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sábado, 16 de maio de 2015

Confira o simulado I do Segundo Bimestre

Confira o simulado I do Segundo Bimestre

PRIMEIRA SÉRIE

Questão 28

 (UFSCAR) Foi portanto como (...) prêmio de vitória que foram dados os índios aos espanhóis (...) Como, depois de ganho o Novo Mundo, ficasse tão distante do Rei, não podia de modo algum mantê-lo em seu poder se os mesmos que o tinham descoberto e conquistado não o guardassem (...) acostumando os índios às nossas leis (...) Segue-se que tratemos do serviço pessoal dos índios, no qual se compreende toda a utilidade que pode obter o encomendadero do trabalho do índio. 

Este texto foi escrito pelo cronista José da Costa, no século XVI. Para entendê-lo, é importante considerar que, na sociedade colonial hispano-americana, no período da conquista da América, os índios

A) tinham uma posição social semelhante aos guachupines, que eram brancos pobres trazidos da Europa para trabalhar na lavoura, com direito também de exercer ofícios artesanais.
B) eram considerados como simples instrumentos de trabalho e podiam ser comprados, vendidos e doados, sendo utilizados na agricultura, nas minas, no transporte de mercadorias e nos serviços domésticos.
C) permaneceram no regime de trabalho existente antes entre os incas, chamado de cuatequil, no qual eram submetidos a uma servidão na agricultura, com fixação na terra e na comunidade originária.
D) foram utilizados como mão de obra a partir da encomienda e da mita, sendo que no primeiro caso eram confiados a um espanhol a quem pagavam tributo sob a forma de prestação de serviço.
E) transformaram-se em súditos do rei da Espanha e deviam pagar a ele tributos, através da entrega periódica de metais preciosos e da prestação de serviços em terras comunais, inclusive mulheres e crianças.



Questão 29

(UFMG) Leia estes trechos em que se trata das relações de trabalho nas colônias espanholas da América:

I. As aldeias eram distribuídas entre os conquistadores, “que passavam a explorar-lhes o sobretrabalho sem, contudo, escravizar os índios. [...] podiam exigir tributos em gêneros [...] ou prestações de trabalho...” Os colonizadores deveriam, em contrapartida, defender as aldeias e evangelizar os índios.
II. “Cada comunidade deveria fornecer, periodicamente, uma quantidade de trabalhadores para as atividades coloniais [principalmente nas minas]. [...] Pelo trabalho [...], os índios deveriam receber um salário, parte do qual obrigatoriamente em moeda (ou metal), a fim que pudessem pagar o tributo régio.”
III. “Na hacienda praticou-se, largamente, o sistema de endividamento de trabalhadores, a fim de retê-los na propriedade. [...] o trabalhador recebia como salário um crédito na tienda de raya (onde retirava alimentos, roupas, etc.), além de um lote mínimo de subsistência.”
(VAINFAS, Ronaldo. Economia e sociedade na América Espanhola. Rio de Janeiro: Graal, 1984. p. 61-4.)

Considerando-se as formas de exploração do trabalho indígena neles descritas, os trechos I, II e III referem-se, respectivamente, a:
A)  peonagem, ejidos e plantation
B)  ayllu, plantation e obrajes
C)  encomienda, mita e peonagem
D)  obrajes, ayllu e ejidos
E)  escravidão, servidão e trabalho familiar









Questão 30

(UNESP) Não vejo nada de bárbaro ou selvagem no que dizem daqueles povos [da América]; e, na verdade, cada qual considera bárbaro o que não se pratica em sua terra.
(Michel de Montaigne, Ensaios, 1580-1588)

 O trecho apresentado permite concluir que:
A) a opinião do autor expressa a interpretação elaborada pelo Concílio de Trento, responsável pela Contrarreforma.
B) pensadores europeus deram-se conta da relatividade dos valores, hábitos e costumes vigentes em diferentes sociedades
C)  a expansão marítima propiciou fecundo contato entre povos e culturas, com benefícios iguais para todos os envolvidos;
D) o conhecimento de outras regiões do globo colaborou para reafirmar a versão bíblica da criação;
E) os primeiros europeus que chegaram à América, sob influência do Iluminismo, respeitaram a diversidade cultural.


GABARITO
QUESTÃO 28: RESPOSTA: [D]
QUESTÃO 29: RESPOSTA:[C]
QUESTÃO 30: RESPOSTA:[B]




SEGUNDA SÉRIE
Questão 31

(UERJ 2014)


No I Congresso Mundial das Raças, ocorrido em Londres em 1911, o médico João Baptista de Lacerda ilustrou suas reflexões sobre a sociedade brasileira analisando a tela “A redenção de Cam”, que retrata três gerações de uma família.

Essa pintura foi utilizada na época para indicar a seguinte tendência demográfica no Brasil:
A) controle de natalidade
B) branqueamento da população
C) equilíbrio entre faixas etárias
D) segregação dos grupos étnicos
E) políticas públicas de inclusão do negro na sociedade brasileira


Questão 32

(ENEM) O suíço Thomas Davatz chegou a São Paulo em 1855 para trabalhar como colono na fazenda de café Ibicaba, em Campinas. A perspectiva de prosperidade que o atraiu para o Brasil deu lugar a insatisfação e revolta, que ele registrou em livro. Sobre o percurso entre o porto de Santos e o planalto paulista, escreveu Davatz: “As estradas do Brasil, salvo em alguns trechos, são péssimas. Em quase toda parte, falta qualquer espécie de calçamento ou mesmo de saibro. Constam apenas de terra simples, sem nenhum benefício. É fácil prever que nessas estradas não se encontram estalagens e hospedarias como as da Europa. Nas cidades maiores, o viajante pode naturalmente encontrar aposento sofrível; nunca, porém, qualquer coisa de comparável à comodidade que proporciona na Europa qualquer estalagem rural. Tais cidades são, porém, muito poucas na distância que vai de Santos a Ibicaba e que se percorre em cinquenta horas no mínimo”.
Em 1867 foi inaugurada a ferrovia ligando Santos a Jundiaí, o que abreviou o tempo de viagem entre o litoral e o planalto para menos de um dia. Nos anos seguintes, foram construídos outros ramais ferroviários que articularam o interior cafeeiro ao porto de exportação, Santos.
DAVATZ, T. Memórias de um colono no Brasil. São Paulo: Livraria Martins, 1941 (adaptado).


O impacto das ferrovias na promoção de projetos de colonização com base em imigrantes europeus foi importante, porque
A) o percurso dos imigrantes até o interior, antes das ferrovias, era feito a pé ou em muares; no entanto, o tempo de viagem era aceitável, uma vez que o café era plantado nas proximidades da capital, São Paulo.
B) a expansão da malha ferroviária pelo interior de São Paulo permitiu que mão-de-obra estrangeira fosse contratada para trabalhar em cafezais de regiões cada vez mais distantes do porto de Santos.
C) o escoamento da produção de café se viu beneficiado pelos aportes de capital, principalmente de colonos italianos, que desejavam melhorar sua situação econômica.
D) os fazendeiros puderam prescindir da mão-de-obra europeia e contrataram trabalhadores brasileiros provenientes de outras regiões para trabalhar em suas plantações.
E) as notícias de terras acessíveis atraíram para São Paulo grande quantidade de imigrantes, que adquiriram vastas propriedades produtivas.


Questão 33

(FATEC) "Gradativamente, a produção [de café] concentrada no Vale do Paraíba entrou em decadência. Antes da Proclamação da República, o chamado Oeste Paulista superava a região do vale como grande centro produtor".
(BORIS FAUSTO, Pequenos Ensaios de História da República - 1889/1945)

O deslocamento da produção cafeeira do Vale do Paraíba para o Oeste Paulista deveu-se, entre outros fatores:
A) ao desenvolvimento pouco adequado do sistema de transportes.
B) à excepcional expansão do mercado interno no Oeste Paulista.
C) à presença da pequena propriedade como célula básica da agroexportação.
D) à inexistência de mão-de-obra escrava no Oeste Paulista.
E) às condições geográficas do Oeste Paulista, superiores às do Vale do Paraíba.


Questão 34

 (OSEC-SP) "Dentre os acontecimentos importantes à explicação da sociedade brasileira, durante o século XIX, destacavam-se o intercâmbio econômico com a Inglaterra e, internamente, a organização escravocrata do trabalho produtivo. No plano internacional, o Brasil é fornecedor de café, açúcar, fumo, couro, peles, de cujo comércio obtém os recursos para a manutenção da administração pública, a criação de novos serviços, o estímulo à iniciativa privada etc. No plano interno, a produção e a sociedade estão organizadas com base na escravatura..."
 (Otávio Ianni).

De acordo com o texto acima, a sociedade brasileira no século XIX apoiava-se.
A) Nas relações comerciais com a Inglaterra e numa economia baseada na indústria.
B) No trabalho escravocrata para abastecimento do mercado interno.
C) Numa economia baseada na utilização do trabalho escravo e voltada para o mercado externo.
D) Numa administração pública organizada nos moldes da Inglaterra.
E) Na administração pública, no estímulo à iniciativa privada e no trabalho de parceria.






GABARITO
QUESTÃO 31: Resposta:[B]
QUESTÃO 32: RESPOSTA:[B]
QUESTÃO 33: RESPOSTA:[E]
QUESTÃO 34: Resposta: [C]




TERCEIRA SÉRIE
Questão 31


(FGV)  “Come ananás, mastiga perdiz.  Teu dia está prestes, burguês” 
Vladimir Maiakóvski, trad. de Augusto de Campos.
Schnaiderman, B. et al. Maiakóvski – Poemas, São Paulo, Perspectiva, 1992, p. 82.  “ Come Ananás... é um exemplo de poesia de luta.

Jornais dos dias da Revolução de Outubro noticiaram que os marinheiros revoltados investiam contra o palácio de inverno cantando esses versos. É fácil compreender sua popularidade: o dístico incisivo, de ritmo tão martelado, à feição de provérbios russos, fixava-se naturalmente na memória e convidava ao grito, ao canto.” 
Schnaiderman, B. et al. Maiakóvski – Poemas, São Paulo, Perspectiva, 1992, p. 19. 

A poesia citada foi elaborada no contexto 
A) da resistência russa ao avanço das tropas de Napoleão no início do século XIX. 
B) dos ataques russos à cidade de Stalingrado, tomada pelos nazistas em 1942. 
C) dos grupos contrários a Mikhail Gorbatchov em 1991. 
D) da revolução socialista na Rússia, em 1917. 
E) da invasão russa ao Afeganistão, em 1979.

Questão 32


(UNESP) O retorno a uma semi-economia de mercado provocou o reaparecimento da moeda e, durante o ano de 1921, renasceu o mercado propriamente dito. A desnacionalização de empresas começou respectivamente pelo pequeno e grande comércio, atingindo, mais tarde, a indústria leve. As cooperativas foram devolvidas aos seus antigos acionistas e, no final do ano, permaneciam nas mãos do Estado apenas os setores economicamente estratégicos, o crédito e a indústria pesada.
(Martin Malia. Entender a Revolução Russa.)

O trecho apresentado refere-se a um momento da Revolução Russa, no qual

A) o Estado soviético implementa a Nova Política Econômica, procurando superar as dificuldades econômicas e sociais advindas do Comunismo de Guerra.
B) o partido bolchevista promove um processo de abertura política, instaurando um regime político democrático e pluripartidário.
C) o governo leninista, enfraquecido pela guerra civil, é obrigado a fazer concessões à tradicional nobreza czarista.
D) o Estado soviético aplica uma política de planificação econômica e de coletivização de terras denominada de Planos Quinquenais.
E) o conflito entre facções dentro do Estado resulta na oposição do partido bolchevista ao ideário socialista..



Questão 33

(UEL) Compreender o processo revolucionário socialista ocorrido na Rússia de 1917 implica discernir historicamente os seus autores e as atitudes assumidas por eles. Desta forma, pode-se afirmar.

A) O partido comunista russo, criado por Marx e Engels em pleno vigor da lei de exceção imposta pelo Czar Nicolau II, adotou táticas de guerrilha de elevada eficácia sócio-política, vencendo assim a guerra revolucionária. 
B) O processo revolucionário leninista colocou um ponto final no período feudal soviético dos Petrogrados, unindo os comerciantes revolucionários das principais cidades e os camponeses como anteriormente havia ocorrido na Revolução francesa de 1789. 
C) O comandante do exército bolchevique, Stalin, assumiu o poder no processo revolucionário expulsando o Czar e nomeando como seu líder no congresso socialista, Trotsky, organizador das barricadas sindicais na Praça Vermelha. 
D) Marx e Bakunin elaboraram os princípios revolucionários de uma sociedade socialista, no entanto, devido aos intensos debates entre eles sobre a forma como o processo deveria ocorrer, distanciaram-se, tornando-se adversários. 
E) Proudhon, exilado na Rússia, organizou os operários em sindicatos comunistas que, na revolução, se integraram ao exército vermelho chefiado por Kerensky, estabelecendo a estratégia da guerra total contra o exército branco.



Questão 34
(FUVEST) “Há oitenta anos, a Rússia era forte por causa do dinamismo revolucionário do comunismo, incluindo o poder de atração da sua ideologia. Há quarenta anos, a Rússia Soviética era forte por causa do poderio do Exército Vermelho. Hoje, a Rússia de Putin é forte por causa do gás e do petróleo.” 
Timothy Garton Ash, historiador inglês, janeiro de 2007. 

Do texto, depreende-se que a Rússia 
A) manteve inalterada sua posição de grande potência em todo o período mencionado. 
B) recuperou, na atualidade, o seu papel de país líder da Europa. 
C) conheceu períodos de altos e baixos em função das conjunturas externas. 
D) passou de força política, a força militar e desta, a força econômica. 
E) conservou, sempre, a sua preeminência graças ao incomparável poderio militar.





GABARITO
Questão 31: RESPOSTA:[D]
Questão 32: RESPOSTA:[A]
Questão 33: Resposta:[D]
Questão 34: Resposta: [D]


sábado, 9 de março de 2013

Confira a correção do Notrevest - Terceiro ano



Simulado Notrevest 2013



HISTÓRIA
Terceiro ano

 

31. (Enem 2011) O açúcar e suas técnicas de produção foram levados à Europa pelos árabes no século VIII, durante a Idade Média, mas foi principalmente a partir das Cruzadas (séculos XI e XIII) que a sua procura foi aumentando. Nessa época passou a ser importado do Oriente Médio e produzido em pequena escala no sul da Itália, mas continuou a ser um produto de luxo, extremamente caro, chegando a figurar nos dotes de princesas casadoiras.



CAMPOS, R. Grandeza do Brasil no tempo de Antonil (1681-1716). São Paulo: Atual, 1996.



Considerando o conceito do Antigo Sistema Colonial, o açúcar foi o produto escolhido por Portugal para dar início à colonização brasileira, em virtude de



a) o lucro obtido com o seu comércio ser muito vantajoso.

b) os árabes serem aliados históricos dos portugueses.

c) a mão de obra necessária para o cultivo ser insuficiente.

d) as feitorias africanas facilitarem a comercialização desse produto.

e) os nativos da América dominarem uma técnica de cultivo semelhante.



32. (FUVEST 2013) A economia das possessões coloniais portuguesas na América foi marcada por mercadorias que, uma vez exportadas para outras regiões do mundo, podiam alcançar alto valor e garantir, aos envolvidos em seu comércio, grandes lucros. Além do açúcar, explorado desde meados do século XVI, e do ouro, extraído regularmente desde fins do XVII, merecem destaque, como elementos de exportação presentes nessa economia:



a) tabaco, algodão e derivados da pecuária.

b) ferro, sal e tecidos.

c) escravos indígenas, arroz e diamantes.

d) animais exóticos, cacau e embarcações.

e) drogas do sertão, frutos do mar e cordoaria.



33. (UFSCAR) O português no Brasil teve de mudar quase radicalmente o seu sistema de alimentação, cuja base se deslocou, com sensível déficit, do trigo para a mandioca; e o seu sistema de lavoura, que as condições físicas e químicas de solo, tanto quanto as de temperatura ou de clima, não permitiam fosse o mesmo doce trabalho das terras portuguesas. A esse respeito o colonizador inglês dos Estados Unidos levou sobre o português do Brasil decidida vantagem, ali encontrando condições de vida física e fontes de nutrição semelhantes as da mãe-pátria.



(Gilberto Freire. Casa-grande & senzala, 1933.)



Segundo o texto, o autor:



a) prefere as condições naturais oferecidas pela Europa.

b) atribui importância as trocas culturais entre a Europa e a América do Sul.

c) valoriza os elementos geográficos das terras brasileiras.

d) defende a cultura indígena norte-americana como mais original.

e) acredita que o português teve mais vantagens que o inglês diante da adversidade geográfica americana.





34. (Fuvest)
 

Este quadro, pintado por Franz Post por volta de 1660, pode ser corretamente relacionado

a) à iniciativa pioneira dos holandeses de construção dos primeiros engenhos no Nordeste.

b) à riqueza do açúcar, alvo principal do interesse dos holandeses no Nordeste.

c) à condição especial dispensada pelos holandeses aos escravos africanos.

d) ao início da exportação do açúcar para a Europa por determinação de Maurício de Nassau.

e) ao incentivo à vinda de holandeses para a constituição de pequenas propriedades rurais.









Gabarito:

Resposta da questão 31: [A]



O sistema colonial desenvolvido durante a Idade Moderna enquadra-se no processo de expansão do comércio, responsável por fortalecer o Estado absolutista e possibilitou o enriquecimento da camada burguesa. Todo o processo de exploração colonial tinha como objetivo gerar riqueza, acumulada segundo a visão mercantilista de economia.



Resposta da questão 32: [A]

A questão trata a economia colonial brasileira de um modo diferente da visãotradicional de “ciclos econômicos”, ressaltando que além do açúcar e de ouro, havia mercadorias de destaque nas exportações brasileiras, como o tabaco e algodão, nas regiões norte e nordeste, e os derivados da pecuária nas, regiões sul e nordeste



Resposta da questão 33: [A]



No texto de Gilberto Freyre, extraído da obra Casa-grande & Senzala, observa-se que o autor prefere as condições naturais oferecidas pela Europa.



Resposta da questão 34: [B]



O quadro do pintor Franz Post, que esteve no Brasil durante o administração de Maurício de Nassau no território ocupado pelos holandeses no Nordeste, mostra as instalações de um engenho de produção açucareira demonstrando o interesse da Holanda ao organização a invasão e a posterior ocupação das principais áreas produtoras de açúcar do mundo na época.













Confira a correção do Notrevest - Segundo ano





Simulado Notrevest 2013



HISTÓRIA


Segundo Ano

 

31. (ENEM) Após a abdicação de D. Pedro I, o Brasil atravessou um período marcado por inúmeras crises: as diversas forças políticas lutavam pelo poder e as reivindicações populares eram por melhores condições de vida e pelo direito de participação na vida política do país. Os conflitos representavam também o protesto contra a centralização do governo. Nesse período, ocorreu também a expansão da cultura cafeeira e o surgimento do poderoso grupo dos “barões do café”, para o qual era fundamental a manutenção da escravidão e do tráfico negreiro.



O contexto do Período Regencial foi marcado



a) por revoltas populares que reclamavam a volta da monarquia.

b) por várias crises e pela submissão das forças políticas ao poder central.

c) pela luta entre os principais grupos políticos que reivindicavam melhores condições de vida.

d) pelo governo dos chamados regentes, que promoveram a ascensão social dos “barões do café”.

e) pela convulsão política e por novas realidades econômicas que exigiam o reforço de velhas realidades sociais.





32. (Unesp 2012) A maioridade do príncipe D. Pedro foi antecipada, em 1840, para que ele pudesse assumir o trono  brasileiro. Entre os objetivos do chamado Golpe da Maioridade, podemos citar o esforço de

(A) obter o apoio das oligarquias regionais, insatisfeitas com a centralização política ocorrida  durante o Período Regencial.

(B) ampliar a autonomia das províncias e reduzir a interferência do poder central nas unidades  administrativas.

(C) abolir o Ato Adicional de 1834 e aumentar os efeitos federalistas da Lei Interpretativa do Ato,  editada seis anos depois.

(D) promover ampla reforma constitucional de caráter liberal e democrático no país, reagindo ao  centralismo da Constituição de 1824.

(E) restabelecer a estabilidade política, comprometida durante o Período Regencial, e conter  revoltas de caráter regionalista.



33. (UESPI 2012) Entre os movimentos sociais que contestavam o poder centralizado do Império brasileiro, destaca-se o conflito cuja duração se estendeu da Regência ao Segundo Reinado, reconhecido como:

A) Confederação do Equador, que, iniciando-se em Pernambuco, contou com a adesão de grande parte das demais províncias nordestinas.

B) Revolução Praieira, que se singularizou pela luta contra o poder das oligarquias locais de Pernambuco.

C) Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador (BA) e organizada por negros de religião muçulmana, sendo considerada a maior rebelião de escravos do Brasil.

D) Guerra dos Farrapos, empreendida pelos Republicanos gaúchos, denominados de Farroupilhas, em que lutaram juntos grandes estancieiros, peões e escravos.

E) Revolta de Beckman, deflagrada no Maranhão pelos colonos, contra o poder dos jesuítas e o monopólio comercial português.



34. (UNICAMP) Desde 1835 cogitava-se antecipar a ascensão de D. Pedro II ao trono. A expectativa de um imperador capaz de garantir segurança e estabilidade ao país era muito grande. Na imagem do monarca, buscava-se unificar um país muito grande e disperso.



(Adaptado de Lilia Moritz Schwarcz. As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 64, 70, 91.)



No período regencial, a estabilidade e a unidade do país estavam ameaçadas porque



a) a ausência de um governo central forte causara uma crise econômica, devido à queda das exportações e à alta da inflação, o que favorecia a ocorrência de distúrbios sociais e o aumento da criminalidade.

b) o desenvolvimento econômico ocorrido desde a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro levou as elites provinciais a desejarem a emancipação em relação à metrópole.

c) a ausência de um representante da legitimidade monárquica no trono permitia questionamentos ao governo central, levando ao avanço do ideal republicano e à busca de maior autonomia por parte das elites provinciais.

d) a expansão da economia cafeeira no sudeste levava as elites agrárias a desejarem uma maior participação no poder político, levando à ruptura da ordem monárquica e à instauração da república.

e) a expansão da economia cafeeira no sudeste levava as elites agrárias a desejarem uma maior participação no poder político, levando à ruptura da ordem monárquica e à instauração da república.





Gabarito:

Resposta da questão 31: [E]



O período regencial foi marcado por uma série de revoltas políticas e sociais e também pelo avanço da cafeicultura pelo Vale do Paraíba. A nova realidade econômica criada pela cafeicultura exigiu o reforço da escravidão para atender às novas demandas produtivas.



Resposta da questão 32: [E]

O Golpe da Maioridade conduzido pelos liberais no âmbito das discussões parlamentares tinha por objetivo reconduzir o Brasil a uma situação de estabilidade política na medida em que a coroação do imperador enfraqueceria os argumentos então usados pelos líderes das revoltas regenciais de que o governo central não possuía legitimidade para se impor. A figura do imperador em razão da  tradição traria de novo o respeito ao governo imperial e contribuiria para amenizar as disputas entre  os partidos políticos, ao mesmo tempo em que  desestimularia a continuidade de muitas revoltas  provinciais.



Resposta da questão 33: [D]

O mais longo conflito da História do Brasil foi a Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos que perdurou entre 1835 e 1845, portanto começou durante o Período Regencial e só conheceu o seu final nos primeiros anos do Segundo Reinado.





Resposta da questão 34: [C]



O fato de não haver um imperador ocupando o trono brasileiro, aumentava ainda mais os questionamentos contra o poder central e abria discussões quando a legitimidade do poder dos regentes, nesse contexto cresciam a insatisfação de parcelas da população e o desejo de autonomia provincial, bem como a defesa do republicanismo.