domingo, 10 de fevereiro de 2013

A crise do Feudalismo no século XIV

Saiba mais sobre a crise do século XIV na Europa Ocidental





O professor Edenilson Morais faz um breve comentário acerca dos fatores de crise do sistema feudal na Europa Ocidental ao longo do século XIV.

 

A Peste Negra na Baixa Idade Média



 Saiba mais sobre a epidemia que devastou a Europa no século XIV






Tudo começa quase como um resfriado comum. Dentro de um dia aparecem a febre, as manchas pretas do tamanho de bolas de bilhar no pescoço, e então a tosse com sangue. Poucos viveram mais de dois dias após o início da infecção, e muito rapidamente o destino dos corpos tornou-se um problema.
O ano era 1347. E esse foi o pior desastre biológico na história da humanidade, abalando os alicerces da ordem social vigente. Quase metade da população europeia morreu, e diante desse cenário apocalíptico foram registrados exemplos de nobreza e também de selvageria. Talvez a peste negra sirva como um exemplo para nosso próprio tempo, levando-nos a questionar a estabilidade da nossa sociedade diante de uma possível catástrofe como essa. E também a nossa vulnerabilidade frente a alguns novos assassinos microbiológicos, espalhados através de mudanças ecológicas ou do terrorismo biológico.
Foi dito que a peste negra teve início nas regiões mais remotas do império mongol, e se espalhou ao longo de suas rotas de comércio para o porto de Caffa no Mar Negro, de onde teria migrado através de embarcações para a Itália e toda Europa; sendo causada por uma bactéria mortal, a Yersina pestis, carregada nos estômagos das pulgas que infestavam os ratos que eram abundantes nas cidades da Idade Média. À medida que a doença matou os ratos, as pulgas moveram-se para outros hospedeiros, os seres humanos. Uma vez que as eram infectadas, tornavam-se elas mesmas agentes de transmissão, ao cuspir e tossir sangue contaminado. Em alguns casos a morte vinha em menos de 24 horas, ceifando a vida de famílias inteiras em poucos dias.
Então como a Europa lidou com uma epidemia dessa proporção? O que fez com que fosse controlada? E o mais importante, um evento como esse poderia acontecer de novo?

 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O incrível exército de Brancaleone



      Assista ao filme O Incrível Exército de Brancaleone  



          O filme “O Incrível Exército de Brancaleone” apresenta o sistema da sociedade feudal da Idade Média. Mostra as estruturas políticas, religiosas, culturais e mentais da época em que se passa. Brancaleone, um cavaleiro que apesar do título vive em uma cabana pobre com seu insubordinado cavalo Aquilante deixa bem clara a hierarquia medieval onde mais importante do que a situação financeira era a classe social.
 o incrivel exercito de brancaleone O Incrível Exército de Brancaleone: Resumo do Filme Contexto Histórico

       Outro ponto em que isso fica bem claro é quando quatro amigos maltrapilhos roubam um pergaminho que dá ao seu possuidor o direito de tomar o feudo de Aurocastro. Mesmo sendo os novos donos do papel eles não podem tomar posse da região porque são meros servos. Para isso eles recorrem ao falido cavaleiro em busca de um acordo pelas terras.
          A atividade comercial é representada por Habacuc, um velho judeu que sabe ler e viaja carregando seu imenso baú cheio de mercadorias. Bom negociador e esperto ele logo se interessa pelo pergaminho e apresenta os maltrapilhos à Brancalone visando obter algum lucro da situação.
       Como na Idade Média a única maneira de tornar-se nobre ou adquirir uma herança era se casar com a filha de um senhor feudal, Brancaleone vai participar de um torneio de cavalaria cujo premio era o saudoso e desejado casamento. Como era pobre e não possuía equipamentos de qualidade, que custavam caro, Brancaleone acaba perdendo e é obrigado a aceitar a proposta de dominar o feudo de Aurocastro e dividir suas riquezas com os donos do pergaminho.
 larmata de brancaleone O Incrível Exército de Brancaleone: Resumo do Filme Contexto Histórico

       Os cavaleiros nessa época obedeciam às leis de cavalaria, e uma delas era que se dois cavaleiros se cruzassem num mesmo caminho deveriam lutar para que o vencedor seguisse viagem. Foi o que aconteceu com Brancaleone ao encontrar um cavaleiro bizantino. Os dois iniciam uma luta, mas o filme apresenta o bizantino como trapaceiro que quer levar vantagem em tudo. Ele sempre pede tréguas na luta quando está e desvantagem, entre outras coisas. Essa visão por parte dos italianos se deve ao ressentimento deixado pela parte do império de Roma que ruíra (Ocidental), deixada de lado pela outra metade (Oriental).

 
           Outra característica feudal predominante na época é o Teocentrismo e as Cruzadas. Quando Brancaleone e seus companheiros seguem viagem encontram um feudo e o invadem. Logo descobrem que o local estava infestado pela peste e pensam que vão morrer. Desesperados eles encontram um grande grupo de fiéis em busca da Terra Prometida que alega que quem luta em defesa da fé é livrado de todo o mal, recebendo salvação e libertação do sofrimento material. Brancaleone e seus companheiros juntam-se a eles a fim de lutar contra os infiéis. Na época as Cruzadas eram muito disseminadas. Os cavaleiros lutavam em nome de Deus em busca de riquezas, prestígio e também garantia de salvação eterna.
           Outro trecho do filme em que as leis de cavalaria são abordadas é quando Brancaleone e sua tropa encontram Matelda e seu tutor. Á beira da morte o velho faz com que ele prometa cuidar e levar a jovem até seu prometido preservando sua honra. Mesmo apaixonado por ela Brancaleone é obrigado a rejeitá-la porque é dever dos cavaleiros protegerem donzelas em perigo e mantê-las puras.

 brancaleone O Incrível Exército de Brancaleone: Resumo do Filme Contexto Histórico

           Mais uma vez o bizantino é visto como traidor afinal ele abusa da moça e não conta a verdade mesmo após Brancaleone levar a culpa e ser condenado à morte. Como os homens só se casavam com mulheres virgens por conta da religião católica, Matelda é levada para um convento onde deve pagar pelo pecado cometido.
          Em outro ponto o ressentimento italiano fica ainda mais claro. O cavaleiro bizantino se oferece como falso refém para que Brancaleone peça um resgate a sua família e eles dividam a riqueza. Além do fato do homem enganar a própria família em troca de um resgate os seus familiares bizantinos são vistos como pessoas feias, más e traiçoeiras. Mesmo com o aviso de captura o pai do cavaleiro não paga o resgate, o que mostra falta de compaixão e solidariedade provavelmente o que os romanos do ocidente sentiram dos vizinhos orientais na época de crise que levou os à ruína.
           Ao chegarem a Aurocastro Brancaleone e sua tropa são muito bem recebidos como novos donos da terra. Isso acontece porque o senhor feudal tinha a obrigação de defender o povo dos inimigos durante as invasões, muito freqüentes no sistema feudal. Uma vez por ano a população de Aurocastro era “visitada” pelos Sarracenos que levavam tudo de valor. As pilhagens eram muito comuns na época, daí a necessidade de um bom exército em cada feudo.
         Os homens acabam sendo capturados e só são salvos pela fé, ou melhor, pela influencia que ela exercia sobre as pessoas na Idade Média. O grupo que lutava em nome de Deus aparece e pede que o verdadeiro dono do feudo, que reaparece, não se vingue dos homens que lhe roubaram alegando que eles haviam prometido lutar nas Cruzadas e nenhum homem pode tirar a vida daquele que promete lutar pela fé.
        Dessa forma Brancaleone e seu exército são salvos e resolvem seguir viagem com o grupo tendo como destino a Terra Santa. Já que haviam perdido Aurocastro só lhes restavam os frutos da luta pela fé: glória e salvação.


Fonte: http://www.essaseoutras.xpg.com.br

As crises do século XIV

 Saiba mais sobre a crise do Feudalismo no século XIV



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Café filosófico





A identidade brasileira mito e literatura







A identidade brasileira não é uma essência, mas o processo de construção de uma grande narração coletiva em que o mito exerce papel decisivo. Porque é o mito que consolida em lendas e figuras toda experiência mágico-fantástica do povo. Tudo que apavora, tudo que alegra fundamente o povo está no mito, em suas raízes. Ele narra, conta. Se não faz isso, as coisas se perdem por entre rezas, rituais, festanças, assombrações -- coisas míticas também -- mas que o vento pode levar. Isso se evidencia na literatura, especialmente na obra de autores românticos e modernistas, que insistiram na providência do folclore, das festas rurais, no registro das façanhas caboclas...Todas dão o perfil de nossa identidade. Mas o mito tem também o poder de destilar realidades nunca imaginadas antes, e, neste sentido, ele não é só passado, mas vanguarda, nem só Brasil, mas universo. Idealizadora ou crítica, a literatura apropria-se do mito para reconstruir o imaginário nacional.



Palestra de José de Paula Ramos Jr. no programa Café Filosófico CPFL gravada no dia 18 de novembro, em São Paulo.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O Coronelismo





Cultura Retrô - Coronelismo








O tema desta edição é Coronelismo, sistema político controlado por ricos fazendeiros no inicio da República brasileira. E para refletir sobre o assunto, vamos rever um trecho de uma edição histórica do 'Telecurso'.

 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Assista ao filme Xingu

Três irmãos, dois mundos, uma missão.
XINGU
Baseado em uma história real





Anos 1940. Três jovens irmãos decidem viver uma grande aventura. Orlando (Felipe Camargo), 27 anos, Cláudio (João Miguel), 25, e Leonardo (Caio Blat), 23, os Irmãos Villas-Bôas, alistam-se na Expedição Roncador-Xingu e partem numa missão desbravadora pelo Brasil Central. A saga começa com a travessia do Rio das Mortes e logo eles se tornam chefes da empreitada, envolvendo-se na defesa dos povos indígenas e de suas diversas culturas, registrando tudo num diário batizado de A Marcha para o Oeste.

Mais velho dos irmãos, Orlando é o articulador entre as etnias indígenas e o poder oficial, responsável por brecar a ingerência externa. Já Cláudio, é o grande idealista e o mais consciente da contradição da expedição – “Nós somos o antídoto e o veneno”, diz. O caçula é Leonardo, vibrante e corajoso. No entanto, suas atitudes podem causar um preço alto para a aventura dos irmãos.

Numa viagem sem paralelo na história, com batalhas, 1.500 quilômetros de picadas abertas, 1.000 quilômetros de rios percorridos, 19 campos de pouso abertos, 43 vilas e cidades desbravadas e 14 tribos contatadas, além das mais de 200 crises de malária, os irmãos Villas-Bôas conseguem fundar em 1961 o Parque Nacional do Xingu, um parque ecológico e reserva indígena que, na época, era o maior do mundo, do tamanho de um país como a Bélgica.

Na aventura, os Villas-Bôas conseguem passar pelo território Xavante, de índios corajosos e guerreiros sem nenhuma baixa de ambos os lados. Em seguida, deparam-se com os Kalapalos, os famosos e temidos que teriam matado o explorador inglês Percy Fawcett. Mas, apesar de toda a apreensão e ao contrário do que imaginavam, os irmãos ficam amigos do grande chefe Izarari, e se encantaram com a cultura e os costumes locais. Não previam ainda que ali viveriam a primeira tragédia de suas vidas: um surto de gripe, trazido por eles mesmos, que quase dizima toda a aldeia.

Ao recontar a saga dos irmãos, Xingu apresenta a luta pela criação do parque e pela salvação de tribos inteiras que transformaram os Villas-Bôas em heróis brasileiros, traçando diálogo com problemas crônicos do processo de formação brasileiro.