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terça-feira, 26 de maio de 2015

Roteiro de estudos: A Abolição da escravatura

Roteiro de estudos: A Abolição da escravatura
1. (Unesp) "Por volta dos anos de 1880, era óbvio que a abolição estava iminente. O parlamento, reagindo ao abolicionismo de dentro e de fora do país, vinha aprovando uma legislação gradualista. As crianças nascidas de mães escravas foram declaradas livres em 1871..." 
(Emília V. da Costa, DA MONARQUIA À REPÚBLICA.) 

a) Além da Lei do Ventre Livre, qual outra teve esse mesmo caráter gradualista? 

b) Justifique o caráter gradualista do movimento da abolição. 


resposta: 
a) A Lei do Sexagenário (1885) que libertava os escravos com mais de 60 anos. 

b) No Parlamento, a questão escravista era mais delicada. Como a maioria dos deputados era proprietária de terras e de escravos, defendia a emancipação lenta e gradual dos cativos, com o pagamento, pelo governo, de indenizações aos seus senhores. 

2. (UFMG) Leia a frase. 
"Precisamos de braços (...) no intuito de aumentar a concorrência de trabalhadores e, mediante a lei da oferta e procura, diminuir o salário." 


(Fala de um deputado paulista, Anais da Câmara,1888.) 

A frase acima se refere. 
a) à polêmica em torno da preparação dos trabalhadores brasileiros, visando a sua adequação ao trabalho no interior das fábricas. 
b) à discussão frente às revoltas populares que, no final do século XIX, reivindicavam a manutenção dos níveis salariais. 
c) ao debate em torno da política imigratória, que permitiu a criação de condições para sustentar a expansão cafeeira. 
d) à proposta de solução para a escassez de mão-de-obra escrava no centro-sul do País, no contexto do abolicionismo. 


resposta:[C] 

3. (Ufscar) Leia o seguinte trecho do livro "O Abolicionismo", escrito por Joaquim Nabuco e publicado em 1883. 

Em 1871, porém, a Nação brasileira deu o primeiro aviso à escravidão de que a consciência a vexava, e ela estava ansiosa por liquidar esse triste passado e começar vida nova. Pode alguém que tenha adquirido escravos depois desta data, queixar-se de não ter sido informado de que a reação do brio e do pudor começava a tingir a face da Nação? O preço dos escravos subiu depois da lei (...) como subira depois de acabado o Tráfico, sendo o efeito de cada lei humanitária que restringe a propriedade humana aumentar-lhe o valor, como o de outra qualquer mercadoria, cuja produção diminui quando a procura continua a ser a mesma. 

("O Abolicionismo". Petrópolis: Vozes, 1988, p. 157.) 

a) Identifique e escreva sobre o conteúdo da lei de 1871, a que se refere Joaquim Nabuco. 

b) De que forma o autor desenvolve o ponto de vista de que a situação da escravidão começou a mudar após 1871? 

resposta: 

a) Em setembro de 1871, os deputados aprovaram, numa perspectiva de emancipação gradual dos cativos, a Lei do Ventre Livre, que declarava libertos os filhos de mulher escrava que nascessem no país a partir da promulgação da lei. Os filhos ficariam sob a guarda do senhor até a idade de 8 anos. A partir de então, o senhor poderia libertá-los, em troca de títulos públicos, ou se utilizar gratuitamente de seus serviços até completarem 21 anos. Na realidade, a Lei do Ventre Livre pretendia esvaziar o movimento abolicionista e, ao mesmo tempo, garantir aos proprietários de terra uma transição segura para o trabalho assalariado. Essa lei teve pouca eficácia. Para se ter uma ideia, o número de crianças libertas em 1879 e 1880, quando teriam alcançado os 8 anos, era insignificante. Até o final de 1880, apenas 4.500 escravos haviam sido libertados pelo Fundo de Emancipação, isto é, apenas 0,3% da população escrava do país naquele ano. 

b) O autor considera que a aprovação da referida lei contribuiu para intensificar o processo de abolição na medida em que o preço do escravo elevou-se como já havia elevado anteriormente após a decretação da lei que proibia o tráfico internacional de escravos. 

4. (UFPE) Sobre o movimento do republicanismo e do abolicionismo, indique a alternativa correta. 

a) A Abolição da Escravatura e o republicanismo no Brasil foram movimentos que caminharam associados, pois estiveram inspirados no Positivismo. 
b) O movimento republicano no Brasil, na década de 1870, esteve dissociado da luta abolicionista, porque republicanos e abolicionistas pertenciam a classes sociais divergentes. 
c) O movimento abolicionista e o movimento republicano não caminharam associados, pois o primeiro tinha grande apoio do monarca, a ponto de a Lei Áurea ter sido assinada pela Princesa Isabel. 
d) O movimento republicano só ganhou força após a abolição, pois significativas parcelas da classe dominante republicana eram proprietárias de escravos e não apoiavam a luta abolicionista. 
e) O movimento republicano deu um grande impulso ao movimento abolicionista, como já havia ocorrido em outros países da América do Sul, em que a República acarretou o fim da escravidão. 




resposta:[D] 


5. (UFMG) Leia este trecho de documento: 

Pela presente, por um de nós escrita e por ambos assinada, declaramos que, desejando comemorar por um ato digno da Religião de Cristo, o redentor, e de humanidade, o aniversário que hoje celebramos, e atendendo aos serviços que já tem nos prestado o pardo Sabino, nosso escravo, temos de comum acordo e de muita nossa livre e espontânea vontade, resolvido conferir ao mesmo, como conferimos, a sua liberdade, podendo conduzir-se como se de ventre livre fosse nascido: com a cláusula porém de continuar a servir-nos, ou a pessoa por qualquer de nós designada, ainda por espaço de cinco anos a partir desta data. 
(Registro de uma carta de liberdade conferida, em 1866, pelo Dr. Agostinho Marques Perdigão Malheiro e sua mulher ao pardo Sabino. Citado por CHALHOUB, Sidney. "Visões da liberdade". São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p.140.) 


Com relação à conjuntura histórica em que foi abolida a escravidão e com base nas informações contidas nesse trecho, é CORRETO afirmar que 

a) a extinção da escravidão se deu de forma abrupta, sendo que as elites abolicionistas optaram por uma estratégia radical de enfrentamento com a Coroa, o que causou grandes traumas sociais.

b) as soluções encontradas para o problema da escravidão não escaparam ao controle político da Igreja Católica, que acabou impondo aos fiéis da elite uma teoria particular do abolicionismo. 

c) o debate sobre a abolição trouxe à tona as ambiguidades das atitudes políticas de uma parte da elite brasileira, que julgava o ato de emancipação uma benesse, pela qual o ex-escravo deveria pagar. 

d) os problemas ligados à escravidão se atenuaram ao longo do século XIX, quando o crescimento das revoltas escravas suprimiu conflitos entre os negros e as elites rurais. 


resposta:[C] 

6. (UFC) Em sua obra "O Abolicionismo", Joaquim Nabuco afirma: "Para nós a raça negra é um elemento de considerável importância nacional, estreitamente ligada por infinitas relações orgânicas à nossa constituição, parte integrante do povo brazileiro. Por outro lado, a emancipação não significa tão somente o termo da injustiça de que o escravo é martyr, mas também a eliminação simultânea dos dois typos contrários, e no fundo os mesmos: o escravo e o senhor." 
(NABUCO, Joaquim. "O Abolicionismo." Edição fac-similar. Recife. Fundação Joaquim Nabuco. Ed. Massangana. 1988. p. 20) 

Em relação à condição do negro na sociedade brasileira, é correto afirmar que: 
a) a abolição representou uma perda total da mão-de-obra pelos antigos senhores. 
b) o fim da escravidão possibilitou ao negro liberto a integração no mercado de trabalho e o livre acesso à terra. 
c) as Sociedades Libertadoras tinham como objetivo principal promover a integração do ex-escravo na sociedade, garantindo-lhe os direitos de cidadania. 
d) a diferença entre o processo abolicionista ocorrido nos Estados Unidos da América e o ocorrido no Brasil foi a ausência de preconceito racial em nosso país. 
e) o negro livre permaneceu à margem do universo cultural estabelecido por uma sociedade regida pelo branco e continuou sujeito ao preconceito e a novos mecanismos de controle social. 




resposta:[E] 

7. (UNESP) Em 1871, porém, a Nação Brasileira deu o primeiro aviso à escravidão de que a consciência a vexava, e ela estava ansiosa por liquidar esse triste passado e começar vida nova. Pode alguém que tenha adquirido escravos depois desta data queixar-se de não ter sido informado de que a reação de brio e do pudor começava a tingir a face da Nação? O preço dos escravos subiu depois da lei (...). 
(J. Nabuco, "O abolicionismo".) 

a) Qual a lei que restringiu a instituição da escravidão no Brasil a que se refere Nabuco? 

b) Explique o conteúdo dessa lei e por que o autor afirma que, após sua promulgação, "o preço dos escravos subiu". 




resposta: 
a) Lei do Ventre Livre. 

b) Essa lei libertava os filhos de mulher escrava nascidos a partir de sua promulgação. Com isso diminuía ainda mais a oferta de novos escravos no mercado interno brasileiro, o que por sua vez contribuia para o aumento no preço dos cativos. 


8. (PUCRS) Responder à questão com base nas afirmativas abaixo, sobre o movimento abolicionista no Brasil, na segunda metade do século XIX. 

I. A campanha abolicionista reforçava-se pela pressão antiescravista internacional e pelo fato de o Brasil ser o último país independente a manter a escravidão após 1865. 
II. O movimento abolicionista tinha a participação de setores agrários não-vinculados à escravidão e das camadas médias urbanas: intelectuais, profissionais liberais e estudantes universitários. 
III. Importantes setores do abolicionismo viam a necessidade de serem criados meios de integração dos negros à sociedade na condição de trabalhadores assalariados após a abolição. 

Pela análise das afirmativas, conclui-se que 
a) apenas a I está correta. 
b) apenas a III está correta. 
c) apenas a I e a II estão corretas. 
d) apenas a II e a III estão corretas. 
e) a I, a II e a III estão corretas. 

resposta:[E] 


9. (UFU) Considere o fragmento a seguir: 
"O nosso caráter, o nosso temperamento, a nossa organização toda, física, intelectual e moral, acha-se terrivelmente afetada pelas influências com que a escravidão passou trezentos anos a permear a sociedade brasileira. A empresa de anular essas tendências é superior, por certo, aos esforços de uma só geração, mas, enquanto essa obra não estiver concluída, o abolicionismo terá sempre razão de ser." 

Joaquim Nabuco. "O Abolicionismo". 1883. 

Neste trecho, Joaquim Nabuco, um dos principais líderes abolicionistas da década de 1880, sugere que o fim da escravidão é necessário não apenas pela "barbaridade" que representa em relação aos cativos, mas por ser responsável por efeitos nefastos na sociedade, na política e na economia brasileira. Para o autor, não se impunha somente a necessidade de eliminar o cativeiro dos escravos, mas também de regenerar as influências da escravidão na sociedade brasileira. A respeito deste assunto, cite três efeitos (um na sociedade, um na política e um na economia) negativos que a escravidão, aos olhos dos abolicionistas, possa ter criado no Brasil ao longo de seus trezentos anos de existência. 



resposta: 
Os efeitos negativos que a escravidão provocou na sociedade brasileira são diversos. Poderia-se mencionar o fato de ter desenvolvido uma mentalidade preconceituosa (racismo) em relação ao negro, do ponto de vista político foi a não extensão dos princípios de cidadania (direito ao voto) a essa pessoas, e do ponto de vista econômico foi a preservação de uma economia agrária ligada ao trabalho compulsório. 


10. (UFG) Leia o texto a seguir. "Não nos basta acabar com a escravidão; é preciso acabar com a obra da escravidão." Joaquim Nabuco, citado em NOGUEIRA, Marco Aurélio. Joaquim Nabuco: o abolicionismo. In: MOTA, Lourenço Dantas (Org.). "Introdução ao Brasil". Um banquete no trópico 2. 2. ed. São Paulo: SENAC, 2002, p. 184. 

Abolicionistas como Joaquim Nabuco e André Rebouças acreditavam que a escravidão instituíra deformidades estruturais, irremovíveis caso a questão fosse enfrentada somente em seus caracteres políticos e jurídicos. A partir disso, responda às questões a seguir. 

a) Cite as duas mais importantes reformas sociais propugnadas pelos propagandistas da abolição e diga se elas se converteram em ação imediata por parte do poder público.


b) A Constituição republicana de 1891 assegurou a todo brasileiro o direito ao voto? Justifique. 

resposta: 

a) As duas mais importantes reformas sociais propostas pelos abolicionistas eram a imediata abolição e a integração dos negros na sociedade brasileira dando-lhe condições básicas de sobrevivência. O governo imperial acabou desenvolvendo um longo processo abolicionista que acabou se arrastando por quase 50 anos, até a abolição definitiva da escravidão no ano de 1888. 

b) Não. Pela Constituição de 1891 tinha direito ao voto no Brasil apenas os homens alfabetizados, maiores de 21 anos. Estavam excluídos do direito ao voto as mulheres, os analfabetos. 


11. (UFPR) "A introdução de novos africanos no Brasil não aumenta a nossa população e só serve de obstar a nossa indústria. Apesar de entrarem no Brasil perto de quarenta mil escravos anualmente, o aumento desta classe é nulo, ou de muito pouca monta: quase tudo morre ou de miséria ou de desesperação, e todavia custaram imensos cabedais. [...] Os senhores que possuem escravos vivem, em grandíssima parte, na inércia, pois não se vêem, precisados pela fome ou pobreza, a aperfeiçoar sua indústria ou melhorar sua lavoura. [...] Ainda quando os estrangeiros pobres venham estabelecer-se no país, em pouco tempo deixam de trabalhar na terra com seus próprios braços e, logo que podem ter dois ou três escravos, entregam-se à vadiação e desleixo." 

(ANDRADA E SILVA, José Bonifácio de. Representação à Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil sobre a Escravatura, de 1823. In: DOLHNIKOF, Miriam. "José Bonifácio de Andrada e Silva: Projetos para o Brasil". São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 56-57.) 

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o abolicionismo no Brasil, é correto afirmar que nas duas primeiras décadas do século XIX: 

a) o movimento abolicionista consolidava uma articulação de partidos políticos em prol da libertação dos africanos e da sua inserção na sociedade brasileira como trabalhadores livres para a agricultura e para a indústria. 
b) as elites dirigentes estavam plenamente convencidas da necessidade da abolição do tráfico negreiro para defender o sistema escravista das pressões empreendidas pelo movimento humanitário internacional. 
c) alguns setores sociais pretendiam promover o progresso econômico do Brasil com base na indústria e viam os negros como obstáculo a esse desenvolvimento, na medida em que eles não tinham qualquer aptidão para o trabalho naquele setor. 
d) alguns integrantes da elite dominante passaram a compreender a escravidão como um problema que dificultava o progresso nacional, já que a sua manutenção desestimulava novos empreendimentos econômicos. 
e) as elites dirigentes do Brasil estavam convencidas de que a abolição da escravidão ocorreria mais cedo ou mais tarde e era necessário, portanto, substituir o escravo pelo trabalhador livre. 


resposta:[D] 

12. (FUVEST - 2012) Examine a seguinte tabela: 
História
A tabela apresenta dados que podem ser explicados 
a) pela lei de 1831, que reduziu os impostos sobre os escravos importados da África para o Brasil. 
b) pelo descontentamento dos grandes proprietários de terras em meio ao auge da campanha abolicionista no Brasil. 
c) pela renovação, em 1844, do Tratado de 1826 com a Inglaterra, que abriu nova rota de tráfico de escravos entre Brasil e Moçambique. 
d) pelo aumento da demanda por escravos no Brasil, em função da expansão cafeeira, a despeito da promulgação da Lei Aberdeen, em 1845. 
e) pela aplicação da Lei Eusébio de Queirós, que ampliou a entrada de escravos no Brasil e tributou o tráfico interno. 




resposta:[D] 


13. (FGV) A Lei de Terras, aprovada em 1850, duas semanas após a proibição do tráfico de escravos, "tentou pôr ordem na confusão existente em matéria de propriedade rural, determinando que, no futuro, as terras públicas fossem vendidas e não doadas, como acontecera com as antigas sesmarias, estabeleceu normas para legalizar a posse de terras e procurou forçar o registro das propriedades." 

Boris Fausto, "História do Brasil", 1994. 


Sobre essa Lei de Terras é correto afirmar que: 
a) Sua promulgação coincidiu com a Lei Eusébio de Queiroz, mas não há nenhuma relação de causalidade entre ambas. 
b) Ao entrar em vigor, não foi respeitada, podendo ser considerada mais uma "lei para inglês ver". 
c) Sua promulgação foi concebida como uma forma de evitar o acesso à propriedade da terra por parte de futuros imigrantes. 
d) Sua aprovação naquele momento decorreu de os Estados Unidos terem acabado de aprovar uma lei de terras para o seu território. 
e) Ao entrar em vigor, teve efeito contrário ao de sua intenção original, que era a de facilitar o acesso à propriedade. 

resposta:[C] 

14. (UFRJ) A Lei Euzébio de Queiroz e a Lei de Terras, ambas de setembro de 1850, são consideradas marcos na modernização da sociedade brasileira. 
a) Explicite o conteúdo de cada uma dessas leis. 

b) Explique os motivos pelos quais ambas as leis são consideradas marcos na modernização da sociedade brasileira. 

resposta: 

a) Lei Eusébio de Queirós proibia o tráfico de escravos da África para o Brasil. Lei de Terras de 1850 atribuía um valor imobiliário às terras, que não seriam mais doadas como haviam sido as sesmarias. Essa lei foi um dos estatutos responsáveis para a consolidação dos latifúndios no Brasil. 

b) A Lei Eusébio de Queirós permitiu a liberação de capitais do tráfico negreiro p/ setores mais produtivos (industrialização, bancos, mecanização das fazendas, etc), enquanto a Lei de Terras valorizou comercialmente as terras brasileiras, aquecendo o mercado interno. 


15. (PUCPR) "O espelho da historiografia reflete imagens côncavas e convexas. A imagem real em frente do espelho, porém, parece revelar uma nação rude, dividida, de espírito escravista e anti-legalista, que relutou ao máximo antes de alterar sua ordem econômica e social baseada na exploração do trabalho escravo. Uma nação que, às 3h15 de uma tarde ensolarada de domingo, 13 de maio de 1888, não apenas não se livraria de seu passado conturbado como, ainda hoje, parece incapaz de lidar com ele." 

(Bueno, Eduardo. "Brasil: uma História".1. edi., São Paulo, Ática, 2005, p. 218.) 

Sobre a abolição da escravidão: 

I - Para historiadores com tendências monarquistas, a princesa Isabel foi a heroína que teve a coragem de abolir a escravidão, o que lhe causou a perda do trono. 
II - A radical e intensa pressão da Igreja durante quase todo o segundo reinado, foi uma das mais importantes forças a favor da libertação dos escravos. 
III - A Lei Rio Branco, também conhecida como "Lei dos Sexagenários", que libertava escravos maiores de 60 anos, na verdade beneficiava os proprietários, permitindo que se livrassem de escravos com idade avançada. 
IV - Por meio do Fundo de Emancipação, foram pagas indenizações apenas aos cafeicultores, após uma manobra política bem executada por deputados que representavam os proprietários de terras do oeste paulista. 


É correta ou são corretas: 
a) apenas I. 
b) I e III. 
c) I e IV. 
d) apenas III. e) III e IV. 


resposta:[A] 

16. (FATEC) Em 4 de setembro de 1850, foi sancionada no Brasil a Lei Eusébio de Queirós (ministro da Justiça), que abolia o tráfico negreiro em nosso país. Em decorrência dessa lei, o governo imperial brasileiro aprovou outra, "a Lei de Terras". Dentre as alternativas a seguir, assinale a correta. 

a) A Lei de Terras facilitava a ocupação de propriedades pelos imigrantes que passaram a chegar ao Brasil. 
b) A Lei de Terras dificultou a posse das terras pelos imigrantes, mas facilitou aos negros libertos o acesso a elas. 
c) O governo imperial, temendo o controle das terras pelo coronéis, inspirou-se no "Act Homesteade" americano, para realizar uma distribuição de terras aos camponeses mais pobres. 
d) A Lei de Terras visava a aumentar o valor das terras e obrigar os imigrantes a vender sua força de trabalho para os cafeicultores. 
e) O objetivo do governo imperial, com esta lei, era proteger e regularizar a situação das dezenas de quilombos que existiam no Brasil. 



resposta:[D] 


17. (FGV) Leia as afirmativas acerca da economia brasileira do século XIX. 

I. A expansão da malha ferroviária, na segunda metade do século, tem relação direta com o forte desenvolvimento da economia açucareira. 
II. O fim do tráfico negreiro, em 1850, trouxe como decorrência a liberação de capitais para outras atividades econômicas. 
III. A Tarifa Alves Branco (1844), criada para aumentar as receitas do governo imperial, revelou-se uma medida protecionista. 
IV. Em função da Lei de Terras (1850), ampliou-se o acesso à terra por parte de imigrantes e ocorreu a expansão da pequena e média propriedade. 
V. A Lei do Ventre Livre (1871) e a Lei dos Sexagenários (1885) faziam parte de um projeto de abolição gradual da escravidão. 

São corretas as afirmativas 
a) I e II, apenas. 
b) II, III e IV, apenas. 
c) II, III e V, apenas. 
d) II, III, IV e V, apenas. 
e) I, II, III, IV e V. 

resposta:[C] 

18. (UEL) Analise a figura a seguir. 
Com base na imagem e nos conhecimentos sobre o processo abolicionista no Brasil, é correto afirmar: 
a) Agostini satiriza a disputa entre fazendeiros e industriais brasileiros pela contratação da mão-de-obra negra como assalariada após a Abolição. Para as elites, os ex-escravos seriam os mais capazes para o trabalho na agricultura e na indústria. 
b) A imagem representa a disputa entre fazendeiros e parlamentares para ficar com as glórias pela aprovação da primeira lei de abolição da escravidão na América Latina. 
c) Agostini critica as estratégias das elites dirigentes, proprietários de terras e escravos, utilizadas para protelar o fim do trabalho escravo, no contexto da atuação dos movimentos abolicionistas. 
d) Agostini apresenta uma crítica à campanha inglesa contra a abolição da escravidão, retratando o vigoroso embate entre abolicionistas brasileiros e comerciantes ingleses radicados no Brasil. 
e) A imagem aponta para os embates entre abolicionistas e representantes das camadas populares que, organizadas em clubes, comitês e confederações, empenharam-se para impedir a libertação dos escravos no Brasil. 

resposta:[C] 

19. (UFscar) As políticas de terras e de mão-de-obra estão sempre relacionadas, e ambas dependem, por sua vez, das fases do desenvolvimento econômico. No século XIX, a expansão dos mercados e o desenvolvimento do capitalismo causaram uma reavaliação das políticas de terras e do trabalho em países direta ou indiretamente atingidos por esse processo. 

(Emília Viotti da Costa, "Da Monarquia à República".) 

Aponte os acontecimentos históricos do século XIX que são exemplos da afirmação da autora. 

a) Nos EUA, a conquista para o Oeste foi regulamentada para o emprego do trabalho escravo permanecer nas atividades econômicas produtivas. 
b) No sudeste do Brasil, a expansão da cafeicultura dependeu da escravidão e de terras doadas pelo poder imperial aos empreendedores. 
c) No Chile, a terra passou a ser parte do patrimônio do governo republicano, e a servidão indígena foi substituída pela escravidão africana. 
d) No Brasil, a terra passou a ser adquirida pela compra, e a mão-de-obra escrava passou a conviver progressivamente com o trabalho livre. 
e) Na Argentina, expedições militares garantiram a expansão da pecuária, e leis foram criadas para proteger os indígenas do processo de expropriação de suas terras.

resposta:[D]

20. (PUCRJ) A capa da "Revista Ilustrada" do ano de 1880 apresenta a ilustração de Ângelo Agostini intitulada "Emancipação uma nuvem que não pára de crescer". 
a) Explique por que a "nuvem da emancipação" não parava de crescer naquela conjuntura. 

b) Com base na ilustração e nos seus conhecimentos, identifique dois argumentos utilizados por uma parcela dos proprietários de escravos para se oporem ao crescimento da "nuvem da emancipação": 


Resposta: 
a) A “nuvem da emancipação” não parava de crescer naquela conjuntura porque foi a partir da década de 1880 que o movimento abolicionista ganhou força com o surgimento de associações, jornais e o avanço da propaganda, construindo uma opinião pública favorável à abolição da escravidão no Brasil. Por outro lado, nesse mesmo momento, intensificaram-se as fugas coletivas e revoltas escravas. Em 1886, atuaram em São Paulo os chamados caifazes, libertando os escravos das fazendas. Todos esses fatores contribuíam para o crescimento da “nuvem da emancipação”. No contexto internacional, o Brasil figurava como a única nação escravista. 

b) Ao longo da década de 1880, apegavam-se à escravidão os proprietários de terras das zonas cafeeiras do Vale do Paraíba. Diante do crescimento do movimento abolicionista, os defensores dos interesses escravocratas colocavam-se contra o crescimento da “nuvem da emancipação” argumentando que a abolição feria seu direito de propriedade e que, portanto, deveria ser realizada com indenização. Afirmavam, ainda, que a imediata libertação dos escravos provocaria a perturbação da tranquilidade e da segurança pública.

sábado, 23 de maio de 2015

Roteiro de estudos: Revolução Pernambucana de 1817

Questões sobre a Revolução Pernambucana de 1817
1. (FUVEST 2010)
“Eis que uma revolução, proclamando um governo absolutamente independente da sujeição à corte do Rio de Janeiro, rebentou em Pernambuco, em março de 1817. É um assunto para o nosso ânimo tão pouco simpático que, se nos fora permitido [colocar] sobre ele um véu, o deixaríamos fora do quadro que nos propusemos tratar.”

F. A. Varnhagen. História geral do Brasil, 1854.

O texto trata da Revolução pernambucana de 1817. Com relação a esse acontecimento é possível afirmar que os insurgentes

a) pretendiam a separação de Pernambuco do restante do reino, impondo a expulsão dos portugueses desse território.
b) contaram com a ativa participação de homens negros, pondo em risco a manutenção da escravidão na região.
c) dominaram Pernambuco e o norte da colônia, decretando o fim dos privilégios da Companhia do Grão-Pará e Maranhão.
d) propuseram a independência e a república, congregando proprietários, comerciantes e pessoas das camadas populares.
e) implantaram um governo de terror, ameaçando o direito dos pequenos proprietários à livre exploração da terra.



Resposta:[D]


2. (UNESP-SP) Leia os itens a respeito da Revolução Pernambucana de 1817:

I – Possui forte sentimento antilusitano, resultante do aumento dos impostos e dos grandes privilégios concedidos aos comerciantes portugueses;
II – Teve participação apenas de sacerdotes e militares, não contando com o apoio de outros segmentos da população;
III – Foi uma revolta sangrenta que durou mais de dois meses e deixou profundas marcas no Nordeste, com os combates armados passando do Recife para o sertão, estendendo-se também a Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte;
IV – A Revolta foi sufocada apenas dois anos depois por tropas aliadas, reunindo forças armadas portuguesas, francesas e inglesas;
V – Propunha a República, com a igualdade de direitos e a tolerância religiosa, mas não previa a abolição da escravidão.

É correto apenas o afirmado em:

I, II e III.
I, III e V.
I, IV e V.
II, III, IV.
II, III, V.


Resposta:[B] 
Comentário:
Além de padres e militares, proprietários de terras estiveram na liderança da Revolução no primeiro momento. A Revolução durou 74 dias, proclamando a República na região.


3.  (UFBA/2010)
Liberdade política e liberdade econômica foram reivindicações que estiveram presentes no contexto da crise do Sistema Colonial português no Brasil.
Com base nessa afirmação, indique como essas reivindicações são expressas na Revolução Pernambucana de 1817.
• Liberdade política
• Liberdade econômica


Resposta:
a) Liberdade política — contestação à presença da Corte no Rio de Janeiro; proclamação de uma república no Nordeste.
b) Liberdade econômica — quebra dos monopólios, liberdade de comércio, menor tributação para o Nordeste.



4. (G1) Os grandes proprietários de terra viram-se presos a dívidas com os comerciantes portugueses – que controlavam as atividades de importação e exportação – e com os altos impostos e taxas estabelecidos pela Coroa Portuguesa. Com isso, a aristocracia agrária e outros brancos livres pobres organizaram um movimento que eclodiu em 06 de março de 1817.

Como ficou conhecido esse movimento na História do Brasil?

a) Conjuração Baiana
b) Inconfidência Mineira
c) Revolução Praieira
d) Confederação do Equador
e) Revolução Pernambucana



Resposta:[E]
Comentário:
A Revolução Pernambucana chegou inclusive a proclamar uma República na região.


5. (G1) “Após derrotarem as tropas defensoras de Portugal, os revoltosos formaram um governo provisório composto por cinco membros. Além disso, estabeleceram a formação de um grupo de emissários que difundiriam o movimento em outras capitanias do Brasil e em algumas nações europeias.” 

(Disponível em: Revolução Pernambucana – Brasil Escola)

Esse fenômeno histórico, conhecido como Revolução Pernambucana, chegou através do governo provisório inclusive a:

a) Abolir a escravidão
b) Proclamar uma República
c) Instaurar uma nova monarquia
d) Expulsar os portugueses do Brasil
e) Conseguir o reconhecimento internacional como órgão de poder no Brasil.


Resposta:[B]
Comentário: 
A República chegou a ter uma lei orgânica baseada nos princípios de liberdade de consciência, de imprensa e de culto.


6. (FATEC 1996) O povo brasileiro, às vésperas da Revolução Pernambucana de 1817, percebia a roubalheira de camarilha de corruptos insaciáveis e cantava quadras de protestos como: "Quem furta pouco é ladrão Quem furta muito é barão Quem mais furta e esconde Passa de barão a visconde". I. No ano de 1816, o Nordeste foi assolado por uma grande seca que afetou a agricultura de subsistência e provocou a queda da produção de algodão e açúcar. II. O prejuízo dos grandes proprietários ligados à exportação foi imenso. Mas, os mais prejudicados foram as massas trabalhadoras. III. O aumento de impostos e a criação de novos impostos para sustento da Corte sediada no Rio de Janeiro contribuíram para tornar ainda pior a qualidade de vida da população, à medida que o preço dos gêneros de primeira necessidade tornou-se proibitivo aos pobres. A respeito das asserções I, II e III sobre a Revolução Pernambucana de 1817 deve-se afirmar que:

a) apenas a I está correta.
b) apenas a I e a II estão corretas.
c) apenas a I e a III estão corretas.
d) todas estão corretas.
e) todas são incorretas.


resposta:[D]


7. (UFPE 1995) Esta questão diz respeito à Revolução de 1817.
( ) No início do século XIX, a Revolução de 1817, em Pernambuco, esteve articulada ideologicamente com lutas burguesas nos Estados Unidos e na Europa.
( ) A conspiração dos Suassunas está para a Revolução de 1817, assim como o 18 Brumário está para a Revolução Francesa.
( ) A Revolução Pernambucana de 1817 foi vitoriosa em vários estados: na Paraíba, no Rio Grande do Norte, no Ceará, na Bahia e no Maranhão.
( ) Em Portugal, na cidade do Porto, a influência da Revolução de 1817 foi decisiva para a eclosão da Revolução Constitucional.
( ) O período que antecedeu 1817 caracterizou-se por uma fase de recessão que atingiu os preços do açúcar e do algodão no mercado internacional.


resposta:V F F F V


8. (FUVEST) A Revolução Pernambucana de 1817 eclodiu no momento em que se acentuaram as contradições econômicas, políticas e sociais entre os grupos da sociedade pernambucana e o governo português. Mencione algumas reivindicações básicas dos revolucionários.


resposta: 
Extinção dos impostos coloniais, separação definitiva em relação à Portugal, adoção de uma República.


9. (FUVEST) Podemos afirmar que tanto na Revolução Pernambucana de 1817, quanto na Confederação do Equador de 1824,
a) o descontentamento com as barreiras econômicas vigentes foi decisivo para a eclosão dos movimentos.
b) os proprietários rurais e os comerciantes monopolistas estavam entre as principais lideranças dos movimentos.
c) a proposta de uma república era acompanhada de um forte sentimento antilusitano.
d) a abolição imediata da escravidão constituía-se numa de suas principais bandeiras.
e) a luta armada ficou restrita ao espaço urbano de Recife, não se espalhando pelo interior.


resposta:[C]


10. (UNESP) Leia os itens a respeito da Revolução Pernambucana de 1817. 

I. Possuiu forte sentimento anti-lusitano, resultante do aumento dos impostos e dos grandes privilégios concedidos aos comerciantes portugueses. 

II. Teve a participação apenas de sacerdotes e militares, não contando com o apoio de outros segmentos da população. 

III. Foi uma revolta sangrenta que durou mais de dois meses e deixou profundas marcas no Nordeste, com os combates armados passando de Recife para o sertão, estendendo-se também a Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. 

IV. A revolta foi sufocada apenas dois anos depois por tropas aliadas, reunindo forças armadas portuguesas, francesas e inglesas. 

V. Propunha a República, com a igualdade de direitos e a tolerância religiosa, mas não previa a abolição da escravidão. 

É correto apenas o afirmado em
a) I, II e III.
b) I, III e V.
c) I, IV e V.
d) II, III e IV.
e) II, III e V.


resposta:[B]


11. (CFTSC) Entre as tentativas de Emancipação Política ao final do Período Colonial, destaca-se um movimento que ocorre em 1817. Apesar de ter fracassado, foi mais importante que todos os movimentos anteriores, pois ultrapassou a fase da conspiração, e os revoltosos chegaram ao poder. Esse movimento ficou conhecido como...
a) Revolta de Beckman.
b) Revolução Pernambucana.
c) Revolta de Felipe dos Santos.
d) Revolta de Vila Rica.
e) Revolução Farroupilha.


resposta:[B]

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Roteiro de estudos Invasões Holandesas em Pernambuco

Roteiro de estudos Invasões Holandesas em Pernambuco


1. (FGV 2015)
A interrupção desse fluxo comercial levaria os negociantes e financistas da República a fundarem a Companhia das Índias Ocidentais (1621). (...)
O historiador Charles Boxer considera que esse conflito, por produtos e mercados, entre o Império Habsburgo e as Províncias Unidas, foi tão generalizado que pode ser considerado, de fato, a Primeira Guerra Mundial, pois atingiu os quatros cantos do mundo.
Regina Célia Gonçalves, Fim do domínio holandês In Circe Bittencourt (org), Dicionário de datas da história do Brasil.        


Acerca do fragmento, que aborda o conflito entre o Império Espanhol e as Repúblicas das Províncias Unidas, nas primeiras décadas do século XVII, é correto afirmar que

a) os fundamentos da presença holandesa em todos os domínios coloniais portugueses devem ser associados à conjuntura de guerra religiosa dominante na Europa, cabendo aos representantes batavos, prioritariamente,  impor o calvinismo nas regiões recém-conquistadas, caso de Angola.
b) as práticas holandesas de desrespeito aos domínios coloniais das outras potências europeias, especialmente Portugal e França, determinaram uma onda permanente de guerras entre essas potências, gerando o isolamento estratégico das companhias de comércio de capital holandês.
c) a presença holandesa no Nordeste brasileiro, visando ao comando da produção açucareira, fez parte de um processo mais amplo, porque esteve associada ao domínio de espaços fornecedores de escravos na África, além de outros domínios no Oriente, até então sob o domínio português.
d) o maior interesse da companhia de comércio holandesa era a exploração mineral na América portuguesa e, para atingir esse objetivo, optou pela entrada no Brasil por meio do Nordeste açucareiro, porque era uma região menos protegida militarmente e mais aberta à influência estrangeira.
e) a disputa por espaços coloniais no Caribe e na região oeste da América do Norte gerou uma guerra europeia de grandes proporções, envolvendo as principais monarquias do continente e obrigando a Espanha a se aliar à França e à Inglaterra, com o intuito de se defender da marinha de guerra holandesa.


Resposta da questão 1:[C] 

Comentário da questão:
A questão trata dos conflitos entre o Império Habsburgo e a burguesia financista das Provéncias Unidas (Países Baixos) ao longo dos séculos XVI e XVII. Após a independência, em 1581, o Império Habsburgo aplicou um conjunto de sanções econômicas aos mercadores calvinistas da região, impedindo, dessa maneira, a participação do grupo mercantil nos negócios ligados as Índias
A interrupção desse fluxo comercial levaria os negociantes e financistas da República a fundarem a Companhia das Índias Ocidentais (1621). (...)
O historiador Charles Boxer considera que esse conflito, por produtos e mercados, entre o Império Habsburgo e as Províncias Unidas, foi tão generalizado que pode ser Ocidentais e, sobretudo, nas regiões do nordeste açucareiro, na época em poder do Império Habsburgo, dada a União Ibérica a partir de 1580. 
Nesse sentido, ao longo do século XVII os conflitos se acirraram e ganharam dimensões planetárias, com disputas territoriais nos quatro cantos do mundo, incluindo a ocupação do Nordeste brasileiro e a conquista de colônias portuguesas na África e na Ásia.



2. (UFF) O domínio holandês no Brasil, sobretudo no governo de Maurício de Nassau, foi marcado por grande desenvolvimento cultural e artístico. Tal processo pode ser relacionado a características peculiares da República das Províncias Unidas no século XVII. Relativamente a este momento histórico é INCORRETO afirmar:
a) A assimilação da arte, identificada mais fortemente na produção artística de Rembrandt, testemunhou o poderio da burguesia holandesa do período.
b) Os holandeses viviam num república descentralizada que encorajava não só a eficiência econômica, como também o florescimento das artes e ciências.
c) O calvinismo foi o fator determinante para o desenvolvimento do capitalismo holandês.
d) A cultura holandesa era mais receptiva às inovações, assim como os elementos estrangeiros.
e) A inexistência de uma corte contribuiu para que a burguesia holandesa não assimilasse, mais efetivamente, o consumismo exacerbado ditado pelos padrões culturais europeus.

resposta:[C]

3. (UFV) A respeito das invasões holandesas que ocorreram durante o século XVII no nordeste brasileiro, é CORRETO afirmar que:
a) foram iniciativas de grupos de aventureiros holandeses, sem qualquer vinculação com as disputas internacionais entre os Estados-Nação do período.
b) com a expulsão definitiva dos invasores holandeses em 1654, pela qual lutaram lado a lado índios, negros e portugueses, saíram reforçados os vínculos entre a Metrópole e a Colônia naquela região.
c) nas batalhas de resistência à invasão dos holandeses em Pernambuco, destacou-se a figura heróica de Domingos Fernandes Calabar.
d) durante o período da dominação holandesa no nordeste brasileiro, a população foi obrigada a trocar o catolicismo pelo calvinismo, por ser esta a religião do príncipe Maurício de Nassau.
e) a forma pela qual se deu a expulsão definitiva dos holandeses explica o surgimento posterior de vários movimentos nativistas, como a Revolta de Beckman (1684-85), Guerra dos Mascates (1710-14) e a Revolução Praieira (1848).


resposta:[E]


4. (FATEC) Os holandeses permaneceram no Brasil, em Pernambuco, de 1630 até 1654; conquistaram terras, desenvolveram a indústria açucareira e urbanizaram Recife. É correto afirmar, ainda, que
a) foram traídos por Domingos Fernandes Calabar quando invadiram o Brasil.
b) invadiram primeiramente o Rio de Janeiro, onde fundaram o Brasil Holandês, uma colônia totalmente formada por protestantes.
c) dominaram grande parte dos senhores de engenho preocupados não só em escravizar os índios para trabalhar na lavoura mas também em destruir o Quilombo de Palmares.
d) fundaram o Arraial do Bom Jesus, de onde partiram e dominaram por completo os brasileiros.
e) tiveram em Maurício de Nassau a maior figura holandesa no Brasil, pois foi ele quem reorganizou a vida econômica, após ter garantido a ocupação do território.


resposta:[E]


5. (UEL) Considere as afirmações.
I. A Companhia das Índias Ocidentais foi criada pelos holandeses, em 1621, com o objetivo de restabelecer, entre outros, o comércio do açúcar no nordeste brasileiro.
II. A Coroa Ibérica enviou Maurício de Nassau para governar Pernambuco e expulsar os holandeses que tentavam ocupar a região produtora de açúcar em todo o nordeste brasileiro. III. Durante a ocupação do nordeste brasileiro, a administração holandesa procurou manter uma política de tolerância em relação às dívidas dos senhores de engenho, que foi rompida a partir de 1644.
IV. Por serem calvinistas, os holandeses perseguiram principalmente os católicos e judeus, durante o período de sua ocupação na zona produtora de açúcar, no nordeste brasileiro.
Sobre a ocupação holandesa no nordeste brasileiro no século XVII, estão corretas SOMENTE
a) I e II
b) I e III
c) II e III
d) II e IV
e) III e IV



resposta:[B]



6. (UFV) O período que se estende de 1624 a 1654 é caracterizado por tentativas de colonização costeira do Brasil e pelo efetivo domínio holandês no nordeste. Sobre as "Invasões Holandesas", nesse momento da história colonial brasileira, é INCORRETO afirmar que elas:
a) iniciaram-se pela Bahia, de onde os holandeses foram expulsos, mas expandiram-se em direção a Recife até atingir o entorno de São Luís, região estratégica para o ataque às frotas oriundas das minas espanholas que por lá passavam carregadas de ouro e prata.
b) estavam relacionadas com a União Ibérica e a consequente guerra pela autonomia das Províncias Unidas dos Países Baixos frente ao domínio espanhol, que interferiu nas relações políticas e comerciais entre portugueses e holandeses.
c) contaram com a participação da Companhia das Índias Ocidentais, empresa responsável pela administração do território holandês conquistado e que, em troca de apoio, ofereceu vantagens aos senhores de engenhos de Pernambuco.
d) entraram em decadência a partir de 1642, devido à nova política adotada pela Companhia das Índias Ocidentais, que obrigou os senhores de engenho a aumentar a produção de açúcar para que conseguissem pagar suas dívidas com os holandeses.
e) propiciaram a substituição da mão-de-obra escrava pela livre nas lavouras canavieiras do nordeste, durante o governo do conde Maurício de Nassau, também conhecido por implementar a urbanização e o embelezamento do Recife.


resposta:[E]

7. (FUVEST) Foram, respectivamente, fatores importantes na ocupação holandesa no Nordeste do Brasil e na sua posterior expulsão:
a) o envolvimento da Holanda no tráfico de escravos e os desentendimentos entre Maurício de Nassau e a Companhia das Índias Ocidentais.
b) a participação da Holanda na economia do açúcar e o endividamento dos senhores de engenho com a Companhia das Índias Ocidentais.
c) o interesse da Holanda na economia do ouro e a resistência e não aceitação do domínio estrangeiro pela população.
d) a tentativa da Holanda em monopolizar o comércio colonial e o fim da dominação espanhola em Portugal.
e) a exclusão da Holanda da economia açucareira e a mudança de interesses da Companhia das Índias Ocidentais.


resposta:[B]

8. (UFPR) No período compreendido entre os anos de 1624 e 1654, o Brasil-colônia foi alvo de duas tentativas de conquista por parte da Companhia das Índias Ocidentais, importante empresa mercantil dos Países-Baixos (Holanda). Sobre a conjuntura do domínio holandês no Brasil, é correto afirmar que:
(01) A ocupação holandesa se fez sem resistência de qualquer espécie.
(02) A invasão foi decidida principalmente em função dos lucros que poderiam ser auferidos pela Companhia das Índias Ocidentais com a exploração do açúcar, então a principal riqueza do Brasil.
(04) O ataque à colônia era uma tentativa dos Países Baixos de atingir a Espanha, país com a qual travou uma guerra prolongada, uma vez que, com a União Ibérica, o reino de Portugal e todas as suas colônias haviam passado ao domínio do Imperador espanhol Filipe II.
(08) Com a saída dos holandeses do nordeste brasileiro, a economia açucareira atinge o apogeu no Brasil. 
(16) Maurício de Nassau havia desenvolvido política de financiamento e reconstrução de engenhos. Com o fim de seu governo, os latifundiários endividados foram cobrados, crescendo a incompatibilidade entre os interesses dos produtores e o ocupante holandês.


Soma = ( )


resposta:02 + 04 + 16 = 22

9. (G1) Cite três realizações de Maurício de Nassau, durante a presença holandesa em Pernambuco.


resposta: 
Modernização e urbanização de Recife (Cidade Maurícia), financiamento para a produção de açúcar, empréstimos aos senhores de engenho, permissão para liberdade de culto.

10. (PUC-RS) As invasões holandesas no Brasil, no século XVII, estavam relacionadas à necessidade de os Países Baixos manterem e ampliarem sua hegemonia no comércio do açúcar na Europa, que havia sido interrompido

a) pela política de monopólio comercial da Coroa Portuguesa, reafirmada em represália à mobilização anticolonial dos grandes proprietários de terra.
b) pelos interesses ingleses que dominavam o comércio entre Brasil e Portugal.
c) pela política pombalina, que objetivava desenvolver o beneficiamento do açúcar na própria colônia, com apoio dos ingleses.
d) pelos interesses comerciais dos franceses, que estavam presentes no Maranhão, em relação ao açúcar.
e) pela Guerra de Independência dos Países Baixos contra a Espanha, e seus consequentes reflexos na colônia portuguesa, devido à União Ibérica.


resposta:[E]
Comentário:
As invasões holandesas aconteceram a partir do momento em que os espanhóis promoveram a união de sua coroa junto aos portugueses. Nesse contexto, os espanhóis embargaram a antiga participação holandesa no desenvolvimento da economia açucareira no Brasil. Tal ação funcionava como uma retaliação ao recente processo de independência da Holanda, nação que antes era politicamente subordinada aos espanhóis. Mediante tal empecilho, os holandeses viram na invasão a única alternativa viável para que seus interesses econômicos não ficassem prejudicados.   


11. (FATEC) A administração de Maurício de Nassau, no Brasil Holandês, foi importante, pois, entre outras realizações:
a) eliminou as divergências existentes com os representantes da Companhia das Índias Ocidentais.
b) criou condições para que a Reforma Luterana se afirmasse no Nordeste.
c) promoveu a efetiva consolidação do sistema de produção açucareira.
d) integrou o sistema econômico baiano ao de Pernambuco.
e) realizou alterações na estrutura fundiária, eliminando os latifúndios.


resposta:[C]

12. (ENEM) Rui Guerra e Chico Buarque de Holanda escreveram uma peça para teatro chamada Calabar, pondo em dúvida a reputação de traidor que foi atribuída a Calabar, pernambucano que ajudou decisivamente os holandeses na invasão do Nordeste brasileiro, em 1632.

– Calabar traiu o Brasil que ainda não existia? Traiu Portugal, nação que explorava a colônia onde Calabar havia nascido? Calabar, mulato em uma sociedade escravista
e discriminatória, traiu a elite branca?

Os textos referem-se também a esta personagem.

Texto I: “...dos males que causou à Pátria, a História, a inflexível História, lhe chamará infiel, desertor e traidor, por todos os séculos”

Visconde de Porto Seguro, in SOUZA JÚNIOR, A. Do Recôncavo aos Guararapes. Rio de Janeiro: Bibliex, 1949.

Texto II: “Sertanista experimentado, em 1627 procurava as minas de Belchior Dias com a gente da Casa da Torre; ajudara Matias de Albuquerque na defesa do Arraial, onde fora ferido, e desertara em consequência de vários crimes praticados...“ (os crimes referidos são o de contrabando e roubo).

CALMON, P. História do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959. Pode-se afirmar que:

a) A peça e os textos abordam a temática de maneira parcial e chegam às mesmas conclusões.
b) A peça e o texto I refletem uma postura tolerante com relação à suposta traição de Calabar, e o texto II mostra uma posição contrária à atitude de Calabar.
c) Os textos I e II mostram uma postura contrária à atitude de Calabar, e a peça demonstra uma posição indiferente em relação ao seu suposto ato de traição.
d) A peça e o texto II são neutros com relação à suposta traição de Calabar, ao contrário do texto I, que condena a atitude de Calabar. 
e) A peça questiona a validade da reputação de traidor que o texto I atribui a Calabar, enquanto o texto II descreve ações positivas e negativas dessa personagem.

resposta:[E]
Comentário:
Observando os documentos oferecidos, notamos que a figura de Calabar assume os mais diferentes tipos de juízo. No primeiro texto da peça, ele é heroicizado em contraposição à velha abordagem histórica que considerava Calabar como um traidor da pátria, conforme salientado no texto I. Finalmente, analisando o texto II, observamos a existência de uma visão equilibrada onde as interpretações extremas cedem lugar a um personagem histórico mais bem delineado.


13. (FGV) A administração de Maurício de Nassau sobre parte do Nordeste do Brasil, no século XVII, caracterizou-se
a) por uma forte intolerância religiosa, representada, principalmente, por meio do confisco das propriedades dos judeus e dos católicos.
b) pela proteção às pequenas e médias propriedades rurais, o que contribuiu para o aumento da produção de açúcar e tabaco em Pernambuco.
c) por uma ocupação territorial limitada a Pernambuco, em função da proteção militar efetuada por Portugal nas suas colônias africanas.
d) por inúmeras vantagens econômicas aos colonos e pela ausência de tolerância religiosa, representada pela imposição do calvinismo.
e) pela atenção aos proprietários luso-brasileiros, que foram beneficiados com créditos para a recuperação dos engenhos e a compra de escravos.


resposta:[E]

14. (Mackenzie) Acerca da presença dos holandeses no Brasil, durante o período colonial, assinale a alternativa correta.
a) Garantiram a manutenção do direito e liberdade de culto, tabelaram os juros e financiaram plantações.
b) Perseguiram judeus e católicos através do Tribunal do Santo Ofício.
c) Aceleraram o processo de unificação política entre Espanha e Portugal.
d) Criaram, no Brasil, instituições de crédito, financiando a industrialização contra os interesses ingleses.
e) Visavam à ocupação pacífica do Nordeste.

resposta:[A]

15. (G1) Entre as causas da ocupação holandesa em Pernambuco, pode-se destacar:
a) o interesse no tráfico negreiro;
b) a participação das companhias de comércio na exportação de algodão;
c) a participação holandesa na indústria açucareira e a União Ibérica;
d) a ausência dos jesuítas em Pernambuco;
e) a necessidade de uma colônia protestante.

resposta:[C]

16. (Fatec) A administração de Maurício de Nassau, no Brasil Holandês, foi importante, pois, entre outras realizações:
a) eliminou as divergências existentes com os representantes da Companhia das Índias Ocidentais.
b) criou condições para que a Reforma Luterana se afirmasse no Nordeste.
c) promoveu a efetiva consolidação do sistema de produção açucareira.
d) integrou o sistema econômico baiano ao de Pernambuco.
e) realizou alterações na estrutura fundiária, eliminando os latifúndios.

resposta:[C]

17. (Cesgranrio) No século XVII, as invasões do nordeste brasileiro pelos holandeses estavam relacionadas às mudanças do equilíbrio comercial entre os países europeus porque:
a) a Holanda apoiava a união das monarquias ibéricas.
b) a aproximação entre Portugal e Holanda era uma forma de os lusos se liberarem da dependência inglesa.
c) as Companhias das Índias Orientais e Ocidentais monopolizavam o escambo do pau-brasil.
d) os holandeses tinham grandes interesses no comércio do açúcar.
e) Portugal era tradicionalmente rival dos holandeses nas guerras europeias.

resposta:[D]



18. (FGV) 

Este quadro, pintado por Franz Post por volta de 1660, pode ser corretamente relacionado
a) à iniciativa pioneira dos holandeses de construção dos primeiros engenhos no Nordeste.
b) à riqueza do açúcar, alvo principal do interesse dos holandeses no Nordeste.
c) à condição especial dispensada pelos holandeses aos escravos africanos.
d) ao início da exportação do açúcar para a Europa por determinação de Maurício de Nassau.
e) ao incentivo à vinda de holandeses para a constituição de pequenas propriedades rurais.

resposta:[B]



19. (IFCE) Durante a fase colonial, o Brasil foi alvo de vários ataques estrangeiros, sendo um deles em Pernambuco, marcado pela administração de João Maurício de Nassau. Este representava:
a) Os interesses da burguesia inglesa que avançava na sua acumulação primitiva de Capital, ao explorar o açúcar brasileiro.
b) A reação dos judeus portugueses interessados em manter o exclusivo comércio do pau-brasil.
c) Os interesses dos holandeses, que, através da Companhia das Índias Ocidentais, queriam voltar a ter o controle do comércio do açúcar, perdido com a União Ibérica.
d) A tentativa dos protestantes franceses de fundarem uma colônia de povoamento.
e) A intenção da Coroa Portuguesa de garantir a efetiva exploração aurífera na região.


resposta:[C]




20. (UFPEL) "(...) da amizade dos índios depende em parte o sossego e a conservação da colônia do Brasil e que se tendo isto em vista deve-se-lhe permitir conservar a sua natural liberdade, mesmo aos que no tempo do rei de Espanha caíram ou por qualquer meio foram constrangidos à escravidão, como eu próprio fiz libertando alguns. Devem-se dar ordens, também, para que não sejam ultrajados pelos seus capitães , ou alugados a dinheiro ou obrigados contra sua vontade a trabalhar nos engenhos; ao contrário deve-se permitir a cada um viver do modo que entender e trabalhar onde quiser, como os da nossa nação (...)." Fragmento do relatório de Maurício de Nassau aos diretores da Companhia das Índias Ocidentais, em 1644. O documento demonstra que, durante
a) a Insurreição Pernambucana, a Companhia das Índias Ocidentais era contrária a qualquer trabalho escravo na produção açucareira.
b) a União Ibérica, os holandeses proibiram o tráfico de escravos para o Brasil e promoveram a liberdade aos indígenas.
c) o período Colonial, a escravização indígena foi inexistente, devido aos interesses estratégicos e comerciais dos europeus.
d) as ocupações francesas, no nordeste do Brasil, ocorreram transformações nas relações dos europeus com as populações nativas, no que se refere ao trabalho cativo.
e) a ocupação holandesa, no nordeste brasileiro, foi combatida a escravização indígena promovida pelos ibéricos.



resposta:[E]



21. (UFMG) Leia o texto.
"Nassau chegou em 1637 e partiu em 1644, deixando a marca do administrador. Seu período é o mais brilhante de presença estrangeira. Nassau renovou a administração (...) Foi relativamente tolerante com os católicos, permitindo-lhes o livre exercício do culto. Como também com os judeus (depois dele não houve a mesma tolerância, nem com os católicos e nem com os judeus - fato estranhável, pois a Companhia das Índias contava muito com eles, como acionistas ou em postos eminentes). Pensou no povo, dando-lhe diversões, melhorando as condições do porto e do núcleo urbano (...), fazendo museus de arte, parques botânicos e zoológicos, observatórios astronômicos".
                                                                                                            (Francisco lglésias)

Esse texto refere-se
a) à chegada e instalação dos puritanos ingleses na Nova Inglaterra, em busca de liberdade religiosa.
b) à invasão holandesa no Brasil, no período de União lbérica, e à fundação da Nova Holanda no nordeste açucareiro.
c) às invasões francesas no litoral fluminense e à instalação de uma sociedade cosmopolita no Rio de Janeiro.
d) ao domínio flamengo nas Antilhas e à criação de uma sociedade moderna, influenciada pelo Renascimento.
e) ao estabelecimento dos sefardins, expulsos na Guerra da Reconquista lbérica, nos Países Baixos e à fundação da Companhia das Índias Ocidentais.

Resposta:[B]



22. (Mackenzie) Durante a união ibérica, Portugal foi envolvido em sérios conflitos com outras nações europeias. Tais fatos trouxeram como consequências para o Brasil Colônia:
a) as invasões holandesas no nordeste e o declínio da economia açucareira após a expulsão dos invasores.
b) o fortalecimento político e militar de Portugal e colônias, devido ao apoio espanhol.
c) a redução do território colonial e o fracasso da expansão bandeirante para além de Tordesilhas.
d) a total transformação das estruturas administrativas e a extinção das Câmaras Municipais.
e) o crescimento do mercado exportador em virtude da paz internacional e das alianças entre Espanha, Holanda e Inglaterra.

resposta:[A]



23. (UFPEL) "(...) da amizade dos índios depende em parte o sossego e a conservação da colônia do Brasil e que se tendo isto em vista deve-se-lhe permitir conservar a sua natural liberdade, mesmo aos que no tempo do rei de Espanha caíram ou por qualquer meio foram constrangidos à escravidão, como eu próprio fiz libertando alguns. Devem-se dar ordens, também, para que não sejam ultrajados pelos seus capitães , ou alugados a dinheiro ou obrigados contra sua vontade a trabalhar nos engenhos; ao contrário deve-se permitir a cada um viver do modo que entender e trabalhar onde quiser, como os da nossa nação (...)." Fragmento do relatório de Maurício de Nassau aos diretores da Companhia das Índias Ocidentais, em 1644. O documento demonstra que, durante
a) a Insurreição Pernambucana, a Companhia das Índias Ocidentais era contrária a qualquer trabalho escravo na produção açucareira.
b) a União Ibérica, os holandeses proibiram o tráfico de escravos para o Brasil e promoveram a liberdade aos indígenas.
c) o período Colonial, a escravização indígena foi inexistente, devido aos interesses estratégicos e comerciais dos europeus.
d) as ocupações francesas, no nordeste do Brasil, ocorreram transformações nas relações dos europeus com as populações nativas, no que se refere ao trabalho cativo.
e) a ocupação holandesa, no nordeste brasileiro, foi combatida a escravização indígena promovida pelos ibéricos.


resposta:[E]

24. (FUVEST) Indique as principais razões da insurreição pernambucana contra os holandeses, ocorrida entre 1645 e 1654.


resposta:
Mudança na política econômica desenvolvida pela WIC, cobrança dos empréstimos atrasados dos senhores de engenho, elevação dos impostos, fim da tolerância religiosa, entre outros fatores.