Centenário do Corinthians Imagens raras de uma goleada corintiana há 81 anos
No ano em que completa 100 anos, o Corinthians passa a contar com uma peça rara no acervo de seu Memorial. Um filme rápido, de apenas três minutos e vinte segundos de duração. Mas que representa muito. São as mais antigas imagens em movimento de um jogo disputado pelo Alvinegro. Quando o agora centenário clube mal tinha completado a maioridade, com apenas 19 anos de vida. E de uma partida marcante: a goleada do Timão sobre o Bologna, então campeão italiano, por 6 a 1, no estádio do Palestra Itália.
sábado, 21 de agosto de 2010
Primeiro Ano - CNDL Terceiro Bimestre - História do Brasil Colégio Notre Dame de Lourdes SIMULADO DE HISTÓRIA PRIMEIRO ANO – CNDL (FUVEST) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como a) incapacidade dos Braganças de resistirem à pressão da Espanha para impedir a anexação de Portugal. b) ato desesperado do Príncipe Regente, pressionado pela rainha-mãe, Dona Maria I. c) execução de um velho projeto de mudança do centro político do Império português, invocado em épocas de crise. d) culminância de uma discussão popular sobre a neutralidade de Portugal com relação à guerra anglo-francesa. e) exigência diplomática apresentada por Napoleão Bonaparte, então primeiro cônsul da França.
2. (FGV) O estabelecimento da família real portuguesa no Brasil, a partir de 1808:
a) Significou apenas o deslocamento do imenso aparelho burocrático português sem nenhum desdobramento no processo de emancipação política brasileira. b) Interrompeu os vínculos entre os grupos estabelecidos em torno da Coroa Portuguesa e aqueles dedicados às diversas atividades econômicas coloniais. c) Deu inicio à campanha abolicionista, devido à atuação dos letrados portugueses junto aos integrantes da aristocracia escravista colonial. d) Criou vínculos estreitos entre os grupos dominantes da América espanhola e da América portuguesa, unidos contra as agressões e usurpações patrocinadas por Napoleão Bonaparte. e) Deu início à chamada "interiorização da metrópole" e permitiu uma aproximação entre os membros da burocracia imperial e grupos dominantes coloniais.
3. (UNESP) Os processos de independência das Américas espanhola e portuguesa têm em comum a: a) decretação do fim do pacto colonial, em função da presença das cortes espanhola e portuguesa em terras americanas. b) ausência de lutas, evitada pela atuação decidida dos proprietários de escravos negros, que temiam revoltas como a que ocorrera no Haiti. c) conservação das casas dinásticas, apesar da ruptura com as antigas metrópoles europeias. d) fragmentação política, com significativa alteração das fronteiras vigentes na época colonial. e) preservação dos interesses da aristocracia agrária, que continuava a controlar o poder político.
4. (PUC) Entre os eventos que antecederam a independência política do Brasil e propuseram ou criaram condições para a autonomia, podem-se mencionar
a) as iniciativas da Coroa portuguesa no Brasil, no início do século XIX, como a permissão ao comércio internacional sem mediação da Metrópole e a criação de sistema bancário oficial. b) as revoltas ocorridas na região das Minas Gerais, no decorrer do século XVIII, com características e projetos, em todos os casos, emancipacionistas e propositores de um Estado brasileiro autônomo. c) as mudanças ocorridas no cenário europeu, entre o final do século XVIII e o início do XIX, com a ascensão de Napoleão ao trono francês e a conquista, por suas tropas, de toda a Europa Ocidental e de suas possessões coloniais. d) as ações de grupos de comerciantes da Colônia, desde o início do século XIX, desejosos de ampliar sua independência comercial e de estabelecer vínculos diretos com países do Ocidente europeu e do Extremo Oriente. e) as vitórias, no século XVIII, das lutas pela independência nas regiões de colonização espanhola, francesa e inglesa das Américas, gerando um conjunto de impérios autônomos, possíveis parceiros comerciais para o Brasil.
GABARITO 1. C 2. B 3. E 4. A
Conheça o talento e os dramas da pintora mexicana Frida Khalo
Antes conhecida como a esposa esquisita de Diego Rivera, as obras de Frida Khalo rivalizam e até superam a do marido. Sua vida trágica e seu visual exótico a transformaram num ícone da arte moderna.
Fatores que provocaram a Primeira Guerra Mundial
Eis mais uma aula disponibilizada pelo G1, que trata dos fatores importantes que provocaram a 1ª Guerra Mundial. Nesta aula em video o professor Igor Vieira apresenta os fatores que levaram à eclosam do primeiro grande conflito mundial da história da humanidade.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
A Eleição em Ruanda
Pio Penna Filho*
Ruanda é um pequeno país localizado próximo ao centro do continente africano que ficou mundialmente conhecido pelo genocídio ocorrido em 1994. De forma espantosa, aproximadamente um milhão de pessoas, em sua grande maioria expoentes da etnia Tutsi, foram assassinadas num período de 3 meses. Na época, a comunidade internacional pouco fez para evitar o que poderia ter sido evitado. Agora o país volta a cena internacional com a reeleição do presidente Paul Kagame, no comando do governo desde a época do genocídio. Kagame era o líder da Frente Patriótica Ruandense, movimento predominantemente formado por Tutsis que conseguiu estancar o genocídio. A grande crítica que se faz hoje a Kagame é o seu apego ao poder. Infelizmente, esse tipo de comportamento político ocorre com frequência no continente africano. É um indício de que a democracia ainda é muito incipiente na África. No caso de Ruanda, por conta do genocídio e da fratura étnica de sua sociedade, torna-se um fato ainda mais grave.
Matar todas as baratas. Esse era o lema das lideranças Hutus que decidiram, entre março e abril de 1994, promover um dos mais brutais conflitos em toda a África durante o século XX. “Baratas” era um dos termos mais usados em Ruanda para definir as pessoas de origem Tutsi, uma das três etnias que compõem a sociedade ruandense (as outras duas são os Hutus, maioria, e os Twas, minoria). Um dos cálculos mais aceitos internacionalmente é que entre 800.000 e 1.000.000 de Tutsis tenham sido assassinados durante o genocídio. Tudo aconteceu num curto período de tempo. O massacre iniciou-se logo após o assassinato do presidente Juvénal Habyarimana, de origem Hutu, que teve o seu avião derrubado. Hutus e Tutsis já não se entendiam há um bom tempo no complicado quadro político de Ruanda. As origens do genocídio são antigas. Nada aconteceu por acaso e nem tampouco de total improviso. Os Hutus chegaram ao poder em 1962, mesmo ano da independência desse antigo território colonial belga. Em 1959 explodiu uma violenta revolta contra a dominação européia e também contra a aristocracia Tutsi, que dominava o cenário político autóctone. Naquela ocasião, os camponeses de origem Hutu se revoltaram contra uma espécie de servidão a que eram submetidos e a situação de inferioridade sócio-econômica . Com o passar do tempo algumas lideranças Hutus desencadearam uma escalada nos processos violentos contra os Tutsis. Mas havia também um projeto de poder por parte de alguns setores da sociedade Hutu. Foi assim que em 1973 ocorreu um golpe de estado liderado por Habyarinama, então major do Exército, que isolou ainda mais os Tutsis na sociedade ruandense. Dentre as políticas de perseguição adotadas pelo novo governo houve confisco de bens, deslocamento de populações, cotas escolares e proibição de casamentos mistos. Muitos Tutsis, por uma questão de segurança, retiraram-se do país como refugiados e foram parar, principalmente, nos vizinhos Uganda e Burundi. Enfim, o desenrolar da história recente do país, com políticas de classificação e separação étnica foram sinais perturbadores do que veio a ocorrer na década de 1990.
Pio Penna Filho
* Professor do Instituto de Relações Internacionais da USP e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Primeiro Ano - CNDL Terceiro bimestre - História do Brasil Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações
Professor ressalta a importânica histórica da Revolução Pernambucana de 1817
O professor de História do CNDL, Edenilson Morais apresenta nesta tele-aula um comentário a respeito dos principais aspectos referente ao movimento ocorrido na Capitania de Pernambuco que almejava a independência e a proclamação da República.
domingo, 15 de agosto de 2010
Segundo Ano - CNDL Terceiro Bimestre - História do Brasil Colégio Notre Dame de Lourdes Coleção Pitágoras Capítulo 2
Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930
João Pessoa - Honra lavada vira revolução
Presidente da Paraíba de 22 de outubro de 1928 a 26 de julho de 1930 e candidato a vice na chapa de Getúlio Vargas, João Pessoa (1878-1930) era contra tomar o poder à força caso perdesse a eleição presidencial de 1930."Prefiro dez Júlio Prestes (candidato adversário) a uma revolução", declarou quando da passagem da Caravana da Aliança Liberal pela Paraíba a fim de conclamar a Região Norte para a a sublevação. Prestes foi o vencedor, e apesar da insatisfação com o modelo econômico e político do país e a alternância de São Paulo e Minas Gerais no poder, Vargas se encaminhava para aceitar a derrota. Mas o assassinato de João Pessoa serviu de estopim para o início da revolução.
O crime estava mais relacionado com questões locais do que nacionais. João Pessoa havia tomado medidas contra os coronéis, líderes políticos locais, o que levou um deles, José Pereira, a iniciar uma revolta no município de Princesa em 28 de fevereiro de 1930. No início de julho, o advogado João Dantas (1888-1930), que seria ligado a Pereira, teve o seu escritório-residência arrombado pelas forças do governo. Sentindo-se humilhado, assassinou o presidente do Estado a tiros no dia 26 de julho, na Confeitaria Glória, no Recife.
A comoção causada pelo crime serviu para mobilizar partidários de Vargas, que tomaram o poder em 3 de outubro. "João Pessoa vivo foi uma voz contra a revolução. Mas João Pessoa morto foi o verdadeiro rearticulador do movimento revolucionário", definiu o jornalista Barbosa Lima Sobrinho (1897-2000).
INÊS CAMINHA LOPES RODRIGUES É PROFESSORA APOSENTADA DA UFPB E AUTORA DE A REVOLTA DE PRINCESA: PODER PRIVADO X PODER INSTITUÍDO (BRASILIENSE, 1981).
Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional. Ano 5, nº 59 agosto 2010, pp. 38-9.