domingo, 27 de setembro de 2015

Brasil no Olhar dos Viajantes - Episódio 1 (programa completo)

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

História: Imagens da Independência do Brasil e do Uruguai - Maria Lígia ...



Mônica Teixeira conversa com a historiadora Maria Lígia Prado, Professora Emérita da FFLCH/USP, sobre a representação dos movimentos de independência do Brasil e do Uruguai na obra de dois pintores, Pedro Américo e Juan Manuel Blanes.
 
O quadro de Pedro Américo é Independência ou Morte!, de 1888, com 415 cm de altura por 760 cm de largura, que faz parte do acervo do Museu Paulista, em São Paulo. Também conhecida como Grito do Ipiranga, a obra representa a proclamação da Independência do Brasil.
 

De Blanes, o quadro é "O Juramento dos Trinta e Três Orientais" (El Juramento de los Treinta y Tres Orientales), de 1877, com 311 cm de altura por 564 cm de largura, que está no Museu Municipal de Belas Artes Juan Manuel Blanes, em Montevidéu e representa um momento da luta dos uruguaios para se libertar da dominação do Império do Brasil, o desembarque no território da então Província Cisplatina.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A guerra do vintém

A guerra do vintém

Exploradas por militantes republicanos, manifestações contra taxa sobre transporte urbano tumultuam capital do Império e deixam mortos e feridos pelas ruas

José Murilo de Carvalho



No dia 28 de dezembro de 1879, a capital do Império viu algo inédito desde 1863, quando o Brasil rompeu relações com a Inglaterra por conta da Questão Christie: a multidão protestando na rua. A manifestação aconteceu no campo de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em frente ao palácio imperial. Cerca de cinco mil pessoas, lideradas por um militante republicano, o médico e jornalista Lopes Trovão, reuniram-se para entregar a d. Pedro II uma petição solicitando a revogação de uma taxa de 20 réis, um vintém, sobre o transporte urbano, ou seja, bondes puxados a burro. O vintém era moeda de cobre, a de menor valor da época. A polícia não permitiu que a multidão se aproximasse do palácio. Enquanto os manifestantes se retiravam, o imperador mandou dizer que receberia uma comissão para negociar.

Mas Lopes Trovão e outros militantes republicanos, buscando tirar o máximo proveito político da ação da polícia, recusaram o encontro. Divulgaram um manifesto dirigido ao soberano, convocando-o a ir ao encontro do povo. A Gazeta da Noite de Lopes Trovão e panfletos distribuídos pela cidade passaram a pregar o boicote da taxa e a incitar a população a reagir com violência, arrancando os trilhos dos bondes. Outra manifestação foi convocada para o dia 1º de janeiro, data da entrada em vigor da taxa, agora no centro da cidade, no Largo do Paço, hoje Praça 15 de Novembro.


Nesse dia, a taxa estava sendo paga até que, ao meio dia, a multidão se reuniu no local previsto. Percebendo talvez a enrascada em que se metera, Lopes Trovão não incitou a multidão à ação. A massa moveu-se, então, pelas ruas do centro aplaudindo as redações dos jornais de oposição e se dirigiu ao Largo de São Francisco, ponto final de várias linhas de bonde. Em frente ao prédio da Gazeta da Noite, o próprio Trovão fez um apelo aos manifestantes para que se dispersassem. Mas àquela altura ele já perdera o controle dos acontecimentos. A massa popular concentrou-se nos arredores da Rua Uruguaiana e do Largo de São Francisco. O delegado que comandava as tropas da polícia pediu reforços ao Exército, mas, antes que a ajuda chegasse, ordenou à polícia que dispersasse a multidão a cacetadas.

A um grito de “Fora o vintém!”, os manifestantes começaram a espancar condutores, esfaquear mulas, virar bondes e arrancar trilhos ao longo da rua Uruguaiana. Dois pelotões do Exército ocuparam o Largo de S. Francisco, postando-se parte da tropa em frente à Escola Politécnica, atual prédio do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. O povo, que só detestava a polícia, aplaudiu a tropa. Mas alguns mais exaltados passaram a arrancar paralelepípedos e atirá-los contra os soldados. Por infelicidade, um deles atingiu justo o comandante da tropa, tenente-coronel Antônio Enéias Gustavo Galvão, primo de Deodoro da Fonseca, militar que uma década depois se tornaria o primeiro presidente do Brasil. O oficial descontrolou-se e ordenou fogo contra a multidão.

As estatísticas de mortos e feridos são imprecisas. Falou-se em 15 a 20 feridos e em três a dez mortos. Entre os últimos, estavam estrangeiros e o flautista Loló, condutor da Cia. de São Cristóvão, atingido por uma pedrada. A multidão dispersou-se e, salvo pequenos distúrbios nos três dias seguintes, estava findo o motim do vintém. A cobrança da taxa passou a ser quase aleatória. As próprias companhias de bondes pediam ao governo que a revogasse. Desmoralizado, o ministério caiu a 28 de março. O novo ministério revogou o desastrado tributo.
 Charge sobre a Guerra do Vintém / FBN
A capital do Império estava acostumada a distúrbios de rua. Vivera em quase permanente agitação entre 1820 e 1840. Nessa última data, o povo exigiu na rua a maioridade do imperador. A partir daí, no entanto, refletindo a estabilização política do Segundo Reinado, reduzira-se muito a agitação. A tranqüilidade das ruas só fora quebrada nos protestos contra Christie, quando a multidão, liderada por Teófilo Otoni, ameaçou comerciantes ingleses e aplaudiu a ação do imperador. O que a trouxe de volta em 1879?

Em 1878, depois de 10 anos de domínio conservador, subira ao poder o gabinete liberal de Sinimbu, encarregado de fazer a reforma eleitoral. Dividido por conflitos internos, desagradou a gregos e troianos. Os republicanos estavam furiosos com Lafaiete Rodrigues Pereira, ministro da Justiça, que assinara o Manifesto Republicano de 1870, e agora se bandeava para o campo liberal. A principal fonte de insatisfação, no entanto, vinha da política fiscal do ministro da Fazenda, Afonso Celso de Assis Figueiredo, futuro visconde de Ouro Preto, que tinha fama de excelente administrador e financista. Para enfrentar as dificuldades financeiras geradas pelos enormes gastos com a grande seca de 1877 no norte do país, propôs ele no projeto de lei orçamentária de 1879, aprovado pela Câmara, vários aumentos de impostos antigos e a introdução de alguns novos. Atingiu o bolso de todos, proprietários de escravos, aspirantes a títulos nobiliárquicos, fumantes, amantes do vinho, comerciantes e simples cidadãos. As medidas mais irritantes foram o novo imposto sobre vencimentos dos funcionários públicos, o antepassado do imposto de renda, e a taxa de um vintém sobre o valor das passagens no transporte urbano.


O novo imposto e a taxa atingiram diretamente duas categorias, os funcionários públicos e os usuários de bondes. Em 1870, a capital tinha 192 mil habitantes na área urbana, dos quais 11 mil funcionários públicos, entre civis, militares e eclesiásticos, já que naquela época o catolicismo era a religião oficial do Estado. Havia quatro grandes companhias de ferro-carris urbanos, ou de bondes, como ficaram conhecidos: a Botanical Garden Co., que cobria a zona sul, saindo da rua Gonçalves Dias, a Cia. de São Cristóvão, concentrada na zona norte, com ponto final no Largo de São Francisco,  a Ferro-carril de Vila Isabel, que partia da Praça Tiradentes, e a Cia. de Carris Urbanos, que atendia ao centro, incluindo a zona portuária.

O bonde era um transporte de massa. Cada carro, puxado por animais sobre trilhos, transportava 30 passageiros. Só as três primeiras companhias acima listadas transportaram em 1879 mais de 20 milhões de passageiros. É óbvio que a taxa do vintém jogava muita gente contra o governo, sobretudo contra o Afonso Vintém, como ficou conhecido o ministro da Fazenda. Para atingi-los, foram atacadas no dia primeiro as companhias de bondes, com exceção da Botanical Garden, de propriedade norte-americana, que se prontificou a pagar ela mesma a taxa. 

Desse clima de insatisfação, tiraram vantagem os agitadores republicanos. Ao que parece, na demonstração de São Cristóvão estavam presentes, sobretudo, pessoas de melhor situação social, certamente muitos funcionários públicos. Na do dia 1º, teria entrado em ação a massa dos usuários mais pobres, acrescida da tropa barra-pesada do centro e da zona portuária. Não por acaso, os líderes do movimento perderam o controle da multidão nesse dia.

Embora legal, a taxa do vintém era profundamente impolítica, como se dizia na época. O ministro fora alertado para as possíveis reações. Mas Afonso Celso era tão competente quanto teimoso. Pagou por isso alto preço em 1880, como pagaria em 1889, por ocasião da proclamação da República. A reação da polícia foi infeliz em 28 de dezembro, ao não negociar a audiência com o imperador, e imprudente em 1º de janeiro. A do Exército, simplesmente desastrada.

Os acontecimentos chocaram o Imperador. Em cartas à condessa de Barral e ao conde de Gobineau, afirmou que em 40 anos de reinado nunca tinha sido usada a força contra o povo da capital do Império. Não lhe escapou mesmo a conotação republicana dos incitadores do motim. Afirmou à condessa que seria mais feliz como presidente de uma república.

Mas a revolta não foi republicana, afirmaram seus próprios líderes. Muitos interesses feridos nela se fundiram, de grandes e de políticos, de gente miúda e de simples cidadãos. Uma grande explosão social, detonada por um pobre vintém.

José Murilo de Carvalho é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), membro da Academia Brasileira de Letras, do IHGB e da Academia Brasileira de Ciências e autor de D. Pedro II: ser ou não ser. São Paulo: Cia. das Letras, 2007.


sábado, 12 de setembro de 2015

Correção do SIMULADO II

Confira a correção do SIMULADO II 
do Terceiro bimestre


PRIMEIRA SÉRIE


QUESTÃO 28
(ENEM)
Rui Guerra e Chico Buarque de Holanda escreveram uma peça para teatro chamada Calabar, pondo em dúvida a reputação de traidor que foi atribuída a Calabar, pernambucano que ajudou decisivamente os holandeses na invasão do Nordeste brasileiro, em 1632.
– Calabar traiu o Brasil que ainda não existia? Traiu Portugal, nação que explorava a colônia onde Calabar havia nascido? Calabar, mulato em uma sociedade escravista e discriminatória, traiu a elite branca?

Os textos referem-se também a esta personagem.
Texto I: “...dos males que causou à Pátria, a História, a inflexível História, lhe chamará infiel, desertor e traidor, por todos os séculos”
Visconde de Porto Seguro, in SOUZA JÚNIOR, A. Do Recôncavo aos Guararapes. Rio de Janeiro: Bibliex, 1949.

Texto II: “Sertanista experimentado, em 1627 procurava as minas de Belchior Dias com a gente da Casa da Torre; ajudara Matias de Albuquerque na defesa do Arraial, onde fora ferido, e desertara em consequência de vários crimes praticados...“ (os crimes referidos são o de contrabando e roubo).
CALMON, P. História do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959.

Pode-se afirmar que:

a) A peça e os textos abordam a temática de maneira parcial e chegam às mesmas conclusões.
b) A peça e o texto I refletem uma postura tolerante com relação à suposta traição de Calabar, e o texto II mostra uma posição contrária à atitude de Calabar.
c) Os textos I e II mostram uma postura contrária à atitude de Calabar, e a peça demonstra uma posição indiferente em relação ao seu suposto ato de traição.
d) A peça e o texto II são neutros com relação à suposta traição de Calabar, ao contrário do texto I, que condena a atitude de Calabar.
e) A peça questiona a validade da reputação de traidor que o texto I atribui a Calabar, enquanto o texto II descreve ações positivas e negativas dessa personagem.

QUESTÃO 29
(ENEM) O índio era o único elemento então disponível para ajudar o colonizador como agricultor, pescador, guia, conhecedor da natureza tropical e, para tudo isso, deveria ser tratado como gente, ter reconhecidas sua inocência e alma na medida do possível. A discussão religiosa e jurídica em torno dos limites da liberdade dos índios se confundiu com uma disputa entre jesuítas e colonos. Os padres se apresentavam como defensores da liberdade, enfrentando a cobiça desenfreada dos colonos.

CALDEIRA, J. A nação mercantilista. São Paulo: Editora 34, 1999 (adaptado).

Entre os séculos XVI e XVIII, os jesuítas buscaram a conversão dos indígenas ao catolicismo. Essa aproximação dos jesuítas em relação ao mundo indígena foi mediada pela

a) demarcação do território indígena.
b) manutenção da organização familiar.
c) valorização dos líderes religiosos indígenas.
d) preservação do costume das moradias coletivas.
e) comunicação pela língua geral baseada no tupi.

QUESTÃO 30
(FATEC) Os holandeses permaneceram no Brasil, em Pernambuco, de 1630 até 1654; conquistaram terras, desenvolveram a indústria açucareira e urbanizaram Recife. É correto afirmar, ainda, que
a) foram traídos por Domingos Fernandes Calabar quando invadiram o Brasil.
b) invadiram primeiramente o Rio de Janeiro, onde fundaram o Brasil Holandês, uma colônia totalmente formada por protestantes.
c) dominaram grande parte dos senhores de engenho preocupados não só em escravizar os índios para trabalhar na lavoura mas também em destruir o Quilombo de Palmares.
d) fundaram o Arraial do Bom Jesus, de onde partiram e dominaram por completo os brasileiros.
e) tiveram em Maurício de Nassau a maior figura holandesa no Brasil, pois foi ele quem reorganizou a vida econômica, após ter garantido a ocupação do território.

GABARITO

QUESTÃO 28:[E]
Comentário da questão:
Os três textos apresentam visões conflitantes sobre a figura de Calabar. No primeiro, contesta-se a visão de que ele seria um traidor, o segundo confirma a ideia da traição, e o terceiro apresenta uma visão intermediária entre as duas posições.

QUESTÃO 29:[E]
Comentário da questão: 
Questão específica sobre o contexto histórico da colonização no Brasil e a atuação dos jesuítas ao longo dos séculos XVI e XVIII. Como é sabido, os jesuítas buscaram a conversão dos indígenas ao catolicismo num claro comprometimento com o contexto da Contrarreforma. A aproximação dos membros da Companhia de Jesus com o universo indígena deveria passar primeiramente pela compreensão da língua. Assim, a comunicação pela língua geral (uma forma de língua baseada no tupi circulante no Brasil e utilizada também pelos colonos naquele período)foi a principal forma de mediação entre jesuítas e indígenas.

QUESTÃO 30:[E]
Comentário da questão: 
Maurício de Nassau estabeleceu relações amistosas entre neerlandeses, comerciantes e latifundiários. Estes restauraram seus engenhos com empréstimos concedidos pela W.I.C., utilizados também na venda a crédito dos engenhos abandonados, visando restabelecer a produção de açúcar. Nassau incrementou no Nordeste a economia açucareira, introduziu métodos aperfeiçoados de cultivo da cana de açúcar e do fumo.
Apesar de calvinista, permitiu a liberdade de culto entre holandeses, franceses, italianos, belgas, alemães, flamengos e judeus, que oriundos da Península Ibérica e do norte europeu, foram atraídos para a Nova Holanda por clima de tolerância religiosa que não havia na Europa. Neste período foi fundada uma sinagoga no Recife, considerada a primeira das Américas.
Decidido a transformar o Recife em uma moderna capital, determinou o projeto da cidade Maurícia, responsável pelos atuais traçados urbanísticos dos bairros de Santo Antônio e São José, onde drenou terrenos, construiu canais, diques, pontes, palácios (Palácio de Friburgo e Palácio da Boa Vista), jardins (botânico e zoológico), um museu natural e um observatório astronômico. Organizou serviços públicos essenciais como o de bombeiros e de coleta de lixo.

SEGUNDA SÉRIE
QUESTÃO 31
(ENEM 2012)
Cartaz da Revolução Constitucionalista.  (Foto: Disponível em: http://veja.abril.com.br. Acesso em: 29 jun. 2012)
Cartaz da Revolução Constitucionalista.  (Foto: Disponível em: http://veja.abril.com.br. Acesso em: 29 jun. 2012)

Elaborado pelos partidários da Revolução Constitucionalista de 1932, o cartaz apresentado pretendia mobilizar a população paulista contra o governo federal.
Essa mobilização utilizou-se de uma referência histórica, associando o processo revolucionário
A) à experiência francesa, expressa no chamado à luta contra a ditadura.
B) aos ideais republicanos, indicados no destaque à bandeira paulista.
C) ao protagonismo das Forças Armadas, representadas pelo militar que empunha a bandeira.
D) ao bandeirantismo, símbolo paulista apresentado em primeiro plano.
E) ao papel figurativo de Vargas na política, enfatizado pela pequenez de sua figura no cartaz.


QUESTÃO 32
(ENEM)

São Paulo, 18 de agosto de 1929.

Carlos [Drummond de Andrade],
Achei graça e gozei com o seu entusiasmo pela candidatura Getúlio Vargas – João Pessoa. É. Mas veja como estamos… trocados. Esse entusiasmo devia ser meu e sou eu que conservo o ceticismo que deveria ser de você. (…). Eu… eu contemplo numa torcida apenas simpática a candidatura Getúlio Vargas, que antes desejara tanto. Mas pra mim, presentemente, essa candidatura (única aceitável, está claro) fica manchada por essas pazes fragílimas de governistas mineiros, gaúchos, paraibanos (…), com democráticos paulistas (que pararam de atacar o Bernardes) e oposicionistas cariocas e gaúchos. Tudo isso não me entristece. Continuo reconhecendo a existência de males necessários, porém me afasta do meu país e da candidatura Getúlio Vargas. Repito: única aceitável.
Mário [de Andrade]

(Renato Lemos. Bem traçadas linhas: a história do Brasil em cartas pessoais. Rio de Janeiro: Bom Texto, 2004, p. 305).

Acerca da crise política ocorrida em fins da Primeira República, a carta do paulista Mário de Andrade ao mineiro Carlos Drummond de Andrade revela

a) a simpatia de Drummond pela candidatura Vargas e o desencanto de Mário de Andrade com as composições políticas sustentadas por Vargas.
b) a veneração de Drummond e Mário de Andrade ao gaúcho Getúlio Vargas, que se aliou à oligarquia cafeeira de São Paulo.
c) a concordância entre Mário de Andrade e Drummond quanto ao caráter inovador de Vargas, que fez uma ampla aliança para derrotar a oligarquia mineira.
d) a discordância entre Mário de Andrade e Drummond sobre a importância da aliança entre Vargas e o paulista Júlio Prestes nas eleições presidenciais.
e) o otimismo de Mário de Andrade em relação a Getúlio Vargas, que se recusara a fazer alianças políticas para vencer as eleições.

QUESTÃO 33

(ENEM 2014)

Na imagem, da década de 1930, há uma crítica à conquista de um direito pelas mulheres, relacionado com a
A) redivisão do trabalho doméstico.
B) liberdade de orientação sexual.
C) garantia da equiparação salarial.
D) aprovação do direito ao divórcio.
E) obtenção da participação eleitoral.


QUESTÃO 34
(ENEM 2010)
De março de 1931 a fevereiro de 1940, foram decretadas mais de 150 leis novas de proteção social e de regulamentação do trabalho em todos os seus setores. Todas elas têm sido simplesmente uma dádiva do governo. Desde aí, o trabalhador brasileiro encontra nos quadros gerais do regime o seu verdadeiro lugar.
DANTAS, M. A força nacionalizadora do Estado Novo. Rio de Janeiro: DIP, 1942. Apud BERCITO, S. R. Nos Tempos de Getúlio: da revolução de 30 ao fim do Estado Novo. São Paulo: Atual, 1990.

A adoção de novas políticas públicas e as mudanças jurídico-institucionais ocorridas no Brasil, com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, evidenciam o papel histórico de certas lideranças e a importância das lutas sociais na conquista da cidadania. Desse processo resultou a
A) criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, que garantiu ao operariado autonomia para o exercício de atividades sindicais.
B) legislação previdenciária, que proibiu migrantes de ocuparem cargos de direção nos sindicatos.
C) criação da Justiça do Trabalho, para coibir ideologias consideradas perturbadoras da "harmonia social".
D) legislação trabalhista que atendeu reivindicações dos operários, garantido-lhes vários direitos e formas de proteção.
E) decretação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que impediu o controle estatal sobre as atividades políticas da classe operária.

GABARITO:
QUESTÃO 31:[D]
Comentário da questão:
A imagem ressalta a figura dos bandeirantes, sertanistas que foram responsáveis pela colonização do interior do Brasil e consequentemente do alargamento de suas fronteiras. Os bandeirantes eram em sua maioria paulistas, dessa maneira, a Revolução Constitucionalista de 1932 utilizava a imagem dos bandeirantes como forma de propagandear a importância de São Paulo na esfera nacional, que naquele momento reivindicava o retorno de seu poder perdido após a Revolução de 1930. Nesta a oligarquia paulista havia perdido a sua força política e Getúlio Vargas saiu vitorioso ao conseguir chegar à presidência do país.

QUESTÃO 32:[A]
Comentário da questão:
A questão aborda fatos relacionados à crise política que levou ao fim da República Velha e à subida de Getúlio Vargas ao poder, em 1930. O candidato deve interpretar a carta escrita pelo poeta modernista Mário de Andrade ao seu par Carlos Drummond de Andrade. Na carta, apesar de defender a candidatura de Vargas, Mário de Andrade mostra decepção frente às alianças políticas.

QUESTÃO 33:[E]
Comentário da questão:
Foi somente na década de 1930 que o voto feminino foi instituído no Brasil, especificamente no ano de 1932, durante o governo de Getúlio Vargas através do Código eleitoral provisório. Todavia, todas as restrições ao voto feminino somente foram eliminadas na Constituição de 1934. Tal lei insere-se no contexto da primeira onda feminista do final do século XIX e primeiras décadas do século XX, em que as mulheres lutavam por direitos.

QUESTÃO 34:[D]
Comentário da questão:
A era Vargas, apesar de ter representado um período em que o governo adotou de medidas controladoras e ditatoriais, também foi um período de modernização e de consolidação das leis trabalhistas. A CLT, implementada no Brasil a partir de 1930, foi um conjunto de leis que concedia determinados direitos aos trabalhadores, como jornada de trabalho de oito horas, aposentadoria, férias, etc. Essas medidas tornou Getúlio muito popular e  trouxe o apoio dos trabalhadores que o chamavam de “pai dos pobres”.

TERCEIRA SÉRIE
QUESTÃO 31
(ENEM 2011)
Art. 92. São excluídos de votar nas Assembleias Paroquiais:
I. Os menores de vinte e cinco anos, nos quais não se compreendam os casados, e Oficiais Militares, que forem maiores de vinte e um anos, os Bacharéis Formados e Clérigos de Ordens Sacras.
IV. Os Religiosos, e quaisquer que vivam em Comunidade claustral.
V. Os que não tiverem de renda líquida anual cem mil réis por bens de raiz, indústria, comércio ou empregos.
Constituição Política do Império do Brasil (1824). Disponível em: https://legislação.planalto.gov.br. Acesso em: 27 abr. 2010 (adaptado).

A legislação espelha os conflitos políticos e sociais do contexto histórico de sua formulação. A Constituição de 1824 regulamentou o direito de voto dos “cidadãos brasileiros“ com o objetivo de garantir
A) o fim da inspiração liberal sobre a estrutura política brasileira
B) a ampliação do direito de voto para maioria dos brasileiros nascidos livres.
C) a concentração de poderes na região produtora de café, o Sudeste brasileiro.
D) o controle do poder político nas mãos dos grandes proprietários e comerciantes.
E) a diminuição da interferência da Igreja Católica nas decisões político-administrativas.


QUESTÃO 32
1. (ENEM 2010)
Leia o texto:
“Eu, o Príncipe Regente, faço saber aos que o presente Alvará virem: que desejando promover e adiantar a riqueza nacional, e sendo um dos mananciais dela as manufaturas e a indústria, sou servido abolir e revogar toda e qualquer proibição que haja a este respeito no Estado do Brasil”. 
(Alvará de liberdade para as indústrias (1º de Abril de 1808). In: Bonavides, P.; Amaral, R. Textos políticos da História do Brasil. Vol. 1. Brasília: Senado Federal, 2002 (adaptado).
O projeto industrializante de D. João, conforme expresso no alvará, não se concretizou. Que características desse período explicam esse fato?
a) A ocupação de Portugal pelas tropas francesas e o fechamento das manufaturas portuguesas.  
b) A dependência portuguesa da Inglaterra e o predomínio industrial inglês sobre suas redes de comércio.  
c) A desconfiança da burguesia industrial colonial diante da chegada da família real portuguesa.  
d) O confronto entre a França e a Inglaterra e a posição dúbia assumida por Portugal no comércio internacional.  
e) O atraso industrial da colônia provocado pela perda de mercados para as indústrias portuguesas.


QUESTÃO 33
(FGV) A instalação da Corte portuguesa no Rio de Janeiro, em 1808, representou uma alternativa para um contexto de crise política na Metrópole e a possibilidade de implementar  as  bases  para  a formação de um  império  luso-brasileiro na  América. 
Das alternativas abaixo, assinale aquela que NÃO diz respeito ao período joanino.
a) Ocupação da Guiana Francesa e da Província Cisplatina e sua incorporação ao Império Português, como resultado da política externa agressiva adotada por D. João.
 b) Abertura dos portos da Colônia às nações aliadas de Portugal, como a Inglaterra, dando início a uma fase de livre-comércio.
c) Ocorreu uma inversão da relação entre metrópole e colônia, já que a sede política do império passava do centro para a periferia.
d) Atendeu às exigências do comércio britânico, que conseguiu isenções alfandegárias.
e) Ocorreu a Revolução Pernambucana de 1817, que defendia o separatismo com o governo republicano e a manutenção da escravidão.

QUESTÃO 34
(ENEM 2009)
No tempo da independência do Brasil, circulavam nas classes populares do Recife trovas que faziam alusão à revolta escrava do Haiti: Marinheiros e caiados Todos devem se acabar, Porque só pardos e pretos O país hão de habitar.
AMARAL, F. P. do. Apud CARVALHO, A. Estudos pernambucanos. Recife: Cultura Acadêmica, 1907.
O período da independência do Brasil registra conflitos raciais, como se depreende
A) dos rumores acerca da revolta escrava do Haiti, que circulavam entre a população escrava e entre os mestiços pobres, alimentando seu desejo por mudanças.
B) da rejeição aos portugueses, brancos, que significava a rejeição à opressão da Metrópole, como ocorreu na Noite das Garrafadas.
C) do apoio que escravos e negros forros deram à monarquia, com a perspectiva de receber sua proteção contra as injustiças do sistema escravista.
D) do repúdio que os escravos trabalhadores dos portos demonstravam contra os marinheiros, porque estes representavam a elite branca opressora.
E) da expulsão de vários líderes negros independentistas, que defendiam a implantação de uma república negra, a exemplo do Haiti.

GABARITO
QUESTÃO 31:[D]
Comentário da questão:
O texto da primeira constituição brasileira outorgada pelo imperador D. Pedro I durante o Primeiro Reinado, deixava claro que, apesar de estabelecer o Poder Moderador (instrumento pelo qual o Imperador controlava o Executivo, o Legislativo e o Judiciário), o governo tinha como base de sustentação a elite e, portanto, procurava garantir que o poder político ficasse nas mãos desse grupo, consagrando assim o princípio de exclusão deixando de fora das instâncias decisórias do poder a maioria da população.


QUESTÃO 32:[B]   
Comentário da questão:
Apesar da abertura dos portos e a revogação do alvará de 1785, que proibia a construção de fábricas e manufaturas no Brasil, o projeto de industrialização de D. João não se concretizou devido ao domínio que a capital inglesa exercia sobre o comércio no Brasil. Um indício que mostra esse domínio  é o alvará assinado em 1810 entre Portugal e Inglaterra que determinava uma tarifa alfandegária de 24% sobre os produtos importados e de 16% sobre as mercadorias de origem portuguesa e uma tarifa preferencial de 15% para os ingleses, ou seja, abaixo da taxa que incidia sobre os artigos provenientes de Portugal.


QUESTÃO 33:[D]
Comentário da questão:  
A abertura dos portos brasileiros não foi acompanhada pelo oferecimento de isenção impostos a Inglaterra. Na verdade, os ingleses foram beneficiados com o pagamento de uma taxa preferencial, menor em relação à de outros países que poderiam comercializar com o Brasil.


QUESTÃO 34:[A]
Comentário da questão:
A Revolução haitiana iniciada em 1791 foi a luta comandada por negros pela independência da colônia francesa do Haiti. Em 1804, o Haiti se torna o primeiro país independente da América e serve de inspiração para diversos movimentos que buscavam mais justiça social e o fim da exploração colonial na América, como por exemplo, a Conjuração Baiana de 1798.


sábado, 5 de setembro de 2015

Confira a correção da prova de História

Correção da avaliação de História

Primeira Série
1.(ENEM) O açúcar e suas técnicas de produção foram levados à Europa pelos árabes no século VIII, durante a Idade Média, mas foi principalmente a partir das Cruzadas (séculos XI e XIII) que a sua procura foi aumentando. Nessa época passou a ser importado do Oriente Médio e produzido em pequena escala no sul da Itália, mas continuou a ser um produto de luxo, extremamente caro, chegando a figurar nos dotes de princesas casadoiras.

CAMPOS, R. Grandeza do Brasil no tempo de Antonil (1681-1716). São Paulo: Atual, 1996.

Considerando o conceito do Antigo Sistema Colonial, o açúcar foi o produto escolhido por Portugal para dar início à colonização brasileira, em virtude de
a) o lucro obtido com o seu comércio ser muito vantajoso.
b) os árabes serem aliados históricos dos portugueses
c) a mão de obra necessária para o cultivo ser insuficiente.
d) as feitorias africanas facilitarem a comercialização desse produto.
e) os nativos da América dominarem uma técnica de cultivo semelhante.

2. (FUVEST) Foram, respectivamente, fatores importantes na ocupação holandesa no Nordeste do Brasil e na sua posterior expulsão:
a) o envolvimento da Holanda no tráfico de escravos e os desentendimentos entre Maurício de Nassau e a Companhia das Índias Ocidentais.
b) a participação da Holanda na economia do açúcar e o endividamento dos senhores de engenho com a Companhia das Índias Ocidentais.
c) o interesse da Holanda na economia do ouro e a resistência e não aceitação do domínio estrangeiro pela população.
d) a tentativa da Holanda em monopolizar o comércio colonial e o fim da dominação espanhola em Portugal.
e) a exclusão da Holanda da economia açucareira e a mudança de interesses da Companhia das Índias Ocidentais.

3. (FGV)
 
Este quadro, pintado por Franz Post por volta de 1660, pode ser corretamente relacionado
a) à iniciativa pioneira dos holandeses de construção dos primeiros engenhos no Nordeste.
b) à riqueza do açúcar, alvo principal do interesse dos holandeses no Nordeste.
c) à condição especial dispensada pelos holandeses aos escravos africanos.
d) ao início da exportação do açúcar para a Europa por determinação de Maurício de Nassau.
e) ao incentivo à vinda de holandeses para a constituição de pequenas propriedades rurais.


4. (CNDL) Apresente três características da economia extrativista do pau-brasil desenvolvida na América portuguesa ao longo do século 16.

5. (FUVEST) Indique as principais razões da insurreição pernambucana contra os holandeses, ocorrida entre 1645 e 1654.


GABARITO
resposta da questão 1:[A]
Comentário da questão:
Ainda no século XVI o açúcar era considerado uma especiaria, devido ao alto valor que era vendido na Europa. Além da alta lucratividade, a escolha da cana-de-açúcar foi favorecida, dentre outros fatores, devido ao clima brasileiro e o prévio conhecimento das técnicas de cultivo, pois nesse período Portugal já possuía lavouras nas Ilhas Atlânticas. Dessa maneira, o cultivo de cana foi eleito como atividade que impulsionaria a colonização permanecendo como principal produto por mais de dois séculos.

resposta da questão 2:[B]
Comentário da questão:
Os fatores que explicam a invasão holandesa na América Portuguesa e sua posterior expulsão são respectivamente o embargo comercial sobre a atividade açucareira decretada pelos reis espanhóis da dinastia filipina durante a União Ibérica e a elevação da cobrança de impostos dos senhores de engenho pernambucanos logo após a demissão de Maurício de Nassau do governo da Nova Holanda pela Companhia das Índias Ocidentais, fato que precipitou o início da Insurreição Pernambucana.

resposta da questão 3:[B]
Comentário da questão:
A tela Engenho, de autoria do pintor Franz Post retrata a principal atividade econômica praticada na América Portuguesa durante o século XVII, que era a produção de açúcar, interesse primordial dos holandeses ao invadir e ocupar uma porção significativa da região Nordeste do Brasil.

resposta da questão 4:
A primeira atividade desenvolvida na América Portuguesa foi a extração de pau-brasil que apresentava o monopólio do Estado português (estanco), a utilização da mão de obra indígena (escambo), a construção de feitorias (armazéns fortificados no litoral) e a atuação de piratas franceses (contrabando).

resposta da questão 5:
Elevação da cobrança de impostos e das dívidas dos senhores de engenho pernambucanos em relação à Companhia das Índias Ocidentais (WIC).



Segunda Série
1. (ENEM) É difícil encontrar um texto sobre a Proclamação da República no Brasil que não cite a afirmação de Aristides Lobo, no Diário Popular de São Paulo, de que “o povo assistiu àquilo bestializado”. Essa versão foi relida pelos enaltecedores da Revolução de 1930, que não descuidaram da forma republicana, mas realçaram a exclusão social, o militarismo e o estrangeirismo da fórmula implantada em 1889. Isto porque o Brasil brasileiro teria nascido em 1930
MELLO, M. T. C. A república consentida: cultura democrática e científica no final do Império.
Rio de Janeiro: FGV, 2007 (adaptado).

O texto defende que a consolidação de uma determinada memória sobre a Proclamação da República no Brasil teve, na Revolução de 1930, um de seus momentos mais importantes. Os defensores da Revolução de 1930 procuraram construir uma visão negativa para os eventos de 1889, porque esta era uma maneira de

a) valorizar as propostas políticas democráticas e liberais vitoriosas.
b) resgatar simbolicamente as figuras políticas ligadas à Monarquia.
c) criticar a política educacional adotada durante a República Velha.
d) legitimar a ordem política inaugurada com a chegada desse grupo ao poder.
e) destacar a ampla participação popular obtida no processo da Proclamação.

2. (ENEM 2010)  A solução militar da crise política gerada pela sucessão do presidente Washington Luís em 1929-1930 provoca profunda ruptura institucional no país. Deposto o presidente, o Governo Provisório (1930-1934) precisa administrar as diferenças entre as correntes políticas integrantes da composição vitoriosa, herdeira da Aliança Liberal.
LEMOS, R. A revolução constitucionalista de 1932. SILVA, R. M.; CACHAPUZ, P. B.; LAMARÃO, S. (Org). Getúlio Vargas e seu tempo. Rio de Janeiro: BNDES.

No contexto histórico da crise da Primeira República, verifica-se uma divisão no movimento tenentista. A atuação dos integrantes do movimento liderados por Juarez Távora, os chamados “liberais” nos anos 1930, deve ser entendida como
a) a aliança com os cafeicultores paulistas em defesa de novas eleições.  
b) o retorno aos quartéis diante da desilusão política com a “Revolução de 30”.  
c) o compromisso político-institucional com o governo provisório de Vargas.  
d) a adesão ao socialismo, reforçada pelo exemplo do ex-tenente Luis Carlos Prestes.  
e) o apoio ao governo provisório em defesa da descentralização do poder político

3. (ENEM) O trabalho de recomposição que nos espera não admite medidas contemporizadoras. Implica o reajustamento social e econômico de todos os rumos até aqui seguidos. Comecemos por desmontar a máquina do favoritismo parasitário, com toda sua descendência espúria.

Discurso de posse de Getúlio Vargas como chefe do governo provisório, pronunciado em 03 de novembro de 1930.

FILHO, I. A. Brasil, 500 anos em documento. Rio de Janeiro: Mauad, 1999 (adaptado).

Em seu discurso de posse, como forma de legitimar o regime político implantado em 1930, Getúlio Vargas estabelece uma crítica ao

a) funcionamento regular dos partidos políticos.

b) controle político exercido pelas oligarquias estaduais.

c) centralismo presente na Constituição então em vigor.

d) mecanismo jurídico que impedia as fraudes eleitorais.

e) imobilismo popular nos processos político-eleitorais.

 4. (UFV) Observe atentamente as figuras abaixo. Elas reproduzem cartazes utilizados para motivar a participação popular na Revolução Constitucionalista de 1932.
Aponte os elementos da conjuntura política nacional que motivaram esse processo revolucionário, ressaltando algumas de suas características.


5. (FUVEST)
 


Reprodução de Cartaz da Revolução de 1932 

Observando o cartaz:
a) Identifique os três personagens.
b) Explique a frase “Abaixo a ditadura”.



GABARITO
resposta da questão 1:[D]
Comentário da questão:
Ao colocar fim a Primeira República, a Revolução de 1930 além de representar a insatisfação de grupos oligárquicos dissidentes – principalmente dos estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul – pretendia obter o apoio de classes que estavam gradativamente mais presentes em uma sociedade cada vez mais urbanizada, estes eram os proletariados e a classe média (representados principalmente pelo tenentismo). Sendo assim, ao chegar ao poder Getúlio Vargas; iniciando neste período a Era Vargas; busca criticar e desqualificar todo o período caracterizado como República Velha, para legitimar nova ordem política e buscar adesão desses novos segmentos da sociedade.

resposta da questão 2:[C]
Comentário da questão:
Durante a década de 20, o movimento tenentista se radicalizou e propôs mudanças políticas de caráter democrático para o país. Com a Revolução de 30, muitos tenentes aderiram ao novo governo, teoricamente representante de mudanças modernizadoras, porém de tendência autoritária e centralizadora. A mudança deve-se à cooptação de parte dos militares pelo governo Vargas, sendo que muitos passaram a ocupar as mais elevadas patentes e ainda cargos de interventores nos estados, como o próprio Juarez Távora. 



resposta da questão 3:[B]
Comentário da questão:
O texto da questão, o discurso de posse de Getúlio Vargas na presidência da República, após liderar o movimento que derrubou Washington Luís, a denominada Revolução de 1930 apresenta uma crítica à estrutura política que vigorou durante a Primeira República (1889-1930) caracterizada pelo domínio das oligarquias regionais, com destaque para a oligarquia cafeeira.

resposta da questão 4:
A Revolução Constitucionalista foi a declaração de guerra de São Paulo a Getúlio Vargas. As velhas oligarquias de São Paulo ligadas ao PRP queriam recuperar o antigo poder perdido com a Revolução de 1930. Aproveitando-se de uma manifestação feita por estudante contra o interventor varguista a oligarquia paulista inicia a revolução alegando estar forçando o governo a convocar a Assembléia Nacional Constituinte para a elaboração de uma nova constituição para o país, uma vez que a de 1891 havia sido suspensa por Vargas. Em 1932 eclodiu em São Paulo a chamada Revolução Constitucionalista, liderada pela oligarquia cafeeira paulista e pelo Partido Democrático, exigindo a convocação da Assembléia Constituinte a fim de limitar os poderes da presidência e restaurar a autonomia dos Estados. A Revolução termina com a rendição das tropas paulistas às tropas do governo Apesar da derrota dos rebeldes, o governo convocou a Constituinte.

resposta da questão 5:
a) No cartaz é possível identificar o bandeirante, Getúlio Vargas sendo esmagado pelo bandeirante e um soldado empunhando a bandeira de São Paulo.

b)  O cartaz é um exemplo da intensa propaganda política na Revolução de 1932. Seu objetivo era incitar a população ao engajamento na luta liderada pela Frente Única Paulista contra o governo Vargas. Nele comparecem três personagens: com maior destaque, o bandeirante, a figurar o “orgulho” e a “bravura” paulistas; o pequeno Getúlio, praticamente esmagado pelo “desbravador”; e, no canto esquerdo, empunhando a bandeira paulista, símbolo da autonomia do estado de São Paulo, o soldado revolucionário, o herói da época. A frase traduz o pensamento da liderança do movimento de 1932, já que, para as elites paulistas, o governo Vargas era ilegítimo, pois não era sustentado por uma Constituição, e também opressor, uma vez que retirara a autonomia política de São Paulo. Em 1937, alegando que o “perigo vermelho” rondava o país, o presidente deu um “golpe em si mesmo” e instaurou o Estado Novo, ditadura comanda autoritariamente por Vargas. A política estadonovista e seus desdobramentos são um dos assuntos mais exigidos nos vestibulares. Portanto, vamos dar uma atenção especial a ele e ver uma série de questões que falam deste período da Era Vargas.

Terceira Série
1. (ENEM) No clima das ideias que se seguiram à revolta de São Domingos, o descobrimento de planos para um levante armado dos artífices mulatos na Bahia, no ano de 1798, teve impacto muito especial; esses planos demonstravam aquilo que os brancos conscientes tinham já começado a compreender: as ideias de igualdade social estavam a propagar-se numa sociedade em que só um terço da população era de brancos e iriam inevitavelmente ser interpretados em termos raciais.
MAXWELL, K. Condicionalismos da Independência do Brasil. In: SILVA, M. N. (coord.) O Império luso-brasileiro, 1750-1822. Lisboa: Estampa, 1966.

O temor do radicalismo da luta negra no Haiti e das propostas das lideranças populares da Conjuração Baiana (1798) levaram setores da elite colonial brasileira a novas posturas diante das reivindicações populares. No período da Independência, parte da elite participou ativamente do processo, no intuito de
a) instalar um partido nacional, sob sua liderança, garantindo participação controlada dos afro-brasileiros e inibindo novas rebeliões de negros.
b) atender aos clamores apresentados no movimento baiano, de modo a inviabilizar novas rebeliões, garantindo o controle da situação.
c) firmar alianças com as lideranças escravas, permitindo a promoção de mudanças exigidas pelo povo sem a profundidade proposta inicialmente.
d) impedir que o povo conferisse ao movimento um teor libertário, o que terminaria por prejudicar seus interesses e seu projeto de nação.
e) rebelar-se contra as representações metropolitanas, isolando politicamente o Príncipe Regente, instalando um governo conservador para controlar o povo.

2. (ENEM) No tempo da independência do Brasil, circulavam nas classes populares do Recife trovas que faziam alusão à revolta escrava do Haiti: Marinheiros e caiados Todos devem se acabar, Porque só pardos e pretos O país hão de habitar.
AMARAL, F. P. do. Apud CARVALHO, A. Estudos pernambucanos. Recife: Cultura Acadêmica, 1907.
O período da independência do Brasil registra conflitos raciais, como se depreende
a) dos rumores acerca da revolta escrava do Haiti, que circulavam entre a população escrava e entre os mestiços pobres, alimentando seu desejo por mudanças.
b) da rejeição aos portugueses, brancos, que significava a rejeição à opressão da Metrópole, como ocorreu na Noite das Garrafadas.
c) do apoio que escravos e negros forros deram à monarquia, com a perspectiva de receber sua proteção contra as injustiças do sistema escravista.
d) do repúdio que os escravos trabalhadores dos portos demonstravam contra os marinheiros, porque estes representavam a elite branca opressora.
e)da expulsão de vários líderes negros independentistas, que defendiam a implantação de uma república negra, a exemplo do Haiti.


3. (UNESP) Em março de 1808, a corte portuguesa desembarcou na cidade do Rio de Janeiro, que se tornou a capital do império português.
a) Por que a família real teve que abandonar Portugal?
b) Cite duas consequências, de ordem cultural, decorrentes da presença dos Bragança no Rio de Janeiro.


4. (PUC-RJ) "O Rio de Janeiro é a capital do Brasil há bastante tempo, muito antes de a família real deixar Lisboa. Traçarei uma breve descrição dessa cidade a partir do que pude apurar durante a minha estada. [...] O comércio [...] progrediu muito depois que a cidade tornou-se residência real [...] Os ingleses têm aberto muitos cafés no Rio de Janeiro, uma novidade, que tenho certeza, será bem acolhida. De fato, desde março de 1808, toda a cidade vem passando por transformações e recebendo melhorias.
Conde Thomas O Neill, 1809. Apud Jean Marcel Carvalho França. "Outras visões do Rio de Janeiro Colonial - Antologia de Textos". Rio de Janeiro, José Olympio, 2000. Pp: 310-320.

A descrição do inglês Thomas O Neill destaca algumas das transformações ocorridas desde a chegada da Corte portuguesa ao Rio de Janeiro no ano de 1808.
Explique por que, a partir da abertura dos portos (1808), ocorreu a preponderância dos ingleses nas transações comerciais com o Brasil.



5. (UNICAMP) Sobre a transferência da Corte de D. João VI para o Brasil, o historiador Kenneth Maxwell afirma: Novas instituições foram criadas pela coroa portuguesa, e a maioria delas foi estabelecida no Rio de Janeiro, que, assim, assumiu um papel centralizador dentro de uma América portuguesa que antes era muito fragmentada no sentido administrativo. Houve resistência a isso, principalmente em Pernambuco, em 1817. Mas, no final, o poder central foi mantido.
(Adaptado de Kenneth Maxwell, “Para Maxwell, país não permite leituras convencionais”. Entrevista concedida a Marcos Strecker. Folha de São Paulo, 25/11/2007, Mais, p. 5.)

a) Segundo o texto, QUAIS as mudanças suscitadas pela transferência da Corte portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808?

b) EXPLIQUE os objetivos do movimento de Pernambuco em 1817.


GABARITO
resposta da questão 1:[D]
Comentário da questão:
O processo de Independência do Haiti em 1791, que também levou ao fim a escravidão no país, foi visto pelas elites brasileiras como uma ameaça ao seu poder, pois criticava a manutenção das estruturas sociais fundamentais para a manutenção de seu poder econômico como a escravidão. Dessa maneira, com medo de que o exemplo do Haiti influenciasse revoltas no Brasil, tais elites reprimiram mais violentamente qualquer tentativa de dissidência popular, como a Conjuração Baiana que ocorreu em 1798 e que teve a maioria dos seus líderes presos e condenados à forca.

resposta da questão 2:[A]
Comentário da questão:
A Revolução haitiana iniciada em 1791 foi a luta comandada por negros pela independência da colônia francesa do Haiti. Em 1804, o Haiti se torna o primeiro país independente da América e serve de inspiração para diversos movimentos que buscavam mais justiça social e o fim da exploração colonial na América, como por exemplo, a Conjuração Baiana de 1798.

resposta da questão 3:
a) A vinda da família real ocorreu a partir do contexto internacional com a invasão das tropas napoleônicas a Portugal. Para não se submeter aos invasores franceses, a Corte foi transferida para o Brasil.  

b) Durante sua permanência no Brasil, a Coroa portuguesa efetivou uma série de transformações culturais que foram desde a instalação da Imprensa Régia, a fundação de cursos superiores de Medicina e de escolas de formação de oficiais militares, a criação do Jardim Botânico e da Biblioteca Real, e a vinda da missão artística francesa, a partir de 1816, dentre outras.

resposta da questão 4:
Ao decretar a abertura dos portos brasileiros às “nações amigas” em 1808 D. João VI estava beneficiando, sobretudo, a Inglaterra, então, em plena Revolução Industrial, e o principal país que mantinha relações amigáveis com Portugal. A partir dessa data, os produtos manufaturados ingleses começaram a entrar no Brasil, sendo que a ampliação do controle do mercado colonial seria conseguida, anos mais tarde, com a assinatura do Tratado de Comércio e Navegação em fevereiro de 1810. Esse Tratado garantia à Inglaterra a taxação privilegiada de 15% de impostos sobre os seus produtos vendidos no Brasil, enquanto que as mercadorias portuguesas pagariam 16% e as dos demais países, 24%.

resposta da questão 5:
a) O estabelecimento da Corte Lusitana no Brasil, a partir de 1808, exigiu a criação de órgãos político-administrativos, como ministérios, a imprensa oficial, o Banco do Brasil, a Casa da Moeda e outros. Esse processo representou a constituição de um aparelho de Estado central que assumiu relevante papel na independência concretizada em 1822. 


b) A chamada Revolução Pernambucana de 1817 levantou os setores liberais mais radicais, entre civis e militares, com o intuito de romper o domínio colonial português e estabelecer uma república federativa no país segundo o modelo norte-americano de Estado livre vigente desde 1776.