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terça-feira, 1 de março de 2016

Roteiro de estudos: Tratado de Methuen

Roteiro de estudos: Tratado de Methuen

1. (UFV-MG) "O ouro brasileiro deixou buracos no Brasil, templos em Portugal e fábricas na Inglaterra." (Eduardo Galeano)
 
Eduardo Galeano (1940-2015), jornalista e escritor uruguaio. Explique de que forma os fatos contidos na frase anterior estão relacionados historicamente.


2. (UFMG) Em 1703, Portugal assinou com a Inglaterra o tratado de Methuen. A assinatura desse tratado teve implicações profundas para as economias portuguesa e inglesa.

a) Apresente a situação em que se encontrava Portugal na época da assinatura do tratado.
b) Cite a principal cláusula do tratado de Methuen.
c) Apresente 2 (duas) implicações fundamentais desse tratado para a economia portuguesa.
d) Apresente a implicação fundamental desse tratado para a economia inglesa.

3. (Fuvest-SP) Em 1703, é assinado o tratado de Methuen entre Portugal e Inglaterra. Essa acordo, segundo Celso Furtado, "significou para Portugal renunciar a todo desenvolvimento manufatureiro e implicou transferir para a Inglaterra o impulso dinâmico criado pela produção aurífera no Brasil.” Explique o que foi o tratado de Methuem e discuta a afirmativa de Celso Furtado.

4. (G1) Estabeleça um paralelo entre a economia portuguesa e britânica entre o fim do século XVII e o começo do século XVIII.

5. (G1) Faça uma pequena síntese do acordo firmado através do Tratado de Methuen, assinado em 1703, envolvendo Portugal e Inglaterra.

6. (G1) Quais foram os efeitos do Tratado de Methuen na economia lusitana?

7. (G1) Produza um parágrafo explicando de que forma o ouro brasileiro acabou financiando a desenvolvimento industrial britânico.


8. (G1) O Tratado de Methuen pode ser visto como o único fator de explica a crise da economia portuguesa, no final do século XVIII? Justifique a sua resposta.

9. (VUNESP 2012) Observe o seguinte trecho do Tratado de Methuen.
Artigo 1º
 – Sua Sagrada Majestade El-Rei de Portugal promete admitir para sempre de aqui em diante, no Reino de Portugal, os panos de lã e mais fábricas de lanifício da Inglaterra.
Artigo 2º
 – É estipulado que Sua sagrada e Real Majestade Britânica será obrigada para sempre, de aqui em diante, de admitir na Grã-Bretanha os vinhos de Portugal, de sorte que em tempo algum não se poderá exigir direitos de Alfândega nestes vinhos.

Tratado de Methuen – 1703. In: Nelson Werneck Sodré, As Razões da Independência. Adaptado.

Entre outros fatores, foi devido ao Tratado de Methuen que:
a) as manufaturas têxteis se desenvolveram muito no Brasil.
b) Inglaterra e Portugal foram os primeiros países a se industrializarem.
c) a burguesia portuguesa enriqueceu e lutou contra a monarquia.
d) o ouro explorado no Brasil foi transferido para a Inglaterra.
e) Portugal diminuiu o seu interesse pela exploração da colônia.

10. (UFSM 2011) Observe as seguintes imagens e responda à questão.

As duas figuras simbolizam dois processos econômicos que se consolidaram e se expandiram no século XVIII, provocando amplas e irreversíveis modificações nos respectivos ecossistemas. 
As relações históricas entre os dois processos podem ser consideradas 

A)  meramente cronológicas, pois ambos se desenvolveram nos inícios do século XVIII, época em que se expandia, tanto na Europa quanto nas Américas colonizadas pelos europeus, a utilização do trabalho escravo dos negros africanos devidamente controlados e administrados pelos seus proprietários, os membros da elite branca. 
B) muito tênues, na medida em que apenas representam dois exemplos isolados de destruição predatória dos ambientes naturais, seja para extrair riquezas minerais em zonas rurais despovoadas, seja para promover a urbanização das cidades industriais afetadas pela poluição, prevenindo os efeitos danosos dessa poluição na vida e na saúde da crescente população. 
C) significativas, pois, desde a assinatura do tratado de Methuen (1703), o Estado português ficou subordinado aos interesses da Inglaterra: como as importações dos 'panos' tecidos pelas manufaturas inglesas custavam mais caro para Portugal do que as receitas com as exportações de 'vinhos' para o mercado inglês, o ouro extraído das regiões mineiras da América colonial lusitana foi amplamente transferido para o mercado inglês, aí contribuindo para sedimentar as precondições para o desenvolvimento da Revolução Industrial. 
D) de reciprocidade, pois o processo de urbanização das cidades industriais inglesas inspirou o planejamento urbano das povoações coloniais americanas que se expandiram para o interior, permitindo antecipar e corrigir problemas como: ocupação intensa e acelerada, traçado das ruas e das praças, integração do setor rural com o urbano, articulação com as demais vilas e cidades e com os portos de escoamento da produção mineira. 
E) de modernização, pois os novos produtos da moderna tecnologia industrial inglesa puderam ser importados pelos proprietários das minas e dos escravos, permitindo incrementar a produção colonial, diminuir os custos e obter maiores lucros, dinamizando a economia e a sociedade da mineração e encaminhando o Estado português para a emancipação da hegemonia da Inglaterra.


GABARITO
Resposta da questão 1:
 O tratado de Methuen (1703) permitiu drenagem de grande parte do ouro brasileiro para a Inglaterra, que já estava desenvolvendo a sua Revolução Industrial, tendo seu processo acelerado. Quanto à Portugal, tradicionalmente religioso e ligado à Igreja Católica, "investiu" o ouro em conventos (ex: Convento de Mafra) e, o Brasil, "aplicou" em igrejas e teve seu solo esburacado.


Resposta da questão 2:
Explicação da Resposta:
a) Portugal encontrava-se em decadência econômica, após o malfadado período da União Ibérica (até 1640) e o rompimento das relações com os holandeses.

b) A principal cláusula do tratado de Methuen é aquela que abre Portugal para as importações de tecidos ingleses e, em troca, a Inglaterra se abre para os vinhos portugueses.

c) A partir da assinatura do tratado, a economia portuguesa abre-se para as importações de tecidos ingleses, arrasando o pequeno setor têxtil português e condenando o país à especialização agrícola, mais especificamente à produção de vinhos.

d) O tratado garantiu para a Inglaterra o controle sobre o mercado português e, consequentemente, sobre o brasileiro.

Resposta da questão 3:
O tratado de Methuen, também chamado de "tratado dos Panos e Vinhos", estabelecia que Portugal poderia exportar vinhos para a Inglaterra pagando tarifas alfandegárias preferenciais; e com isso, a Inglaterra venderia seus tecidos (melhores e mais baratos que os panos portugueses) a Portugal sem quaisquer taxas aduaneiras. Com isso, as manufaturas portuguesas não puderam suportar a concorrência britânica. Consequentemente, o ouro brasileiro foi canalizado para a Inglaterra, a fim de cobrir o déficit comercial português. Por todos esses aspectos, Celso Furtado concluiu que o tratado de Methuen criou condições favoráveis à intensificação da acumulação capitalista que colaborou com a Revolução Industrial inglesa do século XVIII.


Resposta da questão 4
Portugal se encontrava em uma situação econômica bastante delicada, tendo em vista que o país sofreu com as perdas coloniais ocorridas durante a União Ibérica, empregou recursos na luta contra os espanhóis na chamada Guerra de Restauração e pagou indenização aos holandeses para assim recuperar o espaço colonial nordestino. Em contrapartida, a Inglaterra vivia um momento de consolidação econômica em seu país, onde o projeto expansionista burguês preparava terreno para o desenvolvimento da Revolução Industrial.


Resposta da questão 5:
Por meio desse tratado, a Inglaterra era favorecida na compra dos vinhos produzidos por Portugal. Em contrapartida, Portugal era beneficiado na aquisição dos produtos têxteis britânicos a valores preferenciais.



Resposta da questão 6
Ao longo do tempo, a vigência desse acordo incentivou uma grande parcela dos proprietários de terra portugueses a utilizarem seus terrenos para a produção de vinho. Desse modo, o espaço agrícola Português se viu limitado, o que acabou impedindo o desenvolvimento de outras atividades que pudessem dinamizar a economia do país. Ao mesmo tempo, na medida em que a demanda portuguesa por produtos manufaturados ingleses aumentava, a economia do país entrava em crise com as dívidas geradas pela compra de tais produtos.


Resposta da questão 7
A dependência portuguesa em relação aos produtos manufaturados ingleses acabou gerando um grande déficit que foi acobertado com o envio de remessas e mais remessas do ouro extraído em terras brasileiras. Com o passar do tempo, os metais preciosos brasileiros adquiridos pela Inglaterra foram de suma importância para que a economia britânica despontasse como a primeira nação a experimentar os ganhos e transformações estabelecidos pelo advento da Revolução Industrial.


Resposta da questão 8
Não. Apesar de estabelecer vários efeitos negativos na economia do país, o Tratado de Methuen era apenas um dos problemas enfrentados por Portugal. Analisando de forma mais atenta, podemos ver que a falta de investimento em um projeto de modernização da economia e o desinteresse das elites nacionais também foram de grande peso para que essa crise se instalasse em solo português.

Resposta da questão 9:[D]
O Tratado de Methuen (1703), também conhecido como Tratado de Tecido e Vinho,  ocorreu em momentos singulares da economia de ambos os países. No caso da Inglaterra, a Revolução Gloriosa de 1688 possibilitou a coroa de iniciar o seu processo de industrialização e consequentemente encontrar novos mercados consumidores para o setor têxtil que foi o primeiro a se industrializar. Nesse mesmo período, isto é, século XVIII, a economia da América Portuguesa (Brasil) entrava no ciclo do ouro.
Portanto, como Tratado de Methuen, Portugal passava a consumir manufaturas têxteis da Inglaterra e pagava com o ouro retirado do Brasil.

resposta da questão 10:[C]
As imagens se referem a processos econômicos distintos, porém desenvolvidos no mesmo século, e permitem estabelecer uma relação direta entre duas situações: a mineração no Brasil Colônia e o desenvolvimento industrial na Inglaterra. Do ponto de vista da História do Brasil, não é difícil  associar que o ouro aqui explorado foi, em larga medida, parar na Inglaterra, devido ao Tratado de Methuen, conhecido como "Tratado de Panos e Vinhos".


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Roteiro de estudo: Tratado de limites

Roteiro de estudos: Tratados de limites

UFMG - 2011
 
Observe este mapa:
Nesse mapa, estão representados os limites territoriais da Colônia Portuguesa na América estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas, em 1494, e pelo Tratado de Madri, em 1750.

1. Considerando os respectivos períodos históricos, identifique e explique uma diferença que caracteriza o traçado correspondente a cada um desses tratados.
Tratado de Tordesilhas
Tratado de Madri
2. Caracterize o contexto em que cada um desses tratados foi estabelecido.
Tratado de Tordesilhas

Tratado de Madri

2. (ENEM 2009) 
As terras brasileiras foram divididas por meio de tratados entre Portugal e Espanha. De acordo com esses tratados, identificados no mapa, conclui-se que
A) Portugal, pelo Tratado de Tordesilhas, detinha o controle da foz do rio Amazonas.
B) o Tratado de Tordesilhas utilizava os rios como limite físico da América portuguesa.
C) o Tratado de Madri reconheceu a expansão portuguesa além da linha de Tordesilhas.
D) Portugal, pelo Tratado de San Ildefonso, perdia territórios na América em relação ao de Tordesilhas.
E) o Tratado de Madri criou a divisão administrativa da América Portuguesa em Vice-Reinos Oriental e Ocidental.

2. (ENEM 2003) O mapa abaixo apresenta parte do contorno da América do Sul destacando a bacia amazônica. Os pontos assinalados representam fortificações militares instaladas no século XVIII pelos portugueses. A linha indica o Tratado de Tordesilhas revogado pelo Tratado de Madri, apenas em 1750. 
Pode-se afirmar que a construção dos fortes pelos portugueses visava, principalmente, dominar 
a) militarmente a bacia hidrográfica do Amazonas. 
b) economicamente as grandes rotas comerciais. 
c) as fronteiras entre nações indígenas. 
d) o escoamento da produção agrícola. 
e) o potencial de pesca da região. 

3. (Fgv) Entre os momentos definidores da penetração para além do limite do Tratado de Tordesilhas e a consequente expansão territorial do Brasil, no século XVII, estão o/os: 
a) Tratados de Utrecht e de Madri; 
b) Tratados de Santo IIdefonso e de Utrecht; 
c) Tratado de Madri e o ciclo da caça ao índio; 
d) ciclos de caça ao índio e de sertanismo por contrato; 
e) Tratado de Madri e o ciclo de sertanismo por contrato. 


4. (Ufmg 2004) Observe este mapa: 
Mapa das Cortes [Mapa do Rio de Janeiro]. Mapoteca do Itamaraty, Rio de Janeiro. 
Esse mapa serviu de base aos representantes das Coroas portuguesa e espanhola para o estabelecimento do Tratado de Madrid, assinado em 1750, que definiu os novos limites na América entre as terras pertencentes a Portugal e à Espanha. 

Considerando-se essa informação, é CORRETO afirmar que o Tratado de Madrid 
a) substituiu o Tratado de Tordesilhas e conferiu às possessões lusas e espanholas na América uma feição mais próxima do que tinha sido a efetiva ocupação de terras pelas duas Coroas. 
b) estabeleceu uma conformação do território brasileiro muito distante da sua aparência atual, por ter respeitado espaços previamente ocupados pelos espanhóis no Continente Americano. 
c) manteve, com poucas alterações, o que já estava estabelecido pelos tratados anteriormente negociados entre as monarquias de Portugal e da Espanha, desde a Bula Intercoetera, editada em 1493. 
d) levou Portugal a desistir da soberania sobre grande parte da Amazônia em troca do controle da bacia do Prata, área estratégica para o domínio do interior do Brasil após a descoberta de ouro. 

5. (Ufsm) "A Guerra Guaranítica foi a revolta dos missioneiros guaranis contra as imposições do Tratado de Madri, que os obrigava a abandonar suas terras, moradias, plantações e rebanhos. O acordo de 1750 favorecia as monarquias ibéricas, defendendo seus interesses na região, mas prejudicava gravemente os indígenas." 
(QUEVEDO, Júlio. A GUERRA GUARANÍTICA. São Paulo: Ática, 1996. p.29.) 

Com base no texto, é correto afirmar: 
a) Os índios reagiram à dominação colonial, porque defendiam exclusivamente o Império Teocrático organizado pela Igreja Católica, que se sobressaía na América, através da Companhia de Jesus. 
b) Os missioneiros guaranis estavam desaculturados do "ser" índio devido à tirania jesuíta, portanto defendiam somente os interesses dos padres. c) A guerra expressou a luta dos missioneiros guaranis que não queriam se transformar numa espécie de "sem terra" do século XVIII, visto que suas terras foram doadas aos soldados espanhóis. 
d) A guerra representou um dos raros momentos de reação indígena, organizada contra as imposições da Coroa e dos colonizadores luso-espanhóis. 
e) Os missioneiros guaranis enfrentaram os exércitos luso-espanhóis, porque estavam organizando uma confederação indígena antiespanhola.  


6. (UFPE)     A definição das fronteiras dos territórios da América, ocupados por portugueses e espanhóis, foi alvo de disputas. Neste sentido, é correto afirmar o que segue.
(0) O tratado de Madri, assinado entre Portugal e Espanha, em 1750, garantiu aos portugueses o atual território do Rio Grande do Sul.
(1) O tratado de Madri (1750) possibilitou mudanças na posse do território brasileiro; entretanto, não anulou o tratado de Tordesilhas.
(2) Deve-se ao tratado de Madri o estabelecimento das fronteiras entre terras espanholas e portuguesas na Amazônia, em Mato Grosso e na região sul do Brasil.
(3) O tratado de Sto. Ildefonso (1777), anulando o tratado de Madri, diminuiu os conflitos no sul do Brasil: Portugal ficou com a ilha de Santa Catarina e quase todo o território do Rio Grande, e a Espanha, com a colônia do Sacramento e os Sete Povos das Missões.
(4) Em 1801, Portugal, que continuava com a posse dos Sete Povos das Missões, assinou com a Espanha o tratado de Badajós. Por este acordo, a Espanha renunciava às suas pretensões a este território.


7. (Vunesp) A partir de 1750, com os Tratados de Limites, fixou-se a área territorial brasileira, com pequenas diferenças em relação a configuração atual. A expansão geográfica havia rompido os limites impostos pelo Tratado de Tordesilhas. No período colonial, os fatores que mais contribuíram para a referida expansão foram:
a) criação de gado no vale do São Francisco e desenvolvimento de uma sólida rede urbana.
b) apresamento do indígena e constante procura de riquezas minerais.
c) cultivo de cana de açúcar e expansão da pecuária no Nordeste.
d) ação dos donatários das capitanias hereditárias e Guerra dos Emboabas.
e) incremento da cultura do algodão e penetração dos jesuítas no Maranhão.

8. (Fuvest) Entre 1750, quando assinaram o Tratado de Madrid, e 1777, quando assinaram o Tratado de Santo Ildefonso, Portugal e Espanha discutiram os limites entre suas colônias americanas. 

Neste contexto, ganhou importância, na política portuguesa, a ideia da necessidade de:
a) defender a colônia com forças locais, daí a organização dos corpos militares do centro-sul e a abolição das diferenças entre índios e brancos.
b) fortificar o litoral para evitar ataques espanhóis e isolar o marquês de Pombal por sua política nitidamente pró-bourbônica.
c) transferir a capital da Bahia para o Rio de Janeiro, para onde fluía a maior parte da produção açucareira, ameaçada pela pirataria.
d) afastar os jesuítas da colônia por serem quase todos espanhóis e, nesta qualidade, defenderem os interesses da Espanha.
e) aliar-se política e economicamente à França para enfrentar os vizinhos espanhóis, impondo-lhes suas concepções geopolíticas na América.

9. (Unirio) A definição dos limites do Brasil colonial em diversos tratados, durante o século XVIII, foi o resultado político de vários movimentos, dentre os quais se destaca na região sul o(a):
a) interesse português no rio da Prata, materializado na fundação da Colônia do Sacramento.
b) necessidade natural de ocupação de novas terras para a "plantation" canavieira.
c) proteção portuguesa aos aldeamentos indígenas, contrariando a política espanhola de escravização do gentio.
d) disputa pela posse das zonas mineradoras na região platina.
e) interferência do Papado na negociação do Tratado de Madri para resguardar as zonas missioneiras.

10. (Cesgranrio) A formação do território brasileiro no período colonial resultou de vários movimentos expansionistas e foi consolidada por tratados no século XVIII. Assinale a opção que relaciona corretamente os movimentos de expansão com um dos Tratados de Limites:
a) A expansão da fronteira norte, impulsionada pela descoberta das minas de ouro, foi consolidada nos Tratados de Utrecht.
b) A região missioneira no sul constituiu um caso à parte, só resolvido a favor de Portugal com a extinção da Companhia de Jesus.
c) O Tratado de Madri revogou o de Tordesilhas e deu ao território brasileiro conformação semelhante à atual.
d) O Tratado do Pardo garantiu a Portugal o controle da região das Missões e do rio da Prata.
e) Os Tratados de Santo Ildefonso e Badajós consolidaram o domínio português no sul, passando a incluir a região platina.

GABARITO
resposta da questão 1
a) Tratado de Tordesilhas: a linha de Tordesilhas é imaginária e foi estabelecida para dividir o mundo entre Portugal e Espanha; Tratado de Madri: a linha demarcatória divide as terras de Portugal e Espanha na América e baseia-se no princípio do uti possidetis, que leva em consideração a ocupação dessas regiões.

b) O Tratado de Tordesilhas foi definido em 1494, época em que apenas Portugal e Espanha realizavam a expansão marítima e a conquista de terras fora da Europa. As duas nações eram as grandes potencias econômicas europeias. O Tratado de Madri foi definido em 1750, época de apogeu da exploração aurífera no Brasil, que garantia riqueza significativa para Portugal; ao mesmo tempo, a Espanha vivia um período de decadência, com a redução da extração de minérios em suas colônias e com a derrota na Guerra de Sucessão, encerrada em 1715, que a forçou a fazer diversas concessões.


resposta da questão 2:[C]

resposta da questão 3:[A]

resposta da questão 4:[D]

resposta da questão 5:[A]

resposta da questão 6:[VFVVV] 
Justificativa

0)   Verdadeiro. O Tratado de Madri baseou-se no princípio do UTI POSSIDETIS – que quer dizer: que a posse das terras caberia àqueles que as estivessem ocupando. A parte que hoje corresponde ao Rio Grande do Sul foi ocupada pelos colonos portugueses.
1)   Falso. O Tratado de Madri discutiu e aprovou limites, em Mato Grosso, na Amazônia e na região sul, que estavam além do Tratado de Tordesilhas.
2)   Verdadeiro. A ampliação da colônia deu-se graças à ação de bandeirantes, missionários, pecuaristas. Portanto, o Tratado de Tordesilhas não dava conta desta marcha para o Oeste e o Norte. Os conflitos chegaram, e as diplomacias portuguesas e espanholas tentaram resolvê-los com o Tratado de Madri, em 1750.
3) Verdadeiro. O Tratado de Madri foi até certo ponto arbitrário, e Portugal nunca obedeceu a ele. Um outro tratado, o De Sto. Ildefonso, tentou ser mais racional - Portugal teria terras contínuas e cederia à Espanha a Colônia de Sacramento e os Sete Povos das Missões.
4) Verdadeiro. Portugal não cumpriu a parte do Tratado de Santo Ildefonso que se referia à entrega do território de Sete Povos das Missões à Espanha.
V

resposta da questão 7: [B]

resposta da questão 8:[D]

resposta da questão 9:[A]

resposta da questão 10:[C]

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Roteiro de estudos: Tratado de Tordesilhas

Roteiro de estudos: Tratado de Tordesilhas

1. (UFMG 2011) Observe este mapa:

Nesse mapa, estão representados os limites territoriais da Colônia Portuguesa na América estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas, em 1494, e pelo Tratado de Madri, em 1750.

a) Considerando os respectivos períodos históricos, identifique e explique uma diferença que caracteriza o traçado correspondente a cada um desses tratados.
Tratado de Tordesilhas
Tratado de Madri

b) Caracterize o contexto em que cada um desses tratados foi estabelecido.
Tratado de Tordesilhas

Tratado de Madri


2. (G1) O Tratado de Tordesilhas, assinado pelos reis ibéricos com a intervenção papal, representa
A) o marco inicial da colonização portuguesa do Brasil.
B) o fim da rivalidade entre portugueses e espanhóis na América.
C) a tomada de posse do Brasil pelos portugueses.
D) a demarcação dos direitos de exploração colonial dos ibéricos.
E) o declínio do expansionismo espanhol.


3. (Ufg) Pensando no tema fronteiras, é perceptível o estabelecimento de uma nova ordenação do espaço, resultante das grandes navegações. As novas descobertas redefiniram, no século XVI, a concepção de mundo que se abria ante o desconhecido. Neste sentido, analise a configuração espacial do mundo no século XVI, destacando as rivalidades e conflitos decorrentes da expansão marítima e comercial.

4. (Unicamp) Contestando o Tratado de Tordesilhas, o rei da França, Francisco I, declarou em 1540:
"Gostaria de ver o testamento de Adão para saber de que forma este dividira o mundo."
(Citado por Cláudio Vicentino, HISTÓRIA GERAL, 1991)

a) O que foi o Tratado de Tordesilhas?

b) Por que alguns países da Europa, como a França, contestavam aquele tratado?

5. (PITÁGORAS) Observe a charge.   
(Fonte: NOVAES, Carlos Eduardo & LOBO, César. História do Brasil para principiantes. São Paulo, Ática, 1998. P. 24.) 

A charge acima retrata de maneira irônica a forma como foram resolvidas as disputas pelo direitos de posse e exploração das novas terras entre Portugal e Espanha. Contextualize-a. 

6. (Fuvest) Sobre o Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de junho de 1494, pode-se afirmar que objetivava:
a) demarcar os direitos de exploração dos países ibéricos, tendo como elemento propulsor o desenvolvimento da expansão comercial marítima.
b) estimular a consolidação do reino português, por meio da exploração das especiarias africanas e da formação do exército nacional.
c) impor a reserva de mercado metropolitano, por meio da criação de um sistema de monopólios que atingia todas as riquezas coloniais.
d) reconhecer a transferência do eixo do comércio mundial do Mediterrâneo para o Atlântico, depois das expedições de Vasco da Gama às Índias.
e) reconhecer a hegemonia anglo-francesa sobre a exploração colonial, após a destruição da Invencível Armada de Felipe II, da Espanha.

7. (G1) Explique qual o impacto causado pelas descobertas feitas por Cristóvão Colombo nas relações políticas entre Portugal e Espanha.

8. (G1) Qual foi e como funcionava o primeiro acordo diplomático firmado entre espanhóis e portugueses no que se refere à exploração de novas terras e rotas marítimas?

9. (G1) Qual a possível relação entre a anulação do Tratado Bula Intercoetera e a possível "descoberta" do Brasil pelos portugueses antes de 1500?

10. (G1) Descreva o contexto em que o Tratado de Tordesilhas perdeu a sua validade.


GABARITO
Resposta da questão 1:

a) Tratado de Tordesilhas: a linha de Tordesilhas é imaginária e foi estabelecida para dividir o mundo entre Portugal e Espanha; Tratado de Madri: a linha demarcatória divide as terras de Portugal e Espanha na América e baseia-se no princípio do uti possidetis, que leva em consideração a ocupação dessas regiões.

b) O Tratado de Tordesilhas foi definido em 1494, época em que apenas Portugal e Espanha realizavam a expansão marítima e a conquista de terras fora da Europa. As duas nações eram as grandes potencias econômicas europeias. O Tratado de Madri foi definido em 1750, época de apogeu da exploração aurífera no Brasil, que garantia riqueza significativa para Portugal; ao mesmo tempo, a Espanha vivia um período de decadência, com a redução da extração de minérios em suas colônias e com a derrota na Guerra de Sucessão, encerrada em 1715, que a forçou a fazer diversas concessões.

resposta da questão 2:[D]

resposta da questão 3
A partir do século XVI, com a colonização do Novo Mundo, condicionada à expansão comercial europeia, ocorreu uma ampliação espacial dos territórios até então conhecidos pelos europeus. Além disso, estabeleceu-se o Sistema Colonial, definindo a Europa como área metropolitana e a América e os demais continentes como áreas coloniais. A partir daí, as nações europeias instituíram a política mercantilista como forma de superação econômica em relação às concorrentes, desencadeando conflitos político militares entre os países europeus protagonistas e coadjuvantes no processo da expansão marítima.

resposta da questão 4
a) O Tratado de Tordesilhas estabeleceu os limites das terras conquistadas e a serem conquistadas entre
Portugal e Espanha.

b) Os países europeus excluídos dessa partilha, destacando-se a França, passam a questionar o tratado e a exigir o acesso às possessões coloniais de Portugal e Espanha.

resposta da questão 5: 
A charge acima retrata uma das consequências da expansão marítima que foi  a divisão das terras do novo mundo entre Portugal e Espanha no chamado Tratado de Tordesilhas.

resposta da questão 6:[A]

resposta da questão 7:
Ao descobrir terras à Oeste, a Espanha se estabeleceu como concorrente direta de Portugal na exploração de novas terras e no controle de novas rotas comerciais. Até os fins do século XV, os portugueses empreenderam a expansão marítima comercial sem a competição de nenhuma outra nação do mundo. Desse modo, os portugueses acreditaram que poderiam ser prejudicados com a inserção dos espanhóis nesse tipo de atividade.

resposta da questão 8:
No ano de 1493, sob a tutela do papa Alexandre IV, os governos de Portugal e Espanha firmaram a assinatura da chamada Bula Intercoetera. Por esse acordo, uma linha imaginária de 100 léguas a leste do arquipélago de Açores dividiria os domínios lusitanos e hispânicos. A parte a oeste ficaria sob a posse da Espanha e os territórios a leste seriam dominados pelos portugueses.

resposta da questão 9:
Em primeiro plano, devemos destacar que Portugal estranhamente exigiu a negociação de um novo tratado que viesse a satisfazer os seus interesses. Nesse sentido, pode-se pensar que uma nova informação ou descoberta impeliu a Coroa Portuguesa a ameaçar militarmente os espanhóis, caso um novo acordo não fosse realizado. Desse modo, a assinatura do Tratado de Tordesilhas poderia ser um modo de garantir a posse do território brasileiro antes que sua “descoberta” fosse oficialmente anunciada. 

resposta da questão 10
No ano de 1580, a deflagração da União Ibérica estabeleceu a invalidação do Tratado de Tordesilhas na medida em que as coroas de Portugal e Espanha se encontravam unidas sob um mesmo governo. Nesse contexto, observamos a realização de várias expedições religiosas e particulares que estabeleceram a exploração de territórios que extrapolavam os limites estabelecidos por esse acordo.



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Confira a correção do Simulado 1

Simulado 

EGITO ANTIGO

28. (FUVEST 2015) As imagens revelam

a) o caráter familiar do cultivo agrícola no Oriente Próximo, dada a escassez de mão de obra e a proibição, no antigo Egito, do trabalho compulsório.
b) a inexistência de qualquer conhecimento tecnológico que permitisse o aprimoramento da produção de alimentos, o que provocava longas temporadas de fome.
c) o prevalecimento da agricultura como única atividade econômica, dada a impossibilidade de caça ou pesca nas regiões ocupadas pelo antigo Egito.
d) a dificuldade de acesso à água em todo o Egito, o que limitava as atividades de plantio e inviabilizava a criação de gado de maior porte.
e) a importância das atividades agrícolas no antigo Egito, que ocupavam os trabalhadores durante aproximadamente metade do ano.


29. (UEPA 2014) Os escribas do Egito antigo ocupavam uma posição subalterna na hierarquia administrativa governamental frente à aristocracia burocrática. Sua posição social era inferior em relação aos conselheiros do Faraó, aos chefes da administração, à nobreza territorial, à elite militar e aos sacerdotes. Mas as características de seu ofício os afastavam de trabalhos forçados e das arbitrariedades das elites, que subjugavam e exploravam camponeses livres e escravos de origem estrangeira. Tal condição privilegiada se explicava:
a) pelas possibilidades de ascensão social dos escribas que, em função do sucesso de suas carreiras, poderiam ocupar posições no alto escalão da administração pública.
b) por serem provenientes do meio social dos felás, camponeses livres, que investiam na formação educacional de seus filhos mais inclinados ao serviço público.
c) pelo domínio dos escribas dos segredos da escrita demótica e dos hieróglifos, do cálculo e, por conseguinte, da organização das atividades da administração pública.
d) pelo domínio exclusivo dos escribas do idioma escrito, da matemática, da agrimensura e dos processos administrativos em geral.
e) pela dependência direta de faraós e altos funcionários reais relativa aos conhecimentos dos escribas, que formavam uma corporação intelectual dotada de poder político.


30. (UEA 2013) Os egípcios da Antiguidade acreditavam que a vida continuava no além-túmulo e que, para isso, era preciso que o ambiente social, em que os donos dos túmulos viveram, fosse representado nas suas paredes.

(Tumba de Nakht, 1.400 a.C.)

Essas pinturas da tumba de Nakht, escriba do Império, representam
a) as intervenções e modificações realizadas pelos antigos egípcios no mundo natural, por meio de técnicas e conhecimentos adquiridos.
b) as secas periódicas, que afligiam os antigos egípcios e resultavam do baixo índice pluviométrico nas cabeceiras do rio Nilo.
c) os conflitos sociais presentes na antiga sociedade egípcia que opunham a nobreza aos altos funcionários públicos.
d) o poder teocrático dos faraós que eram considerados filhos do deus Sol e, devido a isso, justos e infalíveis.
e) a falta de habilidade dos antigos pintores egípcios, incapazes de retratar a vida cotidiana da população.


GABARITO
Resposta da questão 28: [E]
As ilustrações referem-se às práticas agrícolas no Antigo Egito, favorecidas pela fertilidade do solo, decorrente das cheias do Nilo, e da evolução de técnicas para irrigar, arar e ceifar.
Obs.: Usualmente, a história do Antigo Egito é dividida em “Impérios” (Antigo, Médio e Novo), no lugar da expressão “Reinos”.

Resposta da questão 29:[C]
Os escribas eram os únicos do Egito Antigo a dominar a leitura e a escrita dos hieróglifos. Essa condição dava a essa classe social certo privilégio dentro da organização social do Estado, colocando os escribas acima dos camponeses e escravos.

Resposta da questão 30:[A]
Os egípcios realizaram grandes intervenções no meio natural para melhor aproveitarem as potencialidades hídricas do rio Nilo e assim conseguirem grandes realizações.







REVOLUÇÃO FRANCESA
31. (Mackenzie) A charge da época, reproduzida abaixo, retrata o jogo de relações sociais da França pré-revolucionária.

A esse respeito, é correto afirmar que:
a) a França era estruturada em uma sociedade estamental, dividida em três Estados, sendo o Terceiro Estado composto, desde a alta burguesia até as camadas populares, incidindo sobre estas todas as tributações.
b) apesar de a França ter uma sociedade dividida em estamentos, não havia conflitos de classes, pois a Igreja, por meio da teoria do direito divino, garantia a imobilidade social.
c) o povo permanecia obediente ao seu monarca, havendo o respaldo da Igreja, que doutrinava seus fiéis a se submeterem à vontade de Deus, que apoiava uma estrutura social hierarquizada.
d) o povo, que formava o Primeiro Estado, arcava com as pesadas tributações impostas pelo monarca absoluto.
e) a estrutura social francesa denunciava ser a divisão em Ordens correspondente à realidade existente no país, na qual um indivíduo poderia ascender socialmente.


32. (FUVEST)  O que é o Terceiro Estado?
          O plano desse escrito é muito simples. Temos três questões a tratar:
          1. O que é o Terceiro Estado? Tudo.
          2. Que foi ele até a presente ordem política? Nada.
          3. Que solicita? Tornar-se alguma coisa.
SIEYÈS, Abade. “O que é o Terceiro Estado?”. Janeiro de 1789. In: MELLO, L.; COSTA, L. História moderna e contemporânea. São Paulo: Scipione, 1999. p.155.

Esse trecho é parte do panfleto "O que é o Terceiro Estado", escrito por Sieyès, em 1789, nos meses que antecederam a eclosão da Revolução Francesa. No processo revolucionário francês, o papel do Terceiro Estado, ou seja, dos segmentos sociais que não pertenciam à nobreza e ao clero, foi fundamental porque
a) negociou com o Estado absolutista a concessão de alguns direitos sem, no entanto, subverter a ordem do Antigo Regime.
b) encaminhou ao Poder Judiciário suas reivindicações e promoveu ações de conscientização de seus direitos em todo o país.
c) defendeu seus direitos sem atacar diretamente os privilégios que a nobreza e o clero desfrutavam desde os tempos feudais.
d) reivindicou a supressão do privilégio da isenção fiscal para a nobreza e o clero, o que permitiu o reequilíbrio financeiro da nação.
e) lutou contra a ordem vigente na França, precipitando uma insurreição armada que destruiu o Antigo Regime naquele país.


33. A Revolução Francesa representou um marco na História Ocidental por seu caráter de ruptura em relação ao Antigo Regime.
Entre as características da crise do Antigo Regime, na França, está:
a) a crescente mobilização do Terceiro Estado, liderado pela burguesia, contra os privilégios do clero e da nobreza.
b) o desequilíbrio econômico da França, decorrente da Revolução Industrial.
c) a retomada da expansão comercial francesa, liderada por Colbert.
d) o apoio da Monarquia às sucessivas rebeliões camponesas contrárias à nobreza.
e) o fortalecimento da Monarquia dos Bourbons, após a participação vitoriosa na Guerra de Independência dos EUA.

34. (PUCPR 2016) A Revolução Francesa foi um dos momentos mais importantes no processo de formação do mundo contemporâneo. Foi um movimento violento que sepultou o absolutismo na cena política e o mercantilismo na economia, tendo um papel de grande destaque a burguesia, interessada em instituir um regime que atendesse aos seus interesses. Durante a revolução tomou forma um corpo legislativo denominado Assembleia Nacional, que tomou parte central na consolidação das reformas objetivadas pela revolução.

Dentre as principais reformas realizadas na fase moderada da Revolução Francesa (1789-1791), pela Assembleia Nacional, podemos citar CORRETAMENTE:
a) Abolição dos privilégios especiais do clero e da nobreza; Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão; subordinação da Igreja ao Estado; elaboração de uma constituição para a França; reformas administrativas e judiciárias; e ajuda à economia francesa.
b) Declaração Universal dos Direitos Humanos; elaboração do Edito de Nantes, que dava liberdade religiosa para os não católicos; criação do Banco da França; legalização da anexação dos territórios da margem esquerda do Reno; elaboração do Código Civil Francês.
c) Criação do Código Civil Francês; criação do Banco da França; elaboração da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão; elaboração das primeiras leis trabalhistas que proibiam o trabalho infantil; concessão do direito ao voto às mulheres.
d) Direito de voto para todos os homens, independente da renda; favorecimento de legislação que incentivava o capitalismo comercial; reforma do sistema educacional com a criação dos liceus clássicos e de ofícios; maior autonomia para as províncias históricas da França; criação de uma estrutura descentralizada de governo na França.
e) Regulamentação das leis trabalhistas na França; extensão do direito de voto para todos os homens e mulheres maiores de 18 anos; reconhecimento do direito de minorias; criação do Código Civil; a França se tornou uma confederação descentralizada, dividida em cantões com alto grau de autonomia política; elaboração da Constituição Civil do Clero.


GABARITO
Resposta da questão 31:[A]

Resposta da questão 32:[E]
O Terceiro Estado na França pré-revolucionária incluía os setores sociais que não pertenciam à nobreza e ao clero. Excluído de direitos políticos e arcando com a carga tributária do país, o Terceiro Estado converteu-se em força revolucionária que insurgiu e derrubou o Antigo Regime na França.

Resposta da questão 33:[A]

Resposta da questão 34:[A]
A Assembleia Nacional, aprovou as reformas elencadas, refletindo o caráter burguês da Revolução Francesa.

A CONQUISTA DA AMÉRICA PORTUGUESA
31. (ENEM 2013) De ponta a ponta, é tudo praia-palma, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares [...]. Porém o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente.
Carta de Pero Vaz de Caminha. In: MARQUES, A.; BERUTTI, F.; FARIA, R. História moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 2001.

A carta de Pero Vaz de Caminha permite entender o projeto colonizador para a nova terra.
Nesse trecho, o relato enfatiza o seguinte objetivo:
a) Valorizar a catequese a ser realizada sobre os povos nativos.
b) Descrever a cultura local para enaltecer a prosperidade portuguesa.
c) Transmitir o conhecimento dos indígenas sobre o potencial econômico existente.
d) Realçar a pobreza dos habitantes nativos para demarcar a superioridade europeia.
e) Criticar o modo de vida dos povos autóctones para evidenciar a ausência de trabalho.


32. (UEPB 2014) Considerando a realidade da América Portuguesa nas três primeiras décadas do século XVI, é correto afirmar:
a) A expedição exploradora de Gaspar de Lemos, em 1501, implantou o sistema de Capitanias
Hereditárias para garantir o desenvolvimento da cana de açúcar.
b) A Coroa Portuguesa proibiu o estanco do pau-brasil, já que a madeira era contrabandeada por franceses e ingleses.
c) As expedições guarda-costas de Cristóvão Jacques, em 1516 e 1526 não tinham caráter militar, nem combateram estrangeiros. Tinham a função específica de reconhecer o território e implantar as feitorias.
d) A atividade desenvolvida com autorização da Coroa Portuguesa foi a extração de pau-brasil, uma atividade nômade e predatória, que não tinha a finalidade de promover o povoamento.
e) A mão de obra indígena foi pouco explorada e bastante valorizada pelos portugueses, que presenteavam os nativos com objetos de grande valor no mercado europeu.


33. (ENEM 2015) A língua de que usam, por toda a costa, carece de três letras; convém a saber, não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim não têm Fé, nem Lei, nem Rei, e essa maneira vivem desordenadamente, sem terem além disto conta, nem peso, nem medida.
GÂNDAVO, P M. A primeira história do Brasil: história da província de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 2004 (adaptado)
A observação do cronista português Pero de Magalhães de Gândavo, em 1576, sobre a ausência das letras F, L e R na língua mencionada demonstra a

a) simplicidade da organização social das tribos brasileiras.
b) dominação portuguesa imposta aos índios no início da colonização.
c) superioridade da sociedade europeia em relação à sociedade indígena.
d) incompreensão dos valores socioculturais indígenas pelos portugueses.
e) dificuldade experimentada pelos portugueses no aprendizado da língua nativa.

34. (IFSP 2013) Publicado em Veneza, em 1556, o mapa abaixo é um dos primeiros a mostrar o Brasil individualmente. Raro, ele faz parte de uma obra italiana, Atlas dele navigazione e Viaggi (Atlas de navegação e Viagens), de Giovanni Battista Ramusio.

Trata-se de uma pintura da época sobre o Brasil, a qual revela pouca preocupação geográfica, mas que nos mostra:
a) uma terra de riquezas: a exuberância das matas, a fartura de peixes nos mares e a existência de povoadores fortes, sadios e trabalhadores.
b) indígenas extraindo troncos de pau-brasil que, depois, eram empilhados nas feitorias. Chegando os portugueses, os nativos eram recompensados através de um escambo com produtos europeus.
c) o início da colonização do Brasil: os indígenas estão derrubando as árvores para formar os campos onde seria feito o plantio da cana-de-açúcar e a construção dos engenhos.
d) o medo dos nativos brasileiros com a chegada das naus portuguesas: eles estão abatendo árvores para construção de fortificações e defesa da ameaça europeia.
e) homens nus, selvagens, que conviviam pacificamente com animais de grande porte, o que causava grande espanto e medo aos colonizadores.

GABARITO
Resposta da questão 31:[A]
Ao afirmar que "o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar essa gente", Caminha demonstra que o português buscaria, através da catequese, "civilizar" o indígena, considerado selvagem por não ter "fé, lei nem Rei".

Resposta da questão 32: [D]
O ciclo do pau-brasil feito a partir do trabalho voluntário indígena, não gerou a formação de núcleos de povoamento, promovendo apenas a fundação de feitorias no litoral brasileiro.

Resposta da questão 33: [D]
A questão mostra um texto escrito por um português sobre o Brasil no período colonial. Nele podemos perceber o estranhamento do europeu ao chegar no Brasil. Ou seja, o português não entendia bem os valores socioculturais indígenas dos portugueses.

Resposta da questão 34: [B]
Questão de interpretação da imagem que, de fato, não tem precisão geográfica, mas que destaca uma das atividades desenvolvidas pelos portugueses na América colonial, a exploração do pau-brasil, através da prática do escambo.