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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A América Latina no século XX



Saiba mais sobre a história da América Latina no século XX


Conheça as principais caracteristicas da história latinoamericana ao longo do século XX.

Roteiro de estudos: A América Latina no século XX

1. (Fuvest) É possível constatar semelhanças entre os governos de Getúlio Vargas (Brasil), Lázaro Cárdenas (México) e Juan Domingo Perón (Argentina), pois esses líderes
a) assumiram as mesmas posições frente à Segunda Guerra.
b) buscaram o apoio político das classes populares.
c) defenderam e puseram em prática idéias fascistas.
d) nacionalizaram o petróleo e as estradas de ferro.
e) chegaram ao poder por intermédio de um golpe.


resposta:[B]

2. (FGV) Os governos de Getúlio Vargas (2ª fase) e João Goulart, no Brasil, Perón na Argentina e Lázaro Cárdenas no México, de claro caráter populista tiveram que buscar iniciativas para a solução de dois problemas fundamentais. São eles:
a) distribuição de renda e, fundamentalmente, reforma urbana;
b) industrialização e controle sobre os trabalhadores;
c) resistência ao nazi-fascismo e distribuição de renda;
d) intimidar os pelegos sindicais e, fundamentalmente, coibir o capital estrangeiro;
e) acelerar a reforma agrária e destituir o poder pelego dos sindicatos.


resposta:[B]

3. (FGV) A crise norte-americana de 1929 repercutiu na América Latina, com graves conseqüências sociais, políticas e econômicas, provocando, entre outros acontecimentos,
a) a privatização das empresas petrolíferas no México, por Lázaro Cárdenas, para recuperar a economia.
b) o surgimento de governos autoritários e repressivos, como ocorreu na Guatemala e em El Salvador.
c) a ascensão de Anastásio Somoza ao poder em Honduras, com vistas a garantir a consolidação da democracia.
d) a invasão do Panamá, pela importância vital do canal para a economia da América do Norte.
e) o aumento do comércio exterior de Cuba, com o crescimento da exportação de açúcar.


resposta:[B]

4. (Ufsm) "Nos comícios, as lideranças populistas prometiam destruir o latifúndio mas as oligarquias rurais eram fortes. Não se fez, portanto, a reforma agrária. A estrutura agrária não foi molestada pelos líderes populistas. Os trabalhadores rurais jamais obtiveram os mesmos direitos sociais dos trabalhadores urbanos. A legislação parou na porteira da fazenda." CACERES, Florival. "História da América". São Paulo: Moderna, 1992. p. 199. Na história do populismo latino-americano - um fenômeno urbano típico das sociedades que começaram a crescer industrialmente no século XX - a figura do Presidente __________ constitui importante exceção ao afirmado no texto pois, no seu governo, o Estado __________ chegou a distribuir cerca de 18 milhões de hectares de terras aos camponeses.

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
a) Juán Domingo Perón - argentino
b) Getúlio Vargas - brasileiro
c) Fidel Castro - cubano
d) Lázaro Cárdenas - mexicano
e) Salvador Allende - chileno


resposta:[D]

5. (Puccamp) Considere a foto a seguir.
(Luiz Koshiba e Denise M. F. Pereira. "Américas: uma introdução histórica". São Paulo: Atual, 1992. p. 271)

A foto é um exemplo da popularidade do governo que exerceu a influência mais duradoura na Argentina contemporânea: Juan Domingo Perón e sua esposa Evita. Essa popularidade, de Perón e Evita
a) baseou-se na política assistencialista que garantia aos camponeses uma maior participação nas decisões relacionadas à legislação trabalhista.
b) baseou-se na doutrina justicialista que procurava conciliar legislação trabalhista para os descamisados com os interesses do grande capital no país.
c) baseou-se na política paternalista que contribuía para a formação de associações de trabalhadores autônomos e sem intervenção do Estado.
d) apoiou-se na política nacionalista que procurava internacionalizar a economia para promover a modernização e reduzir a pobreza do país.
e) apoiou-se na doutrina liberal que favorecia uma política independente e eqüidistante do comunismo e do capitalismo.

resposta:[B]

6. (Fatec) Em alguns países latino-americanos surgiram, a partir de 1930, regimes populistas como os de Getúlio, no Brasil, Juan Domingo Perón, na Argentina, e Lázaro Cárdenas, no México. Esses regimes caracterizavam-se por defender:
a) a redistribuição de renda entre as camadas mais pobres da população.
b) reformas sociais limitadas, para manter o apoio popular.
c) o aumento salarial para todos.
d) a ampliação do mercado interno.
e) a reforma agrária.


resposta:[B]


7. (Uerj) Há sessenta anos, Juan Domingo Perón levou ao poder na Argentina o Partido Laborista, depois Justicialista, que ele mesmo havia fundado. Apesar de sempre presente na política argentina, o Peronismo ou Justicialismo é um movimento de difícil definição, o que justifica o emprego do adjetivo "camalêonico" em referências a ele.

Identifique dois grupos sociais ou instituições argentinas que tenham apoiado a subida de Perón ao poder. Em seguida, aponte duas medidas, uma econômica e outra de âmbito social, implementadas durante seu primeiro governo, 1946-1955.


resposta:

Dois dentre os grupos/instituições:

   igreja católica
   proletário urbano
   burguesia industrial
   segmentos nacionalistas do Exército
Uma dentre as medidas econômicas:
   subvenção à indústria nacional
  nacionalização dos recursos minerais, como o petróleo, o gás e o carvão
  nacionalização de serviços públicos: meios de transporte, luz, gás, telefonia

Uma dentre as medidas sociais:
   apoio à organização sindical
   extensão do direito de voto às mulheres
   estabelecimento de uma legislação trabalhista
   reorganização da CGT em moldes corporativistas 
implementação de políticas estatais assistencialistas e paternalistas




(Ufu) "Trabalhadores, há quase dois anos, deste mesmo balcão, afirmei ter três pontos de honra: o de ser soldado, o de ser patriota e o de ser o primeiro trabalhador argentino. (...) Por isso, senhores, quero nesta oportunidade, misturado com esta massa suada, estreitar profundamente a todos contra meu coração, como faria com minha mãe." (Pronunciamento de Perón, em outubro de 1945.)

Tomando como referência o trecho do discurso acima e seus conhecimentos sobre o Peronismo na Argentina, assinale a alternativa correta.
a) O Peronismo até hoje é um movimento político predominante na Argentina, em função do apoio dos operários e dos Estados Unidos, país favorecido com a política de abertura da economia às multinacionais feita a partir do governo Perón, o que provocou fortes reações da Igreja Católica e da burguesia nacional.
b) O governo de Juan Domingo Perón, de cunho populista, foi marcado pela defesa dos ideais democráticos, pela garantia da liberdade de imprensa e pelo respeito às instituições e partidos de oposição.
c) Apesar do apoio de Perón às reivindicações dos operários, o governo combatia o corporativismo dos sindicatos e as questões trabalhistas permaneceram subordinadas à lógica do mercado, provocando constantes quedas do poder aquisitivo dos trabalhadores.
d) O Peronismo baseou-se numa política populista também inspirada em doutrinas fascistas, divulgando através de jornais, cartilhas e do rádio, imagens de um presidente que protegeria os trabalhadores e os mais pobres, com a distribuição de roupas, alimentos e medicamentos aos "descamisados", feita pela figura mítica de sua esposa Eva Perón.


resposta:[D]

8. (Ufsc) "Em setembro de 1973, apoiadas pelos Estados Unidos, as Forças Armadas deram um golpe militar e depuseram o presidente Salvador Allende, que morreu em combate na sede do governo, o palácio La Moneda, bombardeado por aviões da aeronáutica." ARRUDA, José Jobson de A. e PILETTI, Nelson. "Toda a História - História Geral e do Brasil". São Paulo: Ática, 2002, p. 413.

Com base no texto anterior, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
(01) O texto refere-se ao golpe militar ocorrido na Argentina em 1973, quando os militares comandados pelo Gal. Jorge Rafael Videla assumiram o poder.
(02) O palácio La Moneda , sede do governo peruano, foi construído durante a gestão do socialista Haya de la Torre.
(04) Com a deposição de Salvador Allende por um golpe militar, o Chile passou a ser governado pelo populista Juan Domingo Perón, iniciando o período conhecido como "peronismo".
(08) O golpe militar de 1973 depôs o governo de Salvador Allende, de tendência socialista, dando início a uma longa ditadura militar encabeçada pelo Gal. Augusto Pinochet. (16) O apoio dos Estados Unidos ao golpe militar estava relacionado ao temor gerado pelas propostas de profundas reformas do governo Allende, com vistas à criação de uma sociedade socialista no Chile. (32) O golpe militar, mencionado no texto, foi a forma de os Estados Unidos evitarem que se instalasse no Chile um governo de radicais socialistas, conhecidos como "tupamaros" e liderados por Salvador Allende.


resposta:08 + 16 = 24

9. (Mackenzie) A ditadura militar chefiada por Pinochet foi um dos regimes políticos mais brutais da história da América Latina. Os militares caçavam os opositores políticos como se fossem animais. Qualquer suspeito de ser militante socialista ou comunista era preso e barbaramente torturado.
Mario Schmidt

Dentre as razões para a implantação da Ditadura de Augusto Pinochet podemos indicar:
a) a firme decisão do governo dos Estados Unidos em deter a qualquer custo o que parecia ser "o avanço do comunismo internacional" promovido pela Revolução Sandinista na Nicarágua.
b) a crise política desencadeada pela vitória do candidato populista do Partido Justicialista, Juan Domingos Perón, que pretendia fortalecer os sindicatos e aumentar os salários dos trabalhadores.
c) a deposição do general Manuel Antonio Noriega, acusado de ter ligações com o tráfico internacional de drogas.
d) a não aceitação por parte de grandes empresários e do governo norte-americano das reformas sociais e econômicas realizadas pelo governo socialista de Salvador Allende.
e) o auto golpe promovido pelo presidente Alberto Fujimori, que fechou o Congresso e tomou em suas mãos todos os poderes nacionais, ignorando a constituição e anulando direitos.


resposta:[D]

10. (Ufrrj) JC -"E as relações internacionais: tem se repetido muito, a nosso ver demais, que a Nicarágua não será uma nova Cuba... FSLN - insisto que não seremos uma nova Cuba. Estamos atentos às manobras do imperialismo que visam justificar uma intervenção militar, já que estaríamos sofrendo uma intervenção castrista. A Nicarágua não será uma nova Cuba. Dizer isto não significa que sejamos anti-castristas ou que sejamos contra a revolução cubana. Muito pelo contrário. JC - A experiência do Chile, onde a reação conseguiu se reorganizar e fazer vingar a contra-revolução não lhes preocupa ? FSLN - Diferentemente do Chile, na Nicarágua não se deu apenas um povo unido, mas se deu também um povo armado. E se nos armamos para lutar contra a ditadura, com maior motivo nos defenderemos agora." (Entrevista de Angel Barajon, representante da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN ) na Europa ao Jornal Companheiro (JC) - 08/08/1979.) A chamada Revolução Sandinista vitoriosa há 20 anos na Nicarágua representou (junto com a Revolução Islâmica no Irã, na mesma época) um momento de fraqueza da política norte-americana em defesa de partes de "sua" área de influência, como, no caso, a América Latina, conforme a divisão do mundo estabelecida pela Guerra Fria. Isso a aproxima, ao menos parcialmente, da Revolução Cubana (1958/59) e do período do governo de Salvador Allende no Chile (1970/3).

A partir da entrevista acima:
a) apresente uma semelhança entre os processos revolucionários nicaragüense e cubano.
b) explique a diferença explicitada por Angel Barajon entre os casos chileno e nicaragüense.


resposta:

Apresentar uma das diferenças a seguir:
1) Em Cuba, a experiência socialista iniciou-se pela luta armada, e a chilena, pela via eleitoral;
2) No Chile, foram mantidas as liberdades democráticas (liberdade de imprensa e de opinião, por exemplo), enquanto, em Cuba, foi montada uma estrutura política que descartou as liberdades democráticas.
3) O modelo de socialismo de Cuba foi o soviético, enquanto o Chile buscou construir uma alternativa própria de socialismo.

11. (Puc-rio) Publicada em 1907, a charge representa de modo crítico as relações desiguais de poder entre Cuba e os Estados Unidos. Das afirmativas a seguir, quais apresentam acontecimentos que expressam corretamente esta relação?
I - A Emenda Platt, imposta ao governo cubano em 1901, garantia aos Estados Unidos o direito de intervenção na política interna daquele país.
II - Após a Revolução Cubana, em 1959, o novo governo estatizou empresas estrangeiras, o que provocou a represália dos Estados Unidos por meio de medidas como o boicote à compra do açúcar cubano.
III - Em 1961, exilados cubanos, com o apoio da CIA, tentaram derrubar o regime castrista invadindo Cuba, no episódio conhecido como a Invasão da Baía dos Porcos.
IV - O governo revolucionário cubano, a despeito das pressões norte-americanas, conseguiu manter Cuba como membro da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Estão corretas:
a) Somente as afirmativas II e III.
b) Somente as afirmativas I, II, III.
c) Somente as afirmativas I e IV.
d) Somente as afirmativas I, II e IV.
e) Todas as afirmativas.

resposta:[B]

12. (Uerj) O caminho para a revolução pela longa guerra de guerrilha foi descoberto um tanto tardiamente pelos revolucionários sociais do século XX (...). A própria palavra "guerrilha" não fazia parte do vocabulário marxista até depois da Revolução Cubana de 1959.
(HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.)

A guerrilha foi fundamental para a vitória, em Cuba, no ano de 1959, do Movimento 26 de Julho, liderado por Fidel Castro e Che Guevara. O grupo revolucionário cubano fez a opção por essa estratégia por acreditar que:
a) a adesão ao comunismo impunha a luta direta contra o poder estabelecido
b) a ocupação militar norte-americana anulava outras formas de luta contra a elite política
c) a ditadura instalada no país eliminava a possibilidade de uma oposição ao regime por via legal
d) o nacionalismo pequeno-burguês impedia a presença das camadas populares nos partidos de oposição à ditadura


resposta:[C]

13. (Ufrn) A Revolução Cubana (1959) tornou-se um marco na história do século XX, ao aprofundar a Guerra Fria e provocar significativos desdobramentos políticos e econômicos na América Latina, na década de 1960. Mencione dois desses desdobramentos e explique-os.


resposta:
A Revolução Cubana foi um movimento armado, inicialmente, que levou à derrubada do ditador Fulgencio Batista de Cuba em 1 de janeiro de 1959 pelo Movimento 26 de Julho liderada por Fidel Castro.O termo Revolução Cubana também se refere à implantação em série de programas sociais e econômicas do novo governo, todos de foco exclusivamente de ideologia Comunista. O apoio soviético depois do movimento armado enfatizou seu caráter anti-capitalista e também antiamericano para posteriormente alinhar o país com o chamado bloco socialista.

14. (Uff) O filme "Diários de motocicleta" colocou em evidência a figura de Ernesto Guevara, médico argentino, líder revolucionário, na década de 1960. Ao lado do romantismo que envolve a figura de "CHE" há um processo histórico sangrento e dotado de um sentido de busca da identidade da América Latina, incluído aí o Brasil. Esse sentimento decorreu da exploração imperialista que conduziu o mundo latino-americano ao subdesenvolvimento. ("Época", 09/08/2004)

A partir das referências contidas no texto, assinale a opção que reúne fatos ilustrativos da repressão aos movimentos sociais de oposição à política americana para a América Latina.
a) A vitória de Pinochet no Chile, a intervenção do exército argentino no Uruguai, a morte de Che Guevara e a Revolução de 1964 no Brasil.
b) A morte de Anastácio Somoza, a intervenção americana na Nicarágua, a Revolução Cubana de 1958 e a formação das FARCS na Colômbia.
c) A morte de Che Guevara, a repressão política pós o golpe de 1964 no Brasil, a oposição ao governo de Salvador Allende no Chile e a invasão da Baía dos Porcos pelo exército americano.
d) A ditadura militar implantada no Brasil em 1964, a Revolução Cubana de Fidel Castro e a vitória inglesa na Guerra das Malvinas.
e) A vitória inglesa na Guerra das Malvinas, a Revolução Cubana de Fidel Castro, a morte de Che Guevara e a Revolução de 1964 no Brasil.


resposta:[C]

15. (Puc-rs) A chamada "Crise dos Mísseis", de 1962, que levou as relações Washington - Moscou a um ponto crítico no contexto da Guerra Fria, foi resultante
a) da aproximação entre o governo de Fidel Castro e a URSS.
b) do escândalo político internacional conhecido como Watergate.
c) do fim da política continental norte-americana da "Aliança Para o Progresso".
d) da afirmação do stalinismo na política interna da URSS.
e) do avanço do macarthismo no Congresso norte-americano.


resposta:[A]

16. (Ufsm) Leia o texto a seguir. Tornava-se claro que toda a tecnologia em desenvolvimento na corrida pela conquista do espaço não seria só utilizada para viagens espaciais, ou em proveito da humanidade. Atrás do cenário da "odisséia do espaço", ocultavam-se fins bélicos. [...] os foguetes desenvolvidos poderiam servir tanto para transportar cargas pacíficas (satélites) como armas atômicas. O progresso da humanidade trazia consigo o princípio do fim. Um incidente internacional, ocorrido em 1962, é exemplar para demonstrar a permanente tensão vivida pelo mundo. (MILDER,Saul. "A conquista da lua". SãoPaulo: FTD, 1997.)

Assinale a alternativa que apresenta o incidente a que o texto se refere.
a) Invasão da Baía dos Porcos por castristas.
b) Argumento do Muro de Berlim.
c) A invasão da Hungria pela URSS.
d) O não-alinhamento da Iugoslávia.
e) A crise dos mísseis soviéticos em Cuba.


resposta:[E]

17. (Ufpel) Além do Brasil, outros países da América Latina, na década de 1970, vivenciaram governos militares.

O regime de Pinochet perseguiu e assassinou inúmeros
As fotos e suas legendas referem-se, respectivamente, às ditaduras do(a)
a) Uruguai e do Chile.
b) Argentina e do Paraguai.
c) Paraguai e do Uruguai.
d) Chile e da Argentina.
e) Bolívia e do Peru.

resposta:[D]


18. (Ufg) As décadas de 1960 e de 1970, na América Latina, foram marcadas por ditaduras civis e militares. A nova ordem política legitimava-se em nome dos princípios da Doutrina de Segurança Nacional que, sob inspiração norteamericana, defendia
a) a organização de políticas econômicas nacionalistas como forma de barrar o avanço do internacionalismo soviético.
b) a elaboração de políticas de integração continental inspirada na política desenvolvimentista empreendida no Brasil no período de 1950 a 1970.
c) a união entre burguesia nacional e as Forças Armadas latino-americanas contra os interesses tradicionais das elites agrárias.
d) a articulação política entre os governos do continente americano, no intuito de prepará-los para o combate ao comunismo.
e) o direito de sindicatos, associações e partidos políticos de se organizarem a favor dos interesses nacionais, no combate às idéias antidemocráticas.


resposta:[D]


19. (FGV) Operação Condor foi o nome dado ao plano integrado de repressão aos opositores das ditaduras militares-civis implantadas na América Latina durante os anos 60 e 70. Este operativo transnacional, dos serviços de inteligência e das polícias políticas, foi responsável por muitas prisões ilegais, torturas, seqüestros e desaparecimentos de cidadãos de diferentes países deste continente. Participaram ativamente da Operação Condor os seguintes países:
a) Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai;
b) Argentina, Bolívia e Chile;
c) Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai;
d) Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Peru e Paraguai.
e) Brasil, Bolívia, Chile e Paraguai;


resposta:[A]

20. (FGV) Leia atentamente as afirmações abaixo sobre as transições na Argentina, Chile e Uruguai e assinale a afirmativa correta.
I. Assim como no Brasil, a transição dessas Ditaduras à Democracia deu-se sob controle militar, com pactos de eleições indireta e anistia recíproca.
II. As vitórias, em eleições diretas, de Alfonsin em 1983, Sanguinetti em 1984 e Aylwin em 1989 são os marcos da retomada democrática pós-ditatorial nesses países.
III. Julgados e condenados pela justiça civil, seis militares, oficiais superiores argentinos, foram condenados por violação aos Direitos Humanos durante a Ditadura e indultados, posteriormente, pelo governo Menem.
IV. A Lei de Caducidad de la Pretensión Punitiva del Estado, que anistiava os responsáveis por crimes durante a ditadura uruguaia, passou por um plebiscito (referendum) no qual foi aprovada, impedindo oficialmente o conhecimento e a responsabilização dos militares criminosos.
V. O apoio de todos os setores políticos chilenos a Pinochet impede o conhecimento da verdade sobre a Ditadura e o julgamento de militares criminosos até hoje.

a) apenas I, III e V estão corretas;
b) apenas I, II e IV estão corretas;
c) apenas II, III e IV estão corretas;
d) apenas II, III e V estão corretas;
e) apenas III, IV e V estão corretas.


resposta:[C]


21. (FGV) O ex-vice-chanceler argentino na época da Guerra das Malvinas (1982), em entrevista concedida em 03/04/07, fez as seguintes revelações: "Os militares, quando decidiram recuperar as Malvinas, acreditavam, equivocadamente, que os EUA não interfeririam, em retribuição pelos oficiais que a Argentina enviara a Honduras para treinar os contras que combatiam os sandinistas." "Ele [Vernon Walters, embaixador especial do governo norte-americano] era uma mistura de homem do Exército e da CIA, mas muito civilizado e inteligente. Falava um impecável castelhano (...). Durante a guerra, ele entrava na sala do [ditador e general Leopoldo] Galtieri sem bater. Era um habitué da Casa Rosada e da Residência de Olivos."

Essas revelações evidenciam a:
a) Responsabilidade direta do envolvimento dos Estados Unidos na guerra das Malvinas.
b) Ingerência do governo norte-americano em três países da América: Honduras, Nicarágua e Argentina.
c) Rigidez da política estaduniense na América, intervindo militarmente em todos os países.
d) Perda de importância da Argentina, aos olhos dos Estados Unidos, tratada no mesmo nível das repúblicas da América Central.
e) Traição do governo norte-americano à Argentina, ao retirar o apoio formalmente prometido na sua luta para recuperar as Malvinas.


resposta:[B]


22. (UFMG) Considerando-se a atuação da Frente Sandinista de Libertação Nacional nos anos 70 do século XX, é CORRETO afirmar que essa organização
a) defendia a chegada ao poder do grupo Sendero Luminoso, que articulou a resistência camponesa na Nicarágua.
b) representava diversos setores políticos de oposição na Nicarágua, que defendiam um projeto antiimperialista e socialista.
c) reunia amplos setores da sociedade nicaragüense em apoio ao monopólio político da família Somoza.
d) tinha o apoio dos Estados Unidos e dos grandes latifundiários do País e sustentava-se graças à Guarda Nacional nicaragüense.


resposta:[B]


23. (UFPE) Leia, com atenção, o texto a seguir e identifique no mapa o país descrito.

"Hoje esse país é o centro da América Latina. Pelo menos o centro de preocupações nesta parte do continente. Guerrilha, narcotráfico, paramilitares e uma latente guerra civil são os componentes explosivos dessa terra de Gabriel Garcia Márquez, cujo cenário viu nascer os Cem Anos de Solidão ".

As Farc e o ELN são os mais representativos grupos guerrilheiros. (...) Atualmente ocupam parte do país e nesse espaço fazem valer suas próprias leis, compondo um "Estado dentro do Estado". (Roberto Candelori - "Folha de São Paulo", 5/9/2000)
(imagem abaixo)
O país está indicado pelo número:
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

resposta:[E]


24. (UFMS) A FARC - autodenominada Forças Armadas Revolucionárias - é, para alguns, um grupo revolucionário que luta pela mudança do poder e, para outros, um grupo de terroristas e seqüestradores. Esse movimento ocorre em que país vizinho do Brasil e com qual estado membro brasileiro ele faz fronteira?
a) Venezuela, fronteira com o Amazonas.
b) Guiana, fronteira com Roraima.
c) Colômbia, fronteira com o Pará.
d) Colômbia, fronteira com Roraima.
e) Colômbia, fronteira com o Amazonas.


resposta:[E]


25. (PITÁGORAS) Ao longo do período da Guerra Fria, a América não ficou imune às tentações socialistas e conheceu movimentos que romperam com o capitalismo até então hegemônico no continente.

(A) Identifique duas dessas rupturas revolucionárias ocorridas na América Central.
(B) Determine duas causas comuns aos movimentos indicados no item anterior.
(C) Explicite e analise a postura adotada pelo governo norte-americano em relação aos dois movimentos citados.


resposta:
(A)      Revolução Cubana e Revolução Sandinista
(B)       A submissão econômica e política aos Estados Unidos / a persistência de um modelo econômico gerador de desigualdades sociais intensas
(C)       Na Revolução Cubana, os Estados Unidos reagiram por meio de bloqueio econômico, tentativa de invasão e rompimento de relações diplomáticas e econômicas; na Revolução Sandinista, o governo norte-americano treinou um grupo de refugiados na tentativa de invadir o país, acabando por gerar o “escândalo dos contra”.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

INTEGRAÇÃO PERVERSA: EXÍLIO, ESPIONAGEM E REPRESSÃO NO CONE SUL (1966-1978)
Pio Penna Filho*








Durante o período das ditaduras Latino-americanas nas décadas de 1960 e 1970, houve uma intensa integração dos serviços de segurança nacionais, seja por meio de ações de inteligência na troca de informações, seja pela integração perversa dos sistemas de repressão efetivos, os quais iam muito além do plano da inteligência para ações concretas de eliminação dos oponentes/resistentes às diversas ditaduras militares instaladas nos países sul-americanos, especialmente no âmbito do Cone Sul. a proposta deste trabalho é apresentar os resultados de uma ampla pesquisa realizada com documentação inédita obtida junto ao arquivo do Ministério das Relações Exteriores, dissecando e explicando como atuava o Centro de Informações do Exterior (Ciex), órgão de informações e centro de espionagem que atuava além das fronteiras nacionais e tinha como principal objetivo monitorar as atividades dos exilados brasileiros.





O Brasil no Contexto do Golpe de Estado de 1964
A ditadura militar que assumiu o poder em março de 1964, além de promover a mudança do regime e suprimir o Estado democrático, foi profundamente marcada pela violência utilizada como método para abafar a oposição e garantir a manutenção da nova ordem que foi ditada ao país.
Com efeito, 1964 tornou-se um marco na história contemporânea brasileira. O Golpe de Estado desferido contra o governo do presidente João Goulart significou a ruptura com a democracia instalada no país após a Segunda Guerra Mundial. Significou, também, o coroamento do processo conflituoso entre camadas da sociedade civil e projetos políticos opostos vislumbrados para o Brasil pelos setores sociais mais organizados.
Um outro elemento que ajudou a acirrar as contradições internas da sociedade brasileira, e que levou ao Golpe de Estado, foi o contexto internacional bipolar, no qual a estrutura básica da Guerra Fria, profundamente marcada pela agudização das diferenças ideológicas, certamente potencializou uma situação de conflito com amplas repercussões na vida política nacional.
Os anos compreendidos entre 1961 e 1964 foram, sem dúvida, um dos períodos mais férteis de debates ideológicos na vida política nacional. Em poucos momentos da história brasileira se registraram tantas discussões envolvendo a questão social e com alto grau de conscientização política, com intensa participação dos sindicatos, movimento estudantil e partidos políticos de cunho nacionalista e socialista. A renúncia de Jânio Quadros e sua substituição por João Goulart, um político identificado com o trabalhismo getulista e até certo ponto aberto à participação dos partidos de esquerda, ajudaram a compor um quadro ainda mais complexo. Por seu turno, os partidos políticos tradicionais de cunho liberal e as diversas associações empresariais, considerando que algumas delas chegaram à sofisticação de estruturar institutos de pesquisa e organizações voltadas para a análise da conjuntura política nacional, comprovam que também estavam se instrumentalizando racionalmente para o embate ideológico e o clima de conspiração que vinha envolvendo o conjunto da sociedade brasileira nos agitados anos 1960.
Muito embora os setores conservadores da sociedade brasileira, tendo à frente o Exército, tenham manobrado para que o Vice Presidente não assumisse o poder após a renúncia de Jânio Quadros – Goulart havia sido eleito Vice-Presidente na chapa do candidato derrotado, Marechal Lott, e estava em viagem oficial à China comunista quando da renúncia de Quadros, o que sugere um elemento a mais a compor a trama da renúncia, uma vez que Quadros conhecia muito bem a aversão que o oficialato do Exército e da Aeronáutica nutriam por tudo que lembrasse o getulismo –, a pressão popular e a resistência montada pelo então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, forçaram uma solução alternativa negociada, e não somente de força, para o impasse criado pela renúncia. De qualquer forma, desde o momento inicial da crise de 1961, ficou patente que havia, por parte de uma camada influente de altos oficiais do Exército, o descontentamento com os rumos políticos que se anunciavam com a ascensão de Goulart à presidência.
Não só os militares passaram a conspirar contra o governo do herdeiro político de Getúlio Vargas. Considerável parcela da elite política nacional desde cedo demonstrou preocupação com a possível guinada política que o governo poderia dar para atender aos anseios da parcela menos favorecida da população, angariando, dessa forma, o necessário apoio popular para a implementação de reformas estruturais, dentre as quais a agrária e a bancária. Assim, a parte mais ativa do empresariado nacional envolveu-se diretamente na conspiração para a derrubada do governo Goulart, contando para tanto com o poder financeiro e o suporte internacional prontamente oferecido pelos Estados Unidos da América.
Em 1964 o presidente Goulart foi deposto e os militares, associados com os setores organizados do empresariado nacional, retomaram o comando político do Estado. O Golpe forçou o exílio de expressiva parcela de políticos e colaboradores comprometidos com o governo de João Goulart, enquanto uma parte dos militantes dos partidos de esquerda e de movimentos sociais optou pela permanência no país e por ações políticas de denúncia e combate ao regime ditatorial. Em pouco tempo começou a contestação violenta contra o regime e, da mesma forma, a reação do lado do Estado autoritário.




Os Serviços de Informação e a Repressão
A natureza do regime instaurado em 1964 implicou na montagem de um amplo e complexo sistema de informações que teve como objetivo primordial a manutenção do poder militar. Gradualmente os militares constituíram um verdadeiro sistema de informações que abrangia todo o país.
O objetivo principal, ao contrário dos serviços de informação de Estados democráticos, que em tese possuem como atribuição principal a defesa do Estado contra ações de natureza espúria (como ações terroristas, especulações financeiras, ingerências externas e inserção estratégica internacional), era o de zelar pela manutenção dos sucessivos governos autoritários que se revezaram no poder entre 1964 e 1984.
O órgão centralizador desse sistema foi o Serviço Nacional de Informações (SNI), criado pelo General Golbery do Couto e Silva na segunda metade dos anos 1960. O SNI centralizava e sistematizava as informações processadas pelos serviços secretos dos Ministérios militares e pelas Divisões de Segurança Interna (DSI) criadas no âmbito dos Ministérios Civis e pelas Delegacias de Ordem Política e Social (DOPS), o braço armado civil do regime militar.
Assim, a estrutura até o momento conhecida da comunidade nacional de informações considerava o SNI, visto como o elemento central da "inteligência" brasileira, auxiliado pelos demais órgãos setoriais, a saber: o Centro de Informações do Exército (CIE)1, o Centro de Informações da Marinha (CENIMAR), o Centro de Informações da Aeronáutica (CISA), as diversas Divisões de Segurança Interna (DSI) e o DOPS. Todos esses organismos atuavam na coleta de informações no plano interno, objetivando descobrir e eliminar os focos de resistência à ditadura, por mais tênues que fossem. Para o desempenho dessas funções, um dos métodos mais utilizados foi a tortura física e psicológica, levada às últimas conseqüências.
Paralelamente à atuação dos serviços de informação que atuavam no plano interno, o regime militar brasileiro criou uma agência especializada para atuação no plano externo. Até hoje ignorado pela historiografia sobre o Golpe de Estado de 1964, o Centro de Informações no Exterior (CIEX), recebeu a incumbência de acompanhar as atividades dos "subversivos" brasileiros que, apesar do exílio, continuavam protestando contra a falta de liberdade política no Brasil e denunciando os maus tratos impostos pelo regime contra os seus oponentes.
O CIEX não surgiu do nada. À frente do Centro encontravam-se diplomatas de primeira linha do Ministério das Relações Exteriores que, inclusive, já detinha larga experiência no monitoramento das atividades de militantes do Partido Comunista Brasileiro no exterior – e, de forma geral, de análise da atuação do movimento comunista internacional.
É sobre o estudo deste elo da "comunidade nacional de informações" que trata este projeto. A análise de sua atuação e a revelação de sua existência, certamente ajudarão a iluminar e a melhor compreender um período vivo na história do Brasil recente, ainda hoje presente, de diversas maneiras, na vida política nacional.
Uma das principais questões levantadas inicialmente no âmbito desta pesquisa dizia respeito à origem e natureza das atividades do CIEX. Criado em 1966 com o objetivo explícito de dotar o Ministério das Relações Exteriores de informações estratégicas para ajudar na formulação e execução da política externa do país, na verdade o Centro teve como principal objetivo a monitoração das atividades dos exilados brasileiros que se encontravam em outros países e que faziam oposição ao regime militar brasileiro. Assim, o Centro de Informações do Exterior constituiu-se, ao lado dos órgãos de repressão estritamente militares (Exército, Aeronáutica e Marinha) e policiais (DOPS), como elemento essencial para a desarticulação e repressão aos grupos formados por exilados brasileiros ou que estivessem no exterior em busca de suporte para a luta contra a ditadura militar no Brasil.
O Ministério das Relações Exteriores, ao contrário do que seus dirigentes sempre afirmaram, adequou-se plenamente à estrutura ditatorial erigida pelos militares em 1964, colaborando e comprometendo-se intensamente com o regime, inclusive nos aspectos relativos à repressão.
As ações de espionagem desenvolvidas pelo CIEX permitiram aos órgãos da repressão (sobretudo ao Centro de Informações do Exército – CIE –, à Delegacia de Ordem Política e Social – DOPS – e ao Serviço Nacional de Informações – SNI) desarticular atividades dos militantes de esquerda brasileiros que atuavam no exterior e, eventualmente colaborou, mesmo que indiretamente, na prisão e/ou eliminação de alguns deles. Da mesma forma, houve um intercâmbio com agências congêneres estrangeiras, estipulando uma espécie de integração que, mais tarde, levou à criação da famosa Operação Condor, contudo, em outras bases.
O envolvimento do CIEX com agências estrangeiras de informações, principalmente dos países do Cone Sul da América (Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai), é um elemento a mais que ajuda a comprovar a existência da Operação Condor, a atuação coordenada de alguns órgãos repressivos da América do Sul envolvida na eliminação de ativistas contrários às ditaduras militares latino-americanas. O CIEX, como membro do Sistema Nacional de Informações, foi um dos participantes do sistema de cooperação repressivo montado pelos regimes "fortes" sul-americanos.
Operação Condor





fonte: http://brasil.indymedia.org/images/2008/03/415300.jpg acesso em 05/10/2009
A pesquisa demonstrou que ocorreu, além da atuação da repressão além-fronteiras, uma cooperação efetiva entre as agencias de segurança, envolvidas na perseguição, monitoramento, prisão ou eliminação de ativistas de esquerda, estivessem onde estivessem. Além disso, verificou-se um amplo grau de comprometimento do Itamaraty com a repressão, caindo por terra a alegação freqüente de que o Ministério das Relações Exteriores não participou de maneira ativa ao lado da repressão durante os anos de chumbo.
Pinochet
fonte: http://www.radio.usp.br/imagens/pinochet.jpg acesso em 05/10/2009

* Doutor em História das Relações Internacionais pela UnB e Professor de História Contemporânea do Departamento de História da Universidade Federal de Mato Grosso.
1 É muito comum a confusão na literatura entre o Centro de Informações do Exército (CIE) e o Centro de Informações do Exterior (CIEx), este vinculado ao Ministério das Relações Exteriores. A explicação mais provável para tal confusão reside no fato de que o CIEx é ainda um desconhecido, mesmo para a maior parte dos especialistas em 1964 e nos serviços de informações existentes no Brasil.