sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Roteiro de estudos: Fontes históricas

Roteiro de estudos: Fontes Históricas
1. Leia o trecho a seguir:


O historiador é uma peça fundamental em todo o tipo de cultura. Ele retira e preserva os tesouros do passado, interpreta a História, aprofunda o conhecimento do presente. Um povo sem História, e sem o historiador, é um povo sem memória.

http://www.educacaopublica.rj.gov.br

Sobre a arte de escrever a História e sobre o trabalho dos historiadores, assinale a afirmativa CORRETA:
a) Os fatos do passado pesquisados pelo historiador são apresentados de forma definitiva, pois a História nunca muda.
b) A produção crítica da História consiste em selecionar documentos oficiais, apurar os fatos históricos, encadeá-los em ordem cronológica e descrevê-los.
c) O historiador não é um homem neutro. Ele sofre as influências de sua época. Por isso, o pesquisador da História não deve ter a pretensão de fixar verdades eternas.
d) Como o historiador muitas vezes trabalha com material produzido há vários séculos, sua interpretação do passado não sofre a interferência do presente.


2. “A grande parte das fontes históricas é encontrada em instituições públicas ou privadas, tais como museus, arquivos, igrejas, galerias de arte e outros espaços. Esse conjunto de fontes históricas é chamado de patrimônio histórico e cultural de um povo”.
O ato de preservar algo relativo a valores materiais ou que revelam a tradição artística ou histórica, denomina-se:
a) Registro.
b) Fotografia.
c) Tombamento.
d) Filmagem.

3. Leia o texto abaixo e marque a única opção CORRETA de acordo com o que se pede.

As novas fontes


A história nova ampliou o campo do documento histórico; ela substituiu a história [...] fundada essencialmente nos textos, no documento escrito, por uma história baseada numa multiplicação de documentos: escritos de todos os tipos, documentos figurados, produtos de escavações arqueológicas, documentos orais, etc. Uma estatística, uma curva de preços, uma fotografia, um filme ou, para um passado mais distante, um pólen fóssil, uma ferramenta, um ex-voto são, para a história nova, documentos de primeira ordem.
LE GOFF, Jaques. A história nova. São Paulo: Martins Fontes, 1990, p.28.


O historiador utiliza, em seu trabalho, fontes escritas, visuais, orais e sonoras.
São exemplos de fontes orais:
a) letras de músicas, poemas, contratos, documentos oficiais;
b) relatos falados que passam de uma pessoa a outra;
c) desenhos, esculturas, pinturas, fotografias;
d) músicas e ritmos próprios da cultura de um povo de uma determinada época.

4. (UFPR) Considere o excerto abaixo, do historiador Marc Bloch: Ora, esse tempo verdadeiro é, por natureza, um continuum. É também perpétua mudança. Da antítese desses dois atributos provêm os grandes problemas da pesquisa histórica. 
(BLOCH, Marc. Apologia da história ou O ofício do historiador. RJ: Jorge Zahar, 2001, p. 55.) 

O trecho acima se refere ao seguinte problema da pesquisa histórica: 
a) A tensão entre continuidade e mudança dentro de uma dada duração ou período histórico, o que impede uma divisão precisa entre passado e presente na investigação de um determinado problema histórico. 
b) A tensão entre continuidade e mudança na história, o que promove uma separação definida entre passado e presente na investigação de um tema histórico. 
c) A mistura entre continuidades e transformações dos dados históricos, o que permite uma diferenciação entre causas e consequências dos fatos históricos. 
d) A predominância das continuidades sobre as transformações históricas, o que justifica o estudo da história como ciência do passado. 
e) A predominância das mudanças sobre as continuidades históricas em um dado período histórico, o que leva à adoção da história-problema. 


5. (UFPR)  Sobre a abordagem pós-moderna da história, considere as seguintes afirmativas: 
1. Desconstrói os pressupostos e os elementos do trabalho histórico profissional, desvelando e historicizando mecanismos de poder que naturalizam os discursos históricos em diferentes momentos. 
2. Adota as grandes narrativas históricas, que partem de um eixo eurocêntrico anglo-saxão e masculino. 
3. Renega a metodologia reflexiva, que reconhece a fragilidade epistemológica da história. 
4. Pretende abarcar a multiplicidade de relatos históricos, reconhecendo que a disciplina histórica produz um entre tantos relatos possíveis. 

Assinale a alternativa correta. 
a) Somente a afirmativa 1 é verdadeira. 
b) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras. 
e) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.  



6. (UFPR) Considere o seguinte excerto: O documento histórico é um texto no meio do caminho entre o arbítrio de um historiador (e de uma sociedade) e seu próprio conteúdo. 
(KARNAL, Leandro; GALLI, Flávia T. “A memória evanescente” In PINSKY, C. B.; LUCA. T. R. (orgs.). O Historiador e suas fontes. SP: Contexto, 2011, p. 23.) 

Acerca da relação entre o historiador e seu objeto de pesquisa, acessado através de documentos, referenciado no excerto acima, identifique as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F): 
( ) O documento não é nem uma entidade autônoma, que define completamente os rumos da pesquisa, nem é totalmente sujeito à interpretação do historiador – há um constante diálogo entre o sujeito pesquisador e o objeto pesquisado. 
( ) Somente o historiador é quem confere importância ao documento histórico, não importando o seu conteúdo específico. 
( ) A leitura do documento traz informações invariáveis à pesquisa histórica, independentemente do olhar lançado pelo historiador. 
( ) Os autores do excerto defendem que, isoladamente, nem a visão positivista nem a abordagem pós-estruturalista da história contemplam a complexidade do documento histórico para o trabalho do historiador. 

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. 
a) V – V – F – F. 
b) F – F – V – V. 
c) V – F – V – F. 
d) V – F – F – V. 
e) F – V – F – V. 




7. (UFPR)  A partir dos anos 1990, o interesse de historiadores, antropólogos e sociólogos pela fotografia alargou-se. Confluíram os usos sociais e científicos que a fotografia vinha recebendo com os novos paradigmas das ciências humanas. 
(LIMA, S. F.; CARVALHO, V. C. “Fotografias - Usos sociais e historiográficos”. In PINSKY, C. B.; LUCA. T. R. (orgs.). O Historiador e suas fontes. SP: Contexto, 2011, p. 41.) 

A respeito da análise historiográfica das fontes fotográficas, é correto afirmar: 
a) Embora muitos estudos sobre os diversos tipos de fotografia fossem realizados na academia, mediante os novos paradigmas das ciências humanas, constatou-se que pouco se avançou no estudo das fotografias, frustrando as expectativas levantadas com os estudos iniciados nos anos 1990. 
b) As fontes fotográficas passaram a ser analisadas dentro das práticas de cultura visual e material da sociedade ocidental, como o fotojornalismo (dentre outras), almejando compreender o papel social e os contextos de produção, de circulação e de consumo da fotografia. 
c) As fontes fotográficas obedeceram à tendência geral de ampliação da variedade de fontes historiográficas iniciada com a História Nova, sendo aplicadas ao estudo das sociedades ocidentais fundamentalmente enquanto ilustrações de eventos históricos da era contemporânea. 
d) A análise das fontes fotográficas ampliou-se com os paradigmas das ciências humanas, que visaram incluir as fotografias como elementos de exposição em museus e galerias de arte. 
e) As fontes fotográficas ampliaram-se conforme o desenvolvimento da cultura visual a partir da globalização, porém, após um grande interesse dos intelectuais das Ciências Humanas por essas fontes, o seu estudo não logrou acompanhar a evolução tecnológica das fotografias. 



8. (UFPR) Algumas especificidades do documento fílmico de recriação histórica do passado necessitam ser observadas pelo historiador em suas análises. Considerando esse tema, assinale a alternativa correta. 
a) O filme histórico é um documento do presente que visa recriar o passado com fins mercadológicos, o que pressupõe sempre uma distorção das histórias originais. Por isso, essa categoria de fonte não é muito usada na análise histórica. 
b) O filme histórico é um produto do presente que torna o passado acessível ao público da era contemporânea. Muitas vezes, é o único meio pelo qual história e personagens de um passado distante podem se tornar conhecidos a um grande público, o que faz dos filmes históricos uma importante fonte para a divulgação do conhecimento histórico. 
c) Os únicos filmes históricos apropriados para a análise historiográfica são aqueles feitos por diretores e roteiristas preocupados em buscar uma recriação histórica fiel aos acontecimentos narrados, o que torna a análise fílmica bastante restrita para o campo historiográfico. 
d) Os melhores exemplares de filmes a serem trabalhados pelo historiador são os filmes comerciais, pois neles podem ser exploradas várias camadas de interpretação histórica, ao contrário dos filmes que se anunciam como fiéis aos fatos históricos, que pouco se utilizam da complexidade da linguagem cinematográfica. 
e) Qualquer filme histórico é um documento que demonstra um olhar do presente sobre o passado, o que por si só também deve ser levado em conta na análise. Assim, o filme deve ser problematizado a partir do seu contexto de produção (intenções e estilo do diretor, roteiro) e de circulação (público-alvo, audiência etc.), além da própria história contada. 



9. (UFPR) No que se refere à análise historiográfica de pinturas, assinale a alternativa que demonstra aspectos que devem ser considerados pelo historiador. 
a) As intenções do pintor (quando identificadas, assim como as intenções dos seus possíveis patronos e clientes), a existência de convenções de representação pictórica no tempo estudado e a presença de mentalidades, ideologias e identidades expressas nas fontes. 
b) Independentemente das intenções do pintor, é importante indagar sobre as condições de produção dessa pintura e sua recepção em uma determinada época. 
c) As intenções do pintor e de seus patronos e a sua correspondência com os objetos, pessoas e eventos retratados, que permitem investigar o grau de distorção que as pinturas realizaram em relação à realidade retratada. 
d) A organização interna dos elementos presentes nas pinturas são o enfoque central do trabalho historiográfico sobre pinturas, sob influência da iconologia. 
e) A iconografia oferece a base dos estudos de pinturas desde o período renascentista, orientando o olhar do historiador para a análise de pinturas históricas e dos retratos em detrimento das pinturas artísticas. 




10. (UFPR) Levando em conta as utilidades das fontes arqueológicas no estudo historiográfico, considere as seguintes afirmativas: 
1. As fontes arqueológicas restringem-se ao estudo de determinadas sociedades sem cultura escrita, como as comunidades indígenas no Brasil, e ao período antigo, em complementação aos vestígios escritos. 
2. As fontes arqueológicas oferecem uma grande variedade de informações para historiadores de todos os períodos da História, permitindo analisar um passado mais complexo, contraditório e múltiplo, em uma análise articulada a fontes escritas, em sociedades em que tais fontes são encontradas. 
3. As fontes arqueológicas têm trazido à luz situações de resistência e de confronto de certos grupos sociais, tais como práticas religiosas não cristãs de escravos que não foram registradas pela cultura escrita produzida pelos senhores de escravos, em países como os Estados Unidos. 
4. As fontes arqueológicas permitem compreender determinadas situações de mescla cultural que não foram relatadas em documentos escritos, tais como no caso do Quilombo dos Palmares, cuja história passou a ser problematizada após escavações arqueológicas terem encontrado uma grande presença indígena, ignorada pelos documentos escritos do século XVII. 

Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. 
b) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. 
e) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras. 




GABARITO
resposta da questão 1:[C]
resposta da questão 2:[C]
resposta da questão 3:[D]
resposta da questão 4:[A]
resposta da questão 5:[B]
resposta da questão 6:[D]
resposta da questão 7:[B]
resposta da questão 8:[E]
resposta da questão 9:[A]
resposta da questão 10:[C]

Roteiro de estudos: introdução aos estudos da História

Introdução aos estudos da História
História e Historiografia
homer
1. (ENEM 2015) Calendário medieval, século XV



Os calendários são fontes históricas importantes, na medida em que expressam a concepção de tempo das sociedades. Essas imagens compõem um calendário medieval (1460-1475) e cada uma delas representa um mês, de janeiro a dezembro.  

Com base na análise do calendário, apreende-se uma concepção de tempo  
A) cíclica, marcada pelo mito arcaico do eterno retorno.  
B) humanista, identificada pelo controle das horas de atividades por parte do trabalhador.  
C) escatológica, associada a uma visão religiosa sobre o trabalho.  
D) natural, expressa pelo trabalho realizado de acordo com as estações do ano.  
E) romântica, definida por uma visão bucólica da sociedade.


2. (Upe 2014) Existe em todo historiador, em toda pessoa apaixonada pelo arquivo uma espécie de culto narcísico do arquivo, uma captação especular da narração histórica pelo arquivo, e é preciso se violentar para não ceder a ele. Se tudo está arquivado, se tudo é vigiado, anotado, julgado, a história como criação não é mais possível: é então substituída pelo arquivo transformado em saber absoluto, espelho de si. Mas se nada está arquivado, se tudo está apagado ou destruído, a história tende para a fantasia ou o delírio, para a soberania delirante do eu, ou seja, para um arquivo reinventado que funciona como dogma. 
(ROUDINESCO, Elisabeth. A análise e o arquivo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006, p. 09.) 

Refletindo sobre o historiador e sua relação com os arquivos, o texto nos mostra que 
a) todo conhecimento histórico se encerra dentro dos arquivos, e o historiador é um mero reprodutor de documentos oficiais. 
b) só por meio do arquivo, no século XXI, ele pode retratar o passado tal qual foi. 
c) essa relação é ambivalente, e, ao mesmo tempo em que ele necessita do arquivo para legitimar sua narrativa, deve ter o cuidado de não transformá-lo num saber absoluto. 
d) no seu trabalho, é melhor a ausência de arquivo que o excesso. 
e) todo conhecimento histórico é produzido sem necessidade dos arquivos. 

3. (Uea 2014) As ciências, as técnicas, as instituições políticas, as ferramentas mentais, as civilizações apresentam ritmos próprios de vida e de crescimento. 
(BRAUDEL, Fernand. Escritos sobre a história, 1969. Adaptado.) 

No fragmento, o historiador Fernand Braudel critica a classificação da história em grandes períodos unificados e homogêneos, ao ressaltar que 
a) a mudança histórica é orientada pelas concepções que os homens têm da política, da sociedade e da economia. 
b) as sociedades humanas seguiram, a partir da Revolução Industrial, um mesmo modelo de transformação histórica. 
c) as artes, a cultura e a tecnologia modificam-se, diferentemente dos fatos políticos, de maneira muito semelhante. 
d) a existência social dos homens é múltipla e que os elementos que a compõem modificam-se de forma desigual no decorrer do tempo. 
e) a economia é a determinação mais poderosa na vida dos homens e que a história da humanidade é impulsionada pelas novidades técnicas.

4. (Upe 2014) A cultura material estudada pelo arqueólogo insere-se, sempre, em um contexto histórico muito preciso e, portanto, o conhecimento da história constitui aspecto inelutável da pesquisa arqueológica. Assim, só se pode compreender a cerâmica grega se conhecermos a história da sociedade grega, as diferenças entre as cidades antigas, as transformações por que passaram. 
(FUNARI, Pedro Paulo. Arqueologia. São Paulo: Contexto, 2003. p. 85.) 

Com base nas afirmações acima, assinale a alternativa CORRETA. 
a) A Arqueologia, diferentemente da História, concentra seus estudos na análise da cultura material, negligenciando fontes escritas e orais. 
b) A relação interdisciplinar entre a Arqueologia e a História é apresentada no texto como um fator essencial na análise da cultura material. 
c) Os estudos arqueológicos pouco retratam as sociedades pré-históricas tendo em vista a ausência de fontes não materiais sobre esses povos. 
d) A arqueologia não contribuiu para o estudo de regiões africanas como o Sudão e o Egito, tendo em vista a exclusividade da análise das tradições orais no estudo dessas sociedades. 
e) História e Arqueologia só constroem uma relação interdisciplinar nos estudos sobre a pré- história e a antiguidade, em que a análise da cultura material é o cerne das pesquisas

5. (Uema 2014) É preciso advertir desde já que esse sistema quadripartite [dividido em quatro partes] de organização da história universal é um fato francês. Em outros países, o passado está organizado de modo diferente, em função de pontos de referência distintos. 
CHESNEAUX, Jean. Devemos fazer tábula rasa do passado? Sobre a história e os historiadores. Trad. de Marcos A. da Silva. São Paulo: Ática, 1995, p. 93. 

O texto faz referência a um “sistema quadripartite”, ainda muito presente nos materiais didáticos de História do Ensino Básico no Brasil. Esse “sistema” divide a história em Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea. Sobre essa divisão, o autor observa que a 
a) conceituação de história universal é sempre francesa. 
b) divisão da história em períodos prejudica o seu estudo. 
c) periodização da história em alguns países é equivocada. 
d) sistematização da história não depende das referências do passado. e) organização da história como campo de estudo é uma construção cultural. 

6. (Upe 2013) A diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. Tudo o que o homem diz ou escreve, tudo o que fabrica, tudo o que toca pode e deve informar sobre ele. 
BLOCH, Marc. Apologia da História ou o ofício de historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001, p. 79. (Adaptado). 

Sobre as fontes históricas, com base no texto acima, assinale a alternativa CORRETA. 
a) O pensamento marxista aboliu a utilização de fontes escritas nas pesquisas históricas. 
b) A afirmação do texto sintetiza a nova perspectiva historiográfica sobre as fontes históricas. 
c) Os utensílios produzidos pelo homem se enquadram como registros arqueológicos e não como fontes para o historiador. 
d) Marc Bloch, no texto, defende a primazia das fontes escritas. 
e) A escola positivista foi a primeira a fazer uso da chamada história oral. 

7.  Assinale a alternativa CORRETA.
A) A história quantitativa não contribuiu para a Escola dos Annales pois ficou restrita às análises econômicas.
B) A terceira geração da Escola dos Annales foi marcada pela direção de Fernand Braudel e suas análises da longa duração.
C) A história cultural foi criada somente após o fim da Guerra Fria, quando a história política passou a ser considerada irrelevante.
D) A história social tem como objeto exclusivo a luta de classes e o estudo de suas transformações ao longo do tempo.
E) Os historiadores positivistas acreditam que a história deve ser escrita através da estrita observação dos fatos que permitam revelar a verdade histórica.

8. "Penso que a história é bem a ciência do passado, com a condição de saber que este passado se torna objeto da história, por uma reconstrução incessantemente reposta em causa - não podemos falar das cruzadas como o teríamos feito antes do colonialismo do século XIX, mas devemos interrogar- nos sobre se, e em que perspectivas, o termo "colonialismo" pode ser aplicado à instalação dos Cruzados da Idade Média, na Palestina [Prawer, 1969-70]."
(LE GOFF, Jacques. História e Memória. 4 ed. Campinas: UNICAMP, 1996. p. 25-26)

Identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas com relação à escrita da história.
( ) O contexto do historiador influencia na forma como ele irá selecionar seu objeto, bem como nas questões que formulará as fontes.
( ) Uma vez que o presente influencia na escrita sobre o passado, um mesmo objeto de estudo pode ser interpretado de diferentes maneiras.
( ) A forma como o historiador interpreta o passado depende de suas próprias concepções a respeito da história.
( ) Uma vez que a história depende do contexto do historiador, podemos afirmar que ela é uma ciência sem método.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
A) V - F - V - V
B) V - F - F - V
C) F - F - V - V
D) V - V - V - F
E) V - V - F – F

9. (Unicamp 2011) A história de todas as sociedades tem sido a história das lutas de classe. Classe oprimida pelo despotismo feudal, a burguesia conquistou a soberania política no Estado moderno, no qual uma exploração aberta e direta substituiu a exploração velada por ilusões religiosas.
A estrutura econômica da sociedade condiciona as suas formas jurídicas, políticas, religiosas, artísticas ou filosóficas. Não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas, ao contrário, são as relações de produção que ele contrai que determinam a sua consciência.
(Adaptado de K. Marx e F. Engels, Obras escolhidas. São Paulo: AlfaÔmega, s./d., vol 1, p. 21-23, 301-302.0)


As proposições dos enunciados acima podem ser associadas ao pensamento conhecido como

a) materialismo histórico, que compreende as sociedades humanas a partir de ideias universais independentes da realidade histórica e social.
b) materialismo histórico, que concebe a história a partir da luta de classes e da determinação das formas ideológicas pelas relações de produção.
c) socialismo utópico, que propõe a destruição do capitalismo por meio de uma revolução e a implantação de uma ditadura do proletariado.
d) socialismo utópico, que defende a reforma do capitalismo, com o fim da exploração econômica e a abolição do Estado por meio da ação direta. 

10. (Enem 2010)
Quem construiu a Tebas de sete portas?
Nos livros estão nomes de reis.
Arrastaram eles os blocos de pedra?
E a Babilônia várias vezes destruída. Quem a reconstruiu tantas vezes?
Em que casas da Lima dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China ficou pronta?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
Quem os ergueu? Sobre quem triunfaram os césares?
BRECHT, B. Perguntas de um trabalhador que lê.

Disponível em: http://recantodasletras.uol.com.br. Acesso em: 28 abr. 2010.

Partindo das reflexões de um trabalhador que lê um livro de História, o autor censura a memória construída sobre determinados monumentos e acontecimentos históricos.
A crítica refere-se ao fato de que
a) os agentes históricos de uma determinada sociedade deveriam ser aqueles que realizaram feitos heroicos ou grandiosos e, por isso, ficaram na memória.
b) a História deveria se preocupar em memorizar os nomes de reis ou dos governantes das civilizações que se desenvolveram ao longo do tempo.
c) grandes monumentos históricos foram construídos por trabalhadores, mas sua memória está vinculada aos governantes das sociedades que os construíram.
d) os trabalhadores consideram que a História é uma ciência de difícil compreensão, pois trata de sociedades antigas e distantes no tempo.
e) as civilizações citadas no texto, embora muito importantes, permanecem sem terem sido alvo de pesquisas históricas.

11. (Ufg 2010) Leia o texto a seguir.
Origens do regime feudal, diz-se. Onde buscá-las? Alguns responderam em “Roma”. Outros “na Germânia”. As razões dessas miragens são evidentes […]. Das duas partes, sobretudo, eram empregadas palavras – tais como “benefício” (beneficium) para os latinos, “feudo” para os germanos – das quais essas gerações persistiram em se servir, ainda que lhes conferindo, sem se dar conta, um conteúdo quase inteiramente novo. Pois, para o grande desespero dos historiadores, os homens não têm o hábito, a cada vez que mudam o costume, de mudar de vocabulário.
BLOCH, Marc. Apologia da História ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Zahar. p. 58. (Adaptado).

Neste fragmento, Marc Bloch discute de que forma os historiadores lidam com a questão das origens, indicando que a
a) origem dos fenômenos históricos deve ser buscada no encadeamento dos acontecimentos, o que confere à História um sentido de continuidade.
b) origem é o ponto de partida da mudança que demarca a ruptura com as formas históricas precedentes.
c) ideia de origem desconsidera a cronologia, ferramenta metodológica que concede sentido à explicação histórica.
d) busca da origem dos fenômenos históricos encobre a relação entre as forças de conservação e de mudança que compõem a vida social.
e) origem dos fenômenos históricos pode ser encontrada na permanência dos costumes e do uso do vocabulário.

12. (Ufscar SP) É, pois, nas sociedades orais que não apenas a função da memória é mais desenvolvida, mas também a ligação entre o homem e a Palavra é mais forte. Lá onde não existe a escrita, o homem está ligado à palavra que profere. Está comprometido por ela. Ele é a palavra, e a palavra encerra um testemunho daquilo que ele é. (...) Nas tradições africanas – pelo menos nas que conheço e que dizem respeito a toda a região de savana ao sul do Saara –, a palavra falada se empossava, além de um valor moral fundamental, de um caráter sagrado vinculado à sua origem divina e às forças ocultas nela depositadas. Agente mágico por excelência, grande vetor de “forças etéreas”, não era utilizada sem prudência. Inúmeros fatores – religiosos, mágicos ou sociais – concorrem, por conseguinte, para preservar a fidelidade da transmissão oral (...). 
(A. Hampaté Bâ. A tradição viva. In: J. Ki-Zerbo (org.). História geral da África, 1982.) 

a) Escreva sobre a importância da criação da escrita na diferenciação entre sociedades pré-históricas e históricas, que esteve presente, durante muito tempo, no pensamento europeu. 

b) A partir da interpretação do texto apresentado, escreva por que é possível escrever a história de sociedades orais. 


13. (UFPR) Em seu artigo “História e Ciências Sociais: a longa duração” (1958), o historiador Fernand Braudel refletiu sobre as temporalidades da história, que ele concentrou em: 
a) dois tempos: o presente, em que o historiador se insere e que interfere em suas escolhas metodológicas, e o passado, objeto de estudo exclusivo do historiador. 
b) quatro tempos: História Antiga, História Medieval, História Moderna e História Contemporânea, tendo como denominador comum o continente europeu. 
c) três tempos: o tempo subjetivo, no qual o historiador está inserido, o tempo das conjunturas socioeconômicas e o tempo dos acontecimentos políticos mais relevantes para o registro histórico. 
d) dois tempos: o tempo breve, dedicado à história política e aos acontecimentos, e o tempo longo, como um denominador comum para o estudo interdisciplinar. 
e) três tempos: o tempo curto ou breve, dos acontecimentos, próprio da história tradicional, o tempo das conjunturas, mais usado pela história econômica e o tempo longo ou longa duração, das estruturas sociais e culturais. 

14. (UFPR)  Considere o excerto de uma palestra proferida pelo historiador Lucien Febvre: (...) Para fazer história, virai decididamente as costas ao passado e vivei primeiro. Misturai-vos à vida. À vida intelectual, sem dúvida, em toda a sua variedade. Historiadores, sede geógrafos. Sede juristas também, e sociólogos e psicólogos; não fecheis os olhos ao grande movimento que, perante vós, transforma num ritmo vertiginoso as ciências do universo físico. 
(FEBVRE, Lucien apud MOTA, C. G. (org.). Lucien Febvre: História. SP: Ática, 1978, p. 7). 

Com relação à primeira geração da denominada Escola dos Annales, identifique as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F): 
( ) Considerava a interdisciplinaridade como uma postura científica fundamental para responder aos problemas investigados pelos historiadores. 
( ) Advogou pela prática da interdisciplinaridade nos estudos históricos, mas na prática essa geração não logrou realizá-la. Somente as gerações seguintes conseguiram aplicar esses ensinamentos, e, ainda assim, com muitas dificuldades. 
( ) Aplicou a interdisciplinaridade em estudos como “A sociedade feudal”, de Marc Bloch, e “O problema da incredulidade no século XVI: a religião de Rabelais”, de Lucien Febvre, dentre outras obras. 
( ) Aprofundou o diálogo com outras disciplinas das Ciências Humanas na primeira década do século XX com a revista “Anais de História Econômica e Social”, em oposição à história política factual. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. 

a) V – F – V – V. 
b) F – F – V – V. 
c) F – V – F – V. 
d) V – V – F – F. 
e) F – V – F – F. 




15. (UFPR) Sobre a História Nova, assinale a alternativa correta. 
A) Foi um movimento coeso de historiadores que adotaram a história quantitativa para escrever uma história política rankeana. 
B) Já podia ser vislumbrada nas reflexões de Voltaire sobre a importância do relato histórico. Tal continuidade com o pensamento iluminista foi acrescentada à prática da nova história política e do novo empiricismo. 
C) Endossou a visão tradicional de história acontecimental, por privilegiar o relato do cotidiano e da vida privada a partir de documentos oficiais escritos. 
D) Opõe-se a uma visão de história tradicional positivista, privilegiando o estudo de vários tipos de atores sociais, utilizando uma gama infinita de documentação e de vestígios históricos e reconhecendo o relativismo cultural na escrita da história. 
E) Apresenta predominância de intelectuais franceses, que se opuseram à abordagem inglesa da História, o que explica sua preferência pela história serial de inspiração marxista.


16. (VUNESP)  Suponhamos que, de uma civilização desaparecida, subsista um único objeto; que, além disso, as condições de sua descoberta impeçam até de relacioná-lo com características alheias ao homem, tais como sedimentações geológicas (pois, nessa busca das ligações, a natureza inanimada também pode ter sua participação). Será completamente impossível tanto datar esse vestígio único como se pronunciar sobre sua autenticidade. Só se estabelece, de fato, uma data, só se controla e, em suma, só se interpreta um documento por sua inserção em uma série cronológica ou em um conjunto sincrônico.  
(Marc Bloch, Apologia da História)  

Acerca das relações de trabalho na pré-história, é correto afirmar que  
(A) é impossível formular hipóteses sobre a sua organização social, pois os vestígios são esparsos e os pesquisadores não conseguem determinar sua autenticidade.  
(B) pouco se sabe sobre o seu funcionamento, pois a terra e a poeira misturadas aos vestígios dificultam ao máximo o trabalho de datação feito por pesquisadores.  
(C) podem ser conhecidas a partir da pesquisa em sítios arqueológicos que reúnam vários vestígios da cultura material, da mesma época e de épocas diferentes.  
(D) não existem hipóteses a seu respeito, pois apenas documentos de diferentes tempos podem responder de forma satisfatória às questões dos historiadores.  
(E) essa temática pode ser estudada a partir da pesquisa com um único documento do passado, de tal forma que dele se extraíam todas as respostas feitas pelo historiador. 

17. (Uel 2015) Leia o texto a seguir. Foi Renan, acho, quem escreveu um dia (cito de memória; portanto receio, inexatamente): “Em todas as coisas humanas, as origens em primeiro lugar são dignas de estudo”. E Saint-Beuve antes dele: “Espio e observo com curiosidade aquilo que começa”. A ideia é bem de sua época. A palavra origens também. Mas a palavra é preocupante, pois equívoca. 
(Adaptado de: BLOCH, M. Apologia da História ou O ofício do historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2002. p.56.) 

Com base no texto, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a escola historiográfica que se posiciona sobre esse tema e a tese correspondente. 
a) Escola Metódica – compreende a origem como o princípio dos estudos históricos. 
b) Escola Marxista – considera os estudos culturais como fundamento da crítica. 
c) Escola dos Annales – considera mitologia a busca pelas origens. 
d) Escola Idealista – concebe a história como a realização humana no tempo. 
e) Escola de Frankfurt – formula a ideia da invenção das tradições históricas.



18. (ENEM-2001) O texto abaixo reproduz parte de um diálogo entre dois personagens de um romance. 
- Quer dizer que a Idade Média durou dez horas? 
- Perguntou Sofia. 
- Se cada hora valer cem anos, então sua conta está certa. Podemos imaginar que Jesus nasceu à meia-noite, que Paulo saiu em peregrinação missionária pouco antes da meia-noite e meia e morreu quinze minutos depois, em Roma. Até as três da manhã a fé cristã foi mais ou menos proibida. (...) Até as dez horas as escolas dos mosteiros detiveram o monopólio da educação. Entre dez e onze horas são fundadas as primeiras universidades. 

Adaptado de GAARDER, Jostein. O Mundo de Sofia, Romance da História da Filosofia. São Paulo: Cia das Letras, 1997. 

O ano de 476 d.C., época da queda do Império Romano do Ocidente, tem sido usado como marco para o início da Idade Média. De acordo com a escala de tempo apresentada no texto, que considera como ponto de partida o início da Era Cristã, pode-se afirmar que 

a) as Grandes Navegações tiveram início por volta das quinze horas. 
b) a Idade Moderna teve início um pouco antes das dez horas. 
c) o Cristianismo começou a ser propagado na Europa no início da Idade Média. 
d) as peregrinações do apóstolo Paulo ocorreram após os primeiros 150 anos da Era Cristã. 
e) os mosteiros perderam o monopólio da educação no final da Idade Média.

19. (ENEM) Analise os documentos a seguir



Considerando os dois documentos, podemos afirmar que a natureza do pensamento que permite a datação da Terra é de natureza
               
a) social no primeiro e política no segundo.
b) matemática no primeiro e algébrica no segundo.
c) religiosa no primeiro e científica no segundo.               
d) religiosa no primeiro e econômica no segundo.               

e) científica no primeiro e mágica no segundo.

20. (ENEM) Para uns, a Idade Média foi uma época de trevas, pestes, fome, guerras sanguinárias, superstições, crueldade. Para outros, uma época de bons cavaleiros, damas corteses, fadas, guerras honradas, torneios e grandes ideais, ou seja, uma Idade Média "má" e uma Idade Média "boa".
Tal disparidade de apreciações com relação a esse período da História se deve
a. Ao Renascimento, que começou a valorizar a comprovação documental do passado, formando acervos documentais que mostram tanto a realidade "boa" quanto a "má".
b. À tradição iluminista, que usou a Idade Média como contraponto a seus valores racionalistas, e ao Romantismo, que pretendia ressaltar as "boas" origens das nações.
c. À indústria de videojogos e cinema, que encontrou uma fonte de inspiração nessa mistura de fantasia e realidade, construindo uma visão falseada do real.
d. Ao positivismo, que realçou os aspectos positivos da Idade Média, e ao marxismo, que denunciou o lado negativo do modo de produção feudal.
e. À religião, que, com sua visão dualista e maniqueísta do mundo, alimentou tais interpretações sobra a Idade Média.


GABARITO
Resposta da questão 1: [D] 
Comentário da questão:  
A questão referida apresenta uma iconografia do século XV, demonstrando a noção medieval de tempo. A análise do calendário permite verificar a compreensão natural das atividades humanas. Assim, o trabalho estaria diretamente ligado às estações do ano.


Resposta da questão 2: [C] 
Somente a proposição [C] está correta. O texto é bem claro quanto à relação entre o arquivo e o historiador. É uma relação ambígua oscilando entre a necessidade do arquivo para a construção da narrativa, porém não pode se transformar em um saber absoluto. As demais alternativas estão em desacordo com o texto apresentado. Todo o conhecimento histórico não se esgota com o arquivo, faz se necessário o papel do historiador. É fundamental a presença do arquivo para o historiador. 

Resposta da questão 3: [D] 
Somente a alternativa [D] está correta. O grande historiador francês Fernand Braudel em sua obra “Escritos Sobre a História” fornece elementos importantes para a teoria da História ao trabalhar com a ideia da “longa duração”. Critica, por exemplo, o hábito dos historiadores de criar grandes períodos dentro da História e estudá-lo de forma unificada e homogênea. Este tipo de abordagem engessa e atrapalha o bom entendimento da História. A vida humana é múltipla e dinâmica modificando de forma desigual ao longo do tempo. Daí que Braudel afirma que “as ciências, as técnicas, as instituições políticas, as ferramentas mentais, as civilizações apresentam ritmos próprios de vida e de crescimento”. As demais alternativas estão incorretas. 

Resposta da questão 4: [B] 
A alternativa [B] está correta. A História enquanto ciência necessita de outras disciplinas para melhor compreensão do processo histórico. Neste sentido, a Economia, a Geografia, a Sociologia, a Filosofia, a Antropologia, Arqueologia, entre outras, são fundamentais para a compreensão do homem em sua totalidade. O trabalho do arqueólogo está sempre inserido em um determinado contexto histórico. Só se compreende a arte cerâmica de uma civilização se conhecer a história desta mesma civilização. As demais proposições estão equivocadas. A arqueologia não negligencia as fontes escritas e orais. As escavações arqueológicas são fundamentais para a melhor compreensão da Pré-História. Sem dúvida a arqueologia contribuiu para o estudo do Egito. História e Arqueologia possuem uma relação interdisciplinar nos estudos sobre a Pré-História, a Antiguidade bem como outros períodos da História. 

Resposta da questão 5: [E] 
Jean Chesneaux em sua obra “Devemos fazer tábula rasa do passado?” elabora uma interessante reflexão sobre teoria da História e sobre a relação entre passado e presente. Mostra como o passado é narrado a luz do presente ao afirmar que “o controle do passado e da memória coletiva pelo aparelho ideológico de Estado dirige sua atenção para as fontes. Ora se mutila e se deforma, ora se faz silêncio completo” e que o passado está organizado de forma diferente em outros países. O sistema tripartite que divide a História em Antiga, Média, Moderna e contemporânea tem como referência somente a História da Europa. Queda de Roma em 476, queda de Constantinopla em 1453, Revolução Francesa em 1789. Assim, Chesneaux entende que a organização da História é uma construção cultural conforme aponta a alternativa [E]. 

Resposta da questão 6: [B] 
Para o estudo da História, são necessárias fontes, que são criadas pelos próprios homens durante sua evolução; portanto, tudo que o homem faz é História. 

Resposta da questão 7:[E]
O Positivismo postulava a dedução das leis históricas para fundamentar melhor a compreensão das sociedades humanas, revelando uma influência dos paradigmas das ciências naturais.

Resposta da questão 8:[D]

resposta da questão 9:[B]
O Marxismo ou materialismo histórico, compreende a história da humanidade como a história da luta de classes, definidas pela propriedade dos meios de produção e pela exploração de uma classe sobre a outra. Baseia-se numa análise das condições materiais das sociedades humanas como determinantes para a compreensão de suas formas políticas e religiosas.

resposta da questão 10:[C]
Em seu texto Berthold Brecht (dramaturgo e poeta que viveu entre 1898-1956) critica a tradição historiográfica que destaca os feitos das elites e dos governantes, deixando de lado a participação dos trabalhadores e das pessoas comuns. Para ele, a participação do povo é mais importante do que dos seus governantes, pois foi o povo que construíram os grandes monumentos e formaram as grandes civilizações.

resposta da questão 11:[E]


resposta da questão 12:
a) O estabelecimento da História como disciplina no século XIX ocorreu no contexto de uma revolução científica mais ampla que, contrapondo-se a argumentos de autoridade, estabelecia um compromisso com a verdade. Por essa via, buscavam-se instrumentos que conferissem um grau mínimo de evidência e aproximação com a verdade em matéria de eventos históricos. Foi no interior desse contexto que se passou a considerar como provas de verdade e autenticidade registros escritos, que deveriam servir a partir de então como fontes e fundamentos para as afirmações do historiador. Assim, a tradicional divisão entre História e Pré-História determina que o período propriamente histórico ficava estabelecido a partir do aparecimento dos primeiros registros escritos, então conhecidos pelo homem, e a Pré-História como o período anterior à escrita. Modernamente, essa divisão tradicional – supondo que sociedades sem escrita "não tinham História" – é considerada ultrapassada; concomitantemente, ampliou-se de maneira significativa aquilo que pode ser considerado "fonte histórica" para a reconstrução de relatos sobre o passado de sociedades que não conheceram ou ainda não conhecem a escrita – e mesmo para sociedades com escrita –, como imagens, objetos, construções... 

b) Segundo o texto, nas chamadas "sociedades orais" a função da memória é mais desenvolvida, e as relações entre os homens e a palavra possuem uma densidade diferente quando comparadas às sociedades com escrita. Assim, torna-se possível escrever a história das sociedades orais a partir da interpretação de seus mitos, crônicas e genealogias.

resposta da questão 13:[E]

resposta da questão 14:[A]


resposta da questão 15:[D]


resposta da questão 16:[C]


resposta da questão 17:[C]
 Justificativa 
a) Incorreta, pois as teses de Ranke afirmam que o método histórico é o elemento fundamental pelo qual se elabora a história dos grandes homens. 
b) Incorreta, pois, para o marxismo, o fundamento da crítica está nas relações dialéticas que constroem o processo histórico, e não naquilo que ficou conhecido como superestrutura, as formações político-culturais. 
c) Correta, pois a posição de Bloch, um dos autores fundadores da Escola dos Annales, implica em reconhecer que para o objeto da história buscar as suas formas ou formulações iniciais nada esclarece, ao contrário, estabelece uma série de mitologias que tendem a obscurecer o processo histórico. 
d) Incorreta, pois, para os idealistas, como Hegel, a história é a realização dos desígnios divinos, concebidos como ideais e perfeitos. 
e) Incorreta, pois a Escola de Frankfurt não se ocupa com a noção de invenção das tradições históricas, mas com as questões que envolvem a crítica às concepções de progresso, cultura, comunicação e razão.

Resposta da questão 18:[A]
Se o texto apresentado considera que cada hora corresponde a um século V. ocorreu às 5 horas e as Grandes Navegações do século XV ocorreram às 15 horas, mesmo momento em que se iniciou a Idade Moderna (1453). A propagação do cristianismo por Paulo começou na primeira hora, no primeiro século  da Era Cristã e os mosteiros perderam o monopólio da educação entre os séculos X e XI, sendo que a Idade Média termina no século XV.

resposta da questão 19:[C]
Questão típica do ENEM que se utiliza de dois textos ou enunciados para absorver comparação de ideias e, desta forma, ver a capacidade cognitiva do aluno para o entendimento mais apurado da ciência.


resposta da questão 20:[B]
A alternativa correta explica por si só as razões das diferentes visões da Idade Média em diferentes contextos do pensamento, quais sejam, Iluminismo e Romantismo. O termo romantismo pode ter vários significados, dentre os quais o relativo a narrativas medievais escritas em românico (língua neolatina), empregado em oposição ao termo classicismo, relativo ao neoclassicismo contemporâneo do Iluminismo (românico X clássico).

Roteiro de estudos: Pré-História Brasileira

Roteiro de estudos: Pré-História Brasileira

1. (Fuvest) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento trouxeram à tona duas concepções históricas opostas sobre o Brasil: uma admite que a história do Brasil começou com a chegada dos portugueses, em 1500; outra considera que a chegada dos portugueses foi um marco inaugural falso, criado pela visão eurocêntrica do passado brasileiro.
O que pode justificar esta última concepção?

2. (1ª Olimpíada Nacional de História do Brasil – Unicamp 2009)
Nos últimos 20 anos vários pesquisadores vêm sugerindo que a ocupação da América seria mais antiga, mas, há pouco tempo, surgiram provas convincentes. Entre elas está Luzia, cujos estudos trouxeram ainda outras novidades.
No município de Pedro Leopoldo, região de Lagoa Santa, Minas Gerais, um grupo de arqueólogos brasileiros e franceses encontrou, em 1975, partes de um esqueleto em uma gruta chamada Lapa Vermelha IV. As informações iniciais sugeriam que o esqueleto (de uma mulher entre 20 e 25 anos de idade – Luzia) deveria ser muito antigo, mas naquela época não foi possível datar com precisão o material. (…)
Só a partir das pesquisas feitas [por] Walter Neves, da Universidade de São Paulo, Luzia teve sua idade revelada. O resultado foi surpreendente: ela tinha vivido em Minas Gerais há 11.500 anos! Essa data, junto com outros vestígios de populações pré-históricas que teria vivido há mais de 11.000 anos nas Américas do Sul e do Norte, revelou que o povoamento do nosso continente ocorreu antes do que se pensava. Apesar de existir muita discussão sobre o tempo necessário para que todo o continente tenha sido ocupado, a presença de humanos na América do Sul há 11.500 anos indica que os primeiros migrantes teriam chegado no continente americano há pelos menos 14.000 ou 15.000 anos.
Hoje, muitos cientistas já admitem que a primeira migração deva ter ocorrido entre 15.000 e 20.000 anos. Mas há pesquisadores que admitem até 50.000 anos! Os dados que existem ainda não são suficientes para que possamos chegar a uma conclusão.

 Assinale a alternativa incorreta. O texto sobre descobertas arqueológicas no atual território brasileiro revela que:
A) Existe uma pré-história na América do Sul.
B) Assim como em outras áreas do conhecimento histórico, uma nova descoberta permite novas interpretações sobre o passado.
C) A datação de Luzia permitiu retroceder a época da presença humana no continente americano.
D) O conhecimento sobre o passado remoto não tem base científica e por isso as datas podem apresentar enormes diferenças.

3. (2ª Olimpíada Nacional de História do Brasil Unicamp-SP 2010)
Em meados do século XX, era consenso entre muitos arqueólogos que os primeiros povoamentos das Américas teriam ocorrido durante o período final da Era Glacial, em torno de 12 mil anos atrás. Povos oriundos do norte da Ásia, seguindo a caça de grande porte, atravessaram o Estreito de Bering até o atual Estado do Alasca, assentaram-se primeiramente nos planaltos norte-americanos (há cerca de 11.500 anos) e, continuando em direção ao sul, através da América Central, chegaram aos Andes por volta de 10.500 anos Antes do Presente (AP)¹ . A colonização completa da América do Sul foi datada em torno de 10 mil anos atrás. (…)
Porém, as importantes coleções de esqueletos da Lagoa Santa, em Minas Gerais, foram datadas pelo carbono 14 e também analisadas por antropólogos físicos. Os resultados revelam que há 10 mil anos AP teria existido na região uma grande população (…). Deste modo, supõe-se que teria existido quase que simultaneamente uma população humana no norte da América e no Sul do continente. Os artefatos da Lagoa Santa podem colocar em xeque a proposta do povoamento da América vindo do norte em direção ao sul do país.
Nota explicativa: 1. Antes do Presente (AP) é uma expressão usada para a datação de períodos arqueológicos. Convencionou-se como data inicial para o início do Presente o ano de 1950. A indicação a.C (antes de Cristo) continua também a ser utilizada.

Assinale a alternativa incorreta.
A) Até o meio do século passado, arqueólogos aceitavam a hipótese de que a América teria sido povoada há mais ou menos 12 mil anos, a partir da migração de povos oriundos da Ásia.
B) A simultaneidade do povoamento no norte e no sul do continente, pressuposta pela datação do carbono 14, em Lagoa Santa, enfraquece a hipótese de um foco único de origem do Homem Americano.
C) As pesquisas arqueológicas realizadas no Brasil não contribuem para a compreensão do povoamento da América, já que os achados brasileiros são contemporâneos aos encontrados nos planaltos da América do Norte.
D) Quanto mais distantes os eventos históricos, menos precisas são as informações e maior a necessidade de recorrer a abordagens interdisciplinares para interpretá-los.


4. (3ª Olimpíadas Nacional de História do Brasil Unicamp – 2011)
“Aos poucos se vem corrigindo uma série de ideias errôneas, infelizmente enraizadas na cabeça de muita gente – e às vezes ensinadas nas escolas. Uma delas é que os primeiros ocupantes do território que hoje chamamos Brasil, como qualquer homem pré-histórico, teriam vivido num mundo frio e povoado por mamutes ou dinossauros. Refugiando-se dentro de cavernas (mas também nômades, sem domicílio fixo), disporiam essencialmente da pedra para fabricar seus instrumentos e passariam muita fome. Seriam primitivos que não imaginavam uma sociedade racionalmente organizada como a nossa. Esta é obviamente, uma fantasia oriunda das pesquisas realizadas na Europa no século XIX, dentro de uma perspectiva evolucionista.
Com efeito, as regiões tropicais não conheceram glaciações durante o Pleistoceno, e os mamutes – adaptados ao frio – nunca existiram no Brasil. Quanto a viver nas cavernas, teria sido estúpido instalar-se em lugares escuros, pouco arejados e onde não se poderia fazer fogo sem ficar defumado. Algumas populações utilizaram os abrigos bem abertos ou as entradas de grutas, mas, mesmo assim, sobretudo para fins ritualísticos ou para preservação de matérias perecíveis. Em geral, estabeleciam suas moradias a céu aberto. Por outro lado, instrumentos de pedra são perfeitamente dispensáveis onde há recursos disponíveis suficientemente variados, como vegetais, conchas e ossos (…) Enfim, em vez de formar grupos numerosos, tornando difícil a obtenção de alimentos para todos, muitas populações limitaram sua densidade, garantindo uma relativa abundância dentro de um território fixo, cujos recursos eram perfeitamente conhecidos.”

Vocabulário:
Pleistoceno: Período geológico entre 2.000.000 e 10.000 anos atrás; foi marcado por grandes mudanças climáticas no mundo todo; nas latitudes altas ocorreram fenômenos conhecidos como glaciações; nas regiões quentes, as oscilações afetaram sobre tudo a pluviosidade; no final do Pleistoceno, por exemplo, o clima de Minas Gerais era muito mais seco que o atual, enquanto o Piauí era bem mais úmido; as temperaturas eram também mais baixas, mas não a ponto de haver geadas em Minas Gerais, a não ser, talvez, nos pontos mais altos das serras do Mar e do Espinhaço; grandes animais pastavam então nas imensas extensões de cerrado e de pastos.

Em: André Prous. O Brasil antes dos brasileiros – a pré-história do nosso país. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Ed., 2006, pp. 136-137.


Assinale a alternativa incorreta.
A) As populações pré-históricas organizadas adaptam-se de diferentes maneiras ao meio em que vivem.
B) A imagem estereotipada do homem pré-histórico criada no século XIX ainda é difundida pelos meios de comunicação como cinema e televisão.
C) O estereótipo europeu do homem pré-histórico não é aplicável aos primeiros habitantes do território hoje chamado de Brasil.
D) O homem pré-histórico de regiões tropicais vivia em um clima ameno, sem inimigos naturais e com muitos materiais a sua disposição.

5. (ENEM 2007) 
A pintura rupestre mostrada na figura anterior, que é um patrimônio cultural brasileiro, expressa 
a) o conflito entre os povos indígenas e os europeus durante o processo de colonização do Brasil. 
b) a organização social e política de um povo indígena e a hierarquia entre seus membros. 
c) aspectos da vida cotidiana de grupos que viveram durante a chamada pré-história do Brasil. 
d) os rituais que envolvem sacrifícios de grandes dinossauros atualmente extintos. 
e) a constante guerra entre diferentes grupos paleoíndios da América durante o período colonial.


6. (FGV) Sobre os povos dos sambaquis, é incorreto afirmar que: 
a) sendo nômades, ocuparam a faixa amazônica, deslocando-se durante milhares de anos, do Marajó a Piratininga; 
b) sedentários, viviam da coleta de recursos marítimos e de pequenas caças; 
c) as pesquisas arqueológicas demonstram que tais povos desenvolveram instrumentos de pedra polida e de ossos; 
d) na chegada dos primeiros invasores europeus, esses povos já se encontravam subjugados por outros grupos sedentários; 
e) esses povos viveram na faixa litorânea, entre o Espírito Santo e o Rio Grande do Sul, basicamente dos recursos que o mar oferecia.


7. (UFLA 2006) Observe o mapa.
a) O mapa justifica a hipótese de o homem americano apresentar características mongolóides ou pré-mongolóides, povos oriundos da Mongólia e Sibéria que penetraram no continente americano pelo Estreito de Bering. 
b) Segundo o que demonstra o mapa, o homem chegou à América em migrações esporádicas, navegando pelo Pacífico, vindo da Ásia, Polinésia e Oceania. 
c) Segundo o mapa, o homem americano é Autóctone, ou seja, surgiu no próprio continente, embora não exista nenhum fóssil anterior ao Homo Sapiens Sapiens. 
d) Observando o mapa, fica evidente que o Ser Humano não chegou no continente americano pelo oceano Atlântico, apesar de esse ser o caminho mais"curto". 
e) No continente sul-americano, o fóssil mais antigo é de uma mulher conhecida por Luzia, encontrada em 1975 próximo a Lagoa Santa/MG, datada de 11500 anos.


8. (UFPE) O conhecimento sobre as formas de sobrevivência humana, na pré-história brasileira, é um grande quebra-cabeça que vem sendo estudado por pré-historiadores e arqueólogos. 
Sobre a pré-história brasileira, assinale a alternativa correta. 
a) Os habitantes dos sambaquis sepultavam os seus mortos, colocando os corpos em urnas funerárias e os enterravam sob suas cabanas.
b) Denomina-se arte rupestre o conjunto de pinturas corporais, em cerâmica e em artefatos de madeira, produzidos na pré-história brasileira. 
c) O estudo da cultura material, incluindo a arte rupestre, pode gerar conhecimento sobre aspectos da vida material e espiritual dos povos que a produziram. 
d) As recentes pesquisas arqueológicas realizadas no Nordeste brasileiro comprovam a tese defendida na década de sessenta: o homem mais antigo do Brasil teria existido por volta de doze mil anos atrás. 
e) Através de escavações realizadas nos Estados de Goiás e Mato Grosso, foi comprovada a tese de que, nestas regiões, habitavam povos descendentes de incas bolivianos.

9. (Ufg 2010) As pinturas rupestres são evidências materiais do desenvolvimento intelectual dos seres humanos. Embora tradicionalmente estudadas pela Arqueologia, elas ajudaram a redefinir a concepção de que a História se inicia com a escrita, pois 
a) funcionam como códices velados de uma comunidade à espera de decifração. 
b) expressam uma concepção de tempo marcada pela cronologia. 
c) indicam o predomínio da técnica sobre as forças da natureza. 
d) atestam as relações entre registros gráficos e mitos de origem. 
e) registram a supremacia do indivíduo sobre os membros de seu grupo. 

10. (UFPI) Nas últimas décadas o Piauí vem figurando como um tema obrigatório nas discussões sobre o primitivo povoamento do território americano, o que decorre, principalmente, dos achados arqueológicos da Serra da Capivara, no município piauiense de São Raimundo Nonato. 
Sobre esse assunto, assinale, nas alternativas a seguir, aquela que está INCORRETA: 
a) Os municípios de São Raimundo Nonato, no Piauí, e de Central, na Bahia, detêm os mais antigos vestígios da presença humana na região nordeste. 
b) O acervo arqueológico de São Raimundo Nonato é administrado pela FUMDHAM - Fundação Museu do Homem Americano. 
c) A arqueóloga Niede Guidon, personalidade mais conhecida entre os profissionais que atuam junto ao acervo arqueológico de São Raimundo Nonato, tem protagonizado, ao longo dos anos, vários conflitos e polêmicas com o governo do Piauí, com órgãos federais como o IBAMA e até mesmo, com nativos do município de São Raimundo Nonato. 
d) Os achados arqueológicos de São Raimundo Nonato, no Piauí, assim como aqueles encontrados na Bahia, impõem uma revisão das teorias sobre o povoamento da América e não deixam dúvidas quanto à natureza autóctone do homem americano. 
e) Hoje, apesar de ainda ser forte a tese do povoamento da América ter-se dado através do Estreito de Behring, os estudiosos, a partir de acervos arqueológicos como os do Piauí, consideram seriamente a hipótese de múltiplas correntes de povoamento. Quanto à data da chegada dos primeiros povoadores, ainda há muitas controvérsias, não estando, em rigor, nada definitivamente estabelecido.



GABARITO


resposta da questão 1:
A afirmação de que a história do Brasil tenha apenas 500 anos é claramente eurocêntrica, pois parte do princípio de que apenas com a chegada da esquadra de Cabral teve início o processo histórico nas terras que hoje formam o Estado brasileiro.
Quando os primeiros portugueses aqui aportaram, encontraram populações nativas (as estimativas, bastante díspares, falam de 2 a 5 milhões de ameríndios). Os europeus, como conquistadores, denominaram estes povos de índios por considerá-los incivilizados e praticamente os exterminaram.
Hoje, negar um passado anterior a 1500 para essas populações é negar a sua existência, é considerar apenas os europeus como detentores do processo histórico. O mito que se tenta criar com as comemorações oficiais e oficiosas dos 500 anos procura esconder uma história que foi escrita com extermínio de índios, exploração de escravos negros e exclusão das camadas populares.

resposta da questão 2:[D]

resposta da questão 3:[C]

resposta da questão 4: [D]

resposta da questão 5:[C] 

É fundamental o conhecimento de que as pinturas rupestres, realizadas em cavernas, são características de povos da pré-história, caracterizados pelo nomadismo e pela ausência de produção – viviam da caça, pesca e coleta. O principal sítio arqueológico no Brasil, onde se identificam tais características, fica em São Raimundo Nonato, no Piauí.

resposta da questão 6: 
Por volta de 6 mil anos atrás, parte do litoral (dos atuais estados do Espírito Santo ao Rio Grande dos Sul) foi habitada por povos sem-nômades, que compartilhavam certas características culturais ligadas ao ambiente litorâneo. 

resposta da questão 7: [C] 
O homem americano não é autóctone, ou seja não surgiu no próprio continente, mas para cá se dirigiu em sucessivas ondas migratórias como demonstrado pelo mapa.

resposta da questão 8:[C]

Resposta da questão 9: [A] 
O enunciado propõe uma crítica à ideia tradicional de que a História se inicia com a escrita, pressupõe que se inicia antes, com as próprias pinturas no interior de cavernas na chamada “pré-história”, pois nos transmitem informações, usadas para entender o grupo humano que a produziu.

resposta da questão 10:[D]