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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O nome da rosa (Umberto Eco)



 Assista ao filme O nome da rosa, baseado na obra homônima de Umberto Eco




O Nome da Rosa
Umberto Eco
Ficção de estreia de Umberto Eco, "O Nome da Rosa" é um romance cuja trama se desenrola em um mosteiro italiano na última semana de novembro de 1327. Ali, em meio a intensos debates religiosos, o frade franciscano inglês Guilherme de Baskerville e seu jovem auxiliar, Adso, envolvem-se na investigação das insólitas mortes de sete monges, em sete dias e sete noites. Os crimes se irradiam a partir da biblioteca do mosteiro: "o nome da rosa" era uma expressão usada na Idade Média para denotar o infinito poder das palavras.

Síntese
Ficção de estreia de um dos mais respeitados teóricos da semiótica, "O Nome da Rosa" transformou-se em prodígio editorial logo após seu lançamento, em 1980.

Tamanho sucesso não parecia provável para um romance cuja trama se desenrola em um mosteiro italiano na última semana de novembro de 1327.

Ali, em meio a intensos debates religiosos, o frade franciscano inglês Guilherme de Baskerville e seu jovem auxiliar, Adso, envolvem-se na investigação das insólitas mortes de sete monges, em sete dias e sete noites.

Os crimes se irradiam a partir da biblioteca do mosteiro - a maior biblioteca do mundo cristão, cuja riqueza ajuda a explicar o título do romance: "o nome da rosa" era uma expressão usada na Idade Média para denotar o infinito poder das palavras.

Narrado com a astúcia e a graça de quem apreciou (e explicou) como poucos as artes do romance policial, "O Nome da Rosa" encena discussões de grandes temas da filosofia europeia, num contexto que faz desses debates um ingrediente a mais da ficção.

O livro de Eco é ainda uma defesa da comédia - a expressão do homem livre, capaz de resistir com ironia ao peso de homens e livros.



 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Filme: Desmundo



Assista ao filme Desmundo





Desmundo é um filme brasileiro de 2003, dirigido por Alain Fresnot. O roteiro, adaptação do livro Desmundo, de Ana Miranda, é de Sabina Anzuategui, Anna Muylaert e do próprio diretor.
Brasil, por volta de 1570. Chegam ao país algumas órfãs, enviadas pela rainha de Portugal, com o objetivo de desposarem os primeiros colonizadores. Uma delas, Oribela (Simone Spoladore), é uma jovem sensível e religiosa que, após ofender de forma bem grosseira Afonso Soares D'Aragão (Cacá Rosset) se vê obrigada em casar com Francisco de Albuquerque (Osmar Prado), que a leva para seu engenho de açúcar. Oribela pede a Francisco que leh dê algum tempo, para ela se acostumar com ele e cumprir com suas "obrigações", mas paciência é algo que seu marido não tem e ele praticamente a violenta. Sentindo-se infeliz, ela tenta fugir, pois quer pegar um navio e voltar a Portugal, mas acaba sendo recapturada por Francisco. Como castigo, Oribela fica acorrentada em um pequeno galpão. Deprimida por estar sozinha e ferida, pois seus pés ficaram muito machucados, ela passa os dias chorando e só tem contato com uma índia, que lhe leva comida e a ajuda na recuperação, envolvendo seus pés com plantas medicinais. Quando ela sai do seu cativeiro continua determinada em fugir, até que numa noite ela se disfarça de homem e segue para a vila, pedindo ajuda a Ximeno Dias (Caco Ciocler), um português que também morava na região.


 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Assista ao filme Mauá, o imperador e o rei


 Assista ao filme Mauá, o imperador e o rei
 

MAUÁ, O IMPERADOR E O REI
(Brasil. 1999)
DIREÇÃO: Sérgio Resende
ELENCO: Paulo Betti, Malu Mader, Othon Bastos, Antonio Pitanga, Rodrigo Penna; 134 min.
RESUMO
O filme mostra a infância, o enriquecimento e a falência de Irineu Evangelista de Souza (1813-1889), o empreendedor gaúcho mais conhecido como barão de Mauá, considerado o primeiro grande empresário brasileiro, responsável por uma série de iniciativas modernizadoras para economia nacional, ao longo do século XlX.
Mauá, um vanguardista em sua época, arrojado em sua luta pela industrialização do Brasil, tanto era recebido com tapete vermelho, como chutado pela porta dos fundos por D. Pedro II.

CONTEXTO HISTÓRICO
A aprovação da Tarifa Alves Branco, que majorou as taxas alfandegárias, e da Lei Eusébio de Queirós, que em 1850 aboliu o tráfico negreiro, liberando capitais para outras atividades, estimularam ainda mais uma série de atividades urbanas no Brasil. Foram fundadas 62 empresas industriais, 14 bancos, 8 estradas de ferro, 3 caixas econômicas, além de companhias de navegação a vapor, seguros, gás e transporte urbano.
Nessa realidade, destaca-se a figura de Irineu Evangelista de Souza, o Barão e Visconde de Mauá, símbolo maior do emergente empresariado brasileiro, que atuou nos mais diversos setores da economia urbana. Suas iniciativas iniciam-se em 1846, com a aquisição de um estabelecimento industrial na Ponta de Areia (Rio de Janeiro), onde foram desenvolvidas várias atividades, como fundição de ferro e bronze e construção naval. No campo dos serviços Mauá foi responsável pela produção de navios a vapor, estradas de ferro comunicações telegráficas e bancos. Essas iniciativas modernizadoras encontravam seu revés na manutenção da estrutura colonial agro-exportadora e escravista e na concorrência com empreendimentos estrangeiros, principalmente britânicos. Essa concorrência feroz, não mediu esforços e em 1857 um incêndio nitidamente provocado destruiu a Ponta de Areia.
Suas iniciativas vanguardistas representavam uma ameaça para os setores mais conservadores do governo e para o próprio imperador, que não lhe deu o devido apoio. Sua postura liberal em defesa da abolição da escravatura e sua atitude contrária à Guerra do Paraguai, acabam o isolando ainda mais, resultando na falência ou venda por preços reduzidos de suas empresas.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

INTERTEXTO


Análise do livro Budapeste, de Chico Buarque de Hollanda



Abaixo vemos um vídeo da música Eu te amo de Chico Buarque com cenas do filme Budapeste.








Quarto livro de Chico Buarque, que o escreveu na sua casa no Rio de Janeiro e no apartamento em Paris, Budapeste é caracterizado pela história de um ghost-writer, alguém que escreve o que outras pessoas assinam, artigos para jornal, discursos de autoridades, autobiografias e, no ápice, poemas. Um autor anônimo, um brilhante autor anônimo. O personagem principal de Budapeste é o ghost-writer José Costa que vive no Rio de Janeiro. É casado com Vanda, que engravidou num momento em que ele se sentia despojado de amor próprio. Gerou Joaquinzinho. Na qualidade de sócio-proprietário da Cunha & Costa Agência Cultural, fundada pelo amigo de infância Álvaro Cunha, seu trabalho é escrever para outras pessoas discursos, declarações, notas e artigos inteiros que, não raro, alcançam sucesso, são comentados, forjam jargões, mas o mantêm anônimo. Sua solidão, contudo, é relativa. Existem tantos como ele espalhados pelo mundo que chegam a se reunir em congressos mundiais de escritores desconhecidos. Na volta de um desses eventos, realizado em Istambul, Turquia, seu avião é desviado para Budapeste, Hungria, onde pernoita. Como ninguém por lá sabe pronunciar José Costa, surge, então, Zsoze Kósta, um brasileiro apaixonado, ou melhor seduzido, subjugado pela língua magiar a ponto de passar a viver com a bela Krista, mulher que lhe ensina o novo idioma. É do diálogo entre os dois personagens que se alimenta Budapeste. José é capaz de escrever sobre qualquer assunto, desde que seja sob a forma de prosa. Atinge o cume de sua carreira ao criar O ginógrafo, autobiografia erótica de Kaspar Krabbe, um executivo alemão que zarpou de Hamburgo e adentrou a Guanabara. No Brasil, aprendeu a escrever o português no corpo de uma certa Tereza, e mais tarde nos corpos de prostitutas e estudantes que chegavam a fazer fila para merecer tal atenção. Na pele de Zsoze, ele só escreve em versos. Assim que começa a dominar o idioma magiar, cria um livro de poemas, Titkos Háramsoros Versszakok ou Tercetos secretos, que sai assinado por um tal de Kocsis Ferenc, poeta em franca decadência. São referências cruzadas que se repetirão pelo livro. Em certo momento, José abandona Vanda no Rio de Janeiro para descobrir-se Zsoze nos braços de Krista, em Budapeste, e vice-versa. Sempre que está na capital húngara ou na Cidade Maravilhosa hospeda-se no Hotel Plaza, nome genérico que obedece à estranha regra de nunca se localizar numa praça. Mas Vanda acaba se apaixonando pela autobiografia do alemão Krabbe, escrita por José. Enquanto Krista considera os poemas nada mais que ?exóticos?, o que leva Zsoze a romper com ela. Esta idéia de espelhos, simulacros e duplos remete a escritores como Henry James e Jorge Luis Borges, como sinaliza o onipresente José Miguel Wisnik, encarregado do texto de apresentação do livro. Aos que se identificam mais com histórias do que com estruturas, porém, a liberdade de José-Zsoze em lidar com seus devaneios guarda ecos de Phillip Roth e Rubem Fonseca nos seus melhores momentos. A diferença é que o personagem de Chico Buarque se revela voyeur de si próprio e de seus delírios. O que chama a atenção em Budapeste, principalmente em relação aos enredos asfixiantes dos livros anteriores, é a linguagem mais palatável, sedutora até, com que envolve o leitor para enfim aprisioná-lo numa armadilha estilística: o que é verdade e o que não é? Enfim, um romance do duplo e de muita erudição - tão popular na literatura européia do século XIX e XX.







Adaptação do livro de Chico Buarque, 'Budapeste' chega aos cinemas
No elenco, Leonardo Medeiros e a atriz húngara Gabriella Hámori.


Cartaz do filme

Livro de Chico Buarque, “Budapeste” ganhou das mãos do cineasta Walter Carvalho e da roteirista Rita Buzzar adaptação para os cinemas. Para levar às telas a história de um ‘ghost writer’ que cai de amores por uma húngara, o diretor carregou parte da equipe para Budapeste e montou um grupo com profissionais de várias nacionalidades e, o mais difícil –idiomas.




O primeiro encontro entre Kriska (Gabrielle Hámori) e Costa (Leonardo Medeiros) na livraria húngara: improviso e ''frescor'' (Foto: Divulgação)










“As filmagens na Hungria foram uma epifania. Eles só falam húngaro, que é uma língua muito difícil. A grande maioria falava inglês também, mas no set tinha de tudo: espanhol, francês, alemão. Era como uma Torre de Babel”, contou Carvalho. E apesar da aparente barreira inicial, a iniciativa de tentar repetir palavras em húngaro do diretor-assistente Rafael Salgado abriu as portas para a comunicação. “Rafa se arriscou, e eles começaram a perguntar também sobre as palavras em português. Sem falar nos palavrões”, brincou o cineasta. “Isso nos uniu.”


Giovana Antonelli também atuou neste filme.

Teve até choradeira na despedida da equipe brasileira da Hungria. “Eles nos disseram que mudamos a forma de eles fazerem cinema, porque eram acostumados a trabalhar com os americanos que, dizem, são antipáticos. A gente não se entendia, é verdade, mas havia uma comunicação. Passamos momentos de grande emoção”, contou Carvalho.

Quem mais sofreu com a língua foi o ator Leonardo Medeiros, que tinha muitas falas em húngaro e teve que estudar o idioma e a pronúncia. Aos olhos –e ouvidos– do público brasileiro, parece tudo perfeito e admirável. Mas ele diz que não chegou nem perto de dominar o húngaro. “Quando comecei a estudar, três meses antes das filmagens, percebi que jamais dominaria a língua. Aí me dispus a fazer um mergulho nas falas do personagem e, quando filmamos, me dediquei a aprendê-las. O húngaro é meio lírico, parece que você está dizendo poesia.”


Chico Buarque faz participação em ''Budapeste'', contracenando com Leonardo Medeiros (Foto: Divulgação)



Primeiro encontro

Carvalho afirmou que queria muito improviso no filme, pois acredita que as cenas, feitas espontaneamente, dão um frescor ao filme que, de outra forma, não pode ser conquistado. “O primeiro encontro dos personagens do Léo (Leonardo Medeiros) e da Gabriella (Hámori, atriz húngara que participa do longa), em cena, foi também o primeiro encontro dos dois atores.”

Na história, o “ghost writer” Costa (Medeiros), passeando por Budapeste, conhece Kriska (Gabrielle) ao cogitar comprar um livro para aprender húngaro. Ela diz: “Húngaro não se aprende nos livros”. E se dispõe a colocar o idioma –“o único que o Diabo respeita”– “na cabeça” do protagonista. Os dois vivem uma história de amor, interrompida quando Costa tem que voltar ao Rio de Janeiro, para sua mulher (Giovanna Antonelli) e seu trabalho.

Ao lançar um livro que vira best-seller, e cujo autor parece seduzir sua esposa, Costa se sente traído e ressentido. Decide abandonar tudo e retorna para Budapeste, onde, apesar de não entender perfeitamente o idioma, se sente em casa. Ele retoma sua ligação com o idioma, estudando, se aprofundando e escrevendo muito, ao mesmo tempo em que, pouco a pouco, consegue reconstruir também seus laços com Kriska. Clichês húngaros

Atriz húngara de teatro e cinema, Gabriella Hámori foi escolhida por Walter Carvalho para “Budapeste” depois de alguns testes. “Meu personagem serve para ajudar Costa a ver ele mesmo, a se encontrar. Kriska também parece ter saído de um sonho. Às vezes, eu sinto como se ela não precisasse fazer nada além de existir”, conta a atriz.

No Brasil para a divulgação do filme, ela se disse orgulhosa de ser húngara, e definiu seu povo como “incrível”. “Eles são mais cautelosos, dificilmente aceitam algo de primeira. “ Talvez por isso a atriz tenha afirmado que, apesar de gostar dos improvisos pedidos pelo diretor, prefere saber exatamente o que tem de dizer e fazer com antecedência.

“Mas procurei atender tudo o que o Walter pediu. Quando ele disse que não queria que eu e o Leonardo nos encontrássemos antes da primeira cena, respeitei e nem busquei a foto dele na internet. Queria que fosse tudo muito real e totalmente livre.”

Gabriella afirmou que o livro de Chico Buarque não foi muito bem recebido pelos húngaros. "As pessoas que leram o livro gostaram, mas não penetrou fundo. Há muitos clichês sobre a Hungria, e talvez isso tenha influenciado", analisa.

O autor -que fez uma participação especial no filme- já afirmou que escreveu "Budapeste" antes de conhecer a cidade. "Tinha uma ideia onírica dela. Quando a conheci, fiquei com medo de encontrar na realidade uma coisa que imaginei tanto, e foi engraçado porque muita coisa que eu tinha sonhado realmente correspondia à realidade - embora o livro nunca tenha tido essa intenção porque não é realista."
Assista abaixo a uma cena deste filme.



sábado, 12 de setembro de 2009

Amor Estranho Amor


(Amor Estranho Amor)

ano de lançamento ( Brasil ) : 1982
direção: Walter Hugo Khouri
atores: Vera Fisher (Anna) Tarcísio Meira (Dr. Osmar Passos) Xuxa , Íris Bruzzi, Mauro Mendonça , Walter Forster , Marcelo Ribeiro
duração: 02 hs 00 min


sinopse
São Paulo, 10 novembro de 1937. Hugo (Marcelo Ribeiro) é um adolescente que veio de Santa Catarina, trazido pela avó para devolvê-lo à sua mãe, Anna (Vera Fisher), prostituta de luxo, amante de Osmar Passos (Tarcísio Meira), o político mais influente do estado de São Paulo.

Ela habita uma luxuosa mansão com várias outras jovens, todas comandadas por Laura (Íris Bruzzi) e a serviço das manobras políticas de Osmar, que utiliza a casa para festas e orgias a fim de impressionar e agradar possíveis aliados políticos. A chegada do menino coincide justamente com o dia de uma grande festa de despedida que será dada em homenagem a Benício Mattos (Mauro Mendonça), o político mais influente e poderoso do estado de Minas Gerais, celebrando dessa forma um acordo político com Osmar Passos, aliança para as eleições que seriam realizadas no ano seguinte. A chegada do garoto à mansão, deixa Laura, a cafetina, bem contrariada, pois não quer que nada saia errado. Assim Hugo é acomodado num quarto no sótão da mansão, mas se perturba no casarão, onde as circunstâncias fazem com que ele esteja sempre rodeado de belas jovens, que começam a provocá-lo e a desejá-lo, envolvendo-o em uma atmosfera extasiante. Essa é a história do menino, Hugo, com seus incríveis olhos azuis, que, ainda garoto, chega em São Paulo, é deixado na frente de um prostíbulo de luxo e convive com garotas que o provocam e povoam a sua fantasia, Tamara (Xuxa) é a jovem que mais se interessa por Hugo. Tamara, a ninfeta atrevida, tenta molestá-lo, depois de ser leiolada à um político influente.

Recém-chegada à casa e vinda de Santa Catarina, faz o gênero "virgem" e está ali especialmente para ser dada de presente a Benício, político austeroe conservador que nunca "pulou a cerca". Pela manhã chega a notícia que foi dado um golpe de Estado no país e que medidas ditatoriais foram tomadas pelo governo, mudando a situação política brasileira. Trata-se do golpe de 10 de novembro de 1937 em que Getúlio Vargas implantou o Estado Novo no Brasil, período caracterizado como um ditadura que se estendeu até o final da Segunda Guerra Mundial.





Xuxa que depois virou a Rainha dos baixinho, comprou juntamente com sua empresária na época, Marlene Mattos, os direitos do filme e o retirou das locadoras. O filme tem a comercialização e a distribuição proibidas no Brasil. Foi lançado em DVD nos Estados Unidos no ano de 2005. Xuxa até tentou comprar os direitos da produtora americana, não obtendo exito.

É um filme forte e polêmico. Para muitos, essa película é considerada indecente. A justiça o acusa de divulgação de pornografia infantil. Pode ser encontrado em partes em sites pornôs ou em um camelô bem perto da sua casa.
Vale a pena conferir.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Conquista Sangrenta, Fresh + Blood
paixão, aventura, sexo e violência


Sinopse
Na era medieval, em meio às pragas que assolam a terra, Martin (Rutger Hauer) é o líder de um bando de brutais mercenários que após ser traído por seu rei, contra ataca e rapta a jovem Agnes (Jennifer Jason Leigh), que estava prometida em casamento ao príncipe Steven (Tom Burlinson). Em meio a combates sanguinários e estupros covardes, os selvagens comandados por Martin invadem o castelo e expulsam seus ocupantes. Agora, em sua nova casa, eles são atacados pelos homens do príncipe Steven que a qualquer custo quer salvar sua amada Agnes. Porém, uma chama se acende entre Martin e Agnes despertando a fúria de Celine (Susan Tyrrell) uma antiga paixão. Enquanto a destruição se aproxima, em meio a violentas, terríveis e sangrentas batalhas, o grupo de Martin luta contra a rivalidade interna e contra os soldados do príncipe, uma guerra de onde somente o mais forte sobreviverá.

CONQUISTA SANGRENTA

Paul Verhoeven, Flesh + Blood, EUA/Esp/Hol, 1985
O que para os desavisados pode parecer apenas um detalhe, o ano – 1501 – no qual se passa a ação de Conquista Sangrenta é essencial para uma leitura acurada do filme. Os que não atentam para este fato podem erroneamente classificá-lo como uma aventura medieval, e coisas sobre o filme já foram escritas analisando-o como tal. Mas essa data nos situa no início do que se convencionou chamar de "Era Moderna", e justamente é uma reflexão sobre essa transição para a modernidade, o que salta aos olhos numa visão mais cuidadosa.O conhecimento acadêmico nos diz que a "Era Moderna" marca a cristalização do domínio do capitalismo, onde o acúmulo do lucro passa a ser objetivo principal. Pois bem, é um ato ligado ao capital que detona o início da trama de Conquista Sangrenta, quando o nobre Arnolfini resolve trair a horda de combatentes que havia colaborado para a retomada de seus domínios sob a promessa de posse do saque. Ao desejar manter para si todo o botim, Arnolfini rompe os laços medievais de "honra" e "vassalagem" para priorizar o ganho escuso e a exploração. Desse modo, encurrala e expulsa os mercenários liderados por Martin (Rutger Hauer), um grupo formado por diversas espécies de párias sociais, como homens brutos e violentos, prostitutas, um padre nada ortodoxo e até mesmo dois mercenários homossexuais. Ao se unir contra toda a opressão, o bando de Martin se vê tomado por misticismo quando da descoberta de uma estátua de São Martin, que guiaria e protegeria o grupo, fazendo com que o homônimo líder fosse visto como sua reencarnação terrena. Vemos aí um outro fenômeno da modernidade, uma descentralização do poder da Igreja Católica e a proliferação de novas crenças e cultos cristãos, se bem que a manifestação mística do bando também pode ser vista como bastante próxima das heresias que abundaram durante o período medieval. Principalmente durante o primeiro terço de Conquista Sangrenta, Martin e seu grupo podem ser encarados como uma visão mais crua do mito de Robin Hood, e a seqüência do ataque à caravana de Arnolfini que culmina com o seqüestro não-intencional de Agnes (Jennifer Jason Leigh), a prometida de seu filho, não estaria muito deslocada em qualquer das muitas versões cinematográficas da história do arqueiro de Sherwood.A entrada em cena de Agnes faz com que o filme cresça em ambigüidade. Num filme marcado pela ausência de heróis, com personagens quase sempre dúbios, Agnes é a mais pura encarnação da ambigüidade, a princípio por uma questão de mera sobrevivência, mas pouco a pouco tornando-se ciente de seu próprio poder, seduzindo e dominando Martin gradativamente, tornando-o cada vez mais distante dos objetivos comuns de seu grupo. É justamente na seqüência que marca a ascendência de Agnes sobre Martin que aparece mais uma curiosa manifestação da modernidade, o chamado "processo civilizatório", quando a moça mostra ao grupo, habituado a comer com as mãos, como usar talheres.Outra transição bastante caracterizada no filme é a ascensão do racionalismo e da ciência, personalizados em Steven (Tom Burlinson), o filho de Arnolfini que, após ter o pai ferido, assume o comando de suas tropas na perseguição a Martin e no resgate da noiva. Com a ascensão de novas armas e máquinas de guerra, os combates tornam-se ainda mais brutais e quem domina a tecnologia ascendente tenderá a um melhor resultado. Steven é um cientista fascinado pelos modelos de Da Vinci, e se, no cerco ao castelo, sua engenhosa (e inverossímil) máquina de guerra é vista sendo destruída por Martin, é por uma técnica que esse havia aprendido com o próprio Steven, demonstrando que, por mais avançada a tecnologia, ainda é necessária a sabedoria humana em poder aplicá-la. Mesmo as transformações na medicina são abordadas em Conquista Sangrenta quando, já numa das últimas seqüências, o médico do grupo de Steven decide abandonar as infrutíferas técnicas de sangria que remontam aos romanos em favor da lancetagem das lesões – rejeitada por ser difundida pelos "infiéis" muçulmanos, mas muito mais eficaz.Tratando mais especificamente dos aspectos puramente narrativos, Conquista Sangrenta, apesar de flagrantes defeitos, como uma certa redundância no terço final e algumas incoerências no roteiro, é um filme que por suas particularidades marca uma identidade única entre obras a princípio similares. Já foi dito que se houvesse uma máquina do tempo e o homem contemporâneo regressasse 500 anos no passado, este simplesmente não agüentaria os cheiros exalados. Verhoeven transmite muito bem essa sensação de putrefação em um clima seco e bastante brutal, o que se exalta em diversas seqüências, como as de combate, a da defloração de Agnes e principalmente quando uma mãe se atira com a filha infante da torre de seu castelo, após este ter sido invadido pelo bando.Está certo que seus detratores poderiam classificar sua abordagem histórico-social de pouco sutil, mas sabemos que Paul Verhoeven nunca foi homem dado a sutilezas. Não falta sequer uma excitante cena de sexo com a marca inconfundível de Verhoeven – Martin e Agnes na banheira.


Mas, se Conquista Sangrenta é acima de tudo um filme que retrata transições, é também um filme que caracteriza um flagrante momento de transição na carreira de seu diretor. Foi o último trabalho rodado na Europa, ainda que já com participação americana na produção (de orçamento bastante modesto, por sinal), mas também o primeiro falado em língua inglesa, além de marcar o final de uma longa parceria com o ator Rutger Hauer. Uma espécie de preparação para a estréia, por assim dizer, oficial em Hollywood, que viria dois anos depois com Robocop.

Por: Gilberto Silva Jr.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

JOANA D'ARC, A SANTA GUERREIRA






Jeanne d'Arc fr / The Messenger: The Story of Joan of Arcen (br: Joana d'Arc de Luc Besson / pt: Joana d'Arc) é um filme francês e estadunidense de 1999, do gênero drama biográfico, dirigido por Luc Besson.
O filme foi produzido pela Gaumont e distribuído pela Columbia Pictures e pela Sony Picture Entertainment. Foi produzido por Patrice Ledoux e a trilha sonora é de Eric Serra.



Sinopse
Em 1412, nasce em Domrémy, na França, uma menina chamada Joana. Ainda jovem, ela desenvolve uma fé tão intensa e fora do comum que fazia se confessar várias vezes por dia.
Eram tempos muito difíceis, pois a Guerra dos Cem Anos com a inimiga de sempre Inglaterra prolongava-se desde 1337. Em 1420, Henrique V e Carlos VI de França assinam o Tratado de Troyes, declarando que após a morte do rei, a França pertencerá a Inglaterra. Todavia, ambos os reis morrem e Henrique VI é o novo rei dos dois países rivais, mas tem poucos meses de idade e Carlos, o delfim de França, não deseja entregar de mãos beijadas o seu reino a uma criança.
Desta forma, os ingleses invadem o país e ocupam Compiègne, Reims e Paris, com o rio Loire conseguindo deter o avanço dos invasores. Carlos foge para Chinon, mas ele quer é ir para Reims, onde por tradição os soberanos franceses são coroados, mas como os ingleses dominam toda a região envolvente, isto torna-se um problema grave para ser contornado. Até que aparece Joana que, além de se auto-intitular a "Donzela de Lorraine" tinha uma determinação e fé inabalável e dizia que estava numa missão divina para libertar a França da opressão dos ingleses.
Desesperado por uma solução, o delfim finalmente aceita lhe dar um exército, com o qual ela consegue recuperar a cidade de Reims, onde o delfim é coroado rei, Carlos VII de França. Mas se finalmente para ele os problemas tinham acabado, para Joana seria o início do fim.


Trailer do filme


Elenco
Milla Jovovich .... Joana d'Arc
Dustin Hoffman .... Consciência
Faye Dunaway .... Yoland D'Aragon
John Malkovich .... Carlos VII
Tchéky Karyo .... Dunois
Pascal Greggory .... Duque de Alençon
Vincent Cassel .... Gilles de Rais
Desmond Harrington .... Aulon
Timothy West .... Cauchon
Rab Affleck .... Comrade
Edwin Apps .... bispo
Richard Ridings .... La Hire
David Bailie .... juiz inglês
David Barber .... juiz inglês










Contexto histórico

Joana d'Arc é contemporânea da Guerra dos Cem Anos, longa disputa entre Inglaterra e França. Heroína dessa guerra, foi presa pelos borguinhões e condenada à fogueira por prática de bruxaria. Contudo, cinco séculos depois, o processo que a condenou foi invalidado ela foi canonizada como santa pelo Papa Bento XV.

HISTÓRIA NA MÍDIA O Portal de Notícias da Globo
04/04/07 - 17h11 - Atualizado em 04/04/07 - 17h48

Restos de 'Joana d'Arc' pertenciam a múmia
Cientista forense da França usou análise química e 'cheiradores' para descoberta.Supostos ossos queimados na verdade foram tratados com resina e betume.
Da France Presse




Restos da heroína estão guardados em museu de Chinon, na França. (Foto: Nature/Reprodução)



Os supostos restos da heroína francesa Joana d'Arc, conservados numa cidade do centro da França, são na realidade fragmentos de uma múmia egípcia, revela um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo site da revista britânica "Nature".

Os fragmentos humanos aparentemente queimados, misturados a pequenos pedaços de madeira e de tecido e a pólen de pinheiro, foram apresentados em 1867 como pertencentes à heroína condenada à fogueira por heresia no ano de 1431, após ter liderado a resistência da França contra a ocupação inglesa. Várias pesquisas realizadas no século passado para determinar sua verdadeira origem forneceram resultados divergentes. Segundo a "Nature", o cientista forense Philippe Charlier, do Hospital Raymond Poincaré em Garches, perto de Paris, chegou à pista da múmia através de exames muito originais. Grandes perfumistas já haviam afirmado ter sentido junto aos restos um leve odor de baunilha - um perfume produzido pela "decomposição de um corpo", não por sua cremação, destaca Philippe Charlier. "E isso corresponde ao cheiro exalado por uma múmia." Uma análise microscópica e química do fragmento de costela mostrou, além disso, que não havia sido queimado, mas impregnado de um "produto vegetal e mineral" de cor negra. "Não se trata de um tecido humano queimado", acrescentou o cientista forense.

Apesar de queimada por sentença da Igreja, Joana D'Arc seria declarada santa. (Foto:Reprodução)







Além disso, não havia pinheiros na Normandia (nordeste da França) no momento da morte de Joana d'Arc, e o pólen dessa espécie de árvore encontrado nas relíquias é uma outra prova. A resina do pinheiro era usada no Egito nas cerimônias de embalsamamento. Finalmente, um estudo com carbono-14 (método de decaimento radioativo que permite estimar a idade de restos de matérias orgânica) data os restos entre os séculos 6 a.C. e 3 a.C. -- época em que os egípcios ainda mumificavam seus mortos. Charlier lembra que, na Idade Média, alguns medicamentos eram produzidos na Europa a partir de múmias. Assim, uma delas poderia ter sido usada para fabricar a falsa relíquia da santa.Joana d'Arc, uma camponesa nascida em 1412, conseguiu reunir tropas para combater os ocupantes ingleses, mas foi capturada e condenada à fogueira com a idade de 19 anos. Ela foi canonizada em 1920 pela Igreja Católica.



Joana D'Arc comandando o exército francês na Guerra dos Cem Anos contra a Inglaterra.
Cartaz do filme Joana D'Arc.



Joana D'Arc sendo condenada à morte na fogueira pela Inquisição sob a acusação de heresia.



Música e História

Eu Não Matei Joana D'arc
Camisa de Vênus
Composição: Gustavo Mullem - Marcelo Nova




Eu nunca tive nada
Com Joana Darc
Nós só nos encontramos
Prá passear no parque...
Ela me falou

Dos seus dias de glória
E do que não está escrito
Lá nos livros de história...
Que ficava excitada

Quando pegava na lança
E do beijo que deu
Na rainha da França...
Agora todos pensam

Que fui eu que a cremei
Mas eu não sou piromaníaco
Eu juro que não sei...
Ontem eu nem a vi

Sei que não tenho um álibi
Mas eu!
Eu não matei Joana Darc...(2x)
Eu nunca tive

Nada, nada, nada
Com Joana Darc
Nós só nos encontramos
Prá passear no parque...
Ela me falou

Que andava ouvindo vozes
Que prá conseguir dormir
Sempre tomava algumas doses...
Uma rede internacional

Iludiu aquela menina
Prometendo a todo custo
Transformá-la em heroína...
Agora eu tô entregue

À CIA e à KGB
Eles querem que eu confesse
Mas eu nem sei o quê...
Ontem eu nem a vi

Sei que não tenho um álibi
Mas eu!Eu não matei Joana Darc...(2x)
Eu não mateiJoana Darc...(2x)
Ontem eu nem a vi

Sei q'eu não tenho um álibi
Mas eu!
Eu não matei Joana Darc...(2x)
Não!Não fui eu!
Não, não, não!
Não fui eu!Não!Não fui eu!Não, não, não!
Ontem eu nem a vi

Sei q'eu não tenho um álibi
Mas eu!
Eu não matei Joana Darc...(2x)