sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Saiba mais sobre a evolução histórica de Cáceres, a princesinha do Paraguai



Neste video, o professor de História Edenilson Morais faz um breve relato acerca da formção histórica de Cáceres, cidade mato-grossense que no período colonial brasileiro exerceu um importante papel na definição da fronteira com o domínio espanhol na América do Sul e que recentemente recebeu o título de patrimônio cultural do Brasil, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Fundada em 6 de outubro de 1778, a pequena Vila Maria do Paraguai, nome escolhido para homenagear a rainha portuguesa, D. Maria I, acumula em sua história um forte patrimônio cultural. Além de seu centro histórico, das fazendas, das usinas, das manifestações ligadas ao Pantanal e ao Rio Paraguai, temos ainda, a sua pré-história construída por dezenas de nações indígenas e milhares de habitantes, confirmados pelas pesquisas arqueológicas mais recentes.
O local escolhido para a fundação de Cáceres era estratégico para a defesa e incremento da fronteira sudoeste de Mato Grosso em função da facilidade de comunicação entre Vila Bela da Santíssima Trindade e Cuiabá, as duas principais vilas mato-grossenses no século XVIII.
A Fazenda Jacobina, que ainda hoje mantêm sua importância histórica, destaca-se na primeira metade do século XIX por ser a maior da província de Mato Grosso em termos de área e produção.
Em fevereiro de 1754, foi assentado o Marco do Jauru, na foz do rio Jauru no rio Paraguai, definindo assim os limites dos impérios coloniais espanhol e português na América do Sul, fruto do tratado de Madrid. O Marco do Jauru foi transferido em 1883 para a Praça Central de Cáceres e foi tombado pelo Iphan em 1978, no ano do bicentenário da cidade. Junto com a Catedral de São Luis – construída entre 1919 e 1965 – os dois monumentos estão até hoje entre os principais atrativos turísticos da cidade.
Cáceres ao longo de sua história, escapou das duas grandes tragédias mato-grossenses do século XIX: a Guerra do Paraguai e a peste de varíola. Ao fim da guerra, com a livre navegação da bacia do Prata e por conseqüência do rio Paraguai, Cáceres iniciou uma nova fase de desenvolvimento. Foi elevada à condição de cidade em 1874 e recebeu grandes fazendas-indústrias destinadas a produção de carne enlatada para a exportação.
Atualmente, ainda existem importantes construções como as da Fazenda Descalvados, com capela, casa grande, alojamento de operários e galpões industriais, que ainda são utilizados pelo eco-turismo.
A navegação pelo rio Paraguai também proporcionou a chegada de novos materiais de construção e novas influências, o que por sua vez acabou resultando numa arquitetura eclética e rebuscada em grande parte dos imóveis do centro histórico de Cáceres.
Por tudo isso hoje a cidade de Cáceres, a famosa princesinha do Paraguai, é patrimônio cultural brasileiro.
Confira a aula em video.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Conheça a importância histórica dos quilombos em Mato Grosso




O professor de História, Edenilson Morais fala sobre a importância histórica da formação de quilombos em Mato Grosso e pra inicio de conversa é interessante que você tenha em mente que assim como ocorreu em todo o Brasil, também aqui em Mato Grosso o número de quilombos foi bastante expressivo ao longo do período de vigência da escravidão. O mais famoso de todos eles foi o Quilombo do Piolho ou Quariterê, localizado as margens do rio Guaporé e instalado entre 1770/1771, constituindo-se como uma aldeia composta por elementos de variadas etnias, além de negros, tínhamos também muitos índios e mestiços habitando essa comunidade quilombola.
Na época em que fora destruído pelas expedições enviadas pelas autoridades da capitania de Mato Grosso, quem governava esse quilombo era Tereza de Benguela, conhecida entre os quilombolas como “Rainha Tereza”.
Pouco tempo após a destruição desse quilombo, o capitao-general de Mato Grosso, João de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, ordenou a criação de uma aldeia no exato lugar onde, antes, existia o Quilombo do Piolho. Para isso, libertou vários casais de velhos escravos e os enviou para o local que recebeu o nome de Aldeia Carlota, em homenagem à rainha de Portugal, D. Carlota Joaquina.
Outros quilombos importantes foram instalados na região de Chapada dos Guimarães, principalmente na segunda metade do século 19. Um dos mais importantes quilombos de que se teve notícia estava situado nessa região, às margens do rio Manso.
Foi na década de 1870 que as notícias da existência dos quilombos chapadenses foram divulgadas com grande intensidade, isso no momento histórico em que já estavam em franco avanço as leis abolicionistas, responsáveis pela abolição da escravatura.
Outro quilombo localizado na região foi o do Cansanção, que causava temor a população chapadense devido aos constantes ataques ás propriedades rurais da região.
Vale lembrar ainda que os quilombos eram constituídos não somente de escravos africanos, mas também de homens livres pobres, dentre os quais se incluem soldados desertores e até mesmo criminosos fugitivos da lei, isso sem falar nos indígenas que também marcava presença nos quilombos.
As autoridades governamentais realizavam constantes expedições militares para combater os quilombos.
Somente no fim da década de 1870 é que os quilombos da região da Chapada foram severamente perseguidos e os quilombolas, quando aprisionados, eram inquiridos pelas autoridades, com o objetivo de se obter mais informações sobre esses redutos de resistência.
Mesmo tendo alguns quilombos sofrido perseguições e até mesmo destruição total, sua proliferação no território matogrossense foi uma realidade presente até a véspera da abolição. Esse fenômeno social marcou profundamente a reação da camada mais pobre da sociedade, pois os quilombos, antes de se apresentarem apenas como um refugio de negros escravos, representou o espaço conquistado pelos excluídos, ou seja, negros, brancos pobres e índios.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Professor explica a Revolução Russa
Bolcheviques derrubaram o czarismo em 1917. Lucas Kodama Seco é professor de história em cursinho em São Paulo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Professor de história explica a Lei da Anistia, aprovada em 1979
Lei favoreceu o processo de redemocratização, que já estava em curso.
Além dos presos políticos, também anistiou militares da repressão.




Em 1979, o Brasil aprova a Lei da Anistia. Ela é fruto de uma série de conquistas sociais e políticas que o Brasil vinha alcançando ao longo do governo Geisel, de acordo com Rogério Athayde, professor de história do Curso pH, no Rio de Janeiro.


No governo Figueiredo, em agosto, a lei é aprovada, favorecendo o processo de redemocratização, que já estava em curso. "Antes, em 1978, havia sido aprovado o fim do Ato Institucional número 5, passo fundamental para que o processo de redemocratização tivesse lugar", ressalta.


Com a Lei da Anistia, exilados políticos retornam ao Brasil. "Figuras importantes, como Leonel Brizola e Prestes voltam ao país e têm a disposição de lutar de forma efetiva pelo fim da ditadura militar."


Segundo o professor, a Lei da Anistia libera alguns presos políticos, mas permaneceram detidos aqueles acusados de terrorismo, que tinham participado da luta armada.


"A Lei da Anistia também será sempre lembrada por um problema, porque ela também anistia militares que participaram da repressão."
Outro fator que contribuiu para o processo de redemocratização foi a campanha pelas Diretas Já, em 1984.

Aprenda as diferenças entre o Colonialismo e o Neocolonialismo

Aprenda as diferenças entre o Colonialismo e o Neocolonialismo


O professor de história do CPV Eduardo Duique dá uma aula em vídeo sobre as diferenças entre colonialismo e neocolonialismo.
"Estamos falando de momentos diferentes da história, o colonialismo tem seu grande momento no século 16. O neocolonialismo se concentra nos séculos 19 e 20", diz. Enquanto o primeiro surge dentro do contexto do capitalismo comercial e mercantil e é estruturado e apoiado pelos estados absolutistas europeus da idade moderna, o neocolonialismo está relacionado à segunda revolução industrial e ao capitalismo financeiro e monopolista. O apoio, neste segundo, vem dos estados burgueses e liberais da Europa contemporânea, dos Estados Unidos da América e do Japão.
Confira a aula em video.

Conheça a história de Gengis Khan, o conquistador





Temudjin, mais conhecido como Gengis Khan, o bárbaro mongol, viveu de 1162 a 1227 e constituiu o maior império da História, unindo China, Turquia, Turkestão, Irã, Iraque e parte de Rússia.

O exército mongol funcionava com precisão e eficiência admiráveis. Organizava-se em dezenas, formados por dez homens que atuavam juntos em combate, saque ou obtenção de suprimentos.

A cada dez dezenas havia um chefe. A cada cem um Kan. E cada mil formavam uma “horda” que era dirigida por um general submisso ao "Grande Khan".

Aprendiam a montar e a utilizar as armas, em especial o arco composto, desde crianças. Todos os homens não incapacitados até 60 anos deviam participar da caça e da guerra.

Dessa maneira, o exército mongol reunia literalmente a totalidade da população masculina adulta.




Os mongóis combatiam sob um restrito código de disciplina. O abandono de um companheiro na batalha era castigado com a morte.

Genghis Khan organizou seu exército de uma forma espetacular, seguindo um sistema decimal, (10 / 100 / 1000 / 10.000). A unidade de 10.000 homens era a maior unidade combatente, como uma divisão moderna, capaz de manter por si só uma prolongada luta.

Os soldados individualmente se identificavam com a unidade de 1.000 homens da qual tomavam parte - o equivalente a um regimento moderno. As tribos mongóis originárias formavam suas próprias unidades de 1.000 homens cada.



Os povos conquistados, como os tártaros e os Merkits, eram desagregados e divididos em unidades de 100 guerreiros, para que não pudessem ser uma ameaça organizada para a família reinante.

O exército estava dividido em dezenas (arban), centenas (yaghun), milhares (mingghan) e dezenas de milhares (tumen).



Os guerreiros mongóis eram especialistas em emboscadas e ataques de surpresa. Os chefes de seu exército faziam grande uso de patrulhas de reconhecimento e de movimentos sincronizados para atacar o inimigo em desvantagem. Eram dirigidos por seus respectivos chefes, mas os cinco generais mais importantes do exercito mongol foram denominados os “Lobos de Temudjin”: Bogorchu suanda (irmão jurado); Yebe a Flecha; Kubilai; Yelme e Subotei.

Estes generais eram guerreiros tão formidáveis, que os inimigos diziam que “eles se alimentavam de sereno e carne humana, e eram tão ferozes que o grande Kahn tinha que amarrá-los”. Quando os liberava para irem à guerra, cavalgavam ao vento diante dos arqueiros, com a boca aberta, babando de alegria.



Ao contrário de todos os exércitos da história, os Mongóis não levavam provisões em suas campanhas, viviam do que encontravam em suas marchas. No deserto sobreviviam bebendo sangue de cavalo (abriam uma pequena ferida para beber dele) e iogurte de leite de égua.

Tinham um hábil serviço de espionagem e estudavam e copiavam técnicas utilizadas pelos seus adversários, como os elefantes persas ou as máquinas pesadas dos chineses.



Os mongóis fizeram uso exaustivo do terror. Se a população de uma cidade era massacrada depois de sua captura, era mais provável que a próxima cidade se rendesse sem luta. Iam se rendendo, cidade após cidade, ante a chegada do exército mongol.

Genghis Khan, não construiu o maior império da história apenas com força bruta e matanças. Também era um grande estrategista, brilhante e bárbaro governante, e um terrível vingador.

Genghis Khan, ou Temudjin, que significa "o que trabalha o ferro", tinha muitos inimigos, entre os quais se destacavam:

- Targutai, que havia matado o seu pai e o perseguia para ser definitivamente o rei dos mongóis.

- Os Mekitas, que o perseguiam porque seu pai Yesuguei havia seqüestrado a bela Joguelún, a mãe de Temudjin.

- Yamuga, um amigo que havia realizado um pacto de sangue e que havia traído Temudjin.

O Grande Khan derrotou todos eles. Os chineses possuíam uma cidade completamente inexpugnável, que os mongóis não podiam vencer, mas sitiaram por longo período ocasionando enormes prejuízos.

O Grande Khan ofereceu aos chineses uma troca para levantar o sitio a cidade:

- “Dêem-me todos os pássaros e aves de sua cidade e eu os deixarei em paz”.

Os chineses fizeram isto com alegria e entregaram todos eles em grandes gaiolas.

Quando o Grande Khan teve as aves em seu poder, passou óleo em suas asas e ateou-lhes fogo e soltou, deixando que voassem para seus ninhos nos telhados da cidade, incendiando-a. Desesperados, os habitantes correram para fora, caindo pelas espadas mongóis.


Em uma batalha crucial contra seus inimigos Targutai e Yamuga, Temudjin, vendo que suas forças eram inferiores, fez com que cada soldado fizesse um boneco do porte de uma pessoa e o pusesse em cada um dos cavalos reserva: quando um cavalo se cansava, montavam no ao lado, sendo este exército um dos mais rápidos da história. O exército via-se duas vezes mais numeroso, atemorizando os adversários, o que foi decisivo para o desenlace vitorioso das batalhas.

O Grande Khan implantou o sistema de correios mais rápido da história, já que cada mensageiro ia a galope rápido, com um bom par de cavalos de reserva, utilizando um sistema de percurso com um alcance de 25 quilômetros por hora, durante 4 horas contínuas para levar as mensagens de um posto a outro.

Durante o percurso os soldados não paravam para trocar os cavalos, evitando perdas de tempo.



Quando os Merkitas raptaram a sua esposa, com ataques fulminantes destruiu vários acampamentos merkitas até encontrar a sua amada. Nesse mesmo dia fez amor com ela por toda noite, vindo seu primogênito a nascer nove meses depois.

A cavalaria mongol não podia fazer frente a uma carga da cavalaria pesada, pelo que simulavam fugir para provocar investidas exaustivas de seus inimigos e torná-los vulneráveis. Depois giravam velozmente, convertendo-se nos caçadores.




Quando suas conquistas os levaram a Hungria, ao não poder comparar a cavalaria rápida mongol com a cavalaria pesada húngara, que era muito afamada pelas proteções que utilizavam seus soldados, como peitoris, escudos e lanças, que naquelas épocas pesavam demais, mas eram imbatíveis nas lutas frente a frente, Gengis Khan simulava retiradas. Quando os cavalos húngaros se esgotavam debaixo do peso das armaduras, os mongóis contra-atacavam por todos os flancos com seus rápidos cavalos, indo atrás deles e atirando flechas e matando-os pelas costas.



Gengis Khan implantou um código de leis muito severas inspirado nas crenças e costumes turco-mongóis. Só seus Generais tinham certa imunidade contra estas leis, porque lhes permitia cometer certo número de erros, enquanto que para o resto do povo não havia perdão.

Marcus Bianco explica a estrutura do sistema colonial

O Professor de História, Marcus Bianco, do Curso Dom Bosco, em Curitiba e COC-Paraíso, em São Paulo, explica de forma simples a estrutura do sistema colonial.