terça-feira, 18 de maio de 2010

Guerra Fria é resultado do fim da Segunda Guerra Mundial
Estados Unidos e União Soviética disputam hegemonia mundial.
Confira a aula de história em vídeo.
O professor Igor Vieira, do cursinho pH, explica as principais características da Guerra Fria, que durou de 1947 a 1991.
Essa guerra foi o sistema geopolítico do imediato pós-Segunda Guerra Mundial. O assunto é relevante porque se conecta com outros assuntos do vestibular, como a descolonização afro-asiática.
A lógica era simples, um mundo bipolar dividido entre duas superpotências, Estados Unidos e União Soviética.
De um lado, os Estados Unidos defendiam o modelo de organização capitalista. Do outro, a União Soviética pretendia impor ao mundo o sistema socialista de organização.
Dentro dessa lógica, há uma grande disputa pela hegemonia mundial. Os dois querem controlar o planeta.
Veja a aula completa em vídeo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Entenda os primeiros contatos entre europeus e os povos nativos do continente americano entre o final do século XV e o início do século XVI
Nesta teleaula você conhecerá a história da chegada dos europeus na terra que, depois, foi chamada de América. Além disso, aprenderá que lá existiam civilizações desenvolvidas e ouvirá um pouco das dificuldades que os antigos navegantes tinham que enfrentar quando saíam com suas caravelas no mar.
Confira a segunda parte da teleaula sobre a chegada dos europeus no Novo Mundo e a colonização do continente no video abaixo
CRÔNICA

Crônicas da vida alheia


Odair de Morais

Especial para o Diário de Cuiabá


Tempos atrás escrevi duas ou três croniquetas inspiradas em fatos que tinham sido protagonizados por conhecidos meus. Estou me especializando em matéria de vida alheia. Não que isso evidencie certa preferência por determinados assuntos ou uma vocação para fofoqueiro, como me escreve uma curiosa leitora, investigadora e estudante de Letras. Não é nada disso, boneca. Lá pelas tantas ela me pergunta ainda se eu realmente precisava me valer de tal expediente. Conforme avalia, tudo não passa de um recurso linguístico utilizado para contar mais uma historia “até engraçadinha”, na opinião dela. Fernando Sabino certa vez escreveu que para se tornar escritor é preciso estar decidido a contar mentiras. Deve ter sido o Sabino. Mas, se não foi, não faz a menor diferença. Tenho um amigo que me esculacha veementemente quando faço uma citação. Qualé?, ele me diz: Vai ficar tirando uma de intelectual agora? E está cheio de razão. Bobeira a gente querer agradar os críticos sem, primeiramente, pensar no leitor. O lance é dar risada, minha senhora, e gozar a vida. Tanto que, por causa daqueles textos que despretensiosamente narravam as peripécias de meus conhecidos, alguns chegados meus começaram a me parar na rua (ou mesmo me telefonar) para perguntar se o que haviam lido de fato se confirmava. Alguns, inclusive, chegaram a me contar suas histórias. E até quiseram vê-las aqui publicadas. Manoel, por exemplo, me abordou às vésperas do jogo decisivo entre Corinthians e Flamengo pela Libertadores: “Viu o que a torcida do Flamengo aprontou com o Ronaldo no Maracanã? Contratou vinte travestis, os quais chamaram de ronaldetes, pra recepcionar e desestabilizar o Fenômeno em campo. Imagina vinte travestis te enchendo o saco e gritando o seu nome.
Não sou homofóbico, cara, mas uma vez, saindo da faculdade, saca só o que aconteceu. Eu tava aguardando o ônibus, 11h da noite, quando dois gays apareceram. Sabe-se lá de onde. Aproximaram de mim e puxaram conversa. Perguntaram coisas triviais como: Tal ônibus já passou? Que ônibus cê tá esperando? Opa!, estranhei. Será que demora? Disseram que eram cabeleireiros. Até me deram um cartão, que, segundo eles, valia um corte “completamente de graça”. Meu, os caras já estavam incomodando... Cada vez mais invasivos, tocavam meu ombro como se eu tivesse dado confiança. Eu não tava gostando daquilo, mas fazer o que? Não sou de briga. Quando o ônibus se aproximou, fiz sinal para que o motorista parasse. Assim que entrei, os caras também subiram. Falavam alto, gesticulavam excessivamente e faziam alvoroço. Na hora em que iam passando a roleta, fingi que ia tirar uma dúvida com o motorista e desci imediatamente. Pensa que me livrei dos caras? Na mesma hora em que me viram fora do ônibus, os dois se puseram a gritar: Para, motorista. Pelo amor de Deus. Motorista, para. Nossa colega ficou! Pra quê? O ônibus entrou em polvorosa: todo mundo correu pra janela na intenção de ver o que tava acontecendo.” Este meu amigo costuma dizer que tem Manoel que não é mané, mas tem Odair (é só um exemplo) que é. No dia em que isso ocorreu, no entanto, ele afirma que se sentiu constrangido, um verdadeiro mané. Se tivesse denunciado, o inusitado logo se constataria. Os papéis de agressor e vítima (algo raro) estavam invertidos. Um caso fabuloso pra justiça brasileira: o lobo em pele de ovelha – longe de qualquer maledicência ou atitude politicamente incorreta.


*Odair de Morais é escritor e colabora com o DC Ilustrado

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Entenda como ocorreu o processo de descolonização afro-asiática
Independência nessas regiões se intensificou após a 2ª Guerra Mundial.Confira a aula de história em vídeo.
O professor de história do cursinho pH, Igor Vieira, explica o processo de independência das colônias européias na África e na Ásia.
A luta pela independência nessas regiões se intensificou logo após a Segunda Guerra Mundial.
A crise das potências colonialistas, que entraram em franca decadência após a guerra, é uma das principais razões da descolonização. Essa queda abriu espaço para a luta pela autonomia nacional nas colônias.
Outro motivo é que a nova lógica dos pós-guerra, que é a lógica da Guerra Fria, é marcada pela luta por áreas de influência. Estados Unidos e União Soviética passam a estimular a descolonização afro-asiática, buscando ampliar seus domínios.
Além disso, há o desenvolvimento do sentimento nacionalista nas colônias. Os três tipos de descolonização são: pacífico, como ocorreu na Índia; violento, como é o caso da Indochina e tardio, como ocorreu no território de Angola.
Confira a aula completa em vídeo.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

As grandes navegações
Nesta teleaula você aprenderá que Portugal soube aproveitar sua posição geográfica privilegiada para estabelecer uma nova rota de comércio até as Índias, pelo Oceano Atlântico. Além disso, verá que, para se aventurar no mar, era preciso conhecer e dominar as técnicas de navegação e que o dinheiro para se fazer isso dependia do poder do rei.
Saiba mais sobre a expansao maritima europeia
Os Tempos Modernos e o Renascimento



Nesta teleaula você aprenderá que nos dois últimos séculos da idade média, começaram a aparecer os sinais dos novos tempos, que revolucionariam a vida da humanidade a partir do século XV. Além disso, verá como os chamados descobrimentos ampliaram os espaços geográficos dos europeus, e você vai entender como todas estas transformações que marcaram o início dos tempos modernos, tem muito a ver com a situação do mundo de hoje.

terça-feira, 11 de maio de 2010

África do Sul: o país da Copa

Pio Penna Filho*

A África do Sul será a sede da Copa do mundo de futebol de 2010. No país, que possui a economia mais avançada do continente africano, as expectativas são grandes. A Copa tem um significado muito especial para os sul-africanos, sobretudo para os negros, que elegeram o futebol como um dos seus esportes preferidos. Depois de passar pela terrível experiência do apartheid os sul-africanos estão agora eufóricos e ansiosos para mostrar ao mundo um pouco da sua riqueza cultural e do seu belo país.
A maior parte das pessoas que passa pela África do Sul fica impressionada com as belas paisagens do país e com a diversidade étnica e cultural do seu povo. Mesmo tendo sofrido as agruras e o barbarismo da discriminação racial imposta pela minoria branca, a maioria dos sul-africanos demonstra uma grande vivacidade e otimismo com o futuro do país. Há algo de alegre e contagiante no povo da África que também está presente entre os sul-africanos.
A diversidade cultural é um traço marcante da África do Sul. Existem onze línguas predominantes e os vários grupos étnicos que juntos formam a população do país vivem em harmonia. Embora existam territórios com predominância étnica, há também muitos grupos vivendo em espaços próximos ou comuns, incluindo os brancos. Isso geralmente se dá em grandes cidades, como em Joanesburgo e na Cidade do Cabo.

A economia sul-africana é bem diversificada e possui uma importante base industrial. O produto interno bruto do país é, de longe, o mais elevado do continente. Hoje, situa-se em torno de 470 bilhões de dólares, sendo a renda per capita estimada em pouco mais de 10 mil dólares. O dinamismo econômico faz da África do Sul um Estado estratégico para toda a região austral do continente africano, uma vez que ajuda a estimular a economia regional.
Mas nem tudo no país da Copa vai bem. Existem muitos problemas sociais e o governo encontra enormes dificuldades para conseguir implementar políticas de inclusão social. É fato que a pressão social é muito grande, em parte porque há uma demanda reprimida que vem dos tempos da segregação racial (apartheid), quando a maior parte da população estava excluída ou semi-excluída das políticas públicas. O panorama atual pode ser resumido da seguinte forma: apesar de existir vontade política para promover mudanças e dar atenção especial à população historicamente marginalizada (principalmente os negros), faltam recursos para atender a uma demanda tão grande. O resultado é que, por vezes, a insatisfação popular se exacerba.
Mas mesmo com todos os seus problemas a África do Sul segue adiante. Não gostaria, nesse breve artigo, de replicar apenas as mazelas e os problemas sociais que o país enfrenta. Penso que o mais importante agora é olhar com otimismo todo o significado que o esporte e, em especial, o futebol, tem para a população sul-africana que, carinhosamente, chama o seu selecionado de “Bafana Bafana”, o que em português poderia ser traduzido como “garotos”.
Aqueles que terão oportunidade de conhecer o país da Copa certamente voltarão da África com outra visão do país e do continente, uma vez que é praticamente impossível não admirar sua diversidade cultural, suas belezas naturais e, sobretudo, o jeito de ser otimista e alegre do africano.

* Professor do Instituto de Relações Internacionais da USP e Pesquisador do CNPq.