domingo, 27 de setembro de 2015
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
História: Imagens da Independência do Brasil e do Uruguai - Maria Lígia ...
Mônica Teixeira conversa com a
historiadora Maria Lígia Prado, Professora Emérita da FFLCH/USP, sobre a
representação dos movimentos de independência do Brasil e do Uruguai na obra de
dois pintores, Pedro Américo e Juan Manuel Blanes.
O quadro de Pedro Américo é
Independência ou Morte!, de 1888, com 415 cm de altura por 760 cm de largura,
que faz parte do acervo do Museu Paulista, em São Paulo. Também conhecida como
Grito do Ipiranga, a obra representa a proclamação da Independência do Brasil.
De Blanes, o quadro é "O
Juramento dos Trinta e Três Orientais" (El Juramento de los Treinta y Tres
Orientales), de 1877, com 311 cm de altura por 564 cm de largura, que está no
Museu Municipal de Belas Artes Juan Manuel Blanes, em Montevidéu e representa
um momento da luta dos uruguaios para se libertar da dominação do Império do
Brasil, o desembarque no território da então Província Cisplatina.
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
A guerra do vintém
A guerra do vintém
Exploradas por militantes
republicanos, manifestações contra taxa sobre transporte urbano tumultuam
capital do Império e deixam mortos e feridos pelas ruas
José Murilo de Carvalho
No dia 28 de dezembro de 1879, a
capital do Império viu algo inédito desde 1863, quando o Brasil rompeu relações
com a Inglaterra por conta da Questão Christie: a multidão protestando na rua.
A manifestação aconteceu no campo de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em
frente ao palácio imperial. Cerca de cinco mil pessoas, lideradas por um
militante republicano, o médico e jornalista Lopes Trovão, reuniram-se para
entregar a d. Pedro II uma petição solicitando a revogação de uma taxa de 20
réis, um vintém, sobre o transporte urbano, ou seja, bondes puxados a burro. O
vintém era moeda de cobre, a de menor valor da época. A polícia não permitiu
que a multidão se aproximasse do palácio. Enquanto os manifestantes se
retiravam, o imperador mandou dizer que receberia uma comissão para negociar.
Mas Lopes Trovão e outros
militantes republicanos, buscando tirar o máximo proveito político da ação da
polícia, recusaram o encontro. Divulgaram um manifesto dirigido ao soberano,
convocando-o a ir ao encontro do povo. A Gazeta da Noite de Lopes Trovão e panfletos
distribuídos pela cidade passaram a pregar o boicote da taxa e a incitar a
população a reagir com violência, arrancando os trilhos dos bondes. Outra
manifestação foi convocada para o dia 1º de janeiro, data da entrada em vigor
da taxa, agora no centro da cidade, no Largo do Paço, hoje Praça 15 de
Novembro.
Nesse dia, a taxa estava sendo
paga até que, ao meio dia, a multidão se reuniu no local previsto. Percebendo
talvez a enrascada em que se metera, Lopes Trovão não incitou a multidão à
ação. A massa moveu-se, então, pelas ruas do centro aplaudindo as redações dos
jornais de oposição e se dirigiu ao Largo de São Francisco, ponto final de
várias linhas de bonde. Em frente ao prédio da Gazeta da Noite, o próprio
Trovão fez um apelo aos manifestantes para que se dispersassem. Mas àquela
altura ele já perdera o controle dos acontecimentos. A massa popular
concentrou-se nos arredores da Rua Uruguaiana e do Largo de São Francisco. O
delegado que comandava as tropas da polícia pediu reforços ao Exército, mas,
antes que a ajuda chegasse, ordenou à polícia que dispersasse a multidão a
cacetadas.
A um grito de “Fora o vintém!”,
os manifestantes começaram a espancar condutores, esfaquear mulas, virar bondes
e arrancar trilhos ao longo da rua Uruguaiana. Dois pelotões do Exército
ocuparam o Largo de S. Francisco, postando-se parte da tropa em frente à Escola
Politécnica, atual prédio do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ.
O povo, que só detestava a polícia, aplaudiu a tropa. Mas alguns mais exaltados
passaram a arrancar paralelepípedos e atirá-los contra os soldados. Por
infelicidade, um deles atingiu justo o comandante da tropa, tenente-coronel Antônio
Enéias Gustavo Galvão, primo de Deodoro da Fonseca, militar que uma década
depois se tornaria o primeiro presidente do Brasil. O oficial descontrolou-se e
ordenou fogo contra a multidão.
As estatísticas de mortos e
feridos são imprecisas. Falou-se em 15 a 20 feridos e em três a dez mortos.
Entre os últimos, estavam estrangeiros e o flautista Loló, condutor da Cia. de
São Cristóvão, atingido por uma pedrada. A multidão dispersou-se e, salvo
pequenos distúrbios nos três dias seguintes, estava findo o motim do vintém. A
cobrança da taxa passou a ser quase aleatória. As próprias companhias de bondes
pediam ao governo que a revogasse. Desmoralizado, o ministério caiu a 28 de
março. O novo ministério revogou o desastrado tributo.
A capital do Império estava
acostumada a distúrbios de rua. Vivera em quase permanente agitação entre 1820
e 1840. Nessa última data, o povo exigiu na rua a maioridade do imperador. A
partir daí, no entanto, refletindo a estabilização política do Segundo Reinado,
reduzira-se muito a agitação. A tranqüilidade das ruas só fora quebrada nos
protestos contra Christie, quando a multidão, liderada por Teófilo Otoni,
ameaçou comerciantes ingleses e aplaudiu a ação do imperador. O que a trouxe de
volta em 1879?
Em 1878, depois de 10 anos de
domínio conservador, subira ao poder o gabinete liberal de Sinimbu, encarregado
de fazer a reforma eleitoral. Dividido por conflitos internos, desagradou a
gregos e troianos. Os republicanos estavam furiosos com Lafaiete Rodrigues
Pereira, ministro da Justiça, que assinara o Manifesto Republicano de 1870, e
agora se bandeava para o campo liberal. A principal fonte de insatisfação, no
entanto, vinha da política fiscal do ministro da Fazenda, Afonso Celso de Assis
Figueiredo, futuro visconde de Ouro Preto, que tinha fama de excelente
administrador e financista. Para enfrentar as dificuldades financeiras geradas
pelos enormes gastos com a grande seca de 1877 no norte do país, propôs ele no
projeto de lei orçamentária de 1879, aprovado pela Câmara, vários aumentos de
impostos antigos e a introdução de alguns novos. Atingiu o bolso de todos,
proprietários de escravos, aspirantes a títulos nobiliárquicos, fumantes,
amantes do vinho, comerciantes e simples cidadãos. As medidas mais irritantes
foram o novo imposto sobre vencimentos dos funcionários públicos, o antepassado
do imposto de renda, e a taxa de um vintém sobre o valor das passagens no
transporte urbano.
O novo imposto e a taxa atingiram
diretamente duas categorias, os funcionários públicos e os usuários de bondes.
Em 1870, a capital tinha 192 mil habitantes na área urbana, dos quais 11 mil
funcionários públicos, entre civis, militares e eclesiásticos, já que naquela
época o catolicismo era a religião oficial do Estado. Havia quatro grandes
companhias de ferro-carris urbanos, ou de bondes, como ficaram conhecidos: a
Botanical Garden Co., que cobria a zona sul, saindo da rua Gonçalves Dias, a
Cia. de São Cristóvão, concentrada na zona norte, com ponto final no Largo de
São Francisco, a Ferro-carril de Vila
Isabel, que partia da Praça Tiradentes, e a Cia. de Carris Urbanos, que atendia
ao centro, incluindo a zona portuária.
O bonde era um transporte de
massa. Cada carro, puxado por animais sobre trilhos, transportava 30
passageiros. Só as três primeiras companhias acima listadas transportaram em
1879 mais de 20 milhões de passageiros. É óbvio que a taxa do vintém jogava muita
gente contra o governo, sobretudo contra o Afonso Vintém, como ficou conhecido
o ministro da Fazenda. Para atingi-los, foram atacadas no dia primeiro as
companhias de bondes, com exceção da Botanical Garden, de propriedade
norte-americana, que se prontificou a pagar ela mesma a taxa.
Desse clima de insatisfação,
tiraram vantagem os agitadores republicanos. Ao que parece, na demonstração de
São Cristóvão estavam presentes, sobretudo, pessoas de melhor situação social,
certamente muitos funcionários públicos. Na do dia 1º, teria entrado em ação a
massa dos usuários mais pobres, acrescida da tropa barra-pesada do centro e da
zona portuária. Não por acaso, os líderes do movimento perderam o controle da
multidão nesse dia.
Embora legal, a taxa do vintém
era profundamente impolítica, como se dizia na época. O ministro fora alertado
para as possíveis reações. Mas Afonso Celso era tão competente quanto teimoso.
Pagou por isso alto preço em 1880, como pagaria em 1889, por ocasião da
proclamação da República. A reação da polícia foi infeliz em 28 de dezembro, ao
não negociar a audiência com o imperador, e imprudente em 1º de janeiro. A do
Exército, simplesmente desastrada.
Os acontecimentos chocaram o
Imperador. Em cartas à condessa de Barral e ao conde de Gobineau, afirmou que
em 40 anos de reinado nunca tinha sido usada a força contra o povo da capital
do Império. Não lhe escapou mesmo a conotação republicana dos incitadores do
motim. Afirmou à condessa que seria mais feliz como presidente de uma
república.
Mas a revolta não foi
republicana, afirmaram seus próprios líderes. Muitos interesses feridos nela se
fundiram, de grandes e de políticos, de gente miúda e de simples cidadãos. Uma
grande explosão social, detonada por um pobre vintém.
José Murilo de Carvalho é
professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), membro da
Academia Brasileira de Letras, do IHGB e da Academia Brasileira de Ciências e
autor de D. Pedro II: ser ou não ser. São Paulo: Cia. das Letras, 2007.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
sábado, 12 de setembro de 2015
Correção do SIMULADO II
Confira a correção do SIMULADO II
do Terceiro bimestre

PRIMEIRA SÉRIE
QUESTÃO 28
(ENEM)
Rui Guerra e Chico Buarque de
Holanda escreveram uma peça para teatro chamada Calabar, pondo em dúvida a
reputação de traidor que foi atribuída a Calabar, pernambucano que ajudou
decisivamente os holandeses na invasão do Nordeste brasileiro, em 1632.
– Calabar traiu o Brasil que ainda não existia? Traiu Portugal, nação
que explorava a colônia onde Calabar havia nascido? Calabar, mulato em uma
sociedade escravista e discriminatória, traiu a elite branca?
Os textos referem-se também a esta personagem.
Texto I: “...dos males que causou à Pátria, a História, a inflexível História,
lhe chamará infiel, desertor e traidor, por todos os séculos”
Visconde de Porto Seguro, in SOUZA
JÚNIOR, A. Do Recôncavo aos Guararapes. Rio de Janeiro: Bibliex, 1949.
Texto II: “Sertanista experimentado, em 1627 procurava as minas de Belchior Dias
com a gente da Casa da Torre; ajudara Matias de Albuquerque na defesa do
Arraial, onde fora ferido, e desertara em consequência de vários crimes
praticados...“ (os crimes referidos são o de contrabando e roubo).
CALMON, P. História do
Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959.
Pode-se afirmar que:
a) A peça e os textos abordam a
temática de maneira parcial e chegam às mesmas conclusões.
b) A peça e o texto I refletem
uma postura tolerante com relação à suposta traição de Calabar, e o texto II
mostra uma posição contrária à atitude de Calabar.
c) Os textos I e II mostram uma
postura contrária à atitude de Calabar, e a peça demonstra uma posição
indiferente em relação ao seu suposto ato de traição.
d) A peça e o texto II são
neutros com relação à suposta traição de Calabar, ao contrário do texto I, que
condena a atitude de Calabar.
e) A peça questiona a validade da
reputação de traidor que o texto I atribui a Calabar, enquanto o texto II
descreve ações positivas e negativas dessa personagem.
QUESTÃO 29
(ENEM) O índio era o único
elemento então disponível para ajudar o colonizador como agricultor, pescador,
guia, conhecedor da natureza tropical e, para tudo isso, deveria ser tratado
como gente, ter reconhecidas sua inocência e alma na medida do possível. A
discussão religiosa e jurídica em torno dos limites da liberdade dos índios se
confundiu com uma disputa entre jesuítas e colonos. Os padres se apresentavam
como defensores da liberdade, enfrentando a cobiça desenfreada dos colonos.
CALDEIRA, J. A nação
mercantilista. São Paulo: Editora 34, 1999 (adaptado).
Entre os séculos XVI e XVIII, os
jesuítas buscaram a conversão dos indígenas ao catolicismo. Essa aproximação
dos jesuítas em relação ao mundo indígena foi mediada pela
a) demarcação do território
indígena.
b) manutenção da organização
familiar.
c) valorização dos líderes
religiosos indígenas.
d) preservação do costume das
moradias coletivas.
e) comunicação pela língua geral
baseada no tupi.
QUESTÃO 30
(FATEC) Os holandeses
permaneceram no Brasil, em Pernambuco, de 1630 até 1654; conquistaram terras,
desenvolveram a indústria açucareira e urbanizaram Recife. É correto afirmar,
ainda, que
a) foram traídos por Domingos
Fernandes Calabar quando invadiram o Brasil.
b) invadiram primeiramente o Rio
de Janeiro, onde fundaram o Brasil Holandês, uma colônia totalmente formada por
protestantes.
c) dominaram grande parte dos
senhores de engenho preocupados não só em escravizar os índios para trabalhar
na lavoura mas também em destruir o Quilombo de Palmares.
d) fundaram o Arraial do Bom
Jesus, de onde partiram e dominaram por completo os brasileiros.
e) tiveram em Maurício de Nassau
a maior figura holandesa no Brasil, pois foi ele quem reorganizou a vida
econômica, após ter garantido a ocupação do território.
GABARITO
QUESTÃO 28:[E]
Comentário da questão:
Os três textos apresentam visões
conflitantes sobre a figura de Calabar. No primeiro, contesta-se a visão de que
ele seria um traidor, o segundo confirma a ideia da traição, e o terceiro
apresenta uma visão intermediária entre as duas posições.
QUESTÃO 29:[E]
Comentário da questão:
Questão
específica sobre o contexto histórico da colonização no Brasil e a atuação dos
jesuítas ao longo dos séculos XVI e XVIII. Como é sabido, os jesuítas buscaram
a conversão dos indígenas ao catolicismo num claro comprometimento com o
contexto da Contrarreforma. A aproximação dos membros da Companhia de Jesus com
o universo indígena deveria passar primeiramente pela compreensão da língua.
Assim, a comunicação pela língua geral (uma forma de língua baseada no tupi
circulante no Brasil e utilizada também pelos colonos naquele período)foi a
principal forma de mediação entre jesuítas e indígenas.
QUESTÃO 30:[E]
Maurício de Nassau estabeleceu relações amistosas
entre neerlandeses, comerciantes e latifundiários. Estes restauraram seus
engenhos com empréstimos concedidos pela W.I.C., utilizados também na venda a
crédito dos engenhos abandonados, visando restabelecer a produção de açúcar.
Nassau incrementou no Nordeste a economia açucareira, introduziu métodos
aperfeiçoados de cultivo da cana de açúcar e do fumo.
Apesar de calvinista, permitiu a
liberdade de culto entre holandeses, franceses, italianos, belgas, alemães,
flamengos e judeus, que oriundos da Península Ibérica e do norte europeu, foram
atraídos para a Nova Holanda por clima de tolerância religiosa que não havia na
Europa. Neste período foi fundada uma sinagoga no Recife, considerada a
primeira das Américas.
Decidido a transformar o Recife
em uma moderna capital, determinou o projeto da cidade Maurícia,
responsável pelos atuais traçados urbanísticos dos bairros de Santo Antônio e
São José, onde drenou terrenos, construiu canais, diques, pontes, palácios
(Palácio de Friburgo e Palácio da Boa Vista), jardins (botânico e zoológico),
um museu natural e um observatório astronômico. Organizou serviços públicos
essenciais como o de bombeiros e de coleta de lixo.
SEGUNDA SÉRIE
QUESTÃO 31
(ENEM 2012)
Cartaz da Revolução Constitucionalista.
(Foto: Disponível em: http://veja.abril.com.br. Acesso em: 29 jun. 2012)
Elaborado pelos partidários da
Revolução Constitucionalista de 1932, o cartaz apresentado pretendia mobilizar
a população paulista contra o governo federal.
Essa mobilização utilizou-se de
uma referência histórica, associando o processo revolucionário
A) à experiência francesa,
expressa no chamado à luta contra a ditadura.
B) aos ideais republicanos,
indicados no destaque à bandeira paulista.
C) ao protagonismo das Forças
Armadas, representadas pelo militar que empunha a bandeira.
D) ao bandeirantismo, símbolo
paulista apresentado em primeiro plano.
E) ao papel figurativo de Vargas
na política, enfatizado pela pequenez de sua figura no cartaz.
QUESTÃO 32
(ENEM)
São Paulo, 18 de agosto de 1929.
Carlos [Drummond de Andrade],
Achei graça e gozei com o seu
entusiasmo pela candidatura Getúlio Vargas – João Pessoa. É. Mas veja como
estamos… trocados. Esse entusiasmo devia ser meu e sou eu que conservo o
ceticismo que deveria ser de você. (…). Eu… eu contemplo numa torcida apenas
simpática a candidatura Getúlio Vargas, que antes desejara tanto. Mas pra mim,
presentemente, essa candidatura (única aceitável, está claro) fica manchada por
essas pazes fragílimas de governistas mineiros, gaúchos, paraibanos (…), com
democráticos paulistas (que pararam de atacar o Bernardes) e oposicionistas
cariocas e gaúchos. Tudo isso não me entristece. Continuo reconhecendo a
existência de males necessários, porém me afasta do meu país e da candidatura
Getúlio Vargas. Repito: única aceitável.
Mário [de Andrade]
(Renato Lemos. Bem traçadas
linhas: a história do Brasil em cartas pessoais. Rio de Janeiro: Bom Texto,
2004, p. 305).
Acerca da crise política ocorrida
em fins da Primeira República, a carta do paulista Mário de Andrade ao mineiro
Carlos Drummond de Andrade revela
a) a simpatia de Drummond pela
candidatura Vargas e o desencanto de Mário de Andrade com as composições
políticas sustentadas por Vargas.
b) a veneração de Drummond e
Mário de Andrade ao gaúcho Getúlio Vargas, que se aliou à oligarquia cafeeira
de São Paulo.
c) a concordância entre Mário de
Andrade e Drummond quanto ao caráter inovador de Vargas, que fez uma ampla
aliança para derrotar a oligarquia mineira.
d) a discordância entre Mário de
Andrade e Drummond sobre a importância da aliança entre Vargas e o paulista
Júlio Prestes nas eleições presidenciais.
e) o otimismo de Mário de Andrade
em relação a Getúlio Vargas, que se recusara a fazer alianças políticas para
vencer as eleições.
QUESTÃO 33
(ENEM 2014)
Na imagem, da década de 1930, há
uma crítica à conquista de um direito pelas mulheres, relacionado com a
A) redivisão do trabalho
doméstico.
B) liberdade de orientação
sexual.
C) garantia da equiparação
salarial.
D) aprovação do direito ao
divórcio.
E) obtenção da participação
eleitoral.
QUESTÃO 34
(ENEM 2010)
De março de 1931 a fevereiro de
1940, foram decretadas mais de 150 leis novas de proteção social e de
regulamentação do trabalho em todos os seus setores. Todas elas têm sido
simplesmente uma dádiva do governo. Desde aí, o trabalhador brasileiro encontra
nos quadros gerais do regime o seu verdadeiro lugar.
DANTAS, M. A força
nacionalizadora do Estado Novo. Rio de Janeiro: DIP, 1942. Apud BERCITO, S. R.
Nos Tempos de Getúlio: da revolução de 30 ao fim do Estado Novo. São Paulo:
Atual, 1990.
A adoção de novas políticas
públicas e as mudanças jurídico-institucionais ocorridas no Brasil, com a
ascensão de Getúlio Vargas ao poder, evidenciam o papel histórico de certas
lideranças e a importância das lutas sociais na conquista da cidadania. Desse
processo resultou a
A) criação do Ministério do
Trabalho, Indústria e Comércio, que garantiu ao operariado autonomia para o
exercício de atividades sindicais.
B) legislação previdenciária, que
proibiu migrantes de ocuparem cargos de direção nos sindicatos.
C) criação da Justiça do
Trabalho, para coibir ideologias consideradas perturbadoras da "harmonia
social".
D) legislação trabalhista que
atendeu reivindicações dos operários, garantido-lhes vários direitos e formas
de proteção.
E) decretação da Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT), que impediu o controle estatal sobre as atividades
políticas da classe operária.
GABARITO:
QUESTÃO 31:[D]
Comentário da questão:
A imagem ressalta a figura dos bandeirantes, sertanistas que foram responsáveis pela colonização do interior do Brasil e consequentemente do alargamento de suas fronteiras. Os bandeirantes eram em sua maioria paulistas, dessa maneira, a Revolução Constitucionalista de 1932 utilizava a imagem dos bandeirantes como forma de propagandear a importância de São Paulo na esfera nacional, que naquele momento reivindicava o retorno de seu poder perdido após a Revolução de 1930. Nesta a oligarquia paulista havia perdido a sua força política e Getúlio Vargas saiu vitorioso ao conseguir chegar à presidência do país.
QUESTÃO 32:[A]
Comentário da questão:
A questão aborda fatos
relacionados à crise política que levou ao fim da República Velha e à subida de
Getúlio Vargas ao poder, em 1930. O candidato deve interpretar a carta escrita
pelo poeta modernista Mário de Andrade ao seu par Carlos Drummond de Andrade.
Na carta, apesar de defender a candidatura de Vargas, Mário de Andrade mostra
decepção frente às alianças políticas.
QUESTÃO 33:[E]
Comentário da questão:
Foi somente na década de 1930 que
o voto feminino foi instituído no Brasil, especificamente no ano de 1932,
durante o governo de Getúlio Vargas através do Código eleitoral provisório.
Todavia, todas as restrições ao voto feminino somente foram eliminadas na
Constituição de 1934. Tal lei insere-se no contexto da primeira onda feminista
do final do século XIX e primeiras décadas do século XX, em que as mulheres
lutavam por direitos.
QUESTÃO 34:[D]
A era Vargas, apesar de ter representado
um período em que o governo adotou de medidas controladoras e ditatoriais,
também foi um período de modernização e de consolidação das leis trabalhistas.
A CLT, implementada no Brasil a partir de 1930, foi um conjunto de leis que
concedia determinados direitos aos trabalhadores, como jornada de trabalho de
oito horas, aposentadoria, férias, etc. Essas medidas tornou Getúlio muito
popular e trouxe o apoio dos
trabalhadores que o chamavam de “pai dos pobres”.
TERCEIRA SÉRIE
QUESTÃO 31
(ENEM 2011)
Art. 92. São excluídos de votar
nas Assembleias Paroquiais:
I. Os menores de vinte e cinco
anos, nos quais não se compreendam os casados, e Oficiais Militares, que forem
maiores de vinte e um anos, os Bacharéis Formados e Clérigos de Ordens Sacras.
IV. Os Religiosos, e quaisquer
que vivam em Comunidade claustral.
V. Os que não tiverem de renda
líquida anual cem mil réis por bens de raiz, indústria, comércio ou empregos.
Constituição Política do
Império do Brasil (1824). Disponível em: https://legislação.planalto.gov.br.
Acesso em: 27 abr. 2010 (adaptado).
A legislação espelha os conflitos
políticos e sociais do contexto histórico de sua formulação. A Constituição de
1824 regulamentou o direito de voto dos “cidadãos brasileiros“ com o objetivo
de garantir
A) o fim da inspiração liberal
sobre a estrutura política brasileira
B) a ampliação do direito de voto
para maioria dos brasileiros nascidos livres.
C) a concentração de poderes na
região produtora de café, o Sudeste brasileiro.
D) o controle do poder político
nas mãos dos grandes proprietários e comerciantes.
E) a diminuição da interferência
da Igreja Católica nas decisões político-administrativas.
QUESTÃO 32
1. (ENEM 2010)
Leia o texto:
“Eu, o Príncipe Regente, faço
saber aos que o presente Alvará virem: que desejando promover e adiantar a
riqueza nacional, e sendo um dos mananciais dela as manufaturas e a indústria,
sou servido abolir e revogar toda e qualquer proibição que haja a este respeito
no Estado do Brasil”.
(Alvará de liberdade para as
indústrias (1º de Abril de 1808). In: Bonavides, P.; Amaral, R. Textos
políticos da História do Brasil. Vol. 1. Brasília: Senado Federal, 2002
(adaptado).
O projeto industrializante de D.
João, conforme expresso no alvará, não se concretizou. Que características
desse período explicam esse fato?
a) A ocupação de Portugal pelas
tropas francesas e o fechamento das manufaturas portuguesas.
b) A dependência portuguesa da
Inglaterra e o predomínio industrial inglês sobre suas redes de comércio.
c) A desconfiança da burguesia
industrial colonial diante da chegada da família real portuguesa.
d) O confronto entre a França e a
Inglaterra e a posição dúbia assumida por Portugal no comércio
internacional.
e) O atraso industrial da colônia
provocado pela perda de mercados para as indústrias portuguesas.
QUESTÃO 33
(FGV) A instalação da Corte
portuguesa no Rio de Janeiro, em 1808, representou uma alternativa para um
contexto de crise política na Metrópole e a possibilidade de implementar as bases para a
formação de um império luso-brasileiro na América.
Das alternativas abaixo, assinale
aquela que NÃO diz respeito ao período joanino.
a) Ocupação da Guiana Francesa e
da Província Cisplatina e sua incorporação ao Império Português, como resultado
da política externa agressiva adotada por D. João.
b) Abertura dos portos da Colônia às nações
aliadas de Portugal, como a Inglaterra, dando início a uma fase de
livre-comércio.
c) Ocorreu uma inversão da
relação entre metrópole e colônia, já que a sede política do império passava do
centro para a periferia.
d) Atendeu às exigências do
comércio britânico, que conseguiu isenções alfandegárias.
e) Ocorreu a Revolução
Pernambucana de 1817, que defendia o separatismo com o governo republicano e a
manutenção da escravidão.
QUESTÃO 34
(ENEM 2009)
No tempo da independência do
Brasil, circulavam nas classes populares do Recife trovas que faziam alusão à
revolta escrava do Haiti: Marinheiros e caiados Todos devem se acabar, Porque
só pardos e pretos O país hão de habitar.
AMARAL, F. P. do. Apud
CARVALHO, A. Estudos pernambucanos. Recife: Cultura Acadêmica, 1907.
O período da independência do
Brasil registra conflitos raciais, como se depreende
A) dos rumores acerca da revolta
escrava do Haiti, que circulavam entre a população escrava e entre os
mestiços pobres, alimentando seu desejo por mudanças.
B) da rejeição aos portugueses,
brancos, que significava a rejeição à opressão da Metrópole, como ocorreu
na Noite das Garrafadas.
C) do apoio que escravos e negros
forros deram à monarquia, com a perspectiva de receber sua proteção contra
as injustiças do sistema escravista.
D) do repúdio que os escravos
trabalhadores dos portos demonstravam contra os marinheiros, porque estes representavam
a elite branca opressora.
E) da expulsão de vários
líderes negros independentistas, que defendiam a implantação de uma
república negra, a exemplo do Haiti.
GABARITO
QUESTÃO 31:[D]
Comentário da questão:
O texto da primeira constituição
brasileira outorgada pelo imperador D. Pedro I durante o Primeiro Reinado,
deixava claro que, apesar de estabelecer o Poder Moderador (instrumento pelo
qual o Imperador controlava o Executivo, o Legislativo e o Judiciário), o
governo tinha como base de sustentação a elite e, portanto, procurava garantir
que o poder político ficasse nas mãos desse grupo, consagrando assim o
princípio de exclusão deixando de fora das instâncias decisórias do poder a
maioria da população.
QUESTÃO 32:[B]
Comentário da questão:
Apesar da abertura dos portos e a
revogação do alvará de 1785, que proibia a construção de fábricas e manufaturas
no Brasil, o projeto de industrialização de D. João não se concretizou devido
ao domínio que a capital inglesa exercia sobre o comércio no Brasil. Um indício
que mostra esse domínio é o alvará
assinado em 1810 entre Portugal e Inglaterra que determinava uma tarifa
alfandegária de 24% sobre os produtos importados e de 16% sobre as mercadorias
de origem portuguesa e uma tarifa preferencial de 15% para os ingleses, ou
seja, abaixo da taxa que incidia sobre os artigos provenientes de Portugal.
QUESTÃO 33:[D]
Comentário da questão:
A abertura dos portos brasileiros não foi
acompanhada pelo oferecimento de isenção impostos a Inglaterra. Na verdade, os
ingleses foram beneficiados com o pagamento de uma taxa preferencial, menor em
relação à de outros países que poderiam comercializar com o Brasil.
QUESTÃO 34:[A]
Comentário da questão:
A Revolução haitiana iniciada em
1791 foi a luta comandada por negros pela independência da colônia francesa do
Haiti. Em 1804, o Haiti se torna o primeiro país independente da América e
serve de inspiração para diversos movimentos que buscavam mais justiça social e
o fim da exploração colonial na América, como por exemplo, a Conjuração Baiana
de 1798.
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A Era Vargas,
economia açucareira,
ENEM,
independência do Brasil,
invasões holandesas,
período joanino,
prof. Edenilson Morais,
simulado de História
domingo, 6 de setembro de 2015
sábado, 5 de setembro de 2015
Confira a correção da prova de História
Correção da avaliação de História

Primeira Série

Primeira Série
1.(ENEM) O açúcar e suas técnicas
de produção foram levados à Europa pelos árabes no século VIII, durante a Idade
Média, mas foi principalmente a partir das Cruzadas (séculos XI e XIII) que a
sua procura foi aumentando. Nessa época passou a ser importado do Oriente Médio
e produzido em pequena escala no sul da Itália, mas continuou a ser um produto
de luxo, extremamente caro, chegando a figurar nos dotes de princesas
casadoiras.
CAMPOS, R. Grandeza do Brasil no
tempo de Antonil (1681-1716). São Paulo: Atual, 1996.
Considerando o conceito do Antigo Sistema Colonial, o açúcar foi o produto escolhido por Portugal para dar início à colonização brasileira, em virtude de
a) o lucro obtido com o seu comércio ser muito vantajoso.
b) os árabes serem aliados históricos dos portugueses
c) a mão de obra necessária para o cultivo ser insuficiente.
d) as feitorias africanas facilitarem a comercialização desse
produto.
e) os nativos da América dominarem uma técnica de cultivo
semelhante.
2. (FUVEST) Foram,
respectivamente, fatores importantes na ocupação holandesa no Nordeste do
Brasil e na sua posterior expulsão:
a) o envolvimento da Holanda no
tráfico de escravos e os desentendimentos entre Maurício de Nassau e a
Companhia das Índias Ocidentais.
b) a participação da Holanda na
economia do açúcar e o endividamento dos senhores de engenho com a Companhia
das Índias Ocidentais.
c) o interesse da Holanda na
economia do ouro e a resistência e não aceitação do domínio estrangeiro pela
população.
d) a tentativa da Holanda em
monopolizar o comércio colonial e o fim da dominação espanhola em Portugal.
e) a exclusão da Holanda da
economia açucareira e a mudança de interesses da Companhia das Índias Ocidentais.
3. (FGV)
Este quadro, pintado por Franz
Post por volta de 1660, pode ser corretamente relacionado
a) à iniciativa pioneira dos
holandeses de construção dos primeiros engenhos no Nordeste.
b) à riqueza do açúcar, alvo
principal do interesse dos holandeses no Nordeste.
c) à condição especial dispensada
pelos holandeses aos escravos africanos.
d) ao início da exportação do
açúcar para a Europa por determinação de Maurício de Nassau.
e) ao incentivo à vinda de
holandeses para a constituição de pequenas propriedades rurais.
4. (CNDL) Apresente três
características da economia extrativista do pau-brasil desenvolvida na América
portuguesa ao longo do século 16.
5. (FUVEST) Indique as principais
razões da insurreição pernambucana contra os holandeses, ocorrida entre 1645 e
1654.
GABARITO
resposta da questão 1:[A]
GABARITO
resposta da questão 1:[A]
Comentário da questão:
Ainda no século XVI o açúcar era
considerado uma especiaria, devido ao alto valor que era vendido na Europa.
Além da alta lucratividade, a escolha da cana-de-açúcar foi favorecida, dentre
outros fatores, devido ao clima brasileiro e o prévio conhecimento das técnicas
de cultivo, pois nesse período Portugal já possuía lavouras nas Ilhas
Atlânticas. Dessa maneira, o cultivo de cana foi eleito como atividade que
impulsionaria a colonização permanecendo como principal produto por mais de
dois séculos.
resposta da questão 2:[B]
Comentário da questão:
Os fatores que explicam a invasão holandesa na América Portuguesa e sua posterior expulsão são respectivamente o embargo comercial sobre a atividade açucareira decretada pelos reis espanhóis da dinastia filipina durante a União Ibérica e a elevação da cobrança de impostos dos senhores de engenho pernambucanos logo após a demissão de Maurício de Nassau do governo da Nova Holanda pela Companhia das Índias Ocidentais, fato que precipitou o início da Insurreição Pernambucana.
resposta da questão 3:[B]
Comentário da questão:
A tela Engenho, de autoria do pintor Franz Post retrata a principal atividade econômica praticada na América Portuguesa durante o século XVII, que era a produção de açúcar, interesse primordial dos holandeses ao invadir e ocupar uma porção significativa da região Nordeste do Brasil.
resposta da questão 4:
A primeira atividade desenvolvida na América Portuguesa foi a extração de pau-brasil que apresentava o monopólio do Estado português (estanco), a utilização da mão de obra indígena (escambo), a construção de feitorias (armazéns fortificados no litoral) e a atuação de piratas franceses (contrabando).
resposta da questão 5:
Elevação da cobrança de impostos e das dívidas dos senhores de engenho pernambucanos em relação à Companhia das Índias Ocidentais (WIC).
Segunda Série
1. (ENEM) É difícil encontrar um
texto sobre a Proclamação da República no Brasil que não cite a afirmação de
Aristides Lobo, no Diário Popular de São Paulo, de que “o povo assistiu àquilo
bestializado”. Essa versão foi relida pelos enaltecedores da Revolução de 1930,
que não descuidaram da forma republicana, mas realçaram a exclusão social, o
militarismo e o estrangeirismo da fórmula implantada em 1889. Isto porque o
Brasil brasileiro teria nascido em 1930
MELLO, M. T. C. A república
consentida: cultura democrática e científica no final do Império.
Rio de Janeiro: FGV, 2007
(adaptado).
O texto defende que a
consolidação de uma determinada memória sobre a Proclamação da República no
Brasil teve, na Revolução de 1930, um de seus momentos mais importantes. Os defensores
da Revolução de 1930 procuraram construir uma visão negativa para os eventos de
1889, porque esta era uma maneira de
a) valorizar as propostas políticas democráticas e liberais
vitoriosas.
b) resgatar simbolicamente as figuras políticas ligadas à
Monarquia.
c) criticar a política educacional adotada durante a
República Velha.
d) legitimar a ordem política inaugurada com a chegada desse
grupo ao poder.
e) destacar a ampla participação popular obtida no processo
da Proclamação.
2. (ENEM 2010) A solução militar da crise política gerada
pela sucessão do presidente Washington Luís em 1929-1930 provoca profunda
ruptura institucional no país. Deposto o presidente, o Governo Provisório
(1930-1934) precisa administrar as diferenças entre as correntes políticas
integrantes da composição vitoriosa, herdeira da Aliança Liberal.
LEMOS, R. A revolução
constitucionalista de 1932. SILVA, R. M.; CACHAPUZ, P. B.; LAMARÃO, S. (Org).
Getúlio Vargas e seu tempo. Rio de Janeiro: BNDES.
No contexto histórico da crise da
Primeira República, verifica-se uma divisão no movimento tenentista. A atuação
dos integrantes do movimento liderados por Juarez Távora, os chamados
“liberais” nos anos 1930, deve ser entendida como
a) a aliança com os cafeicultores
paulistas em defesa de novas eleições.
b) o retorno aos quartéis diante
da desilusão política com a “Revolução de 30”.
c) o compromisso
político-institucional com o governo provisório de Vargas.
d) a adesão ao socialismo,
reforçada pelo exemplo do ex-tenente Luis Carlos Prestes.
e) o apoio ao governo provisório
em defesa da descentralização do poder político
3. (ENEM) O trabalho de
recomposição que nos espera não admite medidas contemporizadoras. Implica o
reajustamento social e econômico de todos os rumos até aqui seguidos. Comecemos
por desmontar a máquina do favoritismo parasitário, com toda sua descendência
espúria.
Discurso de posse de Getúlio
Vargas como chefe do governo provisório, pronunciado em 03 de novembro de 1930.
FILHO, I. A. Brasil, 500 anos em documento.
Rio de Janeiro: Mauad, 1999 (adaptado).
Em seu discurso de posse, como
forma de legitimar o regime político implantado em 1930, Getúlio Vargas
estabelece uma crítica ao
a) funcionamento regular dos partidos políticos.
b) controle político exercido
pelas oligarquias estaduais.
c) centralismo presente na
Constituição então em vigor.
d) mecanismo jurídico que impedia
as fraudes eleitorais.
e) imobilismo popular nos
processos político-eleitorais.
4. (UFV) Observe atentamente as figuras
abaixo. Elas reproduzem cartazes utilizados para motivar a participação popular
na Revolução Constitucionalista de 1932.
Aponte os elementos da conjuntura
política nacional que motivaram esse processo revolucionário, ressaltando algumas
de suas características.
5. (FUVEST)

Reprodução de Cartaz da Revolução
de 1932
Observando o cartaz:
a) Identifique os três
personagens.
b) Explique a frase “Abaixo a
ditadura”.
GABARITO
resposta da questão 1:[D]
Comentário da questão:
resposta da questão 2:[C]
Comentário da questão:
Durante a década de 20, o movimento tenentista se radicalizou e propôs mudanças políticas de caráter democrático para o país. Com a Revolução de 30, muitos tenentes aderiram ao novo governo, teoricamente representante de mudanças modernizadoras, porém de tendência autoritária e centralizadora. A mudança deve-se à cooptação de parte dos militares pelo governo Vargas, sendo que muitos passaram a ocupar as mais elevadas patentes e ainda cargos de interventores nos estados, como o próprio Juarez Távora.
resposta da questão 3:[B]
Comentário da questão:
O texto da questão, o discurso de posse de Getúlio Vargas na presidência da República, após liderar o movimento que derrubou Washington Luís, a denominada Revolução de 1930 apresenta uma crítica à estrutura política que vigorou durante a Primeira República (1889-1930) caracterizada pelo domínio das oligarquias regionais, com destaque para a oligarquia cafeeira.
resposta da questão 4:
A Revolução Constitucionalista foi a declaração de guerra de São Paulo a Getúlio Vargas. As velhas oligarquias de São Paulo ligadas ao PRP queriam recuperar o antigo poder perdido com a Revolução de 1930. Aproveitando-se de uma manifestação feita por estudante contra o interventor varguista a oligarquia paulista inicia a revolução alegando estar forçando o governo a convocar a Assembléia Nacional Constituinte para a elaboração de uma nova constituição para o país, uma vez que a de 1891 havia sido suspensa por Vargas. Em 1932 eclodiu em São Paulo a chamada Revolução Constitucionalista, liderada pela oligarquia cafeeira paulista e pelo Partido Democrático, exigindo a convocação da Assembléia Constituinte a fim de limitar os poderes da presidência e restaurar a autonomia dos Estados. A Revolução termina com a rendição das tropas paulistas às tropas do governo Apesar da derrota dos rebeldes, o governo convocou a Constituinte.
resposta da questão 5:
GABARITO
resposta da questão 1:[D]
Comentário da questão:
Ao colocar fim a Primeira
República, a Revolução de 1930 além de representar a insatisfação de grupos
oligárquicos dissidentes – principalmente dos estados de Minas Gerais e Rio
Grande do Sul – pretendia obter o apoio de classes que estavam gradativamente
mais presentes em uma sociedade cada vez mais urbanizada, estes eram os
proletariados e a classe média (representados principalmente pelo tenentismo).
Sendo assim, ao chegar ao poder Getúlio Vargas; iniciando neste período a Era
Vargas; busca criticar e desqualificar todo o período caracterizado como
República Velha, para legitimar nova ordem política e buscar adesão desses
novos segmentos da sociedade.
resposta da questão 2:[C]
Comentário da questão:
Durante a década de 20, o movimento tenentista se radicalizou e propôs mudanças políticas de caráter democrático para o país. Com a Revolução de 30, muitos tenentes aderiram ao novo governo, teoricamente representante de mudanças modernizadoras, porém de tendência autoritária e centralizadora. A mudança deve-se à cooptação de parte dos militares pelo governo Vargas, sendo que muitos passaram a ocupar as mais elevadas patentes e ainda cargos de interventores nos estados, como o próprio Juarez Távora.
resposta da questão 3:[B]
Comentário da questão:
O texto da questão, o discurso de posse de Getúlio Vargas na presidência da República, após liderar o movimento que derrubou Washington Luís, a denominada Revolução de 1930 apresenta uma crítica à estrutura política que vigorou durante a Primeira República (1889-1930) caracterizada pelo domínio das oligarquias regionais, com destaque para a oligarquia cafeeira.
resposta da questão 4:
A Revolução Constitucionalista foi a declaração de guerra de São Paulo a Getúlio Vargas. As velhas oligarquias de São Paulo ligadas ao PRP queriam recuperar o antigo poder perdido com a Revolução de 1930. Aproveitando-se de uma manifestação feita por estudante contra o interventor varguista a oligarquia paulista inicia a revolução alegando estar forçando o governo a convocar a Assembléia Nacional Constituinte para a elaboração de uma nova constituição para o país, uma vez que a de 1891 havia sido suspensa por Vargas. Em 1932 eclodiu em São Paulo a chamada Revolução Constitucionalista, liderada pela oligarquia cafeeira paulista e pelo Partido Democrático, exigindo a convocação da Assembléia Constituinte a fim de limitar os poderes da presidência e restaurar a autonomia dos Estados. A Revolução termina com a rendição das tropas paulistas às tropas do governo Apesar da derrota dos rebeldes, o governo convocou a Constituinte.
resposta da questão 5:
a) No cartaz é possível identificar o bandeirante, Getúlio Vargas sendo esmagado pelo bandeirante e um soldado empunhando a bandeira de São Paulo.
b) O cartaz é um exemplo da intensa propaganda política na Revolução de 1932. Seu objetivo era incitar a população ao engajamento na luta liderada pela Frente Única Paulista contra o governo Vargas. Nele comparecem três personagens: com maior destaque, o bandeirante, a figurar o “orgulho” e a “bravura” paulistas; o pequeno Getúlio, praticamente esmagado pelo “desbravador”; e, no canto esquerdo, empunhando a bandeira paulista, símbolo da autonomia do estado de São Paulo, o soldado revolucionário, o herói da época. A frase traduz o pensamento da liderança do movimento de 1932, já que, para as elites paulistas, o governo Vargas era ilegítimo, pois não era sustentado por uma Constituição, e também opressor, uma vez que retirara a autonomia política de São Paulo. Em 1937, alegando que o “perigo vermelho” rondava o país, o presidente deu um “golpe em si mesmo” e instaurou o Estado Novo, ditadura comanda autoritariamente por Vargas. A política estadonovista e seus desdobramentos são um dos assuntos mais exigidos nos vestibulares. Portanto, vamos dar uma atenção especial a ele e ver uma série de questões que falam deste período da Era Vargas.
b) O cartaz é um exemplo da intensa propaganda política na Revolução de 1932. Seu objetivo era incitar a população ao engajamento na luta liderada pela Frente Única Paulista contra o governo Vargas. Nele comparecem três personagens: com maior destaque, o bandeirante, a figurar o “orgulho” e a “bravura” paulistas; o pequeno Getúlio, praticamente esmagado pelo “desbravador”; e, no canto esquerdo, empunhando a bandeira paulista, símbolo da autonomia do estado de São Paulo, o soldado revolucionário, o herói da época. A frase traduz o pensamento da liderança do movimento de 1932, já que, para as elites paulistas, o governo Vargas era ilegítimo, pois não era sustentado por uma Constituição, e também opressor, uma vez que retirara a autonomia política de São Paulo. Em 1937, alegando que o “perigo vermelho” rondava o país, o presidente deu um “golpe em si mesmo” e instaurou o Estado Novo, ditadura comanda autoritariamente por Vargas. A política estadonovista e seus desdobramentos são um dos assuntos mais exigidos nos vestibulares. Portanto, vamos dar uma atenção especial a ele e ver uma série de questões que falam deste período da Era Vargas.
Terceira Série
1. (ENEM) No clima das ideias que
se seguiram à revolta de São Domingos, o descobrimento de planos para um
levante armado dos artífices mulatos na Bahia, no ano de 1798, teve impacto
muito especial; esses planos demonstravam aquilo que os brancos conscientes
tinham já começado a compreender: as ideias de igualdade social estavam a
propagar-se numa sociedade em que só um terço da população era de brancos e
iriam inevitavelmente ser interpretados em termos raciais.
MAXWELL, K. Condicionalismos da
Independência do Brasil. In:
SILVA, M. N. (coord.) O Império luso-brasileiro, 1750-1822. Lisboa:
Estampa, 1966.
O temor do radicalismo da luta negra no Haiti e das propostas das lideranças populares da Conjuração Baiana (1798) levaram setores da elite colonial brasileira a novas posturas diante das reivindicações populares. No período da Independência, parte da elite participou ativamente do processo, no intuito de
a) instalar um partido nacional,
sob sua liderança, garantindo participação controlada dos afro-brasileiros e
inibindo novas rebeliões de negros.
b) atender aos clamores
apresentados no movimento baiano, de modo a inviabilizar novas rebeliões,
garantindo o controle da situação.
c) firmar alianças com as
lideranças escravas, permitindo a promoção de mudanças exigidas pelo povo sem a
profundidade proposta inicialmente.
d) impedir que o povo conferisse
ao movimento um teor libertário, o que terminaria por prejudicar seus
interesses e seu projeto de nação.
e) rebelar-se contra as
representações metropolitanas, isolando politicamente o Príncipe Regente,
instalando um governo conservador para controlar o povo.
2. (ENEM) No tempo da
independência do Brasil, circulavam nas classes populares do Recife trovas que
faziam alusão à revolta escrava do Haiti: Marinheiros e caiados Todos devem
se acabar, Porque só pardos e pretos O país hão de habitar.
AMARAL, F. P. do. Apud CARVALHO,
A. Estudos pernambucanos. Recife: Cultura Acadêmica, 1907.
O período da independência do
Brasil registra conflitos raciais, como se depreende
a) dos rumores acerca da revolta
escrava do Haiti, que circulavam entre a população escrava e entre os
mestiços pobres, alimentando seu desejo por mudanças.
b) da rejeição aos portugueses,
brancos, que significava a rejeição à opressão da Metrópole, como ocorreu
na Noite das Garrafadas.
c) do apoio que escravos e negros
forros deram à monarquia, com a perspectiva de receber sua proteção contra
as injustiças do sistema escravista.
d) do repúdio que os escravos
trabalhadores dos portos demonstravam contra os marinheiros, porque estes
representavam a elite branca opressora.
e)da expulsão de vários
líderes negros independentistas, que defendiam a implantação de uma
república negra, a exemplo do Haiti.
3. (UNESP) Em março de 1808, a
corte portuguesa desembarcou na cidade do Rio de Janeiro, que se tornou a
capital do império português.
a) Por que a família real teve
que abandonar Portugal?
b) Cite duas consequências, de
ordem cultural, decorrentes da presença dos Bragança no Rio de Janeiro.
4. (PUC-RJ) "O Rio de
Janeiro é a capital do Brasil há bastante tempo, muito antes de a família real
deixar Lisboa. Traçarei uma breve descrição dessa cidade a partir do que pude
apurar durante a minha estada. [...] O comércio [...] progrediu muito depois
que a cidade tornou-se residência real [...] Os ingleses têm aberto muitos
cafés no Rio de Janeiro, uma novidade, que tenho certeza, será bem acolhida. De
fato, desde março de 1808, toda a cidade vem passando por transformações e
recebendo melhorias.
Conde Thomas O Neill, 1809. Apud
Jean Marcel Carvalho França. "Outras visões do Rio de Janeiro Colonial -
Antologia de Textos". Rio de Janeiro, José Olympio, 2000. Pp: 310-320.
A descrição do inglês Thomas O Neill destaca algumas das transformações ocorridas desde a chegada da Corte portuguesa ao Rio de Janeiro no ano de 1808.
Explique por que, a partir da
abertura dos portos (1808), ocorreu a preponderância dos ingleses nas
transações comerciais com o Brasil.
5. (UNICAMP) Sobre a transferência da Corte de D. João VI para o Brasil, o historiador Kenneth Maxwell afirma: Novas instituições foram criadas pela coroa portuguesa, e a maioria delas foi estabelecida no Rio de Janeiro, que, assim, assumiu um papel centralizador dentro de uma América portuguesa que antes era muito fragmentada no sentido administrativo. Houve resistência a isso, principalmente em Pernambuco, em 1817. Mas, no final, o poder central foi mantido.
(Adaptado de Kenneth Maxwell,
“Para Maxwell, país não permite leituras convencionais”. Entrevista concedida a
Marcos Strecker. Folha de São Paulo, 25/11/2007, Mais, p. 5.)
a) Segundo o texto, QUAIS as
mudanças suscitadas pela transferência da Corte portuguesa para o Rio de
Janeiro em 1808?
b) EXPLIQUE os objetivos do
movimento de Pernambuco em 1817.
GABARITO
resposta da questão 1:[D]
Comentário da questão:
GABARITO
resposta da questão 1:[D]
Comentário da questão:
O processo de Independência do
Haiti em 1791, que também levou ao fim a escravidão no país, foi visto pelas
elites brasileiras como uma ameaça ao seu poder, pois criticava a manutenção
das estruturas sociais fundamentais para a manutenção de seu poder econômico
como a escravidão. Dessa maneira, com medo de que o exemplo do Haiti
influenciasse revoltas no Brasil, tais elites reprimiram mais violentamente
qualquer tentativa de dissidência popular, como a Conjuração Baiana que ocorreu
em 1798 e que teve a maioria dos seus líderes presos e condenados à forca.
resposta da questão 2:[A]
Comentário da questão:
A Revolução haitiana iniciada em
1791 foi a luta comandada por negros pela independência da colônia francesa do
Haiti. Em 1804, o Haiti se torna o primeiro país independente da América e
serve de inspiração para diversos movimentos que buscavam mais justiça social e
o fim da exploração colonial na América, como por exemplo, a Conjuração Baiana
de 1798.
resposta da questão 3:
a) A vinda da família
real ocorreu a partir do contexto internacional com a invasão das tropas
napoleônicas a Portugal. Para não se submeter aos invasores franceses, a Corte
foi transferida para o Brasil.
b)
Durante sua permanência no Brasil, a Coroa portuguesa efetivou uma série de transformações
culturais que foram desde a instalação da Imprensa Régia, a fundação de cursos
superiores de Medicina e de escolas de formação de oficiais militares, a
criação do Jardim Botânico e da Biblioteca Real, e a vinda da missão artística
francesa, a partir de 1816, dentre outras.
resposta da questão 4:
Ao decretar a abertura dos portos
brasileiros às “nações amigas” em 1808 D. João VI estava beneficiando,
sobretudo, a Inglaterra, então, em plena Revolução Industrial, e o principal
país que mantinha relações amigáveis com Portugal. A partir dessa data, os
produtos manufaturados ingleses começaram a entrar no Brasil, sendo que a
ampliação do controle do mercado colonial seria conseguida, anos mais tarde,
com a assinatura do Tratado de Comércio e Navegação em fevereiro de 1810. Esse
Tratado garantia à Inglaterra a taxação privilegiada de 15% de impostos sobre
os seus produtos vendidos no Brasil, enquanto que as mercadorias portuguesas
pagariam 16% e as dos demais países, 24%.
resposta da questão 5:
a) O
estabelecimento da Corte Lusitana no Brasil, a partir de 1808, exigiu a criação
de órgãos político-administrativos, como ministérios, a imprensa oficial, o
Banco do Brasil, a Casa da Moeda e outros. Esse processo representou a
constituição de um aparelho de Estado central que assumiu relevante papel na
independência concretizada em 1822.
b) A
chamada Revolução Pernambucana de 1817 levantou os setores liberais mais
radicais, entre civis e militares, com o intuito de romper o domínio colonial
português e estabelecer uma república federativa no país segundo o modelo
norte-americano de Estado livre vigente desde 1776.
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revolução constitucionalista de São Paulo (1932),
Revolução de 1930
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