quinta-feira, 27 de agosto de 2015

ProfHistória

EXAME NACIONAL DE ACESSO 2014

ProfHistória
Questões objetivas

Questão 01
Periodizar, nomeando um “tempo”, é um ato de poder, como os historiadores sabem por dever de ofício. Nessa operação nada é ingênuo, sendo necessário pensar que sentidos uma determinada nomenclatura deseja atribuir a um “espaço de tempo”, o que necessariamente implica considerar quem e quando se constrói tal designação. No caso, a de República “Velha”, uma autêntica “fórmula mental”, que certamente exige questionamentos, a começar pela indicação de que, não casualmente, foi imaginada e adotada pelos ideólogos autoritários das décadas de 1920/30. Desde então, ela foi propagada, com ênfase durante os anos do Estado “Novo”. 
Fonte: GOMES, Angela de Castro; ABREU, Martha. A nova “velha” República: um pouco de história e historiografia. Tempo, v. 13, nº 26, p. 1-14, jan. 2009, p. 1. (Adaptado.)

A invenção do contraste entre Estado “Novo” e República “Velha” estabeleceu um tipo de oposição que, por analogia, aplica-se também ao seguinte par: 
(A) Idade Moderna − Idade Média 
(B) Segundo Reinado − Primeiro Reinado 
(C) Ditadura Militar − República Populista 
(D) Idade Contemporânea − Antiguidade Clássica

Questão 02 
Das dezenove coleções de História destinadas ao ensino médio, aprovadas pelo Programa Nacional do Livro Didático − PNLD de 2012, dezessete organizam os conteúdos de acordo com as proposições da história integrada e duas com o enfoque da história temática. A história integrada pressupõe uma forma de compreensão da temporalidade e de construção da narrativa norteada por uma perspectiva de totalidade. Neste sentido, algumas coleções apresentam uma organização dos conteúdos que procura articular as histórias da Europa, do Brasil e da América e, em outras ainda, estas às histórias da África e da Ásia. A categoria relacionada ao tempo histórico que melhor define a perspectiva da história integrada é a: 
(A) sucessão 
(B) linearidade 
(C) circularidade 
(D) simultaneidade


Questão 03
Em vez de ser um relato de lembranças, ou uma tentativa da imaginação para atenuar a ausência de lembranças, fazer história é construir um objeto científico, historicizá-lo; ora, acima de tudo, historicizá-lo consiste em construir sua estrutura temporal, espaçada, manipulável, uma vez que entre as ciências sociais, a dimensão diacrônica é o próprio da história. O mesmo é dizer que o tempo não é dado ao historiador tal como ele se apresenta nesse preciso momento, preexistente à sua pesquisa, mas é construído por um trabalho próprio do ofício do historiador. 
Fonte: PROST, Antoine. Doze lições sobre a história. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2008, p. 106. (Adaptado.)

De acordo com o texto, a historicização de objetos de pesquisa está diretamente associada ao seguinte aspecto: 
(A) objetivação 
(B) memorização 
(C) sincronização 
(D) temporalização


Questão 04
Que é um fato histórico? Esta é uma questão crucial que devemos olhar mais de perto. De acordo com a visão do senso comum, há certos fatos básicos que são os mesmos para todos os historiadores e que formam, por assim dizer, a espinha dorsal da história − o fato, por exemplo, de que a batalha de Hastings aconteceu em 1066. Sem dúvida é importante saber que a grande batalha foi disputada em 1066 e não em 1065 ou 1067, e que foi disputada em Hastings e não em Eastbourne ou Brighton. O historiador não deve errar nessas coisas. Mas quando pontos deste tipo são levantados, fazem lembrar a observação de Housman de que “exatidão é um dever, não uma virtude”. Elogiar um historiador por sua exatidão é o mesmo que elogiar um arquiteto por usar a madeira mais conveniente ou o concreto adequadamente misturado. Trata-se de uma condição necessária do seu trabalho, mas não sua função essencial. É comum dizer-se que os fatos falam por si. Naturalmente isto não é verdade. Os fatos falam apenas quando o historiador os aborda: é ele quem decide quais os fatos que vêm à cena e em que ordem ou contexto. 
Fonte: CARR, Edward Hallet. Que é história? [1961]. São Paulo: Paz e Terra, 2002, p. 46-48. (Adaptado.) 

De acordo com o texto, a atribuição do caráter histórico a um fato está relacionada, principalmente, à: 
(A) definição de sua data e local 
(B) existência de documentação 
(C) interpretação do pesquisador 
(D) importância dos personagens



Questão 05
No Brasil, as narrativas sobre o tempo do cativeiro são constituídas a partir de relatos que constroem memórias sobre a experiência da escravidão, como a apresentada a seguir:
A minha avó foi escrava. A minha mãe nasceu um ano depois do cativeiro. Minha avó contava que eles foram muito judiados, apanhavam muito. Que a “escravidão” tinha tirado o couro das costas deles. Os escravos não sabiam idade. Mas ela não morreu muito velha não, porque ela era lúcida e contava o que eles passavam no cativeiro, os flagelos. Eu ouvi dizer que tinha tronco. Só que ela dizia que nunca foi no tronco, mas que os outros iam. Nesse território aqui tudo foi trabalhado, foi feito pelos escravos. Naquele tempo o trem era feio. Se não trabalhava, apanhava, morria até, porque os outros batiam mesmo. Ouvi falar muito isso. (M.L.F., Espírito Santo, nascida em 1916, não consta a data da entrevista.) 
Fonte: RIOS, Ana Lugão; MATTOS, Hebe. Memórias do cativeiro: família, trabalho e cidadania no pós-abolição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005, p. 78. 

Na narrativa da depoente, a memória do tempo do cativeiro foi elaborada a partir do seguinte aspecto: 
(A) lembranças obtidas pela oralidade 
(B) relatos preservados por historiadores 
(C) vivência pessoal direta da escravidão 
(D) documentos legados de pais para filhos 

Questão 06
A história tem sido vista como um enorme quebra-cabeça com muitas partes faltando. Mas o problema principal não consiste em lacunas. Nossa imagem da Grécia no século V a.C. é incompleta, não porque tantas partes se perderam por acaso, mas porque é, em grande parte, o retrato feito por um pequeno grupo de pessoas de Atenas. Nós bem sabemos como a Grécia do século V a.C. era vista por um cidadão ateniense; mas não sabemos praticamente nada de como era vista por um espartano, corintiano, ou um tebano − para não mencionar um persa, ou um escravo ou outro não cidadão residente em Atenas. Nossa imagem foi pré-selecionada e predeterminada para nós, não tanto por acaso mas por pessoas que estavam consciente ou inconscientemente imbuídas de uma visão particular e que consideravam os fatos que sustentavam esta visão dignos de serem preservados. 
Fonte: CARR, Edward Hallet. Que é história? [1961]. São Paulo: Paz e Terra, 2002, p. 49.

De acordo com o texto, a história é incompleta, principalmente, pela seguinte razão: 
(A) os eventos conhecidos são os mais dignos de narrar 
(B) os documentos adquirem sentido quando interrogados 
(C) os vestígios dos eventos se perdem ao longo do tempo 
(D) os acontecimentos são registrados a partir de certa perspectiva

Questão 07 
Um professor definiu que seu trabalho de conclusão do curso de Mestrado Profissional em Ensino de História seria um estudo de caso em torno da seguinte questão: “quais são as impressões dos meus alunos sobre as minhas aulas de História?”. Para viabilizar essa investigação, ao final do ano, ele selecionou um grupo representativo de alunos aprovados de uma turma do terceiro ano do ensino médio. No início do ano seguinte, o professor-pesquisador passou a produzir e a reunir diversos tipos de fontes, buscando aliar dados quantitativos a informações qualitativas sobre seu objeto de estudo. 
Para essa pesquisa, não são fontes primárias úteis para responder à questão proposta pelo professor: 
(A) os registros audiovisuais de depoimentos de alunos entrevistados individualmente após o término do ano letivo 
(B) os formulários preenchidos com respostas dos alunos a perguntas sobre a qualidade das aulas do professor 
(C) as análises de dados estatísticos em artigos científicos sobre a situação socioeconômica das famílias dos alunos 
(D) as respostas dos estudantes aos formulários de autoavaliação do próprio desempenho nas aulas do ano anterior

Questão 08
 E se Hitler tivesse invadido a Grã-Bretanha? E se ele tivesse derrotado a União Soviética? E se os russos tivessem vencido a Guerra Fria? E se Kennedy tivesse vivido? E se não tivesse havido Gorbachev? A objeção óbvia a tais perguntas “contrafatuais” é simples: por que se preocupar em perguntá-las? Por que nos preocuparmos com o que não aconteceu? Uma resposta fácil para essa objeção é que constantemente fazemos tais perguntas “contrafatuais” em nossas vidas diárias. Como as decisões sobre o futuro são − normalmente − baseadas na ponderação das possíveis consequências de ações alternativas, faz sentido comparar os resultados reais do que fizemos no passado com os resultados concebíveis do que poderíamos ter feito. 
Fonte: FERGUSON, Niall. Virtual history: towards a “chaotic” theory of the past. [Grifo do autor]. In: _____ (org.). Virtual history: alternatives and counterfactuals [1997]. Londres: Penguin Books, 2011. [e-livro] Tradução livre. (Adaptado.)

Alguns historiadores profissionais costumam rejeitar a utilidade de exercícios de história “contrafatual”. Outros, como o autor do texto citado, defendem que é possível melhorar a compreensão das escolhas dos atores históricos a partir da especulação sobre o que poderia ter sido se determinado acontecimento ou processo histórico tivesse ocorrido de outra forma ou se não tivesse ocorrido. De acordo com os argumentos presentes na citação, a história contrafatual poderia contribuir para evitar interpretações historiográficas caracterizadas como: 
(A) ficcionais 
(B) hipotéticas 
(C) anacrônicas 
(D) teleológicas

Questão 09
O “processo de escrita” exerce uma grande influência no “produto escrito”. Ocorre que, ao construirmos um texto expansível e não linear para o ciberespaço, um dos elementos básicos da operação historiográfica, que articula estrutura, conjuntura e acontecimento, qual seja, a narrativa histórica, é modificado. 
Fonte: LUCCHESI, Anita. Por um debate sobre História e Historiografia Digital. Boletim Historiar, n. 2, p. 45-57, mar. /abr. 2014, p. 51. (Adaptado.) 

No que se refere às diferentes possibilidades de apreensão da narrativa histórica, o “processo de escrita” no formato hipertextual para veiculação no ciberespaço não é capaz de: 
(A) predefinir uma sequência narrativa dos diferentes níveis de leitura do texto 
(B) viabilizar uma leitura estratificada das várias camadas de informação de um texto 
(C) articular recursos multimídia implicados na construção da relação do leitor com o passado 
(D) facilitar o acesso do leitor às fontes e procedimentos envolvidos na operação historiográfica

Questão 10
O ano de 2014 tem sido marcado por eventos sobre os 50 anos do golpe civil-militar. As publicações sobre o tema ocupam lugar de destaque nas livrarias, e a imprensa tem dado ampla cobertura ao assunto, promovendo debates e divulgando matérias sobre, como chamou a Folha de São Paulo (12/04/2014), “o período da história que ainda incomoda o país”. Dentre as características apresentadas, aquela que não se relaciona exclusivamente ao estudo da história do Tempo Presente é: 
(A) presença de testemunhas vivas 
(B) proximidade temporal do objeto de estudo 
(C) associação com problemas contemporâneos 
(D) possibilidade de interpelação pelos atores estudados

Questão 11
A Batalha de Alexandre (1529)
Albrecht Aldorfer (Pinacoteca de Munique, Alemanha, 158,4 cm x 120,3 cm.)

A batalha de Issus foi travada entre Alexandre da Macedônia e Dario III, rei dos persas, em 333 a.C. No quadro de Aldorfer, a batalha de Issus é representada a partir de referências à batalha de Pavia ocorrida em 1525, quando Viena foi sitiada pelos turcos. Nessa representação, os soldados estão vestidos conforme padrões do século XVI. Além disso, as bandeiras das tropas exibem o número de mortos na batalha do século IV a.C., sendo os soldados retratados vivos, sugerindo a ideia de uma sobreposição entre passado, presente e futuro. 
Na representação do passado proposta pelo artista, evidencia-se uma concepção antiga de história, caracterizada pela noção de: 
(A) distância temporal 
(B) tempo progressivo 
(C) experiência contínua 
(D) futuro predeterminado


Questão 12
Se a memória é “geradora” de identidade, no sentido que participa de sua construção, essa identidade, por outro lado, molda predisposições que vão levar os indivíduos a “incorporar” certos aspectos particulares do passado, a fazer escolhas memoriais. Não seria equivocado pensar memória e identidade como dois fenômenos distintos, um preexistente ao outro? A memória é necessariamente anterior à identidade − essa última não é mais que uma representação ou um estado adquirido, enquanto a memória é uma faculdade presente desde o nascimento e a aparição da espécie humana −; torna-se difícil consentir sobre a preeminência de uma sobre a outra quando se considera o homem em sociedade. 
Fonte: CANDAU, Jöel. Memória e identidade. São Paulo: Contexto, 2012, p 19. (Adaptado.)

De acordo com o texto, a identidade pode ser melhor definida como: 
(A) representação mutável das percepções sobre si e sobre o outro 
(B) essência do indivíduo manifesta na sua perenidade ao longo do tempo 
(C) inclinações naturais do sujeito determinantes de suas condições de vida 
(D) caráter inato associado à capacidade humana de adaptação à sociedade

Questão 13
É perfeitamente possível que, por meio da socialização política, ou da socialização histórica, ocorra um fenômeno de projeção ou de identificação com determinado passado, tão forte que podemos falar numa memória quase que herdada. Podemos portanto dizer que a memória é um elemento constituinte do sentimento de identidade, tanto individual quanto coletiva. 
Fonte: POLLAK, Michael. Memória e identidade social. Estudos Históricos, v. 5, n. 10, p. 200-212, 1992, p. 201 ss. [Grifos do autor]. (Adaptado.)

Com base nas formulações de Michael Pollak a respeito das relações entre memória e identidade, um professor de História planeja desenvolver um projeto de história oral a partir do espaço escolar onde atua, visando a promover uma reflexão com os alunos sobre o sentimento de pertencimento a uma comunidade. Um elemento que não representa uma contribuição fundamental para a construção de uma história da localidade está indicado em: 
(A) relatos de projetos elaborados pelos professores da escola 
(B) marcos simbólicos reconhecidos como definidores de um passado comum 
(C) documentos textuais comprobatórios dos dados transmitidos por depoimentos 
(D) entrevistas com personagens considerados mais importantes pela comunidade

Questão 14
Basta deixar-se levar de qualquer modo pelos documentos, lidos um após o outro, tal e qual se nos oferecem, para ver a cadeia dos fatos se reconstituir quase automaticamente. 
Fonte: HALPHEN, Louis. Introduction à l’histoire. Paris: Presses Universitaires de France, 1946, p. 50. 

A frase de Halphen exemplifica certa forma de compreender a história e a prática dos historiadores, cujo pressuposto, segundo Langlois e Seignobos, é: Nada supre os documentos: onde não há documentos não há história. 
Fonte: LANGLOIS, Charles-Victor e SEIGNOBOS, Charles. Introdução aos estudos históricos [1898]. São Paulo: Editora Renascença, 1944. (Adaptado.)

Essa perspectiva historiográfica entrou em crise quando passou a prevalecer a seguinte ideia de Bloch: Os textos ou os documentos arqueológicos, mesmo os aparentemente mais claros e mais complacentes, não falam senão quando sabemos interrogá-los. 
Fonte: BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador [1949]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001, p. 79. (Adaptado.)

Esta última perspectiva historiográfica caracteriza-se, principalmente, pela adoção do seguinte procedimento: 
(A) busca da origem dos acontecimentos como preocupação central 
(B) construção do objeto de pesquisa por meio de problematização 
(C) validação da autenticidade dos documentos através da crítica interna 
(D) explicação dos processos históricos com base no encadeamento dos fatos


Questão 15
http://www.anovademocracia.com.br/128/09c.jpg
Diego Novaes
Disponível em: . Acesso em: 02 abr. 2014. 

Não adianta quebrar o espelho retrovisor. E olhar, inocente e candidamente, para o futuro. A ditadura − ou as ditaduras − não está apenas “lá”, no passado, mas “aqui”, condicionando o presente e, por seu intermédio, moldando o futuro. E tanto mais suas características terão chances de permanecer quanto mais a sociedade silenciar sobre ela − ou sobre elas − ou fingir ignorá-las.
Fonte: REIS FILHO, Daniel Aarão. Ditadura e democracia no Brasil: do golpe de 1964 à Constituição de 1988. Rio de Janeiro: Zahar, 2014. [e-livro] 

Tanto na charge quanto no texto, os autores postulam, por meio de linguagens distintas, que a democracia brasileira reconstruída na década de 1980 caracteriza-se ainda hoje pela: 
(A) reprodução de práticas difundidas num passado recente 
(B) condenação dos responsáveis por violações de direitos humanos 
(C) reafirmação de instrumentos repressivos inaugurados na Nova República 
(D) rejeição do recurso à tortura como instrumento de combate à criminalidade

Questão 16
No Brasil, a partir dos anos 1980, observa-se a emergência de debates envolvendo demandas memoriais manifestas por diferentes grupos. De um lado, estão aquelas relativas às memórias da violência de Estado perpetrada contra populações indígenas e negras, cujas raízes remontam ao início da colonização. De outro, aquelas relativas às memórias da repressão oficial ocorrida durante a ditadura civil-militar (1964-1985). Esses debates atualizaram a reflexão sobre as relações entre história e memória e levaram a um questionamento das ações do Estado no sentido de administrar os “passados sensíveis”. No caso brasileiro, evidencia-se uma preocupação em tornar o passado conhecido. Esse desejo de lembrança manifesta-se, principalmente, por meio da seguinte ação: 
(A) defesa das minorias visando à anistia dos crimes cometidos pelo Estado 
(B) hierarquização dos movimentos sociais considerando a legitimidade de suas tradições 
(C) criação de projetos identitários nacionais sobrepondo as memórias individuais e locais 
(D) elaboração de dispositivos jurídicos buscando o estabelecimento de formas de reparação


Questão 17
Conheço um sábio provérbio que diz: “para ensinar história a João é preciso entender de ensinar, de história e de João”. Há algumas décadas se pensava que para entender de ensinar história bastaria entender de história, pois o ensino dessa disciplina consistia num processo de transmissão de conhecimentos históricos protagonizados pelo professor e, conquanto este utilizasse técnicas e recursos adequados, a aprendizagem “de João” seria uma consequência natural. Há que se considerar, no entanto, que nos processos de ensinar e aprender história estão implicados três elementos indissociáveis, quais sejam: a natureza da história que se escolhe ensinar, com seus conceitos, dinâmicas, operações, campos explicativos; as opções e decisões sobre aspectos de natureza metodológica, a transposição didática ou o “como ensinar”; e a especificidade da aprendizagem histórica, que pressupõe o desenvolvimento de estratégias cognitivas, de noções e conceitos próprios dessa área de conhecimento com vistas à construção do pensamento histórico por crianças, jovens e adultos. 

Fonte: CAIMI, Flavia Eloisa. História escolar e memória coletiva: como se ensina? Como se aprende? In: ROCHA, Helenice Aparecida Bastos et al. (org.). A escrita da história escolar: memória e historiografia. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2009, p. 71. 

Na perspectiva do texto, o ensino da História deve considerar três aspectos articulados, quais sejam: 
(A) a pedagogia, o domínio dos conteúdos e o vínculo com o presente 
(B) o conhecimento específico, a didática e o processo de aprendizagem 
(C) o currículo escolar, a legislação educacional e a psicologia educacional 
(D) a metodologia do ensino, o planejamento das aulas e a formação do professor


Questão 18
Em aulas de História, os professores utilizam várias estratégias argumentativas visando a possibilitar a compreensão dos alunos sobre o que está sendo ensinado. Considere o trecho a seguir, em que um professor procura explicar a chamada “política do café com leite”. Agora outra coisa que normalmente a gente aprende errado. Quando você aprende “café com leite”, você tem a noção que era um presidente mineiro e outro presidente paulista, um presidente mineiro e outro presidente paulista. Não é isso? Seria a alternância de presidentes mineiros e paulistas no poder. Não é isso que você aprendeu? Ou não é pelo menos isso que você acredita que seja? Gente, café com leite não é isso. O que é que é café com leite? Café com leite é um acordo entre as elites que vão estar dominando o poder. Minas e São Paulo. Mas eles indicam o presidente. Não necessariamente este presidente é um mineiro ou um paulista. Você vai ter na verdade a alternância de indicações das elites. 
Fonte: Apud MONTEIRO, Ana Maria Ferreira da Costa e PENNA, Fernando de Araújo. Ensino de História: saberes em lugar de fronteira. Educação e realidade, Porto Alegre, v. 36, n. 1, jan./abr., 2011, p. 202. (Adaptado.) 

Neste caso, o professor utilizou uma estratégia argumentativa baseada na: 
(A) lógica 
(B) autoridade 
(C) comprovação 
(D) exemplificação


Questão 19
Os Parâmetros Curriculares Nacionais − PCN dos anos finais do ensino fundamental definem a “pluralidade cultural” como um tema transversal. O objetivo é estimular a convivência entre tradições e práticas culturais diferenciadas, educando para a tolerância e o respeito às diversidades, sejam culturais, linguísticas, etnorraciais, regionais ou religiosas. Tolerância e respeito que servem de base para a afirmação de direitos humanos fundamentais, bem como para a defesa da cidadania. A noção de “pluralidade cultural” presente nos PCN fundamenta-se no multiculturalismo. O aspecto do multiculturalismo utilizado como referência para explicar as relações sociais brasileiras nas últimas décadas é: 
(A) democracia racial 
(B) elogio à diferença 
(C) unidade identitária 
(D) sincretismo cultural



Questão 20
O professor de História de uma turma de 9º ano do ensino fundamental quer tratar do tema da diversidade cultural a partir da discussão sobre os direitos civis dos homossexuais, o que inclui debater temas polêmicos como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, dentre outros. Sua estratégia de ação está alinhada com as recomendações dos Parâmetros Curriculares Nacionais e buscará trabalhar com noções de transformação na dimensão temporal e com o desenvolvimento, com os alunos, da percepção de que o “eu” e o “nós” do tempo presente são distintos dos de outras épocas. Nessa perspectiva, começa a aula pela apresentação dos dados da tabela abaixo, que comparam as respostas de cidadãos brasileiros às mesmas perguntas pesquisadas em duas enquetes realizadas em um intervalo de vinte anos.

A análise dos dados da tabela possibilita ao professor evidenciar diferentes percepções acerca da sexualidade, entre 1993 e 2013, por meio da identificação da seguinte mudança: 
(A) diminuição na aceitação pelo pai e pela mãe de filhos gays proporcional ao aumento do convívio cotidiano com homossexuais 
(B) diminuição da preocupação dos empregadores com a contratação de homossexuais em função da menor discriminação por parte dos colegas 
(C) aumento da rejeição à ideia da adoção de crianças por casais homossexuais devido à crescente associação entre criação e opção sexual 
(D) aumento do número de homossexuais na população proporcional à diminuição de sua exclusão dos melhores postos de trabalho desde os anos 1990

Prova Discursiva
De modo categórico, afirmamos ainda uma vez que, por meio de uma aula, também se conta uma história; que, ao se contar uma história por meio de aula, também se faz história; e que somente ao se fazer história por meio de uma aula nos tornamos professores de história. Por lermos de um modo singular uma proposição, podemos afirmar que também somos autores. Mas o fazemos não para afirmar uma semelhança, e sim para sublinhar a diferença que nos identifica. Assim, recusamos uma exclusão, que não raro se desdobrava em um sentimento de inferioridade − os que ensinam história contam uma história, mas não fazem história − para afirmar que os professores de história fazem história por meio de uma aula − a Aula como texto. Guarde-se, porém, que o que ela expressa, antes de mais nada, é a consciência de uma prática; a diferença que nos identifica. 
Fonte: MATTOS, Ilmar Rohloff de. “Mas não somente assim!”: Leitores, autores, aulas como texto e o ensino-aprendizagem de História. Tempo, v. 11, n. 21, p. 5-16, jul. 2006, p. 11-12. (Adaptado.) 


Considerando as ideias desenvolvidas no fragmento citado, acerca da concepção de “aula como texto”, elabore um texto dissertativo no qual apresente uma proposta de aula de História para uma turma de um dos anos finais do ensino fundamental ou do ensino médio. Seu texto deverá atender à norma padrão da língua e conter entre 20 e 50 linhas. 
Os seguintes elementos devem fazer parte da proposta, a ser apresentada na Folha de Resposta: 
• título da aula e ano de escolaridade escolhido; 
• tema da aula e questão abordada (em até 5 linhas); 
• desenvolvimento dos conceitos e conteúdos relacionados ao tema da aula; 
• conclusão pretendida com base na questão da aula (em até 10 linhas); 
• atividade de avaliação de aprendizagem (em até 5 linhas). 

GABARITO
1 A 
2 D 
3 D 
4 C 
5 A 
6 D 
7 C 
8 D 
9 A 

10 C
11 C
12 A
13 A
14 B
15 A
16 D
17 B
18 B
19 B
20 B






Simulado de História do Brasil

Confira a correção do SIMULADO DE HISTÓRIA
 
PRIMEIRA SÉRIE


QUESTÃO 28
(FUVEST adaptada)
Jean-Baptiste Debret, Diferentes Nações Negras de escravos no Brasil, 1831

"Angola, Congo, Benguela
  Monjolo, Cabinda, Mina
  Quiloa, Rebolo"
                                              (Jorge Benjor, África/Brasil-Zumbi)

Os textos referem-se a.
a) colônias holandesas de exploração na África do século XVI ao século XVIII.
b) grupos africanos escravizados e trazidos para o Brasil durante a colonização.
c) reinos africanos que se rebelaram contra a colonização portuguesa na época da independência do Brasil.
d) comunidades livres formadas por escravos fugitivos.
e) países africanos atuais que mantêm estreitos vínculos com a cultura brasileira.


QUESTÃO 29
(FUVEST) O tráfico de negros para o Brasil foi importante elemento de:
a) acesso a mão de obra de baixa rentabilidade econômica.
b) estímulo ao comércio de índios enviados para Portugal.
c) lucratividade, favorecendo a acumulação de capitais na metrópole.
d) incentivo à produção de manufaturas para o mercado interno.
e) predomínio da agricultura de subsistência e da policultura.


QUESTÃO 30
Torna-se claro que quem descobriu a África no Brasil, muito antes dos europeus, foram os próprios africanos trazidos como escravos. E esta descoberta não se restringia apenas ao reino linguístico, estendia-se também a outras áreas culturais, inclusive à da religião. Há razões para pensar que os africanos, quando misturados e transportados ao Brasil, não demoraram em perceber a existência entre si de elos culturais mais profundos.
SLENES, R. Malungu, ngoma vem! África coberta e descoberta do Brasil. Revista USP, n. 12, dez./jan./fev. 1991-92 (adaptado).

Com base no texto, ao favorecer o contato de indivíduos de diferentes partes da África, a experiência da escravidão no Brasil tornou possível a
a) formação de uma identidade cultural afro-brasileira.
b) superação de aspectos culturais africanos por antigas tradições europeias.
c) reprodução de conflitos entre grupos étnicos africanos.
d) manutenção das características culturais específicas de cada etnia.
e) resistência à incorporação de elementos culturais indígenas.


GABARITO
QUESTÃO 28:[B]
Comentário da questão:
Os textos referem-se a grupos africanos escravizados e trazidos para o Brasil durante a colonização. Zumbi foi o chefe do maior quilombo construído no Brasil, o de Palmares. Em 1694, tropas comandadas pelo paulista Domingos Jorge Velho destruíram o quilombo de Palmares, que havia se formado desde o início do século XVII. Poucos sobreviveram ao ataque final, refugiando-se nas matas da Serra da Barriga sob a liderança de Zumbi, morto em 20 de novembro de 1695, depois de resistir por quase dois anos.A luta de Zumbi representa o episódio maior da resistências negra contra a escravidão.

QUESTÃO 29:[C]
Comentário da questão:
O tráfico de escravos, já praticado pelos portugueses desde o século XV para suprir a carência de mão de obra na Europa e em suas colônias das Antilhas, é um negócio altamente lucrativo para a metrópole. Ao contrário dos negócios em torno do escravo indígena, que geram um comércio interno cujos lucros não atingem a metrópole, o comércio do africano se inicia sob o seu controle. Como consequência, o grau de dependência da economia colonial acentuou-se devido ao controle de um setor estratégico praticado de perto pela metrópole. O tráfico negreiro aprofunda os objetivos mercantilistas da Coroa portuguesa ao tornar-se uma atividade altamente lucrativa, especialmente a partir do aumento da produção canavieira, ainda no século XVI. Expande-se por todas as atividades da colônia, tornando-se a base sobre a qual se ergue a sua economia.


QUESTÃO 30: [A]
Comentário da questão:
Segundo o texto de Robert Slenes, ao serem transferidos para o Brasil na condição de escravos, os africanos também traziam sua cultura e seus costumes. Através do contato e interação com outros povos de matriz africana no território brasileiro, os escravos foram os responsáveis pela formação da cultura afro-brasileira.


SEGUNDA SÉRIE

QUESTÃO 31
(G1) A chamada “Política dos Governadores”, instituída a partir do governo de Campos Salles, caracterizava-se por:
a) permitir que a escolha do Presidente da República fosse resultado de um consenso entre os governadores e desta forma manter o grupo político no poder.
b) tornar os governadores um mero instrumento do poder do Presidente da República e impedir a formação de novas lideranças contrárias ao governo federal;
c) acordo político que consistia na troca de favores entre os governos federal, estadual e municipal para manter os grupos políticos no poder.
d) tornar os governadores representantes de um federalismo liberal e democrático com objetivo de renovar as lideranças políticas;
e) promover, através dos governadores, a desarticulação das oligarquias locais e promover a renovação dos grupos políticos e lideranças locais.

QUESTÃO 32
(UNESP) A Coluna Prestes, que percorreu cerca de 25 mil quilômetros no interior do Brasil entre 1924 e 1927, associa-se
a) ao florianismo, do qual se originou, e ao repúdio às fraudes eleitorais da Primeira República.
b) à tentativa de implantação de um poder popular, expressa na defesa de pressupostos marxistas.
c) ao movimento tenentista, do qual foi oriunda, e à tentativa de derrubar o presidente Artur Bernardes.
d) à crítica ao caráter oligárquico da Primeira República e ao apoio à candidatura presidencial de Getúlio Vargas.
e) ao esforço de implantação de um regime militar e à primeira mobilização política de massas na história brasileira.



QUESTÃO 33
(G1) O coronelismo foi uma peça importante da perversa engrenagem que impedia a representatividade política da maioria da população, principalmente a parcela da sociedade mais carente. Podemos definir o coronelismo como:

a) Sistema de poder cujo grupo político que alternava-se no poder federal como forma de garantir a manutenção dos privilégios aos seus respectivos Estados.
b) Sistema de poder que consistia na troca de favores entre o poder estadual e municipal a fim de garantir seus interesses políticos utilizando práticas fraudulentas para vencer as eleições.
c) Sistema de poder no qual o coronel era uma peça secundária e sua participação era ofuscada pela Comissão de Verificação, pois na prática era esta quem declarava os candidatos eleitos.
d) Sistema de poder baseado no coronel o líder político local, grande proprietário de terras que usava jagunços para formar os currais eleitorais, através de práticas de intimidação ao eleitor.
e) Sistema de poder político que arregimentava grande número de seguidores a partir de suas pregações religiosas que convenciam os mais pobres a se submeterem ao seu controle.

QUESTÃO 34
(ENEM) Sobre a exposição de Anita Malfatti, em 1917, que muito influenciaria a Semana de Arte Moderna, Monteiro Lobato escreveu, em artigo intitulado Paranoia ou Mistificação:

Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem as coisas e em consequência fazem arte pura, guardados os eternos ritmos da vida, e adotados, para a concretização das emoções estéticas, os processos clássicos dos grandes mestres (...) A outra espécie é formada dos que vêem anormalmente a natureza e a interpretam à luz das teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica das escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva (...). Estas considerações são provocadas pela exposição da Sra. Malfatti, onde se notam acentuadíssimas tendências para uma atitude estética forçada no sentido das extravagâncias de Picasso & Cia.

(O Diário de São Paulo, dez/1917)

Em qual das obras abaixo se identifica o estilo de Anita Malfatti criticado por Monteiro Lobato no artigo?

GABARITO
QUESTÃO 31:[C]
Comentário da questão:
A política dos governadores foi um sistema político não oficial, idealizado e colocado em prática pelo presidente Campos Sales (1898 – 1902), que consistia na troca de favores políticos entre o presidente da República e os governadores dos estados. De acordo com esta política, o presidente da República não interferia nas questões estaduais e, em troca, os governadores davam apoio político ao executivo federal.


QUESTÃO 32: [C]
Comentário da questão:
O tenentismo, cuja mais expressiva manifestação foi a Coluna Prestes, buscava, através da luta armada, pôr fim ao regime oligárquico, típico da Primeira República brasileira. Lutou contra o governo de Artur Bernardes e o sistema oligárquico até a Revolução de 1930.

QUESTÃO 33:[D]

Comentário da questão:
O coronelismo foi uma experiência típica dos primeiros anos da república brasileira. De fato, essa experiência faz parte de um processo de longa duração que envolve aspectos culturais, econômicos, políticos e sociais do Brasil. A construção de uma sociedade vinculada com bases na produção agrícola latifundiária, desde os tempos da colônia, poderia contar como um dos fatos históricos responsáveis pelo aparecimento do chamado “coronel”.


QUESTÃO 34:[E]
Comentário da questão:
Na tela A Boba, cuja autora é Anita Malfatti, verifica-se o estilo artístico criticado por Lobato. Trata-se de uma obra afinada com as vanguardas artísticas. Observe-se que ela transgride a noção tradicional de perspectiva e de figuração clássica. A imagem deforma as proporções e acentua as cores (o que não pode ser apreciado na ilustração em branco e preto) de acordo com propostas do Expressionismo, além de estilizar as formas de modo a ressaltar volumes geometrizados, o que se pode associar também ao Cubismo.

domingo, 9 de agosto de 2015

Roteiro de estudos: Guerra Civil Espanhola

Roteiro de estudos: Guerra Civil Espanhola


1. Por mais de um século, a Espanha estivera dividida entre grupos hostis de reacionários, monarquistas e religiosos de um lado, e liberais burgueses, anticlericais e socialistas do outro. Em 1931, uma revolução instalou a República e foram promulgadas severas leis contra o Exército, os latifundiários e a Igreja. Em julho de 1936, no entanto, irrompeu a contra-revolução, levando a uma guerra civil que se prolongou por cerca de três anos e que teve como principal conseqüência:

a) a vitória das forças democráticas e da monarquia parlamentar sob o comando do rei Juan Carlos;
b) a ascensão do socialismo, que vigorou até meados da década de 70;
c) a implantação do franquismo, com o apoio da Itália e da Alemanha;
d) o triunfo das forças populares, que levou à união nacional e pôs fim às rivalidades entre os habitantes do país;
e) o enfraquecimento da Espanha e sua submissão à França e Inglaterra.


02. (FUVEST) Em seu famoso painel Guernica, Picasso registrou a trágica destruição dessa cidade basca por:

a) ataques de tropas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial;
b) republicanos espanhóis apoiados pela União Soviética durante a Guerra Civil;
c) forças do Exército Francês durante a Primeira Guerra Mundial;
d) tropas do governo espanhol para sufocar a revolta dos separatistas bascos;
e) bombardeio da aviação alemã em apoio ao general Franco contra os republicanos.

03. (UFES) A Guerra Civil Espanhola (1936 - 1939), em que mais de 1 milhão de pessoas perdeu a vida, terminou com a derrota dos republicanos e com a subida ao poder do general Francisco Franco. O Estado Espanhol, após a vitória de Franco, caracterizou-se como:

a) democrático com tendências capitalistas;
b) democrático com tendências socialistas;
c) populista de esquerda;   
d) totalitário de direita;
e) totalitário de esquerda.

04. (FGV) Entre as duas Guerras Mundiais (1919 - 1939), ocorreram alguns fatos históricos relevantes. Merecem destaque a:

a) ascensão da República de Weimar, a eclosão da Guerra da Coréia e a proclamação da república do Egito;
b) quebra da Bolsa de Nova Yorque, a proclamação da República Popular da China e a criação do estado de Israel;
c) deflagração da guerra entre Grécia e Turquia, a eleição  de presidentes socialistas na França e em Portugal e a constituição do Pacto de Varsóvia;
d) ascensão do nazismo na Alemanha, o início da Nova Política Econômica na Rússia e a deflagração da Guerra Civil na Espanha;
e) ascensão do fascismo italiano, a criação do Mercado Comum Europeu e a invasão do Afeganistão pela União Soviética.

05. (ENEM) As Brigadas Internacionais foram unidades de combatentes formadas por voluntários de 53 nacionalidades dispostos a lutar em defesa da República espanhola. Estima-se que cerca de 60 mil cidadãos de várias partes do mundo – incluindo 40 brasileiros – tenham se incorporado a essas unidades. Apesar de coordenadas pelos comunistas, as Brigadas contaram com membros socialistas, liberais e de outras correntes político-ideológicas.
SOUZA, I. I. A Guerra Civil Europeia. História Viva, n. 70, 2009 (fragmento).

A Guerra Civil Espanhola expressou as disputas em curso na Europa na década de 1930. A perspectiva política comum que promoveu a mobilização descrita foi o(a)
a) crítica ao stalinismo.
b) combate ao fascismo.
c) rejeição ao federalismo.
d) apoio ao corporativismo.
e) adesão ao anarquismo.


06. (Ufes 96) A Guerra Civil Espanhola (1936-1939), em que perderam a vida mais de 1 milhão de pessoas, terminou com a derrota dos Republicanos e com a subida ao poder de Francisco Franco, militar espanhol. O Estado Espanhol, após a vitória de Franco, caracterizou-se como: 
a) Democrático com tendências capitalistas. 
b) Democrático com tendências socialistas. 
c) Populista de esquerda. 
d) Totalitário de direita. 
e) Totalitário de esquerda. 

07. (Unesp 96) "Guernica", a obra-prima de Pablo Picasso, é uma representação das atrocidades fascistas cometidas na 
a) Primeira Grande Guerra. 
b) Guerra Civil Espanhola. 
c) Revolta dos Boxers. 
d) Guerra Franco-Prussiana. 
e) Batalha de Estalingrado.

08. (Mackenzie 96) As Brigadas Internacionais, formadas por voluntários de vários países, inclusive do Brasil, lutando ao lado dos republicanos juntamente com anarcossindicalistas e liberais de esquerda contra o clero e oficiais fascistas apoiados pela Itália e Alemanha, confrontaram-se: 
a) na Guerra Civil Russa. 
b) na Revolução Cubana. 
c) na Guerra Franco-Prussiana. 
d) na Guerra Civil Espanhola. 
e) na Revolução dos Cravos, em Portugal.

09. (G1) É considerada a mais importante obra de Pablo Picasso e reflete os horrores dos ataques nazistas à sua cidade natal, durante a Guerra Civil Espanhola: 
a) Senhoritas de Avignon. 
b) Impressão: nascer do Sol. 
c) Persistência da Memória. 
d) Guernica. 
e) O Grito.


10. (Ufrs 97) " 'Foi o senhor quem fez isso?', perguntou a Picasso o embaixador alemão em Paris, durante a Segunda Guerra Mundial, diante de uma foto do quadro Guernica. 'Não, foram vocês', respondeu o artista". 
"Um momento, senhores: vocês falam de Guernica? Ah, sim, lembro. Foi uma espécie de banco de provas da Luftwaffe. [...] Sim, foi lamentável. Mas não podíamos fazer outra coisa. Naquela época, experiências assim não podiam ser feitas em outra parte." 

(Hermann W. Goering, interrogado em Nüremberg.) 

Os relatos anteriores referem-se à questão da internacionalização da Guerra Civil Espanhola. Paradoxalmente, um dos elementos mais importantes para se entender o desfecho do conflito foi 
a) o apoio soviético aos comunistas do POUM, o que provocou profundas divisões entre os setores republicanos. 
b) a total ausência de solidariedade internacional com a República espanhola, contrastando com o apoio explícito de Hitler e Mussolini à sublevação da direita antidemocrática. 
c) a "política de não-intervenção" anglo-francesa, justificada pelo que aquelas potências consideravam ser um conflito interno dos espanhóis. 
d) a incorporação militar da Espanha ao Eixo, no início da Segunda Guerra Mundial. 
e) a falta de espírito de luta dos setores republicanos que, mesmo tendo armamento soviético, claudicaram rapidamente. 



11. (Fuvest 98) O regime franquista espanhol (1939 - 1975) pode ser caracterizado como 
a) uma ditadura de tipo misto, que se baseou tanto no poder do general Franco, quanto na figura carismática do rei. 
b) uma ditadura fascista, semelhante à de Mussolini, procurando converter a região do Mediterrâneo em área sob sua influência. 
c) uma ditadura pessoal, baseada exclusivamente na figura do general Franco, que recusou a formação de instituições coletivas. 
d) uma ditadura fascista, idêntica à de Mussolini e de Hitler, a ponto de o general Franco enviar tropas para combater a União Soviética. 
e) uma ditadura fascista, que evitou amplas mobilizações de massa, com forte influência católica. 

12. (Unb 97) "Criamos o nosso mito. O mito é uma fé, é uma paixão. Não é preciso que seja uma realidade. (...) O nosso mito é a nação, o nosso mito é a grandeza da nação". 

(Benito Mussolini, ÓPERA OMNIA.) 

Com referência às idéias e às práticas fascistas, julgue os itens seguintes. 
(1) O nacionalismo fascista foi essencialmente conservador e agressivo, o que acabou por justificar sua política de expansão imperialista. 
(2) Os regimes fascistas defendiam o primado da ação, assentada na férrea disciplina e na total obediência ao comando do Estado: crer, obedecer, combater. 
(3) "Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado", lema mussoliniano, traduz uma concepção totalitária da História que se manteve restrita à Itália. 
(4) As doutrinas totalitárias influenciaram movimentos como os liderados por Oliveira Salazar (Portugal) e por Francisco Franco (Espanha), além da Ação Integralista Brasileira, que teve em Plínio Salgado seu fundador e figura de maior expressão.

13.  (Unb 97) Leia o seguinte texto, retirado de uma declaração do prefeito de Guernica, em 1937. 

"Guernica foi ferida, mas não morrerá. Da árvore brotarão novas folhas verdes em toda primavera, seus filhos a ela retornarão, suas casas serão reconstruídas, suas igrejas escutarão novamente seus hinos e preces (...) Guernica, símbolo de nossas liberdades nacionais e símbolo da ferocidade do fascismo internacional, não pode morrer". 
 (Editora Abril, HISTÓRIA DO SÉCULO XX.) 

Julgue os itens adiante, referentes ao período entre guerras (1918-1939). 

(0) A década de 1930, marcada por uma das maiores crises econômicas mundiais - a Grande Depressão - assistiu a uma vigorosa e tensa polarização ideológica entre esquerda (frentes populares) e direita (partidos fascistas). 
(1) O caráter periférico da Espanha, especialmente em função de seu atraso econômico, impediu que a Guerra Civil Espanhola (1936-39) tivesse uma possível vinculação com o quadro político europeu da época. 
(2) O impacto da implantação de regimes fascistas em países como Alemanha, Itália, Espanha, Portugal e Japão acabou por fazer refluir a trajetória socialista da União Soviética, minando seu esforço de consolidação. 
(3) Liderada pelos Estados Unidos, a Liga das Nações foi uma experiência vitoriosa de ordenamento das relações internacionais, tendo inclusive impedido que os regimes totalitários praticassem a política expansionista que preconizavam.


14. (Uece 99) A Guerra Civil espanhola é considerada por muitos autores como um "ensaio para a Segunda Guerra Mundial". Assinale a alternativa que indica corretamente esta ideia. 

a) ao experimentarem novas armas, em mãos espanholas, tanto americanos quanto soviéticos testaram seu poderio militar em estratégias modernas de guerra. 
b) o conflito político espanhol, ao colocar lado a lado liberais e anarquistas, atestou a possibilidade de união desses grupos contra a expansão da URSS. 
c) a intervenção dos fascistas italianos e dos nazistas alemães contra as forças republicanas espanholas serviu de teste para as armas que seriam usadas contra os aliados. 
d) a vitória do General Franco serviu para demonstrar a fragilidade das armas e da diplomacia alemãs. 


15. (Ufu 99) Em julho de 1936, o general Francisco Franco, sob o pretexto de um avanço comunista, liderou uma revolta militar para derrubar a República, dando início à guerra civil espanhola. Do seu lado estavam a maioria da Igreja Católica e setores da classe média e do Exército. A respeito dessa guerra é correto afirmar que 
I - os russos se mantiveram neutros enquanto Alemanha e Itália lutaram contra Franco ao lado dos republicanos, sendo derrotados pelas Brigadas Internacionais de comunistas e anarquistas. 
II - a mais sensível imagem dos horrores da guerra civil espanhola pode ser vista na obra do artista plástico Pablo Picasso, que retratou, em Guernica, toda sua indignação perante o bombardeio alemão à cidade espanhola. 
III - com a ajuda militar da Itália e da Alemanha e o apoio da Igreja Católica, o general Franco conseguiu, em 1939, derrubar a resistência republicana, abrindo caminho para a expansão dos regimes totalitários na Europa e instalando na Espanha, uma ditadura que duraria até 1975. 
IV - entre os fatores de insatisfação dos setores conservadores, aglutinados no grupo da Falange e liderados por Franco, estava a vitória da coligação da Frente Popular e dos movimentos de esquerda nas eleições de 1936. 

Assinale 
a) se apenas I e III são corretas. 
b) se apenas I, II e III são corretas. 
c) se apenas II é correta. 
d) se todas são corretas. 
e) se apenas II, III e IV são corretas.


16. (FGV 2000) "Calcule-se que 35 mil homens combateram nas Brigadas Internacionais, sendo que nunca houve mais do que 15 mil brigadistas ao mesmo tempo na Espanha. Em nome da luta antifascista, quase 10 mil voluntários pró- republicanos morreram na Guerra Civil Espanhola (...) A Espanha, por sua vez, ficou sob domínio da ditadura franquista de 1939 até a morte do caudilho, em 20 de novembro de 1975 (...) Estima-se (...) que entre 28 mil e 30 mil pessoas que lutaram contra os nacionalistas tenham morrido depois da guerra, executadas ou nos cárceres. 300 mil exilados e os 8 mil republicanos entregues aos nazistas (...)." 
(adap. de Gisela Beiguelman - Messina) 

Entre as muitas razões da derrota republicana/socialista na Espanha está: 
a) o apoio alemão aos brigadistas, que rompeu a unidade no campo socialista; 
b) o Comitê de Não-intervenção Europeu, que permitiu não somente o avanço franquista, mas também o fortalecimento da Alemanha nazista e da Itália fascista; 
c) o excessivo profissionalismo militar das Brigadas, que as afastaram do apoio popular; 
d) o caráter da reforma agrária, via Lei dos Bens Comunais, proposta pelos republicanos espanhóis, que descontentou em muito os camponeses; 
e) a forte resistência nacionalista-franquista na região da Catalunha, principalmente em Barcelona. 


17. (Ufes 2000) Picasso vai à guerra MAM mostra amor e política na obra do gênio catalão A exposição "Picasso - Anos de Guerra, 1937-1945" apresenta no Rio pinturas, esculturas, desenhos e gravuras do gênio catalão no período em que a Espanha foi arrasada.... 

O Globo" - 14/7/99 
A obra de Picasso reflete momentos históricos marcantes entre eles o retratado em "Guernica", um de seus quadros mais conhecidos. Esse momento está relacionado com 
a) movimentos operários na Espanha, durante a Guerra Civil, que reivindicam o fortalecimento do governo de Franco, ocasionando a destruição de Guernica pelo general Rivera. 
b) conflitos em prol da anexação da cidade espanhola de Guernica pela França, os quais causaram o bombardeio da cidade. 
c) movimentos de nacionalistas monarquistas, que lançaram bombas em Guernica com fim de enfraquecer as tropas do ditador Franco na Espanha. 
d) operações de bombardeio realizadas pela aviação alemã, que destruíram Guernica na Guerra Civil Espanhola. 
e) lutas de guerrilheiros sediados na cidade de Guernica, durante a Segunda Guerra Mundial, contra o avanço do imperialismo norte-americano na Espanha.

18. (Ufrn 2003) A pintura a seguir, de autoria do artista Pablo Picasso, é a representação subjetiva de um acontecimento histórico específico.


Considerando o contexto histórico da época de sua produção, vemos que a tela, 
a) utilizando-se de imagens que contrariam os convencionalismos estéticos da época, representa um protesto indignado contra a burocracia estatal e os aparelhos de repressão presentes nos países comunistas. 
b) enfatizando formas geométricas para representar seres que explodem, gritam, choram, constitui-se num protesto contra o bombardeio a uma pequena cidade basca, o qual, dada a sua selvageria, abalou a reputação internacional de Franco. 
c) valendo-se da psicologia moderna, em suas figuras racionalmente desordenadas, denuncia a reforma agrária proposta pelos republicanos, que venceram as eleições na Espanha e implantaram a República Socialista Espanhola. 
d) apresentando imagens fragmentadas da vida rural e urbana, critica o desrespeito ao mundo rural decorrente do avanço do capitalismo industrial, com seu acelerado processo de industrialização, desde os acordos firmados entre Franco e Hitler.

19. (Ufrs 2004) A Guerra Civil Espanhola iniciada em 1936, tradução sangrenta do confronto de duas Espanhas e ponto focal de uma atormentada história, tornou-se o mito fundador da luta internacional contra o fascismo. Assinale a alternativa correta sobre esse tema. 
a) A Espanha, que jamais vivera um regime republicano ou a vitória eleitoral de partidos de esquerda, observou em 1936 um golpe de Estado desencadeado pelos comunistas. Foi o começo da guerra civil. 
b) Os regimes autoritários da época, como a Itália de Mussolini e a Alemanha de Hitler, preferiram não colaborar materialmente com a facção nacionalista espanhola, temendo a reação das democracias europeias. 
c) A Guerra Civil terminou com o triunfo dos nacionalistas sobre os republicanos. A era franquista estava aberta. A Espanha vermelha, derrotada. Os militantes de esquerda, antigos combatentes republicanos, foram perseguidos no quadro da feroz repressão do "terror branco". 
d) Após a vitória, o general Francisco Franco proclamou a República e extinguiu a monarquia em nome da democracia. Instituiu-se o sufrágio universal, com extensão do voto, inclusive, às mulheres e aos soldados. 
e) Os nacionalistas espanhóis, agrupados na Falange e adeptos de práticas fascistas, ao serem derrotados na guerra civil, partiram para outros países a fim de divulgar sua causa.


20. (Pucpr 2005) O General Francisco Franco, líder final da Falange, partido político de direita, foi vitorioso na Guerra Civil Espanhola (1936-1939) e criou um Estado Totalitário. Teve ajuda militar significativa: 
I - dos Estados Unidos que, como sempre, temiam o avanço do socialismo. 
II - da Alemanha, cujo governo era liderado por Adolf Hitler. 
III - da Inglaterra, temerosa do progresso do socialismo em região tão próxima de seu país. 
IV - da Itália, então monarquia, mas chefiada por Benito Mussolini. 
V - da U.R.S.S., à frente da qual estava o ditador Stálin. 

Estão corretas as opções: 
a) I, III e V 
b) apenas II e III 
c) I, II e III 
d) III, IV e V 
e) II e IV


21. (Ufsm 2007) 

Os cartazes utilizados durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939) buscaram mobilizar a população a favor da República. A respeito desse conflito, é correto afirmar: 
a) O apoio de Hitler (Alemanha) e Mussolini (Itália) foi decisivo para derrotar a Monarquia e Instalar novamente a República, regime político que se mantém até hoje na Espanha. 
b) As tropas de Franco esbarraram na força da Igreja Católica espanhola, que detinha controle sobre a educação e possuía muitas riquezas, sendo proprietária de grande parcela de terras. 
c) A Igreja Católica e o exército foram as duas instituições que eram sustentação ao movimento republicano e defenderam reformas como a agrária e o estabelecimento de um ensino laico. 
d) O discurso nacionalista e anticomunista, bem como a defesa de um Estado autoritário, correspondem às forças políticas vitoriosas em 1939 sob a liderança de Franco e se inserem no contexto de crise do capitalismo liberal após 1929. 
e) Voluntários de diversos países, inclusive do Brasil, sem o aval da Internacional Comunista, Formaram as Brigadas Internacionais em apoio à luta fascista e nacionalista.


22. (FUVEST 2005) "... velhos poloneses de bigodes nietzschianos e jovens com caras de filme soviético, alemães de cabeça raspada, argelinos, italianos... ingleses mais pitorescos do que todos os outros, franceses parecidos com Maurice Thorez ou com Maurice Chevalier... Estavam aproximando-se das casernas e começaram a cantar: e, pela primeira vez no mundo, os homens de todas as nações misturadas em formação de combate cantavam a Internacional". 

O texto, extraído do romance "A Esperança" (1937), de André Malraux,
a) expressa o auge do movimento estético conhecido como surrealismo.
b) descreve o ambiente cosmopolita existente em Paris, no entre guerras.
c) evoca as brigadas internacionais durante a Guerra Civil espanhola.
d) retrata o internacionalismo existente entre os comunistas em Moscou.
e) representa o expressionismo estético dominante em toda a Europa.

23. (UFU) :Em julho de 1936, o general Francisco Franco, sob o pretexto de um avanço comunista, liderou uma revolta militar para derrubar a República, dando início à guerra civil espanhola. Do seu lado estavam a maioria da Igreja Católica e setores da classe média e do Exército. A respeito dessa guerra é correto afirmar que 

I - os russos se mantiveram neutros enquanto Alemanha e Itália lutaram contra Franco ao lado dos republicanos, sendo derrotados pelas Brigadas Internacionais de comunistas e anarquistas. 
II - a mais sensível imagem dos horrores da guerra civil espanhola pode ser vista na obra do artista plástico Pablo Picasso, que retratou, em Guernica, toda sua indignação perante o bombardeio alemão à cidade espanhola. 
III - com a ajuda militar da Itália e da Alemanha e o apoio da Igreja Católica, o general Franco conseguiu, em 1939, derrubar a resistência republicana, abrindo caminho para a expansão dos regimes totalitários na Europa e instalando na Espanha, uma ditadura que duraria até 1975. 
IV - entre os fatores de insatisfação dos setores conservadores, aglutinados no grupo da Falange e liderados por Franco, estava a vitória da coligação da Frente Popular e dos movimentos de esquerda nas eleições de 1936. 

Assinale
a) se apenas I e III são corretas.
b) se apenas I, II e III são corretas.
c) se apenas II é correta.
d) se todas são corretas.
e) se apenas II, III e IV são corretas.

24. (Mackenzie) "No dia 26/04/1937... às 4:40 da tarde, começaram a surgir os Heinkel III bombardeando a cidade e metralhando as ruas. Depois dos Heinkel III, vieram os Junkers 52,... A população começou a abandonar a cidade, sendo metralhada na fuga. Bombas incendiárias e outros explosivos foram lançados por vagas de aviões a cada 20 minutos, até as 7:45. A destruição foi total." 
(Thomas Hugh) 

O massacre de Guernica, que foi retratado pelo pintor Pablo Picasso relaciona-se com:
a) Cuba - (invasão da Baía dos Porcos, apoiada pelos americanos)
b) Espanha - (auxílio nazista aos nacionalistas)
c) Portugal - (intervenção fascista na Revolução dos Cravos)
d) Itália - (conflito entre republicanos e comunistas)
e) Inglaterra - (batalha da Grã-Bretanha na II Guerra Mundial)

25. (FUVEST) Em 1937, o pintor Pablo Picasso retratou, em um famoso quadro, o massacre da aldeia de Guernica.

a) O que estava ocorrendo na Espanha naquele momento?

b) Qual a condição imposta pelo pintor para a exposição da obra na Espanha?


26. (IFMT 2013)


(In: Revista Veja, nº 19, 09-05-2012, Abril – Arte, pág. 160.) 

O painel artístico de Pablo Picasso (1937), conhecido como GUERNICA, é um importante símbolo da arte moderna. Pessoas se entrelaçam numa massa de dor e dilaceramento, em meio às figuras fantásticas de um cavalo e um minotauro.   
Sobre essa obra de arte e seu contexto histórico, é INCORRETO afirmar: 
a) O painel artístico de Picasso denuncia as atrocidades da Guerra Civil Espanhola, contrária à ditadura, entre 1936 a 1939, na cidade de Guernica , no norte da Espanha. 
b) O ataque aéreo sobre Guernica contou com o apoio da aviação alemã que pôde testar suas armas, no período que antecedeu à Segunda Guerra Mundial. 
c) O pacto de amizade e cooperação entre a Itália e a Alemanha, em 1936, não provocou nenhuma interferência na guerra civil espanhola. 
d) Nos anos de 1940 a 1950, o painel de Picasso rodou o mundo em mostras que denunciavam o regime do ditador espanhol Francisco Franco. 
e) Guernica tornou-se famosa, após o artista ter proibido a sua volta à Espanha, até a redemocratização do país, nos anos 70.








GABARITO
resposta da questão 01: [C]
resposta da questão 02: [E]    
resposta da questão 03: [D]    
resposta da questão 04:[D]      
resposta da questão 05: [B] 
Comentário da questão:
Após as forças antimonarquistas proclamarem a República na Espanha em 1931, a direita se organizou para tirar do poder o novo governo formado por socialistas e liberais. A direita era formada, sobretudo, por membros da Falange, um partido fascista que tinha como líder o general Francisco Franco, estes se definiam como Nacionalistas. O conflito entre os nacionalistas e os republicanos teve início em 1936 e atraiu voluntários provenientes de vários países que lutaram em ambos os lados do conflito. Do lado da esquerda, os voluntários formaram as Brigadas Internacionais, que tinham como principal objetivo a luta contra o fascismo franquista.
resposta da questão 06:[E]
resposta da questão 07:[D]
resposta da questão 08:[D]
resposta da questão 09:[D]
resposta da questão 10:[C]
resposta da questão 11:[E]
resposta da questão 12: V V F V
resposta da questão 13: V F F F
resposta da questão 14:[C]
resposta da questão 15:[E]
resposta da questão 16:[B]
resposta da questão 17:[D]
resposta da questão 18:[B]
resposta da questão 19:[C]
resposta da questão 20:[E]
resposta da questão 21:[D]
resposta da questão 22:[C]
resposta da questão 23:[E]
resposta da questão 24:[B]
resposta da questão 25:  
a) Guerra civil espanhola. 
b) Restauração do Estado de Direito Pleno na Espanha. 
resposta da questão 26:[C]