e não ser odiado, ao mesmo tempo.”
MAQUIAVEL, Nicolau (1469-1527). O Príncipe. Lisboa: Europa- América, 1976.
8. (UFPEL) O documento embasa
a) a organização de uma sociedade liberal, precursora dos ideais da Revolução Francesa.
b) o direito divino dos reis, reforçando as estruturas políticas e religiosas medievais.
c) o absolutismo monárquico, sob a ótica de um escritor renascentista.
d) a origem do Estado Moderno, através do Contrato Social.
e) o republicanismo como regime político, apropriado para os Estados Modernos.
9. (UFV) Sobre a Revolução Científica do século XVII, é INCORRETO afirmar que:
a) houve a superação da visão de um universo finito com corpos celestes dispostos em círculos concêntricos em favor de um universo infinito.
b) Nicolau Copérnico e Galileu foram expoentes da Revolução Científica que desafiaram a Igreja, pois defenderam o geocentrismo.
c) os cientistas desenvolveram uma nova imagem de Deus como relojoeiro ou engenheiro, que teria construído o universo segundo leis matemáticas.
d) a razão e a experimentação tornaram-se gradualmente mais valorizadas que a tradição
e a autoridade.
GABARITO
resposta da questão 1. [D]
resposta da questão 2. [C]
resposta da questão 3. [D[
resposta da questão 4. [E]
resposta da questão 5. [B]
resposta da questão 6. [A]
resposta da questão 7. [A]
resposta da questão 8. [C]
resposta da questão 9. [B]
1- (Mackenzie) Sobre o Estado Novo pode-se dizer que os traços marcantes foram a implantação da ditadura; a criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP); a formação do Ministério do Trabalho e o controle do movimento sindical através da estrutura corporativista; a construção do trabalhismo enquanto modelo de atuação varguista, elevando Getúlio à condição de líder, guia, estadista e "pai dos pobres". Getúlio Vargas pôde, em 1937, inaugurar um novo governo, conhecido como Estado Novo. Sobre esse período, é correto afirmar que:
a) era caracterizado pelo exercício da democracia e das liberdades civis, em repúdio às idéias comunistas que ameaçavam a nação, dada a intenção desses grupos revolucionários de chegar ao poder por meio de um golpe.
b) diante da ameaça comunista, o Parlamento, as Assembléias Estaduais, assim como as Câmaras Municipais, passaram a legislar e a intervir em diversos assuntos da política nacional.
c) ocorreu a imposição de uma Constituição autoritária, influenciada pelas doutrinas fascistas que vigoravam em algumas nações européias, o que representou o início de um período de ditadura.
d) dentro do novo regime, graças à subordinação das corporações sindicais ao Estado, que passou a controlar a ação dos trabalhadores, houve a conquista de direitos trabalhistas, resultado da boa vontade das elites empresariais.
e) a conjuntura econômica internacional contribuiu para a consolidação do Estado Novo, que, diante da crise que ainda persistia no setor cafeeiro, aumentou o seu papel interventor,buscando solucionar o problema das exportações nacionais.
2- (Mackenzie) Ao mencionar questões sobre política trabalhista invariavelmente realizamos uma conexão com o governo Vargas. Sobre a política trabalhista do Estado Novo é correto afirmar que:
a) autorizava a greve e não se inspirava na Carta Del Lavoro, vigente na Itália fascista.
b) embora sendo reconhecidos os benefícios sociais do salário mínimo, da Justiça do Trabalho e da CLT, Vargas manipulava as lideranças sindicais e as relações com o Estado eram caracterizadas pelo paternalismo e pelo intervencionismo.
c) nesse período vigorou um sindicalismo autêntico, livre da figura do “pelego” ou líder sindical manipulado pelo Estado.
d) a criação do imposto sindical trouxe enormes vantagens sociais, não representando um instrumento de subordinação ao Estado.
e) Vargas procurou manter uma postura liberal, não interferindo nas relações capital e trabalho.
3. (Unicamp) Em 10 de novembro de 1937, Getúlio Vargas discursava à nação através do rádio: "A disputa presidencial estava levando o país à desordem. Os comunistas infiltravam-se dia a dia nas instituições nacionais. A Nação corria perigo de uma luta de classes e os partidos políticos inquietavam o nosso povo"
a) Que argumentos Vargas usou para implantar o Estado Novo?
b) Cite duas características do Estado Novo.
4. (UFG) O bonde de São Januário leva mais um sócio otário sou eu que não vou trabalhar.
BATISTA, W.; ALVES, A. In: BERCITO, Sônia de Deus Rodrigues. "Nos tempos de Getúlio": Da Revolução de 30 ao fim do Estado Novo. São Paulo: Atual, 1990. p. 43.
O trecho acima é um samba de Wilson Batista e Ataulfo Alves, composto em 1940, cuja letra evidencia uma forma de resistência política ao
a) contrapor-se à cultura do trabalho, principal foco de intervenção estadonovista.
b) associar trabalho e música na constituição da identidade nacional.
c) conciliar trabalho e cultura popular, articulando as relações entre Estado autoritário e trabalhadores.
d) estabelecer relação entre símbolos da modernização com a valorização do trabalhador.
e) criar uma relação de cumplicidade entre o Estado autoritário e os dissidentes da sociedade brasileira.
5. (UFU) Leia os trechos de documentos a seguir:
"Há doze anos que o Dr. Getúlio representa a ordem para o Brasil. Ser contra ele, se isso hoje ainda fosse possível, seria colocar-se contra si mesmo. (...) Somos das poucas terras deste planeta em que o homem tem pão, tem casa, tem assistência, tem trabalho, tem paz, tem justiça.
(Jornal O Estado de São Paulo, 19 de abril de 1942.)
"Meu pai trabalhou muito que já nasci cansado.
Ai patrão, Sou um homem liquidado.
No meu barraco chove
Meu terno está furado.
Ai patrão, Trabalhar eu não quero mais (...)
(Wilson Batista. Nasci cansado, sucesso nos anos 30.)
Os dois fragmentos acima expõem visões contraditórias a respeito do mundo do trabalho nas décadas de 1930/40 no Brasil. A esse respeito, podemos afirmar que
I - a política econômica intervencionista do governo Vargas desprezou o apoio norte-americano e aproximou-se aos países do eixo na 2ª Guerra - Alemanha e Itália - o que permitiu investimentos em infra-estrutura e na indústria de base, contrariando os interesses da burguesia nacional, defensora da modernização nas relações trabalhistas.
II - o antagonismo expresso nos dois fragmentos evidencia as dificuldades do Estado getulista em promover sua política de controle da classe trabalhadora. Apesar de a legislação sindical e social garantir determinados direitos que protegiam os trabalhadores, como o salário mínimo, a CLT criou dificuldades para a organização de greves e a legalização de sindicatos.
III - o governo estimulava o peleguismo e o assistencialismo dos sindicatos. Por esta prática, os líderes trabalhistas aceitavam sua política, dobrando-se às vontades do governo, corroborados pela distribuição das contribuições sindicais pelo Ministério do Trabalho, no sentido de esvaziar o movimento operário.
IV - a aproximação do varguismo aos fascismos europeus pode ser identificada na visão de ordem social do primeiro fragmento do jornal, responsável pela "comunhão" dos trabalhadores ao governo e ao espírito de nação. Esta visão foi, porém combatida pelos intelectuais ligados ao movimento modernista, tais como Alberto Torres, Villa-Lobos e Mário de Andrade, os quais, juntamente com a Igreja Católica, defendiam a democratização do Estado e uma aproximação ao modo de vida americano.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas I e IV são corretas.
b) Apenas I e II são corretas.
c) Apenas II e III são corretas.
d) Apenas III e IV são corretas.
4. A
1. (Pitágoras) Observe a obra “Proclamação da Independência”, de autoria de François-René Moreaux, pintada em 1844.
FONTE: commons.wikimedia.org/wiki/File:Independencia. Acesso em 12/09/2009
A partir da análise da tela, é possível afirmar que essa representação pictórica sugere os seguintes significados:
I. O quadro foi resultado da observação direta do acontecimento histórico retratado. Nele, o príncipe D. Pedro está destacado de seus súditos, é o foco da ação e foi imortalizado como um monarca seguro de si e do país que tinha diante de si.
II. O futuro Imperador do Brasil não foi mostrado como o líder de uma população negra e mestiça.Trata-se da representação de um país branco, uma vez que nela não há negros ou indígenas.
III. A imagem foi construída com o propósito de esvaziar a participação das elites agrárias e mercantis no processo de independência, colaborando para reforçar o mito de que a independência teria sido fruto da ação individual de D. Pedro.
IV. O pintor não esteve a serviço da versão das elites cariocas acerca da emancipação e do Império; sua preocupação maior foi representar o povo como participante ativo, sempre disposto a saudar o ato memorável de D. Pedro.
Está(ao) CORRETA(S):
a) I e II
b) I e III
c) II e III
d) II e IV
e) III e IV
2. (Unesp) A respeito da independência do Brasil, pode-se afirmar que:
a) consubstanciou os ideais propostos na Confederação do Equador.
b) instituiu a monarquia como forma de governo, a partir de amplo movimento popular.
c) propôs, a partir das idéias liberais das elites políticas, a extinção do tráfico de escravos, contrariando os interesses da Inglaterra.
d) provocou, a partir da Constituição de 1824, profundas transformações na estruturas econômicas e sociais do País.
e) implicou na adoção da forma monárquica de governo e preservou os interesses básicos dos proprietários de terras e de escravos.
3. (Fuvest) O reconhecimento da independência brasileira por Portugal foi devido principalmente:
a) à mediação da França e dos Estados Unidos e à atribuição do título de Imperador Perpétuo do Brasil a D.João VI.
b) à mediação da Espanha e à renovação dos acordos comerciais de 1810 com a Inglaterra.
c) à mediação de Lord Strangford e ao fechamento das Cortes Portuguesas.
d) à mediação da Inglaterra e à transferência para o Brasil de dívida em libras contraída por Portugal no Reino Unido.
e) à mediação da Santa Aliança e ao pagamento à Inglaterra de indenização pelas invasões napoleônicas.
4. Para se concretizar a independência do Brasil foram necessários alguns meses de luta contra as tropas portuguesas nas províncias da Bahia, Grão-Pará, Piauí e Cisplatina. Observe a ilustração abaixo e explique o significado da alegoria da ação do caboclo, símbolo do Dois de Julho de 1823, data da Independência do Brasil, na Bahia.

(NOVAES, Carlos Eduardo e LOBO, César. "História do Brasil para principiantes: de Cabral a Cardoso, quinhentos anos de novela". 2 edição, São Paulo, Ática, 1998)
5. A charge aponta para uma importante característica da Constituição outorgada de 1824, qual seja, a instituição do(a):
a) voto universal.
b) voto censitário.
c) poder moderador.
d) parlamentarismo às avessas.
e) monarquia dual.
RESPOSTAS1. C
2. E
3. D
4. Espera-se que o aluno perceba que a alegoria representa o caboclo - brasileiro - lutando contra o dragão, que encarna a tirania portuguesa.
5. C
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - Das conjurações à abdicação de D. Pedro I
Capítulo 3
Os caminhos da política imperial brasileira: a formação do Estado Imperial brasileiro (1822-1831)

Ao gosto do freguês
A pintura “Proclamação da Independência” eternizou uma imagem idealizada do ato memorável de D. Pedro I
[...] A tela de Moreaux representa o exato momento em que o príncipe D. Pedro I proclama a Independência do Brasil. Tal qual uma estátua equestre, imóvel no gesto que procura dar imortalidade ao acontecimento datado, o futuro imperador, com a mão direita erguida, segura e agita o seu chapéu bicorne. O artista joga luz em D. Pedro e em seu cavalo, elevando ligeiramente a real figura, com o objetivo de destacá-la das demais. Ao fundo estariam os bosques que margeiam o Rio Ipiranga. No entanto, a obra deve muito mais à imaginação do que à realidade. Era fato que as pinturas acadêmicas deveriam inspirar moralmente mais do que pretender retratar a realidade objetivamente.
Mas, neste caso, o modo idealizado como a cena é retratada é quase constrangedor. O ambiente pouco se parece com o Brasil, não fossem as poucas palmeiras devidamente sombreadas no fundo da tela. A luminosidade do céu é também bastante rebaixada, a exemplo de outros pintores de formação acadêmica e de origem francesa, que manifestavam igual dificuldade em retratar o azul luminoso dos trópicos.
A população que rodeia D. Pedro I também contribui para o aspecto idealizado do quadro. Os elementos do Exército assemelham-se a estátuas, imóveis, enquanto o povo movimenta-se muito: os figurantes congratulam-se, acenam, trocam abraços, correm... sempre de forma a saudar o ato memorável de D. Pedro.
Não há negros, e muito menos indígenas, na representação pretensamente às margens do Ipiranga. Os outros personagens que compõem a cena – um menino que corre, as mulheres com seus véus negros a cobrirem os ombros, homens com bombachas e meninas com saias abauladas – assemelham-se à população rural da Europa devidamente transposta para os trópicos por Moreaux.
Com o intuito de evitar a imagem de um Império escravocrata, os cativos ficaram afastados da pintura. Também não seria possível enfatizar a ideia de um monarca “civilizado” se este aparecesse cercado de mestiços e de negros. É possível reconhecer na representação um país branco, até italiano, à semelhança dos casamentos reais promovidos pela monarquia brasileira.
No máximo, vislumbra-se um personagem um pouco moreno, que mais parece um gaúcho, ou algum tipo inspirado nos pampas argentinos, como se a representação perdesse qualquer contorno geográfico. Ao contrário, a fronteira nos parece plenamente imaginária. Os demais circundantes, sobretudo aqueles iluminados pela luz forte que o artista joga no quadro, são brancos em seus cabelos, nas cores, roupas e costumes. [...]
Lilia Moritz Schwarcz é professora de Antropologia da Universidade de São Paulo e autora de O sol do Brasil (Companhia das Letras, 2008).
Fonte:http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=2621
Escritor fala sobre a Independência do Brasil
Laurentino Gomes fala sobre as curiosas e reais histórias da Independência com o lançamento do livro '1822'.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Pio Penna Filho*
.Os alemães comemoraram no último domingo vinte anos da reunificação do seu país. Para eles, uma data memorável. Dividido no final da Segunda Guerra Mundial, o país voltou a ser um só em 1990, quando a ordem da Guerra Fria chegava ao fim e a União Soviética passava por um processo de desintegração.
A Alemanha já despertou muito medo e receio em outros Estados europeus. Não foi à toa que o seu processo de unificação foi tardio, se comparado à formação de boa parte dos outros Estados nacionais, ainda no século XIX.
Foi somente em 1871 que os Estados germânicos foram unificados, fato que deu lugar ao nascimento da Alemanha. Mas esse não foi um processo fácil. Os franceses, convictos de que o novo Estado seria um desafio sério no contexto europeu, de tudo fizeram para impedir o nascimento da Alemanha. Daí a guerra franco-prussiana de 1870/1871, na qual a Alemanha saiu vitoriosa e unificada.
A Primeira Guerra Mundial foi outro episódio importante na história alemã. Derrotada pela Entente cordiale, a Alemanha se viu no perigo de uma primeira divisão. Essa era a vontade dos franceses que, imbuídos do espírito revanchista que remontava à Guerra Franco-Prussiana, chegaram a propor, no âmbito de Versalhes, a divisão do país.
O impacto da Segunda Guerra Mundial foi decisivo para a divisão do país. Com uma nova ordem sendo construída pelos principais vencedores do conflito, Estados Unidos e União Soviética, ambos passaram a exercer influência sobre os territórios conquistados e tinham visões de mundo opostas, em certo sentido excludentes.
Decidiram, pois, dividir a Alemanha em zonas de influência. Surgiram, assim, a República Federativa da Alemanha (RFA) e a República Democrática Alemã (RDA), esta última sob influência soviética. Berlim, a antiga capital, também foi dividida em duas, separada pelo infame muro que levou o nome da cidade e foi um dos maiores símbolos da Guerra Fria.
Mas o povo alemão era um só. Com a Guerra Fria se aproximando do fim, os descontentes da Alemanha oriental aumentaram os protestos até o ponto em que as autoridades comunistas não conseguiram mais controlar a pressão para a abertura política e para a reunificação.
Durante o período em que permaneceu a divisão, duas mentalidades acabaram se formando. Na Alemanha ocidental, capitalista e democrática, a participação política e as noções de cidadania acabaram por se consagrar. Já o regime da Alemanha oriental era mais fechado e dirigido com mão de ferro pelas lideranças do Partido Comunista, com muito pouca liberdade de expressão.
Do ponto de vista econômico houve também grandes diferenças. A Alemanha ocidental apresentou resultados econômicos e progressos materiais muito superiores à Alemanha oriental. Aliás, esse foi um aspecto problemático no processo de reunificação. O problema principal era como diminuir as grandes desigualdades verificadas nas duas “Alemanhas”

Embora persistam alguns problemas pontuais, o quadro atual é bastante diferente. Pode-se dizer que a reunificação está em estágio bastante avançado e consolidado, o que resultou, no fundo, na criação de uma nova Alemanha.