segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Filme: Desmundo



Assista ao filme Desmundo





Desmundo é um filme brasileiro de 2003, dirigido por Alain Fresnot. O roteiro, adaptação do livro Desmundo, de Ana Miranda, é de Sabina Anzuategui, Anna Muylaert e do próprio diretor.
Brasil, por volta de 1570. Chegam ao país algumas órfãs, enviadas pela rainha de Portugal, com o objetivo de desposarem os primeiros colonizadores. Uma delas, Oribela (Simone Spoladore), é uma jovem sensível e religiosa que, após ofender de forma bem grosseira Afonso Soares D'Aragão (Cacá Rosset) se vê obrigada em casar com Francisco de Albuquerque (Osmar Prado), que a leva para seu engenho de açúcar. Oribela pede a Francisco que leh dê algum tempo, para ela se acostumar com ele e cumprir com suas "obrigações", mas paciência é algo que seu marido não tem e ele praticamente a violenta. Sentindo-se infeliz, ela tenta fugir, pois quer pegar um navio e voltar a Portugal, mas acaba sendo recapturada por Francisco. Como castigo, Oribela fica acorrentada em um pequeno galpão. Deprimida por estar sozinha e ferida, pois seus pés ficaram muito machucados, ela passa os dias chorando e só tem contato com uma índia, que lhe leva comida e a ajuda na recuperação, envolvendo seus pés com plantas medicinais. Quando ela sai do seu cativeiro continua determinada em fugir, até que numa noite ela se disfarça de homem e segue para a vila, pedindo ajuda a Ximeno Dias (Caco Ciocler), um português que também morava na região.


 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Política e escravidão no Império do Brasil 1826





Livros: Política e escravidão no Império do Brasil 1826 - Tamis Parron








O historiador Tamis Parron conta ao jornalista Ederson Granetto como fez a pesquisa que resultou no livro, que lhe rendeu o prêmio Jabuti na categoria de Ciências Humanas em 2012. Tamis investigou documentos públicos e os anais do Senado e da Câmara da época para saber quem ajudou a reabrir o contrabando de escravos depois que a legislação proibiu seu tráfico transatlântico. Ele identifica políticos aliados a proprietários de fazendas que contribuíram para escravizar ilegalmente várias dezenas de milhares de homens e mulheres.



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Palestra com Roger Chartier



O jornal e o livro na era digital





Roger Chartier (historiador e escritor francês)

Mediação: Marta Raquel Colabone (historiadora e gerente de Estudos e Desenvolvimentodo SESC SP).
 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Guerra Fria: uma aula de História com Voltaire Schilling



Guerra Fria: uma aula de História com Voltaire Schilling






Por que a Guerra Fria começou? O que esse conflito tem a ver com o estabelecimento de uma nova ordem mundial? Confira a entrevista com o professor Voltaire Schilling a respeito da Guerra Fria e do posterior imperialismo americano.

 

Leandro Karnal - Temor e Tremor - CPFL Cultura





Leandro Karnal - Temor e Tremor - 
CPFL Cultura



 

Temor e Tremor  

Há no homem uma fratura profunda: somos um poço que contempla o céu. Não sabemos quem somos, nem porque aqui estamos. Esta pergunta sempre nos guiou em direção aos deuses. A história das religiões nos ensina como amor e medo andam lado a lado, como força e destruição são irmãs, como fé e sofrimento se completam quando se trata de deuses. Diante de um universo cada vez mais vazio, um palco de pedras, o que o homem contemporâneo poderia encontrar na religião que o ajude a compreender porque ele tem tanto medo? Por que Deus nos proíbe de sermos covardes?

 
Leandro Karnal é graduado em História e Filosofia, doutorado em História pela USP, pós doutorado na UNAM do México e no CNRS de Paris. Além disso, é professor e coordenador da pós graduação da Unicamp e autor de diversos livros, entre eles "História dos Estados Unidos" e "Teatro da Fé", e co-autor do recente "Religiões que o mundo esqueceu" e "História da Cidadania".

A utopia da melhor idade - Leandro Karnal



A utopia da melhor idade por Leandro Karnal






Com o impacto das técnicas de manutenção da juventude artificial, qual seria o desdobramento de um corpo "sempre jovem" para uma alma que vê o envelhecimento como apodrecimento sem significado?
Quando somos jovens buscamos independência e sabedoria, mas, quando a alcançamos estamos velhos e desejamos de volta o vigor da juventude. Será que passamos a vida esperando pela idade em que seremos plenamente felizes?
 

Os velhos e os novos pecados - Leandro Karnal



Os velhos e os novos pecados por Leandro Karnal





Os sete pecados capitais da lista consagrada são uma espécie de tratado do comportamento humano. Por séculos, serviram de guia para o enquadramento dos indivíduos em padrões morais do certo e do errado. A vida contemporânea ampliou e ressignificou estas disposições. A vaidade passou a ser vista como autoestima e a avareza como própria de pessoas previdentes. O pecado da traição dos superiores (felonia) que Dante condenou ao mais profundo dos círculos do Inferno, seria visto hoje como mais leve do que a luxúria que a Divina Comédia coloca entre os menos pesados. Assim, a ascensão de valores e o dinamismo da pós-modernidade trabalham esta base moral antiga e colocam um novo homem que, necessariamente, deve produzir novos pecados.


Café Filosófico CPFL Cultura - Leandro Karnal - Os velhos e os novos pecados.