terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Raízes do Brasil



 Confira um documentário sobre a vida e a obra de Sérgio Buarque de Hollanda





A vida e obra de Sérgio Buarque de Hollanda, um dos principais intelectuais do Brasil no século XX e autor dos livros "Raízes do Brasil" e "Visões do Paraíso". Dividido em duas partes, o filme mostra desde o cotidiano de Sérgio, incluindo o modo como interagia com a família e amigos, até um panorama cronológico de sua época, em que lidou com o nazismo, os anos de Getúlio Vargas no poder e a ascensão do movimento modernista no Brasil. 


 

sábado, 15 de dezembro de 2012

Cabra marcado para morrer

Assista ao filme Cabra marcado para morrer





Cabra Marcado para Morrer

TÍTULO DO FILME: CABRA MARCADO PARA MORRER (Brasil, 1984) DIREÇÃO: Eduardo Coutinho

ELENCO: Elisabeth Teixeira e família, João Virgínio da Silva e os habitantes de Galiléia (Pernambuco). Narração de Ferreira Gullar, Tite Lemos e Eduardo Coutinho. 120 min., Globo Vídeo.



RESUMO



Em fevereiro de 1964 inicia-se a produção de Cabra Marcado Para Morrer, que contaria a história política do líder da liga camponesa de Sapé (Paraíba), João Pedro Teixeira, assassinado em 1962. No entanto, com o golpe de 31 de março, as forças militares cercam a locação no engenho da Galiléia e interrompem as filmagens.

Dezessete anos depois, o diretor Eduardo Coutinho volta à região e reencontra a viúva de João Pedro, Elisabeth Teixeira -- que até então vivia na clandestinidade -- e muitos dos outros camponeses que haviam atuado no filme antes brutalmente interrompido.



CONTEXTO HISTÓRICO



As Ligas Camponesas vinham sendo criadas desde meados dos anos 50 com o objetivo de conscientizar e mobilizar o trabalhador rural na defesa da reforma agrária. Durante o governo de João Goulart (1961-64), o número dessas associações cresceu muito e, junto com elas, também se multiplicavam os sindicatos rurais. Os camponeses, organizados nessas ligas ou em sindicatos ganharam mais força política para exigir melhores condições de vida e de trabalho.

A renúncia de Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961, após apenas sete meses de governo, abriu uma grave crise política, já que seu vice, João Goulart, não era aceito pela UDN e pelos militares, que o acusavam de promover agitação social e de ser simpático ao comunismo. Assim como esses setores eram contrários à posse de Jango, existiam outros que defendiam o cumprimento da Constituição, como o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola.

O impasse foi resolvido com a adoção do regime parlamentarista de governo, aprovado pelo Congresso. Com esse regime, Jango era apenas chefe de Estado, sendo que o poder efetivo de decisão estava nas mãos de um primeiro-ministro escolhido pelos deputados e senadores.

Diante da crise econômica, o regime parlamentarista imposto pelos conservadores, se mostrava ineficiente, com a sucessão de vários primeiros-ministros, sem que a crise fosse atenuada. Esse cenário fortalecerá o restabelecimento do presidencialismo, conquistado através de um plebiscito em 6 de janeiro de 1963. Reassumindo a plenitude de seus poderes, Jango lançou as reformas de base apoiadas por grupos nacionalistas e de esquerda.. Elas incluíam a reforma agrária, a reforma do sistema bancário, a reforma tributária e a reforma eleitoral.

Muitos comícios foram organizados em apoio às reformas, destacando-se um comício-gigante realizado na Central do Brasil do Rio de Janeiro em 13 de março. A mobilização popular nos comícios assustava as elites que, articuladas com as forças armadas e apoiadas pelos setores mais conservadores da Igreja, desferiram um golpe de Estado em 31 de março de 1964.

No dia seguinte, o controle dos militares sobre o país era total e, no dia 4, Goulart se auto-exilou no Uruguai, sem impor qualquer resistência aos golpistas, temendo talvez o início de uma guerra civil no país.

Iniciava-se assim um dos períodos mais obscuros da história do Brasil, com 21 anos de ditadura militar que promoveu uma violenta onda de repressão sobre os movimentos de oposição, além de ter gerado uma maior concentração de renda, agravando a questão social, produzindo mais fome e miséria. Os "anos de chumbo" da ditadura ocorreram após o AI5 (Ato Institucional número 5), no final do governo Costa e Silva (1968), estendendo-se por todo governo Médici (1969-1974).

 

FGV Direito Artes e Questões Contemporâneas


Confira a correção do vestibular da FGV Direito Artes e Questões Contemporâneas





Questão 1
Leia o que segue:
 
Fragmento I
(...) A partir daí os trabalhadores começam a formar uniões (sindicatos) contra os burgueses; atuam em conjunto na defesa dos salários; fundam associações permanentes que os preparam para esses choques eventuais. Aqui e ali a luta se transforma em motim.
MARX & ENGELS. O Manifesto do Partido Comunista.  2ª ed., Rio de Janeiro: Zahar, 1978, p.101
 
Fragmento II
Tenha a coragem de te servir de teu próprio entendimento, tal é, portanto, a divisa do Iluminismo. (...)
Preceitos e fórmulas, instrumentos mecânicos do uso racional, ou antes, do mau uso dos seus dons naturais são os grilhões de uma menoridade perpétua.
KANT, I. Resposta à pergunta. O que é o Esclarecimento. In.http://www.ensnarfilosofia.com.br/_pdfs/e_livors/47,pdf.
 
a) Relacione cinema e crítica social, tendo como referência o fragmento I e o documentário Cabra Marcado para morrer, contextualizando socialmente e historicamente.
 
b) Pensando Gregor Samsa – personagem de A Meta mor - fose de Kafka – como um homem comum do mundo moderno, indique pelo menos dois grilhões que o impedem de sair da menoridade, referindo-se ao fragmento II, de Kant.
 


Resolução
 

a) Na década de 1960, com grande influência das ideias socialistas e divulgação do pensamento político de Marx, ocorreu efervescência cultural no mundo e no Brasil. Jânio Quadros, em nosso país, estabelecera relações diplomáticas com a URSS. João Goulart, presidente após a renúncia daquele, lançara um plano de reformas sociais, incluindo a tributária e a agrária. Com o advento da Ditadura Militar, os estudantes se organizaram em movimentos de contestação de inspiração esquer dis ta. Assistiu-se também a uma organização polí tica dos trabalhadores e das Ligas Camponesas. Esse engajamento exemplifica o texto de Marx e Engels. O cinema brasileiro, seguindo uma ten dên cia mundial, refletiu esse momento histórico, adotando uma postura de arte politicamente engajada, propondo uma estética inovadora de crítica e contestação da ordem social em seus valores burgueses e capitalistas.
O filme Cabra Marcado para Morrer, dirigido por Eduardo Coutinho, de 1984, é um documentário brasileiro que retrata a vida de João Pedro Teixeira, um líder camponês da Paraíba que foi assassina do em 1962. As filmagens foram interrompidas com o advento da Ditadura Militar em 1964; a equipe de filmagem foi presa, sob a alegação de influência comunista, levando 17 anos para que as filmagens fossem retomadas. Tal filme tornou-se um exemplo de produção de sétima arte engajada, refletindo um momento histórico de tensão de reflexos da Guerra Fria no Brasil.      
 

b) A obra A Metamorfose de Fanz Kafka, de 1912, retrata a vida de Gregor Samsa, um caixeiroviajante que perdera autonomia, anulando-se enquanto pessoa ao se tornar responsável pelas despesas de casa e de sua família. Numa manhã, Gregor se vê transformado, em sua cama, num grande inseto e inicia uma longa reflexão sobre sua condição de existência, na verdade, feita por Kafta para o leitor. Seu pai e sua irmã começam a trabalhar e sublocam cômodos da casa. Gregor é isolado e trancado em seu quarto, sendo visitado apenas pela irmã. Sua transformação é um alerta contra a condição alienante da vida humana, sobretudo nas relações sociais e de trabalho que estabelecemos. Trata-se de uma obra sob a influência de um período de crítica e de um autor que revelara um aguçado senso crítico,  especialmente no que diz respeito à reflexão sobre o desespero humano diante do absurdo da existência.
O texto II de Immanuel Kant, do século XVIII, já advertia contra a condição de menoridade dos homens, sob o jugo da ignorância, e acreditava que pelo desenvolvimento e uso da razão seria possível chegar à maioridade. Sobre o homem moderno, pensando um pouco sobre a citação e a novela de Kafka, há vários grilhões que o conduzem a uma existência alienada não reflexiva, como as relações capitalistas de trabalho, em que o sujeito não se reconhece como produtor e não é senhor do fruto do seu trabalho; a cultura do consumismo, em que o sentido da vida parece se esgotar no prazer e necessidade de produzir, comprar e consumir; e nas relações humanas, como pode ocorrer em família, quando o indivíduo está sempre preocupado e absorvido pelas obrigações de rotina, de sustento e de cumprimento de papéis sociais, e perde autonomia, anulando-se enquanto sujeito destinado a conduzir autenticamente sua própria existência, como diria o filósofo alemão Martin Heidegger.


Questão 2


Não deveríamos conceber a sociedade como dividida apenas em dois setores, o Estado e o mercado – ou o público e o privado. No meio há a área da sociedade civil, que inclui a família e outras instituições não econômicas.
A sociedade civil é a arena em que atitudes democráticas [baseadas na igualdade de direitos e deveres] têm de ser desenvolvidas.
GIDDENS, A. Mundo em descontrole. O que a globalização está
fazendo de nós. R de Janeiro: Record, 2011, p. 86-7 (modificado)
A proposição de Giddens confirma ou desmente os elementos centrais do texto visual? Explique.
 



Resolução
A charge revela o quanto a realidade está distante do que é proposto pelo sociólogo Giddens no texto. A sociedade moderna capitalista está de fato absorvida por interesses e valores contraditórios. A moral priva da sugerida na charge (“cotovelo na mesa não”) perde valor e importância ética e esvazia-se de significado quando comparada ao comportamento antiético na defesa dos interesses de mercado do mesmo sujeito. Giddens sabe disso e sua proposta torna-se, assim, muito oportuna ao indicar como solução dessas contradições que desenham a estrutura de nossa sociedade o desenvolvimento de atitudes democrá ticas, cuja arena é a sociedade civil.
Nesse sentido, pode-se dizer que o texto visual confirma e revela a neces sidade colocada no texto de Giddens.



Questão 3

Em Domingo no Parque Gilberto Gil usa a capoeira – jogo, dança e luta –, e uma sequência de imagens como recursos para cantar uma história.
 

Leia alguns de seus versos:
Juliana girando/ Oi girando!/ Oi na roda gigante/ Oi girando/ (...) 
O amigo João/ João! O sorvete é morango/
É vermelho!/ Oi girando e a rosa/ É vermelha!/ 
Oi girando, girando/ É vermelha!/ Oi girando, girando/
Olha a faca!/ Olha a faca!/ Olha o sangue na mão/ 
É, José!/ Juliana no chão/ É, José!/ Outro corpo caído/ 
É, José!/ Seu amigo João/ É, José!
 

a) Formule o enredo desta história.
b) Esta canção dialoga com que tipos de artes? Dê pelo menos dois exemplos e justifique-os.
 

Resolução
a) Uma tragédia de triângulo amoroso em espaço público (um parque) em que José, ciumento, em uma luta de capoeira e usando uma faca, mata sua namo rada Juliana e o amigo João.
 

b) A canção dialoga com a capoeira, elemento que marca a miscigenação da cultura popular nacional e que guarda uma fusão de manifes tações artísticas, como a dança, a luta, o gingado. A canção apresenta riqueza literária ao usar de metonímia, pela repetição obsessiva sonora das palavras (“Juliana girando / Oi girando / Oi na roda gigante / Oi girando / Oi na roda gigante / Oi girando / O amigo João / João”), além do ritmo, sugerindo um embate crescente. O que é mais interessante na letra é que, ao invés de usar uma linguagem descritiva do fato, o autor usa uma sequência de imagens visuais – a rosa e o sorvete vermelho – como metáforas da violência. Os tropicalistas inovaram justamente ao introduzir imagens alegóricas e efeitos concretistas de literatura e musicalidade. Buscava-se sobretudo identificar, por meio de imagens populares e nacio nais, panoramas de um novo Brasil, marcado pela industrialização, pela concentração de renda e pela violenta e problemática urbanização.
  

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Cine História





O MENINO DO PIJAMA LISTRADO








Durante a Segunda Guerra Mundial, uma família alemã se muda de Berlim para Auschwitz, quando o patriarca é ordenado a trabalhar em um campo de concentração. Assim, Bruno, um garoto de 8 anos e filho do oficial, começa uma linda amizade com um menino judeu da mesma idade. O filme mostra o modo como o preconceito, o ódio e a violência afetam pessoas inocentes, especialmente as crianças.
 

As mais diferentes visões do trágico período do nazismo, que deixou uma cicatriz indelével na história contemporânea, já ganharam espaço em inúmeros filmes. O Menino do Pijama Listrado tem na manga o trunfo de explorar de maneira única a forma como um menino de oito anos enxerga o envolvimento de sua família no regime nazista. O diferencial acaba fazendo com que ele se destaque dentre outros dramas com temática semelhante.



Baseado no livro homônimo do irlandês John Boyne, O Menino do Pijama Listrado é dirigido e roteirizado por Mark Herman (Hope Springs: Um Lugar Para Sonhar) e acompanha a história de Bruno (Asa Butterfield). Aos oito anos, ele parece ser um pouco mimado e alienado demais. Em meio à Segunda Guerra Mundial, em Berlim - onde o nazismo encontra seu terreno mais fértil -, o menino acompanha de longe as atividades do pai (David Thewlis), um destacado militar do exército de Hitler. Sua mãe (Vera Farmiga) acompanha com pouco entusiasmo as atividades do marido, diferentemente da irmã do menino, Gretel (Amber Beattie).



Quando a família é obrigada a se mudar para uma cidade no interior da Alemanha por conta das responsabilidades do pai junto ao regime nazista, Bruno se vê sozinho em meio a um ambiente inóspito. Sem freqüentar a escola, sente falta dos amigos e de pessoas de sua idade com quem possa brincar. Normal. Com sua natural curiosidade infantil, vê da janela de seu quarto algo que parece ser uma fazenda, onde os fazendeiros usam pijamas listrados. Ou seja: um campo de concentração, o qual o menino é incapaz de identificar, mesmo com tamanha proximidade com o regime nazista. Bruno demora a descobrir as atrocidades que ocorrem lá e, com sua ingenuidade extrema - muitas vezes irritante -, explora os arredores e acaba ficando amigo de Shmuel (Jack Scanlon), menino judeu preso no campo. A amizade se desenvolve tendo como separação a cerca eletrificada que separa esses mundos tão distintos na aparência, mas tão semelhantes em sua essência.



Por meio de sua história, não é difícil saber que O Menino do Pijama Listrado é um drama pesado, daqueles de fazer os espectadores fungarem no cinema. O tema já é pesado e a forma como ele é apresentado por meio desta trama já bastam para comover o público. Mas o que faz toda a diferença é a visão infantil do protagonista em relação a essa situação tão revoltante e trágica. A direção é clássica e a trilha sonora é mais presente do que o necessário, o que pode incomodar, mas não compromete. No fundo, a verdadeira força de O Menino do Pijama Listrado é a história que o longa se propõe a contar. É um dramalhão realizado de forma competente, no mínimo.
 

GAIJIN - OS CAMINHOS DA LIBERDADE



GAIJIN - OS CAMINHOS DA LIBERDADE



O filme mostra a história dos imigrantes japoneses que chegaram ao Brasil no início do século 20. Uma garota japonesa vem para o Brasil em busca de uma vida melhor e passa a trabalhar numa plantação de café. Tristemente, a moça percebe que os homens são tão exploradores na América do Sul quanto no Japão.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Confira a correção da prova de Recuperação

Confira a correção da prova de Recuperação



 Thinkstock

PROVA FINAL DE HISTÓRIA

PRIMEIRO ANO
1. (Uff 2006) “Juro defender o vasto Império do Brasil e a liberal constituição digna do Brasil e digna do seu imortal defensor como pedem os votos dos verdadeiros amigos da Pátria”
Segundo Lucia Neves, com essas palavras, D. Pedro I colocava-se, antecipadamente, na qualidade de juiz e revisor da Constituição Brasileira que seria elaborada pelos representantes da Nação. 
(apud Neves, Lucia Pereira das & Machado, Humberto. O Império do Brasil. Rio de Janeiro, Nova fronteira, 1999, p. 84.)

Com base nessa afirmativa, analise o contexto político que originou a Carta outorgada de 1824.



resposta:

O candidato deverá responder que,  nos primeiros anos da Independência, o debate político se concentrou no problema da aprovação de uma Constituição. As desavenças entre Dom Pedro e a Assembléia giraram em torno do papel do Imperador, ou seja, das atribuições do Poder Executivo. Os constituintes queriam, por exemplo, que o imperador não tivesse o poder de dissolver a Câmara dos Deputados. Queriam também que ele não tivesse o poder do veto absoluto, isto é, o direito de negar validade a qualquer lei aprovada pelo Legislativo. Nesse sentido, era consenso a escolha da monarquia constitucional, como regime de governo, capaz de sustentar a união até então compartilhada por todos os constituintes de várias regiões do recente império. A carta outorgada de 1824 consolidou, no entanto, a centralização do poder político no Rio de Janeiro, sustentada especialmente pelas camadas de grandes comerciantes e traficantes de escravos. A concentração do poder na esfera do Executivo, ou seja, no Imperador e seus ministros, em detrimento do Poder Legislativo, reforçou o projeto centralizador.






2. (Mackenzie) Relativamente ao Primeiro Reinado, considere as afirmações a seguir.
I - A dissolução da Constituinte, o estilo de governo autoritário e a repressão à Confederação do Equador aceleraram o desgaste político de Pedro I.
II - O temor de uma provável recolonização, caso fosse restabelecida a união com Portugal, aprofundou os atritos entre brasileiros e portugueses.
III - O aumento das exportações agrícolas, a estabilidade da moeda e a redução do endividamento externo foram os pontos favoráveis do governo de Pedro I.
IV - A cúpula do exército, descontente com a derrota militar na Guerra Cisplatina, aderiu à revolta, que culminou na Abdicação do Imperador.

Então:
a) todas estão corretas.
b) todas são falsas.
c) apenas I e II estão corretas.
d) apenas I, II e IV estão corretas.
e) apenas III está correta.



resposta:[D]

3. (Mackenzie) A Confederação do Equador, movimento que eclodiu em Pernambuco em julho de 1824, caracterizou-se por:
a) ser um movimento contrário às medidas da Corte Portuguesa, que visava favorecer o monopólio do comércio.
b) uma oposição a medidas centralizadoras e absolutistas do Primeiro Reinado, sendo um movimento republicano.
c) garantir a integridade do território brasileiro e a centralização administrativa.
d) ser um movimento contrário à maçonaria, clero e demais associações absolutistas.
e) levar seu principal líder, Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, à liderança da Constituinte de 1824.



resposta:[B]



4. (Unirio) A abdicação do Imperador Pedro I representou a culminância dos diferentes problemas que caracterizam o Primeiro Reinado, a exemplo do (a):
a) apoio inglês à política platina do Império.
b) apoio das províncias à política do Reino Unido implantando por D. Pedro I, após a morte de D. João VI.
c) conflito entre os interesses dos produtores tradicionais de açúcar e os novos produtores de ouro.
d) confronto entre os grupos políticos liberais e o governo centralizado e com tendências despóticas de D. Pedro I.
e) crescente participação popular nas manifestações políticas, favorecidas pela abolição do tráfico.



resposta:[D]



5. (IFSC) "A Assembléia declara-se em sessão permanente e pede explicações sobre o movimento da tropa. Em tensa e exaustiva troca de mensagens, é informada que a oficialidade não tolera certos redatores de periódicos e seu incendiário partido , em especial O Tamoio , A Sentinela e os Andradas . A sessão ficou conhecida como Noite da Agonia ". 

Este trecho se refere a um acontecimento do (a):
a) Administração Joanina no Brasil.
b) Primeiro Reinado.
c) Proclamação da República.
d) Implantação do Estado Novo.
e) Outorga da Constituição de 1967 no Regime Militar.


resposta:[B]


Questão extra
1. (Unesp) A respeito da independência do Brasil, pode-se afirmar que:
a) consubstanciou os ideais propostos na Confederação do Equador.
b) instituiu a monarquia como forma de governo, a partir de amplo movimento popular.
c) propôs, a partir das idéias liberais das elites políticas, a extinção do tráfico de escravos, contrariando os interesses da Inglaterra.
d) provocou, a partir da Constituição de 1824, profundas transformações na estruturas econômicas e sociais do País.
e) implicou na adoção da forma monárquica de governo e preservou os interesses básicos dos proprietários de terras e de escravos.



resposta:[E]






SEGUNDO ANO

1. (UNESP) Estávamos, pois, diante de três alternativas. A primeira ceder aos exaltados e mergulhar na ditadura total (...) A segunda, era desamparar o presidente e deixá-lo a mercê dos que haviam desencadeado a guerrilha de inspiração comunista. A terceira era aceitar um Ato Institucional para conter a contra-revolução (...)." Depois de participar ativamente do movimento de 1964, uma personagem do cenário político atual, não obstante o diálogo da força, procura dissimular e amenizar a "escolha" tomada em 1968, como a menos dolorosa para o povo brasileiro conforme expressa o trecho anterior. Responda:
a) Indicando a "alternativa" que prevaleceu.
b) Quem era o presidente militar que governava o Brasil em 1968?
c) Procure caracterizar as implicações e os desdobramentos políticos que decorreram daquela decisão tomada.




resposta:


a)      Implantação do AI-5.
b)      Costa e Silva.
c)      Aumento do poder do presidente, implantação da censura, cassações, expurgos, suspensão do habeas corpus, etc. Com o AI-5 temos o total fechamento político do regime militar.



2. (Unicamp) Em 13 de dezembro de 1968, o governo brasileiro promulgou o Ato Institucional n.o 5, que, segundo opiniões da época, transformava o regime militar em uma ditadura "sem disfarces".
a) Qual o pretexto utilizado pelo regime militar para editar este Ato?
b) Cite duas das principais medidas adotadas por esse Ato.
c) Caracterize dois elementos da democracia que a diferenciam da ditadura.





resposta: 
a) a decisão do Congresso de não suspender as imunidades do deputado Márcio Moreira Alves, acusado de ofender as Forças Armadas.
b) Fim dos Habeas Corpus e pena de morte
c) Democracia: Liberdade da censura, república, vários partidos.
Ditadura: Regime de governo autoritário, censura repressão.

 


3. (UNESP) Frases como "Ninguém segura este país, Ame-o ou deixe-o, o Brasil é feito por nós", veiculadas através de cartazes, adesivos e documentários de televisão e cinema e o uso político da marchinha Pra frente, Brasil, que marcou a conquista do tricampeonato mundial de futebol pelo Brasil, expressam:
a) euforia nacional pelas conquistas democráticas, asseguradas pela Constituição de 1967.
b) incentivo à abertura política democrática, que levou à anistia de presos e exilados políticos.
c) comemoração nacionalista pela vitória dos países Aliados na Segunda Guerra Mundial.
d) campanha de integração nacional da ditadura militar, no chamado "milagre econômico".
e) mobilização dos meios de comunicação, para comemorar a inauguração de Brasília.


resposta:[D]




4. (UEFS-BA) "A expressão 'direitos humanos' é utilizada em direito internacional para indicar os direitos de todos os seres humanos. Geralmente, são divididos em 'direitos civis e políticos', que não devem ser restringidos pelos governos, e 'direitos econômicos, sociais e culturais', que os governos deveriam oferecer."
(IstoÉ/Guinness. p. 436.)

Em alguns momentos da história brasileira, os direitos humanos foram violentados. Um direito humano igualmente atingido pela ditadura de Vargas (1937-1945) e pela ditadura militar (1964-1985) foi a:
a) liberdade de culto.
b) garantia à educação.
c) posse da propriedade privada.
d) inserção no mercado de trabalho.
e) livre expressão através dos meios de comunicação.



resposta:[E]




5. (UFRS) Considere a charge sobre a propaganda governamental no Brasil.

 
A charge acima está relacionada com:
a) os "50 anos em 5" do governo JK.
b) a austeridade do governo Jânio Quadros.
c) a linha dura do governo Costa e Silva.
d) o ufanismo do governo Médici.
e) o pacote de abril do governo Geisel.






resposta:[D]




Questões extras
1. (PUC-SP) O período militar brasileiro recente (de 1964 a 1985):
a) destacou-se pelo forte crescimento econômico nacional, associado à aplicação de vários projetos voltados à diminuição das diferenças sociais e à superação das barreiras entre as classes.
b) ocorreu simultaneamente à presença de ditaduras militares em outros países latino-americanos, como a Argentina, o Chile e o Uruguai, o que caracteriza uma fase militarista na história latino-americana.
c) caracterizou-se pela preservação da democracia, a despeito da disposição autoritária de alguns grupos militares, que desejavam suprimir direitos políticos de membros da oposição.
d) iniciou-se com o golpe militar que depôs o presidente João Goulart e encerrou-se com as eleições presidenciais diretas e a convocação da Assembléia Constituinte ao final do governo Médici.
e) contou com forte presença militar e política dos Estados Unidos, que utilizaram o território brasileiro como base para a instalação de mísseis anti-cubanos, dentro do cenário da Guerra Fria.



resposta:[B]




2. (Fuvest) Durante o regime militar no Brasil (1964-1985), a oposição à ditadura também se expressou por meio da arte (música, literatura, cinema, teatro). Comente a afirmação, dando, pelo menos, dois exemplos dessas formas artísticas de expressão



resposta:
Ao longo das duas décadas em que perdurou o regime militar no Brasil, a censura e a repressão promoveram a resistência armada, o exílio e uma geração de criatividade intelectual e artística histórica. Na música, por exemplo, compositores como Chico Buarque de Holanda, se destacaram buscando uma linguagem que ia da ironia à metáfora literária e musical. Em canções como "Apesar de você", Chico Buarque abusava do duplo sentido, tendo como pano de fundo um amor frustrado que seria suplantado por um futuro de felicidade e liberdade. Também no teatro, com peças como "Roda viva", Chico Buarque se tornou um ícone da luta pela liberdade e da resistência contra o regime militar.


TERCEIRO ANO
1. (Uff 2005)
 
O quadro apresentado ilustra o perfil das maiores indústrias existentes no Brasil durante a década de 1990 no tocante ao tipo de propriedade. Ele engloba o período correspondente ao governo dos presidentes Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Tomando por referência os anos de 1990 e 1998, duas marcantes alterações se destacam na observação dos números. Com base no quadro e na afirmativa:
a) mencione as duas transformações marcantes ocorridas na estrutura de propriedade das maiores empresas industriais entre os anos indicados.

b) analise o significado econômico-social de ambas as transformações.




resposta:
a) O candidato deverá mencionar o significativo aumento da participação da empresas estrangeiras no parque industrial brasileiro (que passaram de 27,0 para 34,0 entre 1990 e 1998) ou, ainda, refere-se a esse aumento como um processo de desnacionalização da indústria brasileira, com a crescente participação do capital estrangeiro, tanto em empresas isoladas, quanto em propriedade compartilhada com o capital nacional - estatal e privado - já que essas últimas passaram de 5,0 em 1990 para 23,0 em 1998.
Deverá, ainda, mencionar como transformação marcante, a redução do número de empresas estatais ou de capital estatal ou de propriedade estatal na estrutura industrial brasileira, tendo caído de 38 (em 1990) para 12 (em 1998) o que ilustra a participação do Estado brasileiro na manutenção do desenvolvimento industrial do país.

b) O candidato deverá analisar o significado econômico-social dessas transformações, apontando para o fato de que nos anos 1990 operou-se, no país, o aprofundamento da desnacionalização da estrutura industrial brasileira ou da economia brasileira, mensurado pelo crescimento da participação do capital estrangeiro no parque industrial brasileiro, seja pelo aumento do número de empresas estrangeiras entre as 100 maiores aqui existentes, seja pelo aumento daquelas associadas a empresas nacionais, públicas ou privadas.   





2. (Ufu) Em 2005, a população acompanhou mais uma grave crise da história política recente no Brasil. A esse respeito, analise: UMA semelhança e UMA diferença entre a crise política do governo Lula e a vivenciada em 1992 pelo governo Collor, no chamado "Collorgate".





 resposta:
Uma semelhança é que ambas as crises envolveram a alta cúpula dos governos. Uma diferença é que a crise do governo Collor levou ao processo de impedimento do presidente, ao passo que a crise do "Mensalão" não levou ao afastamento do presidente Lula, que foi reeleito na presidência da República, em 2006.

 
3. (Fatec) Após o impeachment de Collor, Itamar Franco assumiu a presidência do Brasil, dizendo que sua meta era combater a pobreza, a inflação e a recessão. Sobre seu governo é correto afirmar que
a) o desemprego e a miséria diminuíram, dando alento à população.
b) os erros políticos, administrativos e econômicos cometidos por ele geraram incertezas quanto ao futuro do país.
c) conseguiu reduzir consideravelmente a taxa inflacionária do país, ao bloquear os ativos financeiros das pessoas físicas e jurídicas.
d) visava a defender e recuperar as reservas internacionais do país com a decretação da moratória.
e) buscava controlar os preços e desindexar a economia, com a criação do Plano Cruzado.





resposta:[B]


4. (UFPE) A eleição de Fernando Collor, para o cargo de Presidente da Republica derrotando Luís Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores, movimentou politicamente o Brasil. O governo de Fernando Collor:
a) surpreendeu pelo equilíbrio do Presidente como estadista bem informado.
b) teve apoio incondicional dos grandes partidos políticos durante seu governo.
c) prometeu amplas e renovadoras políticas de modernização econômica
d) consolidou a democracia no país, isolando as oligarquias anacrônicas.
e) impediu a entrada do capital estrangeiro nos negócios nacionais.



resposta:[C]




5. (IFSC) Em 1989, depois de 29 anos, a sociedade brasileira resgatou o legítimo direito de eleger o seu presidente da República, consolidando a transição democrática. O pleito mobilizou a população. Para o segundo turno ficaram Fernando Collor de Melo e Luiz Inácio Lula da Silva. Com forte e bem planejado esquema de marketing, o ex-governador de Alagoas foi eleito. Com relação aos fatos mais marcantes do governo de Fernando Collor de Melo, assinale a alternativa CORRETA.
a) Provas de corrupção contra membros do governo, principalmente PC Farias e impeachment, assumindo o vice-presidente José Sarney.
b) Implantação do Plano Real, graves denúncias de corrupção e apoio da maioria dos partidos políticos no Congresso Nacional.
c) Retorno da hiperinflação, insucesso do plano de estabilização econômica e impeachment.
d) Derrota do Plano Bresser, privatização da Petrobrás e impeachment do vice-presidente Tancredo Neves.
e) Isolamento político, implantação do Plano Verão e estatização da Companhia Vale do Rio Doce.





resposta:[D]

Questão extra
1. (Uff 2006) Escrevendo sobre a transição democrática brasileira e a emergência da Nova República em 1985, Boris Fausto afirma que “O fato de que tenha havido um aparente acordo geral pela democracia, por parte de quase todos os atores políticos, facilitou a continuidade de práticas contrárias a uma verdadeira democracia. Desse modo, o fim do autoritarismo levou o país a uma “situação democrática” mais do que a um regime democrático consolidado. A consolidação foi uma das tarefas centrais do governo e da sociedade nos anos posteriores a 1988” 
(FAUSTO, Boris. História Concisa do Brasil. São Paulo: Edusp/ Imprensa Oficial do Estado, 2002, p. 290).

Com base na leitura do texto, analise duas contradições presentes 
no processo da transição “democrática” no Brasil.






resposta:
Dentre as contradições, o candidato poderá apontar: 
a) o fato de que a transição, por ter sido iniciada pelos próprios presidentes militares – em particular pelo presidente Ernesto Geisel – consistiu num processo, a princípio, controlado pelos próprios militares que, em função das disputas internas  na corporação entre os setores mais “liberais” e a chamada “linha dura”, imprimiram como sua marca um caráter lento, gradual e seguro, “fechado”, portanto, às reivindicações de caráter popular; 
b) o fato de que a transição brasileira, apesar de não provocar grandes abalos sociais, revelando o continuísmo de certos grupos no poder,  também não contemplou os reais problemas socioeconômicos do país, os quais transcendiam, em muito, a mera garantia de direitos políticos à população, dentre eles a redistribuição da renda, o fim da desigualdade de oportunidades a todos, a redefinição do modelo econômico recessivo, então praticado desde a crise do “milagre” etc.; c) outra contradição residiu no fato de que a transição, por ser “pactuada”, resultou na permanência de práticas políticas tradicionais tais como a corrupção e o clientelismo, que impediram a consolidação de um regime efetivamente democrático; 
d) o fato de a campanha das “Diretas Já!”. (em torno da votação da 
Emenda Dante de Oliveira, que restabeleceria eleições diretas para presidente da República ) ter sido substituída pela campanha pró-eleição de Tancredo Neves,  pelo voto indireto no Congresso (o mesmo que não aprovara as eleições diretas), já revelaria um novo arranjo político, do qual foram excluídos atores sociais antes presentes, sobretudo aqueles comprometidos com as causas populares, como o PT, por exemplo, grande mobilizador das “Diretas Já!”; 
e) o fato de que a transição, por consistir numa resposta do regime militar às pressões dos setores dominantes,  prejudicados pela crise econômica marcada pela inflação e estagnação, contou com um caráter altamente conservador e antipopular no tocante às políticas econômicas. Tais políticas foram praticadas após a posse do primeiro presidente civil (José Sarney), cujos “planos” econômicos – Cruzado, Bresser e Verão – via de regra, penalizaram os trabalhadores mediante congelamento dos salários e não dos preços – com exceção do Plano Cruzado, em sua fase inicial; 
f) o fato de que a transição e a Nova República, sendo expedientes políticos que, em certa medida, desviavam as atenções da grave crise econômica do país - sem atacar de frente seus reais motivos - levaram ao agravamento da própria espiral inflacionária. Isso porque as políticas econômicas do período basearam-se em aumentos de tarifas públicas e impostos, além da ampliação vertiginosa da dívida interna brasileira; 
g) o fato de que o sistema eleitoral, nascido com a Nova República e a Constituição de 1988 – estabelecendo eleições em dois turnos, por exemplo –, padeceu de limitações que impediriam a realização de disputas eleitorais  representativas da vontade da maioria da população, favoreceu  a vitória de candidatos da elite; 
h) o fato de que  a política econômica do “feijão-com-arroz” (do então ministro Maílson da Nóbrega, 1988) – destinada a promover o “controle” da inflação em torno de 15% ao mês, (mediante redução dedéficits públicos via corte de incentivos fiscais – com a recuperação de algumas prerrogativas econômicas para o Congresso, após a aprovação da nova Constituição de 1988,)  levou a uma crise de “ingovernabilidade”, que cedo comprometia o caráter “democrático” da Nova República, dentre outras contradições.