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sábado, 29 de dezembro de 2012

Cursos Livres Univesp TV - História do Brasil - Independência





Cursos Livres Univesp TV - História do Brasil - Independência







A historiadora e Professora Titular do Museu Paulista da USP, Cecília de Salles Oliveira, fala sobre as mudanças políticas que aconteceram no Brasil nos primeiros anos após sua independência de Portugal. Ela analisa, entre outros temas, como se firmou, politicamente, o Império brasileiro, quais foram as novidades e os pontos centrais da Constituição de 1824 e o que significava cidadania nessa época. A professora Cecília mostra, também, como essas mudanças todas se refletiram na educação do país.

 

Professor João Paulo Pimenta analisa o processo de independência do Brasil

Saiba mais sobre o processo de indepêndencia do Brasil com o professor João Paulo Pimenta

Bloco 1



Bloco 2

 



Bloco 3



Bloco 4





quinta-feira, 17 de maio de 2012

Conheça as principais características do Primeiro Reinado

Conheça as principais características do Primeiro Reinado (1822-1831)






Teste seus conhecimentos sobre o Primeiro Reinado (1822-1831)

1. (Uff 2012)  Como “mito de origem nacional” para a Bahia, a Guerra de Independência, de 2 de julho de 1823, é sempre relembrada em festas e comemorações oficiais.
Assinale a alternativa que melhor identifica o papel dos baianos no contexto da independência brasileira. 
a) A articulação revolucionária das camadas populares da capital baiana esteve restrita aos interesses dos libertos e dos homens livres e pobres, sem o apoio de parte dos intelectuais da cidade de Salvador.  
b) As independências do Brasil e da Bahia ocorreram no mesmo contexto político, sem particularismos locais. Nesse sentido, não é possível considerar a existência de duas datas que marcam a independência do país.  
c) A sedição de 1798 na Bahia sepultou os desejos separatistas dos baianos e os afastou da política brasileira de 1822. Por essa razão, a população baiana esteve alijada do contexto político da independência.   
d) A comemoração da independência da Bahia justifica-se, pois nessa data, as tropas do Exército e da Marinha expulsaram definitivamente os portugueses da cidade do Salvador.  
e) A independência do Brasil esteve estritamente associada aos interesses ingleses e holandeses, instalados no Brasil e beneficiários da Abertura dos Portos.  

Resposta da questão 1:[D]

O movimento baiano de luta pela independência envolveu diversos setores sociais, inclusive proprietários rurais. Enquanto no Rio de Janeiro e São Paulo se constituía um novo governo, liderado por D. Pedro I, em outras regiões, como a Bahia, ainda havia forte resistência lusitana e a necessidade de um conflito armado para concretizar a independência, finalizado apenas em 2 de julho de 1823, com a expulsão dos portugueses.
Apesar de existirem interesses ingleses na independência do Brasil, não devemos considerar que eles foram determinantes, pois há de se considerar os interesses da sociedade brasileira e as relações políticas que envolviam Portugal após a Revolução do Porto.    

2. (Fuvest 2012)  Não parece fácil determinar a época em que os habitantes da América lusitana, dispersos pela distância, pela dificuldade de comunicação, pela mútua ignorância, pela diversidade, não raro, de interesses locais, começam a sentir-se unidos por vínculos mais fortes do que todos os contrastes ou indiferenças que os separam, e a querer associar esse sentimento ao desejo de emancipação
política. No Brasil, as duas aspirações – a da independência e a da unidade – não nascem juntas e, por longo tempo ainda, não caminham de mãos dadas.

Sérgio Buarque de Holanda, “A herança colonial – sua desagregação”. História geral da civilização brasileira, tomo II, volume 1, 2ª ed., São Paulo: DIFEL, 1965, p. 9.

a) Explique qual a diferença entre as aspirações de “independência” e de “unidade” a que o autor se refere.
b) Indique e caracterize ao menos um acontecimento histórico relacionado a cada uma das aspirações mencionadas no item a).

Resposta da questão 2:
 a) Os primeiros movimentos de emancipação frente à metrópole surgiram com força no decorrer do século XVIII e foram fortemente influenciados pela percepção de que a exploração portuguesa impedia o desenvolvimento, assim como pelos ideais iluministas, mas nesse momento não havia a preocupação em discutir a unidade territorial. Na década de 1820, enquanto o desejo de independência era percebido em toda a elite colonial de diferentes regiões do Brasil, o “unitarismo” era rejeitado, pois as elites regionais, principalmente do nordeste, defendiam uma situação de autonomia ou mesmo de separação em relação ao restante do Brasil.

b) diversos movimentos emancipacionistas podem ser destacados, sendo o mais conhecido a “Inconfidência Mineira”, liderado pela elite econômica e intelectual da região, que vivia a decadência da mineração e os abusos da política lusitana desde a implantação da derrama. Quanto à questão da unidade territorial, destaca-se a “Confederação do Equador”, nascida em Pernambuco e espalhada pelo nordeste, contra a centralização e autoritarismo do imperador D. Pedro I, pretendeu a formação de um Estado independente na região. 
 

3. (Unicamp 2012)

Passar de Reino a Colônia
É desar [derrota]
É humilhação
que sofrer jamais podia
brasileiro de coração.


A quadrinha acima reflete o temor vivido no Brasil depois do retorno de D. João VI a Portugal em 1821. Apesar de seu filho Pedro ter ficado como regente, acirrou-se o antagonismo entre “brasileiros” e “portugueses” até que, em dezembro de 1821, as Cortes de Portugal determinaram o retorno do príncipe. Se ele acatasse, tudo poderia acontecer. Inclusive, dizia d. Leopoldina, “uma Confederação de Povos no sistema democrático como nos
Estados Livres da América do Norte”.
(Adaptado de Eduardo Schnoor, “Senhores do Brasil”, Revista de História da Biblioteca Nacional, nº 48. Rio de Janeiro, set. 2009, p. 36.)


a) Identifique os riscos temidos pelas elites do centro-sul do Brasil com o retorno de D. João VI a Lisboa e a pressão das Cortes para que D. Pedro I retornasse a Portugal.


b) Explique o que foi a Confederação do Equador.


Resposta da questão 3:
a) As elites brasileiras temiam que o Brasil fosse reduzido à condição de colônia, visto que, com o retorno de D. João VI a Portugal, deixara de ser a sede do Reino Unido. Quanto às Cortes de Lisboa, seu projeto recolonizador passava necessariamente pela volta de D. Pedro (que ainda não se tornara o imperador D. Pedro I) para Portugal. Com efeito, a condição do príncipe como regente do Brasil fazia deste último parte integrante do Reino Unido, inviabilizando sua possível volta ao status de mera colônia.
b) Revolução irrompida em Pernambuco em 1824, como reação ao autoritarismo de D. Pedro I, manifestado nos episódios da dissolução da Constituinte e da outorga da Constituição do Império. Foi um movimento de cunho liberal, separatista, republicano, federalista e lusófobo, tendo Frei Caneca como líder mais destacado. Estendeu-se àsprovíncias vizinhas de Pernambuco, mas foi duramente reprimido pelo governo imperial.

4. (PITÁGORAS) Como é para o bem do povo e felicidade geral da nação, estou pronto; diga ao povo que fico.
D. Pedro, Príncipe Regente, 9 de janeiro de 1822

No contexto do processo emancipacionista brasileiro, o Dia do Fico representa

a)  a vitória das intenções recolonizadoras das cortes portuguesas.
b)  a rejeição do Príncipe Regente à Coroa Portuguesa após a morte do pai.
c)  o apoio de D. Pedro às propostas da Revolução Pernambucana.
d)  a aceitação do Regente às pretensões de independência das elites.
e)  o apoio popular à Constituição de 1824.

resposta da questão 4:[D]


5. (PITÁGORAS) Em agosto de 1822, assim o Príncipe Regente do Brasil, D. Pedro de Alcântara se manifestava:

“Achando-se o nosso Rei prisioneiro e cativo, a mim me compete salvá-lo do afrontoso estado a que reduziram os facciosos de Lisboa. A mim pertence, como seu delegado e herdeiro, salvar não só o Brasil, mas com ele toda a Nação Portuguesa.”

Da análise do trecho e de seu contexto, é possível inferir que

a) o processo de independência do Brasil vinculou-se, também, a uma questão dinástica, no sentido de conservar a Coroa do Bragança, então ameaçada em Portugal
b)  a implantação da república em Portugal, por força do movimento constitucionalista de 1820, ameaçava a integridade territorial brasileira.
c)  a soberania portuguesa, ameaçada pelo domínio ibérico, serviu de pretexto para que D. Pedro liderasse a emancipação brasileira.
d) a abdicação de D. Pedro justifica-se pelo descontrole dinástico e político em que Portugal se encontrava após a invasão napoleônica.
e) o domínio inglês sobre Portugal obrigou o Regente a romper os vínculos com a metrópole com o objetivo de garantir seu poder no Brasil.

resposta da questão 5:[A]

6. (PITÁGORAS) Analise o quadro de Debret.
debret2a.blogspot.com
Sagração de D. Pedro I – Debret

Em outubro de 1822, D. Pedro foi aclamado e coroado o primeiro Imperador do Brasil. Em termos políticos, seu governo foi marcado

a) por intensas revoltas separatistas, como a Balaiada e a Cabanagem.
b) pela estabilidade interna, propiciada pelo Poder Moderador.
c) pela hegemonia do Partido Liberal sobre o Conservador.
d) pelo autoritarismo e aproximação com portugueses aqui residentes.
e) por conflitos externos, como a Guerra contra Rosas.

resposta da questão 6:[D]


7. (PITÁGORAS) Analise o trecho escrito por Maria de Lourdes Viana Lyra.
“Após a aclamação de D. Pedro I como Imperador e defensor perpétuo do Brasil, José Bonifácio argumentava sobre a necessidade de fortalecer o novo Estado contra a ‘democracia e o partido republicano, que era numeroso e inquietante em todos os portos do mar, principalmente em Pernambuco’.”

LYRA, Maria de Lourdes Viana. A utopia do poderoso Império. Citado em CAMPOS, Flávio de. Oficina de História. São Paulo : Moderna, 1999. P. 146.

A afirmação de José Bonifácio logo mostrou-se premonitória em razão da eclosão da(s)
a) Revolução Pernambucana.
b) Guerras de Independência.
c) Revolução Praieira.
d) Confederação do Equador.
e) Revolta dos Malês.

resposta da questão 7:[D]

8. (Ifsp 2011)  Compare os dois excertos dados.

A- “D. Pedro I, por graça de Deus e unânime aclamação dos povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil: Fazemos saber a todos os nossos súditos, que tendo-nos requerido os povos deste Império, junto em Câmaras, que nós quanto antes jurássemos e fizéssemos jurar o projeto da Constituição (...)” (Preâmbulo da Constituição Política do Império Brasileiro, 1824)

B- “Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança,o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça, como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos (...) promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição(...) “(Preâmbulo da Constituição da República Federativa do Brasil, 1988)

I. As duas Constituições foram feitas por Assembleias Constituintes (no século XIX, chamadas de Câmaras) e, portanto, as duas Cartas foram promulgadas.
II. Na primeira Constituição Brasileira há a ideia de que o poder Executivo existe pela graça de Deus, enquanto, na atual, a Assembleia Constituinte se colocou sob a proteção de Deus.
III. A Constituição Imperial trazia quatro poderes, sendo o poder Moderador o mais importante, pois dele dependiam os outros poderes; na Constituição de 1988, não se apresenta a superioridade de nenhum poder sobre os demais, pois tornou- se fundamental, à época, a busca da igualdade perante a lei e a prática da justiça.

Assinale a alternativa
a) se I, II e III forem corretas.  
b) se apenas II e III forem corretas.  
c) se apenas I e II forem corretas.  
d) se apenas I e III forem corretas.  
e) se apenas a I for correta.  
 






Resposta da questão 8:[B]

A Constituição de 1824 foi outorgada (imposta) pelo Imperador D. Pedro I e é considerada centralizadora e autoritária, principalmente pela existência do Poder Moderador, de uso exclusivo do Imperador e colocado acima dos demais. Nessa época, as ideias iluministas, que defendiam a “teoria dos três poderes”, já vigorava em diversos países, mas não foi colocada em prática no Brasil. 

9. (Enem 2011)  Art. 92. São excluídos de votar nas Assembleias Paroquiais:

I. Os menores de vinte e cinco anos, nos quais não se compreendam os casados, e Oficiais militares que forem maiores de vinte e um anos, os Bacharéis Formados e Clérigos de Ordens Sacras.
IV. Os Religiosos, e quaisquer que vivam em Comunidade claustral.
V. Os que não tiverem de renda líquida anual cem mil réis por bens de raiz, indústria, comércio ou empregos.

Constituição Política do Império do Brasil (1824). Disponível em: https://legislação.planalto.gov.br. Acesso em: 27 abr. 2010 (adaptado).

A legislação espelha os conflitos políticos e sociais do contexto histórico de sua formulação. A Constituição de 1824 regulamentou o direito de voto dos “cidadãos brasileiros” com o objetivo de garantir
a) o fim da inspiração liberal sobre a estrutura política brasileira.  
b) a ampliação do direito de voto para maioria dos brasileiros nascidos livres.  
c) a concentração de poderes na região produtora de café, o Sudeste brasileiro.  
d) o controle do poder político nas mãos dos grandes proprietários e comerciantes.  
e) a diminuição da interferência da Igreja Católica nas decisões político-administrativas.  


Resposta da questão 9:[D]

A Constituição de 1824 foi imposta pelo imperador e reflete a elitização política. Seu componente mais importante foi o voto censitário, ou seja, baseado na renda indivíduo. Dessa forma penas aqueles que tivessem renda proveniente da terra – os fazendeiros – ou do comércio (geralmente indivíduos de origem portuguesa) tiveram garantidos o direito político de votar. 

10. (Unicamp simulado 2011)  Se eu pudesse alguma coisa para com Deus, lhe rogaria muita geada nas terras de serra acima, porque a cultura da cana nessas terras, onde se faz o açúcar, tem abandonado ou diminuído a cultura do milho e do feijão e a criação dos porcos; estes gêneros têm encarecido, assim como o trigo, o algodão e o azeite de mamona; tem introduzido muita escravatura, o que empobrece os lavradores, corrompe os costumes e leva ao desprezo pelo trabalho de enxada; tem devastado as matas e reduzido a taperas muitas herdades; tem roubado muitos braços à agricultura, que se empregam no carreto dos africanos; tem exigido grande número de mulas que não procriam e consomem muito milho.

(Adaptado de José Bonifácio de Andrada e Silva, Projetos para o Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 181-182.)

De acordo com o texto acima, podemos concluir que, para José Bonifácio, o cultivo da cana de açúcar
a) estimulava o desenvolvimento da economia, pois exigia maior emprego de escravos na agricultura, intensificando o comércio de africanos.  
b) favorecia o desenvolvimento social, pois o encarecimento de gêneros como milho, feijão, porcos e trigo levava ao enriquecimento de pequenos proprietários rurais.  
c) prejudicava a economia do país, pois desestimulava o cultivo de outros produtos agrícolas, encarecendo os gêneros alimentícios.  
d) prejudicava o meio ambiente, pois devastava as matas e reduzia o cultivo de milho, o que dificultava a procriação das mulas.  
 

Resposta da questão 10:[C]

Trata-se de uma interpretação de texto a partir de um excerto de autoria de José Bonifácio sobre a lavoura açucareira e seus efeitos prejudiciais a outras atividades no Brasil à sua época. No período vivido por José Bonifácio, apesar do declínio da importância, se comparado ao período colonial, a produção e exportação de açúcar no Brasil ainda era uma atividade que mobilizava grandes extensões de terras, grande número de escravos e a criação de muares, e desestimulava outras atividades. No entanto, nessa mesma época, o café começara a ganhar importância, ainda que a estrutura de produção fosse semelhante à do açúcar. Somente a partir da década de 1860, a lavoura cafeeira estimulará modernizações na produção, e por decorrência, em várias outras atividades.  

11. (Enem 2011)  No clima das ideias que se seguiram à revolta de São Domingos, o descobrimento de planos para um levante armado dos artífices mulatos na Bahia, no ano de 1798, teve impacto muito especial; esses planos demonstravam aquilo que os brancos conscientes tinham já começado a compreender: as ideias de igualdade social estavam a propagar-se numa sociedade em que só um terço da população era de brancos e iriam inevitavelmente ser interpretados em termos raciais.

MAXWELL. K. Condicionalismos da Independência do Brasil. In: SILVA, M.N. (coord.) O Império luso-brasileiro, 1750-1822. Lisboa: Estampa, 1986.

O temor do radicalismo da luta negra no Haiti e das propostas das lideranças populares da Conjuração Baiana (1798) levaram setores da elite colonial brasileira a novas posturas diante das reivindicações populares. No período da Independência, parte da elite participou ativamente do processo, no intuito de
a) instalar um partido nacional, sob sua liderança, garantindo participação controlada dos afro-brasileiros e inibindo novas rebeliões de negros.  
b) atender aos clamores apresentados no movimento baiano, de modo a inviabilizar novas rebeliões, garantindo o controle da situação.  
c) firmar alianças com as lideranças escravas, permitindo a promoção de mudanças exigidas pelo povo sem a profundidade proposta inicialmente.  
d) impedir que o povo conferisse ao movimento um teor libertário, o que terminaria por prejudicar seus interesses e seu projeto de nação.  
e) rebelar-se contra as representações metropolitanas, isolando politicamente o Príncipe Regente, instalando um governo conservador para controlar o povo.  
 
 

Resposta da questão 11:[D]

Uma das afirmações mais tradicionais na História do Brasil, apoiada no senso comum, é de que a Independência foi pacífica, sem derramamento de sangue. Essa ideia esta baseada na participação ativa das elites agrárias no processo de independência como forma de garantir uma ruptura política frente à metrópole, e ao mesmo tempo garantir a preservação da estrutura socioeconômica apoiada no latifúndio e na escravidão. 

12. (Upe 2010)  A liberdade política exige lutas e enfrentamentos, muitas vezes, violentos. Em Pernambuco, a insatisfação da população levou à organização da Confederação do Equador, logo depois de 1822.

Liderada pelos liberais, a Confederação tinha como objetivo
a) afirmar um governo baseado numa Monarquia Constitucional, segundo os modelos do Iluminismo francês.  
b) definir um governo democrático, com o fim imediato da escravidão e do governo monárquico.  
c) reforçar a centralização política, sem, contudo, alterar a Constituição de 1824 e suas normas básicas.  
d) criar uma república federativa, facilitando a descentralização política e o fim do autoritarismo.  
e) destruir o poder dos grandes latifundiários, proclamando uma constituição radicalmente liberal.  

Resposta da questão 12:[D]

A Confederação do Equador foi o principal movimento de contestação ao autoritarismo de D. Pedro I, manifestada pelo centralismo político imposto pela Constituição e pela nomeação de Francisco Paes Barreto como presidente da província, em lugar de Pais de Andrade, apoiado pelo povo. Na organização do movimento foi de grande importância o papel da imprensa, em especial dos jornais A Sentinela da Liberdade na Guarita de Pernambuco, de Cipriano Barata e do Tífis Pernambucano de Frei Caneca. 

13. (Fuvest 2010)  O texto (I) e a imagem (II) a seguir foram produzidos por viajantes europeus que estiveram no Brasil na primeira metade do século XIX e procuraram retratar aspectos da sociedade que aqui encontraram.

I: “Como em todas as lojas, o mercador se posta por trás de um balcão voltado para a porta, e é sobre ele que distribui aos bebedores a aguardente chamada cachaça, cujo sabor detestável tem algo de cobre e fumaça.”

Auguste de Saint-Hilaire, 1816.

en.wikipedia.org

Fonte: Rugendas (1835) 

Indique elementos ou indícios presentes no texto ou na imagem que sinalizem características da época relativas a

a) fontes de energia.
b) processos de industrialização.
c) vida urbana.

Resposta da questão 13:
 a) As expressões “cachaça” e “algo de cobre e fumaça” presentes no texto indicam a destilação de aguardente em alambiques com utilização de energia térmica nas fornalhas.

b) As mesmas expressões podem ser consideradas indicativas da existência de atividade industrial no período ao qual pertencem o texto e a imagem. Tal indústria devia caracterizar-se pelo processo de manufatura, pois as datas do texto e da imagem são anteriores a maquinofatura da Revolução Industrial.

c) A descrição da loja feita no texto e os elementos presentes na tela de Rugendas são indicativos os da vida urbana da época, do pequeno comércio e do escravismo. 


14. (Unicamp 2010)  No tempo da independência, não havia ideias precisas sobre o federalismo. Empregava-se “federação” como sinônimo de “república” e de “democracia”, muitas vezes com o objetivo de confundi-la com o governo popular, embora se tratasse de concepções distintas. Por outro lado, Silvestre Pinheiro Ferreira observava ser geral a aspiração das províncias à autonomia, sem que isso significasse a abolição do governo central da monarquia. Mas a historiografia da independência tendeu a escamotear a existência do projeto federalista, encarando-o apenas como produto de impulsos anárquicos e de ambições personalistas e antipatrióticas.

(Adaptado de Evaldo Cabral de Melo, A Outra Independência. O federalismo pernambucano de 1817 a 1824. São Paulo: Ed. 34, 2004, p. 12-14.)

a) Identifique no texto dois significados distintos para o federalismo.
b) Quais os interesses econômicos envolvidos no processo de independência do Brasil?
 
  

Resposta da questão 14:
 a) De acordo com o texto, o federalismo poderia significar a autonomia provincial, porém sem a abolição do governo central, e também democracia, república ou governo popular.

b) Pode-se apontar entre os interesses econômicos envolvidos no processo de independência do Brasil, o interesse inglês em romper o pacto colonial português sobre Brasil evidenciado no apoio à transferência da Corte Portuguesa para o Brasil e nos benefícios obtidos com a Abertura dos Portos brasileiros em 1808, o interesse da aristocracia agroexportadora em defender o livre comércio e preservar seus privilégios e o interesse português em restaurar o monopólio do comércio com o Brasil quando da instalação das Cortes Portuguesas (Parlamento) a partir da Revolução do Porto em 1820. 


15. (Ufc 2010)  Leia o texto abaixo e responda as questões a seguir.

“Nas evoluções da sociedade brasileira, o Ceará tem sido vítima expiatória dos preconceitos, que no seu voo da terra levam sempre pedaços palpitantes da verdade e da justiça. Para cada esperança, aqui, houve sempre malogro, para cada luta a ignomínia da dispersão ou da morte. As aclamações de 1824, saudando a aurora da liberdade, foram hinos que acabaram em nênias”.

BRÍGIDO, João. Miscelânea Histórica ou Coleção de Diversos Escriptos de João Brígido. Fortaleza: Fundação Waldemar Alcântara, 2009, p 29-46.

a) A que movimento o texto se refere como aclamações?
b) Além do Ceará, que outras províncias participaram do movimento em questão?
c) Cite os dois líderes cearenses exemplarmente punidos com a morte por participarem desse movimento.
d) Considerando as “aclamações” às quais o texto se refere, siga as seguintes orientações:
 
I. indique duas razões que levaram à eclosão do movimento acima mencionado.
II. narre o desfecho desse movimento.


Resposta da questão 15:
 No final do ano de 1823, a província de Pernambuco vivia uma profunda crise econômica causada pela redução dos rendimentos da venda da produção do açúcar e de outros produtos de exportação no mercado internacional. Os proprietários de terras também se sentiam insatisfeitos com a pesada carga tributária aplicada pelo governo central e provincial.

Por outro lado, segundo a historiografia, era muito forte em Pernambuco a penetração das ideias republicanas e liberais, e o liberalismo teria ganho maior impulso com a chegada da franco-maçonaria à Província, cujas lojas e oficinas reuniam pessoas interessadas em discutir os problemas nacionais e locais. Do ponto de vista político, a insatisfação também se fez presente na indicação, pelo Imperador, de Francisco de Paes Barreto para governar a Província, indicação recusada pelas Câmaras de Olinda e Recife, que mantiveram no poder Manuel de Carvalho Paes de Andrade. A 2 de julho de 1824, Manuel de Carvalho Paes de Andrade proclamou a Confederação do Equador. As províncias que compuseram a Confederação do Equador foram as de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Em represália ao movimento, foi enviada pelo Poder Central uma poderosa expedição com cinco navios com o intuito de combater os rebeldes. Também foi organizada uma força terrestre de 1200 homens, comandada pelo Brigadeiro Lima e Silva. Por outro lado, as fileiras imperiais foram engrossadas com a participação de mercenários ingleses.

Nessas condições, foi relativamente fácil a vitória das forças imperiais. Quanto aos revoltosos, alguns fugiram para o exterior e outros se renderam, vários foram mortos no Ceará, em Pernambuco e no Rio de Janeiro. 

16. (Upe 2010)  A luta pela emancipação política do Brasil foi marcada por rebeliões que enfraqueceram o domínio português, divulgando as ideias liberais. Com a chegada de D. Pedro I ao poder, a sociedade brasileira da época
a) conseguiu sua autonomia econômica e libertou-se do poder dos europeus.  
b) conviveu com um governo descentralizado e liberal nas normas jurídicas.  
c) manteve a escravidão, mas fez mudanças importantes na legislação social.  
d) recuperou sua produção agrícola, destacando-se o algodão e o café.  
e) enfrentou dificuldades políticas, sendo D. Pedro I acusado de autoritarismo.  

Resposta da questão 16:[E]

O Primeiro Reinado, período de governo de D. Pedro I de 1822 a 1831, foi caracterizado pela manutenção da dependência econômica externa, principalmente em relação à Inglaterra, pela manutenção do latifúndio agroexportador e da escravidão. Do ponto de vista político foi marcado pela outorga da primeira Constituição, caracterizada pelo centralismo e pelo autoritarismo, percebidos pela existência do Poder Moderador e pelo unitarismo (falta de autonomia das províncias). 

17. (Uepg 2010)  Sobre o I Império (1822 – 1831) e a formação do Estado no Brasil, assinale o que for correto.
01) Esse período, além de marcar a organização do Estado, caracterizou-se pela disputa pelo controle político nacional entre o Imperador e a aristocracia rural brasileira.  
02) Em 1824, em Pernambuco, eclodiu a Confederação do Equador, um movimento de protesto contra o autoritarismo de D. Pedro I e que pretendia separar as províncias do norte e do nordeste do restante do país.  
04) A Constituição de 1824 estabeleceu o voto censitário que exigia que o eleitor e/ou candidatos tivessem uma renda mínima permanente, o que excluiu a maior parte da população brasileira do cenário político ao longo de todo o Império.  
08) Na prática, o Poder Moderador, instituído pela Constituição de 1824, dava grandes poderes ao Imperador.  
16) A presença de um considerável grupo de portugueses ocupando cargos importantes no Estado brasileiro produziu um grande desgaste entre D. Pedro I e a aristocracia rural brasileira.  


Resposta da questão 13:
 01+ 02 + 04 + 08 + 16 = 31

Todas as afirmativas da questão contemplam aspectos políticos que marcaram o reinado de Dom Pedro I (Primeiro Reinado) no período imperial brasileiro. 



18. (Enem cancelado 2009)  A Confederação do Equador contou com a participação de diversos segmentos sociais, incluindo os proprietários rurais que, em grande parte, haviam apoiado o movimento de independência e a ascensão de D. Pedro I ao trono. A necessidade de lutar contra o poder central fez com que a aristocracia rural mobilizasse as camadas populares, que passaram então a questionar não apenas o autoritarismo do poder central, mas o da própria aristocracia da província. Os líderes mais democráticos defendiam a extinção do tráfico negreiro e mais igualdade social. Essas ideias assustaram os grandes proprietários de terras que, temendo uma revolução popular, decidiram se afastar do movimento. Abandonado pelas elites, o movimento enfraqueceu e não conseguiu resistir à violenta pressão organizada pelo governo imperial.

FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 1996 (adaptado).

Com base no texto, é possível concluir que a composição da Confederação do Equador envolveu, a princípio,
a) os escravos e os latifundiários descontentes com o poder centralizado.  
b) diversas camadas, incluindo os grandes latifundiários, na luta contra a centralização política.  
c) as camadas mais baixas da área rural, mobilizadas pela aristocracia, que tencionava subjugar o Rio de Janeiro.  
d) as camadas mais baixas da população, incluindo os escravos, que desejavam o fim da hegemonia do Rio de Janeiro.  
e) as camadas populares, mobilizadas pela aristocracia rural, cujos objetivos incluíam a ascensão de D. Pedro I ao trono.  
  

Resposta da questão 18:[B]

A questão analisa a atuação de diferentes segmentos sociais num movimento de luta contra um poder centralizador constituído. Trata-se da Confederação do Equador em 1824, um movimento revolucionário de caráter emancipacionista e republicano ocorrido no Nordeste do Brasil a partir de Pernambuco e integrando Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. O movimento representou a principal reação contra a tendência absolutista e a política centralizadora do governo de D. Pedro I (1822-1831), esboçada na Constituição de 1824.
Movimentos de caráter revolucionário ocorridos no Brasil, também considerados populares, caracterizaram-se pela congregação de diferentes segmentos sociais em luta contra um poder centralizador, como foram os casos da Revolta dos Alfaiates (Conjuração Baiana) em 1798 e a Cabanagem (Pará) entre 1835 e 1840. 


19. (Upe 2009)  Com a Abdicação de D. Pedro I, romperam-se os elos entre Brasil e Portugal. Consolidou-se, assim, o poder dos latifundiários, os quais conseguiram moldar uma monarquia liberal-escravista de acordo com seus interesses e expectativas. Nessa perspectiva, é correto afirmar.
(     )  A Abdicação foi resultado de um conflito que vinha de antes da Independência, o conflito entre lusitanismo e a classe dominante nacional. 
(     )  Para a classe dominante nacional, o absolutismo de D. Pedro I representava a garantia da manutenção de uma ordem que ajustava os seus principais interesses. 
(     )  Economicamente, o Brasil vivia um longo hiato intercíclico, não havendo nenhum produto de exportação que se salientasse. 
(     )  A Abdicação de D. Pedro I deve ser vista, exclusivamente, pela sua motivação em favorecer sua filha D. Maria da Glória. 
(     )  A monarquia logrou impor o centralismo unitarista acima de federalismo, criando uma unidade nacional. 
  


Resposta da questão 19:
 V – F – V – F – V.

A aristocracia rural brasileira apoiou a independência, mas não o absolutismo do Imperador, expresso na existência do Poder Moderador. Dessa forma, fez oposição ao governante até sua abdicação, determinada pelas críticas da imprensa, pela oposição dos deputados e pela crise econômica advinda da Guerra da Cisplatina e da falência do Banco do Brasil. 

20. (Fgv 2009)  Observe o quadro.


O quadro apresenta:

a) as transformações institucionais originárias da reforma constitucional de 1834, chamada de Ato Adicional.    
b) a mais importante reforma constitucional do Brasil monárquico, com a instituição da eleição direta a partir de 1850.    
c) a reorganização do poder político, determinada pela efetivação do Brasil como Reino Unido a Portugal e Algarves, em 1815.    
d) a organização de um parlamentarismo às avessas, em que as principais decisões derivavam do poder legislativo.    
e) a organização do Estado brasileiro, segundo as determinações da Constituição outorgada de 1824.   


Resposta da questão 20:[E] 



21. (Ufc 2009)  Leia o texto a seguir.

            Ofício da Villa do Crato. Temos presente o Ofício de V. Excelências do primeiro do corrente a que acompanharam os Decretos da dissolução da Assembleia Constituinte e Legislativa do Brasil plenamente congregada no Rio de Janeiro [...] e apesar do laconismo que se observa em dito Ofício, ele veio pôr-nos em perplexidade pelo modo decisivo com que V. Excelências, supremas Autoridades desta Província, mandam sem mais reflexão (...)
            Jornal Diário do Governo do Ceará, 10. de abril de 1824.

A citação acima se refere à dissolução da Assembleia Constituinte, em 1823, fato que se relaciona com a eclosão da Confederação do Equador. Sobre a participação do Ceará nesse movimento revoltoso, assinale a alternativa correta.
a) O Ceará participou da Confederação do Equador, porque pretendia romper com a dependência econômica e política em relação a Pernambuco.  
b) A província do Ceará almejava se isolar das demais províncias do atual Nordeste: Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí e Alagoas.  
c) O crescimento da exportação de algodão levou os proprietários e comerciantes cearenses a lutarem pelos interesses do grupo "corcunda", aliado de D. Pedro I.  
d) O grupo "patriota", composto por membros da família Alencar, defendia ideias monarquistas para garantir os direitos do Ceará junto ao imperador.  
e) A maior parte das elites cearenses aderiu ao movimento levada pelo receio de perder sua autonomia, em decorrência do centralismo político imposto pela Constituição de 1824.   

Resposta da questão 21:[E] 

22. (Ufpel 2008)  - Art. 91 - Têm voto nestas eleições primárias:
10. - os cidadãos brasileiros que estão no gozo de seus direitos políticos. [...]
Art. 92 - São excluídos de votar nas assembleias paroquiais: [...]
50. - os que não tiverem de renda líquida anual cem mil réis por bens de raiz, indústria, comércio ou empregos.
[...]
Art. 94 - Podem ser eleitores e votar nas eleições dos Deputados, Senadores e membros dos Conselhos de Província os que podem votar na Assembleia Paroquial.
Excetuam-se:
10. - os que não tiverem de renda líquida anual duzentos mil réis por bens de raiz, indústria, comércio ou emprego. [...].
Art. 95 - Todos os que podem ser eleitores são hábeis para serem nomeados Deputados.
Excetuam-se :
10. - os que não tiverem quatrocentos mil réis de renda líquida, na forma dos artigos 92 e 94. [...]
30. - os que não professarem a religião do Estado."
            (Constituição Política do Império do Brasil, de 25 de março de 1824.)

De acordo com o texto e seus conhecimentos, é correto afirmar que a constituição

I. era democrática, considerando-se que os cargos para o poder Legislativo eram ocupados através do voto universal e secreto.
II. adotava o chamado "voto censitário".
III. garantia a liberdade religiosa a todos os residentes no Brasil, inclusive para os candidatos a cargos eletivos.
IV. foi outorgada por D. Pedro I.

Estão corretas apenas:
a) I e II.  
b) II e III.  
c) I e IV.  
d) II e IV.  
e) III e IV.  

Resposta da questão 22:[D] 

23. (Ufla 2008)  No processo de independência do Brasil, o grupo de Gonçalves Ledo, mais radical, formava o "Grande Oriente"; já o grupo de Bonifácio Andrada, mais conservador, fazia parte do "Apostolado". Grande Oriente e Apostolado eram nomes dos grupos que marcaram profundamente a emancipação política do país. Tais grupos eram ligados
a) à Igreja Católica  
b) ao Exército  
c) à Maçonaria  
d) à Corte Portuguesa  
 


Resposta da questão 23:[C] 

24. (Unifesp 2008)  A independência do Brasil, quando comparada com a independência dos demais países da América do Sul, apresenta semelhanças e diferenças. Indique as principais
a) semelhanças.
b) diferenças.


Resposta da questão 24:
 a) Semelhanças: Tanto no Brasil, como nas colônias espanholas, os processos de independência foram conduzidos sob a liderança das elites econômicas coloniais, influenciadas pela ideologia liberal; em ambos os casos houve interferência Inglaterra em favor da emancipação, interessada no fim do Pacto Colonial devido à demanda por mercados em decorrência de sua industrialização; consolidadas as emancipações, as elites econômicas que se constituiram também em oligarquias políticas, assumiram o controle dos recém-fundados Estados nacionais latino-americanos, não promovendo alterações na estrutura social e econômica do período colonial e impediram a participação política dos segmentos populares.

b) Diferenças: O caso brasileiro é considerado "suis generis", pois a independência em relação a Portugal não se deu através de revoltas ou revoluções, sendo efetivada em 1822, sob a liderança do príncipe regente português no Brasil, D. Pedro I; foi adotado o regime monárquico de governo e foi preservada a unidade política nacional.
Na América Espanhola, a independência das colônias, liderada pelos "criollos" (descendentes de espanhóis nascidos na América que constituíam a elite econômica), foi conquistada através de guerras prolongadas, com batalhas sangrentas; consolidada a autonomia política, foi adotado o regime republicano presidencialista e as antigas colônias fragmentaram-se, dando origem aos vários Estados nacionais atuais de língua espanhola na América do Sul. 

25. (UFRS) Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações a seguir, com relação às contestações ao poder monárquico ocorridas no Brasil oitocentista.
( ) Durante o período joanino, não ocorreram revoltas contra a monarquia portuguesa estabelecida nos trópicos.
( ) O Primeiro Reinado foi um período muito conturbado, durante o qual a principal revolta interna foi a Confederação do Equador.
( ) No período regencial, as revoltas disseminaram-se pelo Brasil afora, atingindo as províncias fronteiriças do Rio Grande do Sul e do Pará.
( ) O Segundo Reinado foi o período de consolidação do projeto centralizador da Coroa, não havendo ocorrência de revoltas.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
a) V - V - F - V.
b) V - F - V - F.
c) F - V - V - F.
d) F - V - F - V.
e) F - F - V - V.


resposta da questão 25:[C]

sábado, 5 de maio de 2012

Saiba mais sobre o processo de independência do Brasil

 
Saiba mais sobre o processo de independência do Brasil




Confira o resumo sobre o processo histórico que conduziu à independência da América Portuguesa.

Teste seus conhecimentos sobre o processo de emancipação política do Brasil

1. (UFG 2008) Leia os fragmentos a seguir.

"Não corram tanto ou pensarão que estamos fugindo!"
("REVISTA DE HISTÓRIA DA BIBLIOTECA NACIONAL". Rio de Janeiro, ano 1, n. 1, jul. 2005, p. 24.)

"Preferindo abandonar a Europa, D. João procedeu com exato conhecimento de si mesmo. Sabendo-se incapaz de  heroísmo, escolheu a solução pacífica de encabeçar o êxodo e procurar no morno torpor dos trópicos a  tranqüilidade ou o ócio para que nasceu".
(MONTEIRO, Tobias. "História do Império: a elaboração da Independência". Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1981. p. 55. [Adaptado].

O embarque da família real para o Brasil, em 1807, deu origem a contraditórias narrativas. A frase acima, atribuída  à rainha D. Maria I, tornou-se popular, passando a constituir uma versão narrativa ainda vigorosa. Nos anos de  1920, os estudos sobre a Independência refizeram o percurso do embarque, assegurando uma interpretação  republicana sobre esse acontecimento, tal como exemplificado no trecho do jornalista e historiador Tobias Monteiro.

Sobre essa versão narrativa em torno do embarque, pode-se dizer que pretendia
a) conquistar a simpatia da Inglaterra, ressaltando a importância do apoio inglês no translado da corte portuguesa  para o Brasil.
b) associar a figura do rei ao pragmatismo político, demonstrando que o deslocamento da corte era um ato de  enfrentamento a Napoleão.
c) ridicularizar o ato do embarque, agregando à interpretação desse acontecimento os elementos de tragédia,  comicidade e ironia.
d) culpabilizar a rainha pela decisão do embarque, afirmando-lhe o estado de demência lamentado por seus  súditos.
e) explicar o financiamento do ócio real por parte da colônia, comprovando que o embarque fora uma estratégia  articulada pelo rei.

resposta:[C]

2. (UERJ 2009) O impacto da vinda da Família Real portuguesa para o Brasil implicou alterações significativas para a cidade do Rio de Janeiro que se prolongaram durante todo o período conhecido como "joanino". Essas alterações produziram uma nova dinâmica socioeconômica e redefiniram, em vários aspectos, a inserção da cidade no contexto internacional.

Uma função urbana associada a essa nova inserção está indicada em:
a) crescente pólo turístico em função da chegada da Missão Artística Francesa.
b) expressivo núcleo comercial articulado à nascente rede ferroviária brasileira.
c) principal porto brasileiro relacionado à importação legal de manufaturas britânicas.
d) importante centro religioso decorrente da instalação do Tribunal da Santa Inquisição.


resposta:[C]

3. (G1) Neste texto, Ruy Castro se transporta no tempo e se vê como um jornalista a noticiar a chegada da Família Real ao Rio de Janeiro, ocorrida há 200 anos.

É hoje!
Rio de Janeiro. O príncipe regente dom João desembarca hoje no Rio com sua família e um enorme séquito de nobres, funcionários, aderentes e criados. Precisou que Napoleão botasse suas tropas nos calcanhares da Corte para que esta fizesse o que há cem anos lhe vinha sendo sugerido: transferir-se para o Brasil.
Não se sabe o que, a médio prazo, isso representará para a metrópole. Mas, para a desde já ex-colônia, será supimpa. Porque, a partir de agora, ela será a metrópole. E, para estar à altura de suas novas funções, terá de passar por  uma reforma em regra  - não apenas cosmética, para receber o corpo diplomático, o comércio internacional e os grã-finos de toda parte. Mas, principalmente, estrutural. Afinal, é um completo arcabouço administrativo que se está mudando.
Para cá virão os ministérios, as secretarias, as intendências, as representações e a burocracia em geral. Papéis sem conta serão despachados entre esses serviços, o que exigirá uma superfrota de estafetas [mensageiros]. A  produção de lacre para documentos terá de decuplicar.  O Brasil importará papel, tinta e mata-borrões em quantidade, mas as penas talvez possam ser fabricadas aqui, colhidas dos traseiros das aves locais.
Estima-se que, do Reino, chegarão 15 mil pessoas nos próximos meses. Será um tremendo impacto numa  cidade de 60 mil habitantes.  Provocará mudanças na moradia, na alimentação, nos transportes, no vestuário, nas  finanças, na medicina, no ensino, na língua. Com a criação da Imprensa Régia, virão os jornais. O regente mandará  trazer sua biblioteca. Da escrita e da leitura, brotarão as ideias.
Até hoje, na história do mundo, nunca a sede de um império colonial se transferiu para sua própria colônia. É  um feito inédito - digno de Portugal. E que pode não se repetir nunca mais.
(Ruy Castro. "Folha de S. Paulo", 08/03/2008)

O texto de Ruy Castro apresenta algumas mudanças ocorridas na Colônia após a chegada da Família Real  portuguesa ao Rio de Janeiro, as quais foram fundamentais para o processo da Independência.

Assinale a alternativa que apresenta uma medida adotada e sua importância para a emancipação política do Brasil.
a) a transferência do corpo diplomático, do comércio internacional e dos grã-finos, pois garantiu a formação de  uma elite nacional interessada na autonomia.
b) um sensível crescimento da leitura e da escrita, com a criação da Imprensa Régia, os jornais, a biblioteca e o ensino, o que abriu espaço à formação e difusão de novas idéias.
c) a vinda de ministérios, secretarias e intendências, pois sem essa burocracia seria impossível a formação de uma  nação.
d) a importação de papel, tinta e mata-borrões, sem os quais as aves não seriam utilizadas para o desenvolvimento  de uma produção local.
e) as mudanças na moradia, na alimentação, nos transportes e no vestuário, pois favoreceram a formação de uma  classe média crítica e transformadora.

resposta:[B]

4. (Ufla) Leia o seguinte texto:
"Na manhã de 29 de novembro de 1807, circulou a informação de que a Rainha, o Príncipe Regente e toda a Corte estava fugindo para o Brasil, sob a proteção da Marinha Britânica. Nunca algo semelhante tinha acontecido na história de qualquer país europeu, rei nenhum havia ido tão longe a ponto de cruzar um oceano para viver e reinar do outro lado do mundo."
(Revista "Super Interessante", Outubro de 2007)

Com base no texto, responda:

a) Indique uma das ordens imediatas do Príncipe Regente ao pisar em terras brasileiras.
b) No que diz respeito à chegada da Família Real ao Brasil em 1808, apresente duas conseqüências que tenham tido significativa relevância no sentido de modificar o rumo histórico do país.


resposta:
a) A abertura dos Portos Brasileiros às Nações Amigas em 1808.
b) Entre as conseqüências relevantes da chegada da Família Real portuguesa ao Brasil em 1808, pode-se mencionar o Tratado de Comércio e Navegação de 1810 com a Inglaterra, que além de constituir-se em obstáculo ao desenvolvimento da atividade industrial no Brasil, iniciava a vinculação do Brasil à órbita do capitalismo britânico, e a  elevação do Brasil à condição de Reino Unido de Portugal e Algarves em1815, retirando-lhe a condição de Colônia.

5. (PUC RIO 2008) 

 

 
A imagem a seguir, do pintor Jean Baptiste Debret, intitulada "Um funcionário do governo sai a passeio com a  família", constitui um registro do cotidiano daqueles que habitavam o Rio de Janeiro no tempo do governo joanino  (1808 - 1821). A partir da observação da gravura e de seus conhecimentos sobre o período:

a) APRESENTE dois elementos que identificam a posição dos diferentes grupos sociais na hierarquia da sociedade  da época. JUSTIFIQUE.
b) EXPLIQUE por que durante o governo de D. João VI o Rio de Janeiro passou a ser identificado como "nova  Lisboa".

resposta:

a) O pai (branco) à frente dos demais membros da família simboliza a autoridade e o poder dos homens sobre  as mulheres na sociedade da época. O lugar ocupado pela dona de casa (branca) na fila, atrás dos filhos - fossem esses meninos ou meninas - e à frente dos escravos, evidencia, respectivamente, seu papel de mãe  dos filhos do marido e de administradora de um lar extenso. A mulher branca exercia, portanto, o domínio  sobre os escravos e as escravas no espaço da casa. As redes de poder e hierarquia envolvendo a própria  comunidade negra também são perceptíveis na imagem: os escravos(as) que aparecem com melhores  vestimentas provavelmente desfrutavam uma posição vantajosa em relação aos seus pares na hierarquia  social. Os pés descalços marcam a condição de escravo, diferenciando-os dos libertos e dos livres.
b) O governo de D. João VI proporcionou uma série de melhorias na cidade do Rio de Janeiro e beneficiou os grandes proprietários e comerciantes das capitanias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais que, por estarem próximos da Corte, desfrutavam de privilégios, proteção e prestígio social. A política joanina gerou um aumento significativo dos impostos para a manutenção da Corte na cidade do Rio de Janeiro, que passou a ser identificada como "nova Lisboa", sobretudo por aqueles que habitavam as demais regiões do Brasil. Comentava-se que o Rio de Janeiro passara a sediar grupos que defendiam os interesses "portugueses" oprimindo os "brasileiros" do restante do país. Sendo assim, o domínio político da colônia passara de Lisboa para o Rio de Janeiro. A Revolução Pernambucana de 1817 constitui um exemplo de tal insatisfação.

6. (Fuvest 2012) Fui à terra fazer compras com Glennie. Há muitas casas inglesas, tais como celeiros e armazéns não diferentes do que chamamos na Inglaterra de armazéns italianos, de secos e molhados, mas, em geral, os ingleses aqui vendem suas mercadorias em grosso a retalhistas nativos ou franceses. (...) As ruas estão, em geral, repletas de mercadorias inglesas. A cada porta as palavras Superfino de Londres saltam aos olhos: algodão estampado, panos largos, louça de barro, mas, acima de tudo, ferragens de Birmingham, podem-se obter um pouco mais caro do que em nossa terra nas lojas do Brasil.
Maria Graham. Diário de uma viagem ao Brasil. São Paulo, Edusp, 1990, p. 230 (publicado originalmente em 1824). Adaptado.

Esse trecho do diário da inglesa Maria Graham refere-se à sua estada no Rio de Janeiro em 1822 e foi escrito em 21 de janeiro deste mesmo ano. Essas anotações mostram alguns efeitos
a) do Ato de Navegação, de 1651, que retirou da Inglaterra o controle militar e comercial dos mares do norte, mas permitiu sua interferência nas colônias ultramarinas do sul.
b) do Tratado de Methuen, de 1703, que estabeleceu a troca regular de produtos portugueses por mercadorias de outros países europeus, que seriam também distribuídas nas colônias.
c) da abertura dos portos do Brasil às nações amigas, decretada por D. João em 1808, após a chegada da família real portuguesa à América.
d) do Tratado de Comércio e Navegação, de 1810, que deu início à exportação de produtos do Brasil para a Inglaterra e eliminou a concorrência hispano americana.
e) da ação expansionista inglesa sobre a América do Sul, gradualmente anexada ao Império Britânico, após sua vitória sobre as tropas napoleônicas, em 1815.




resposta:[C]

7. (Mackenzie) Não foram os brasileiros os agentes iniciais da independência, nem precisavam sê-lo. Em 1820, era muito mais Portugal que precisava reconquistar o Brasil que este a necessitar de uma separação. 
("A Nação Mercantilista" - Jorge Caldeira) 

O texto se reporta a um importante fato que tem, pelas suas conseqüências, relação direta com nossa Independência em 1822. Assinale-o nas alternativas a seguir.
a) A invasão de Portugal em 1820 por tropas napoleônicas e a fuga da corte para o Brasil.
b) O declínio da economia brasileira entre 1808 e 1821, daí o interesse português em recuperá-la.
c) A inversão brasileira, resultado do progresso entre 1808 e 1821, tendo em contrapartida a decadência da economia portuguesa, fatos que provocaram a Revolução do Porto de 1820, com claros objetivos de recolonizar o Brasil.
d) Como D. João VI após a Revolução do Porto recusa-se a voltar para Portugal, desencadeou-se uma revolta da população brasileira pela Independência.
e) A Revolução do Porto de 1820, essencialmente liberal, não tinha pretensões mercantilistas em relação ao Brasil.


resposta:[C]

8. (Ufrj) A instalação da Corte portuguesa no Rio de Janeiro, em 1808, representou uma alternativa para um contexto de crise política na Metrópole e a possibilidade de implementar as bases para a formação de um império luso-brasileiro na América.
a) Cite duas medidas adotadas pelo regente D. João que contribuíram para o estabelecimento de bases para a formação de um império luso-brasileiro na América.
b) A despeito de a transferência da Corte portuguesa para o Rio de Janeiro ter sido analisada como mera fuga frente à invasão francesa em Portugal, estudos têm revelado que a idéia da mudança para o Brasil não era nova. Cite dois argumentos apresentados por aqueles que, já no século XVIII, defendiam essa medida.


resposta:

a) Dom João reorganizou a administração do Brasil, criando os ministérios do Reino, da Marinha e Ultramar e da Guerra e Estrangeiros, além de outros órgãos de administração pública e justiça portuguesas. Outro aspecto importante se refere ao ano de 1815, quando o Brasil foi elevado à categoria de Reino, e todos os domínios portugueses passaram a ser chamados de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Com essa decisão, oficializava-se a emancipação política da colônia, pois a autonomia do Brasil foi reconhecida diante de Portugal.
b) Muitos homens públicos portugueses defendiam a viagem ao Brasil como a única saída para a crise que assolava o país. Com a vinda ao Brasil, a Coroa portuguesa preservaria a parte mais rica de suas possessões e garantiria a dinastia de Bragança. Além disso, caso Dom João decidisse aceitar as determinações francesas, corria o risco de perder parte de suas colônias para os ingleses, que certamente fariam planos para invasões.

9. (Unesp) As colônias européias da América realizaram as suas independências entre os anos de 1776 e 1824. O movimento iniciou-se com a emancipação das colônias inglesas da América do Norte. O processo de independência da América Latina ocorreu, com algumas exceções, entre 1808 e 1824. Considerando-se esse processo de independência, explique:
a) O pioneirismo das 13 colônias inglesas da América.
b) A conjuntura política e econômica européia favorável à libertação das colônias espanholas e portuguesa da América.

Resolução
a) As Treze Colônias inglesas da América do Norte foram pioneiras no processo de independência porque este foi liderado pelas colônias de povoamento (Norte) que, por suas próprias características, já haviam alcançado no século XVIII um grau de desenvolvimento econômico e social bastante superior ao das colônias de exploração. Outrossim, as colônias de povoamento gozavam de autonomia administrativa; e, quando esta lhes foi limitada pelo Parlamento Inglês, os colonos iniciaram o processo de independência.
b) Hegemonia napoleônica sobre o continente europeu, provocando o enfraquecimento da autoridade da Espanha sobre suas colônias e, de outro lado, forçando a transferência da Família Real Portuguesa para o Brasil. Deve-se ainda acrescentar: o interesse histórico em quebrar o Pacto Colonial Ibérico, a fim de ampliar seus mercados consumidores, visando satisfazer as necessidades do capitalismo industrial; e a influência da ideologia liberal (originada do iluminismo do século XVIII)

10. (Unesp) Leia a declaração. 
Como é para o bem do povo e felicidade geral da nação, estou pronto; diga ao povo que fico.
("D. Pedro, Príncipe Regente, 9 de janeiro de 1822".)

a) Qual o significado da decisão tomada pelo Príncipe Regente?
b) Explique o que foi a Revolução do Porto, iniciada em 1820, e aponte suas consequências para a porção americana do Império Português.

resposta:
a) Com essa decisão, Dom Pedro, demonstrava contrariar as Cortes de Lisboa, que pediam seu retorno a Portugal. As tensões entre as Cortes e dom Pedro fazem parte do processo que conduziu o Brasil à independência.
b) A Revolução do Porto foi um movimento influenciado pelas ideias iluministas, que buscou acabar com o absolutismo. Entretanto, ese movimento tinha aspectos contraditórios: ao mesmo tempo em que reivindicava princípios liberais, como a monarquia constitucional, passou a defender a colonização do Brasil nos moldes do que acontecia antes da vinda da família real - resquício do Antigo Regime. O projeto dos revolucionários portugueses era também convocar as Cortes, assembleia que redigiria a constituição de Portugal.

11. (Puc) "Pedro, se o Brasil se separar, antes seja para ti, que me hás de respeitar, do que para algum desses aventureiros."
A recomendação feita por D. João VI ao filho D. Pedro, que permaneceria como Regente do Brasil, logo após a partida de seu pai para Portugal em 1821, está diretamente relacionada com:
a) a vitória do movimento liberal da cidade do Porto, em 1820, que estabeleceu a monarquia constitucional em Portugal, limitando os poderes absolutistas do Rei.
b) a divergência entre os representantes políticos brasileiros na Maçonaria e D. Pedro, que queria preservar os direitos da dinastia de Bragança.
c) a revolta das tropas aquarteladas no Rio de Janeiro, contrárias à decisão do Príncipe regente, que pretendia permanecer no país.
d) a adesão imediata do "Partido Brasileiro" à política defendida pelas "Cortes de Lisboa", favoráveis à manutenção do Reino Unido a Portugal e Algarves.



resposta:[A]

12. (Unifesp) A independência do Brasil, quando comparada com a independência dos demais países da América do Sul, apresenta semelhanças e diferenças. Indique as principais
a) semelhanças.
b) diferenças.


resposta:
a) Entre as semelhanças nos processos de independência entre o Brasil e os países da América do Sul, podemos destacar que em ambos os casos o desencadeamento do processo se dá no contexto da crise do Antigo Sistema Colonial, quando os desdobramentos da Revolução Industrial na Inglaterra, que propõe o livre-cambismo, contrapõem-se ao regime de monopólios, que era a espinha dorsal do Antigo Sistema Colonial. Não só há semelhança na crise que é comum às áreas coloniais daquele período, como o próprio desencadeamento do processo, que foi de uma forma ou de outra diretamente afetado pelas Guerras Napoleônicas. É no contexto destas guerras que se desencadeia e se acelera o processo de emancipação política. Outra semelhança importante foi o fato de que a emancipação política foi conduzida pelas elites sociais sem implicar mudanças profundas, ou seja, sobreviveram formas variadas de trabalho compulsório, grandes unidades de produção e economia voltada para o mercado externo, simplesmente redefinindo-se os laços de dependência.
b) Entre as diferenças, podemos destacar, no caso da América portuguesa, a preservação da unidade territorial e, na América espanhola, a fragmentação política. Na América do Sul, o Brasil era a única monarquia entre repúblicas. Comparado aos demais países sul-americanos, o Brasil monárquico apresentou uma maior estabilidade política, contrastando com sucessivos movimentos de revoltas, guerras civis e mudanças de governo por meios não institucionais.
A Independência do Brasil guarda, em relação aos demais países da América do Sul, um caráter singular, uma vez que, com a invasão de Portugal por tropas hispano-francesas, a família real se transferiu para o Brasil.

13. (Unicamp) A respeito da Independência na Bahia, o historiador João José Reis afirmou o seguinte: Os escravos não testemunharam passivamente a Independência. Muitos chegaram a acreditar, às vezes de maneira organizada, que lhes cabia um melhor papel no palco político. Os sinais desse projeto dos negros são claros. Em abril de 1823, dona Maria Bárbara Garcez Pinto informava seu marido em Portugal, em uma pitoresca linguagem: "A crioulada fez requerimentos para serem livres". Em outras palavras, os escravos negros nascidos no Brasil (crioulos) ousavam pedir, organizadamente, a liberdade! (Adaptado de O Jogo Duro do Dois de Julho: o "Partido Negro" na Independência da Bahia, em João José Reis e Eduardo Silva, Negociação e Conflito. A resistência negra no Brasil escravista. São Paulo: Cia das Letras, 1988, p. 92).

a) A partir do texto, como se pode questionar o estereótipo do "escravo ignorante"?
b) Identifique dois motivos pelos quais a atuação dos escravos despertava temor entre os senhores.
c) De que maneira esse enunciado problematiza a versão tradicional da Independência do Brasil?


resposta:
a)A partir do texto, percebe-se que os escravos não eram apenas parte integrante, mas também atuante nos processos revolucionários, expressando seus próprios interesses, tais como o fim da escravidão.
b) Os motivos que levaram os senhores a temer a atuação dos escravos eram de ordem econômica sócio-política: os temor era de os negros conquistarem a liberdade, o que poderia ocasionar grandes prejuízos, além de colocar em risco o poder dos senhores.
c) Na versão tradicional da independência do Brasil, tal episódio aparece como tendo ocorrido de maneira pacífica e sem a participação popular. No entanto, a participação dos negros nas guerras contra as tropas portuguesas na Bahia mostra que tal fato não foi pacífico e contou com a participação popular de escravos negros.

14. (Ufpi) "... todos os brasileiros, e sobretudo os brancos, não percebem suficientemente que é tempo de se fechar a porta aos debates políticos (...). Se se continua a falar dos direitos dos homens, da igualdade, terminar-se-á por pronunciar a palavra fatal: liberdade, palavra terrível e que tem muito mais força num País de escravos que em qualquer outra parte ..."
(MOTA, Carlos Guilherme (org.). "1822: dimensões". São Paulo: Perspectiva, 1972. p. 482.)

O texto acima, escrito provavelmente por volta de 1823/1824, é parte de uma carta sobre a independência do Brasil, enviada por um observador europeu a D. João VI. 
Leia com atenção o texto e, a seguir, assinale a alternativa que expressa a configuração social do processo brasileiro de independência.
a) A democracia racial, decorrente de uma intensa miscigenação durante o período colonial, contribuiu para conciliar, logo nos primeiros anos do Império, os interesses dos distintos grupos sociais.
b) A "solução monárquica", através da qual a jovem nação optava por afastar-se de seus vizinhos americanos e adotar modelos políticos europeus, foi historicamente necessária como instrumento de conciliação das raças no Brasil.
c) O "haitianismo", temor da elite branca brasileira de que se repetisse no Brasil uma revolução negra, tal qual ocorrera no Haiti, limitou as bases sociais da independência e justificou manifestações como essa da carta transcrita.
d) Em razão de temores como aquele expresso na carta citada, a independência fez-se acompanhar de um processo crescente de enfraquecimento da escravidão. Os mesmos grupos que lideraram o processo de independência liderariam, anos depois, a abolição da escravatura.
e) O temor expresso na carta é infundado, pois além de contar com um número pequeno de escravos à época da independência, as relações entre os escravos e seus senhores, no Brasil, sempre foram cordiais, decorrendo justamente disso a noção de "democracia racial".


resposta:[C]

15. (Ufrrj) Leia os textos a seguir, reflita e responda. 
Após a Independência política do Brasil, em 1822, era necessário organizar o novo Estado, fazendo leis e regulamentando a administração por meio de uma Constituição. Para tanto, reuniu-se em maio de 1823, uma Assembléia Constituinte composta por 90 deputados pertencentes à aristocracia rural.(...) Na abertura dos trabalhos, o Imperador D. Pedro I revelou sua posição autoritária, comprometendo-se a defender a futura Constituição desde que ela fosse digna do Brasil e dele próprio.
VICENTINO, C; DORIGO, G. "História Geral do Brasil." São Paulo: Scipione, 2001.

A Independência política do Brasil, em 1822, foi cercada de divergências, entre elas, o desagrado do Imperador com a possibilidade, prevista no projeto constitucional, de o seu poder vir a ser limitado, o que resultou no fechamento da Constituinte em novembro de 1823. Uma comissão, então, foi nomeada por D. Pedro I para elaborar um novo projeto constitucional, outorgado por este imperador, em 25 de março de 1824. Em relação à Constituição Imperial, de 1824, é correto afirmar que nela
a) foi consagrada a extinção do tráfico de escravos, devido à pressão da sociedade liberal do Rio de Janeiro.
b) foi introduzido o sufrágio universal, somente para os homens maiores de 18 anos e alfabetizados, mantendo a exigência do voto secreto.
c) foi abolido o padroado, assegurando ampla liberdade religiosa a todos os brasileiros natos, limitando os cultos religiosos aos seus templos.
d) o poder moderador era atribuição exclusiva do Imperador, conferindo a ele, proeminência sobre os demais poderes.
e) o poder executivo seria exercido pelos ministros de Estado, tendo estes total controle sobre o poder moderador.


resposta:[D]

16. (Ufrrj) A citação a seguir destaca a chegada da corte portuguesa ao Rio de Janeiro, em 1808, como um início de uma fase de grandes mudanças para a cidade que perdia então a sua imagem colonial. 
Para o Rio de Janeiro, principalmente, era toda uma fase de sua história que agora terminava. Fase de grandes transformações realizadas sob o impacto das necessidades de toda ordem despertadas pela chegada e instalação da Corte portuguesa. Em pouco mais de uma década, a cidade passara por um processo de modernização material e atualização cultural, perdendo muito de sua aparência colonial para transformar-se numa metrópole.
FALCÓN, F. C.; MATTOS, I. R. de. "O Processo de Independência no Rio de Janeiro". In: MOTA, C. G. (org). 1822. Dimensões. São Paulo: Perspectiva, 1972.

Entre as medidas que favoreceram essas transformações podem ser assinaladas:
a) o início da construção do Paço Imperial, a sede do governo, a criação da Imprensa Régia e a instalação da iluminação a gás.
b) a construção da primeira estrada de ferro do Brasil, a criação do banco do Brasil e a fundação da Imperial Academia de Música.
c) o estabelecimento da Intendência Geral de Polícia, a fundação do Banco do Brasil e a criação da Imprensa Régia.
d) a criação da Imprensa Régia, a instalação da iluminação a gás e a construção da primeira estrada de ferro do Brasil.
e) a permissão de instalação de manufaturas no Brasil, o estabelecimento da Intendência geral de Polícia e a construção da primeira estrada de ferro do Brasil.


resposta:[C]

17. (UFSM) 

 
(TEIXEIRA, Francisco M. P. "Brasil História e Sociedade". São Paulo: Ática, 2000. p.162.)

O quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo, concluído em 1888, é uma representação do 7 de setembro de 1822, quando o Brasil rompeu com Portugal. Essa representação enaltece o fato e enfatiza a bravura do herói D. Pedro, ocultando que
a) o fim do pacto colonial, decretado na Conjuração Baiana, conduziu à ruptura entre o Brasil e Portugal.
b) o processo de emancipação política iniciara com a instalação da Corte portuguesa no Brasil e que as medidas de D. João puseram fim ao monopólio metropolitano.
c) o Brasil continuara a ser uma extensão política e administrativa de Portugal, mesmo depois do 7 de setembro.
d) a Abertura dos Portos e a Revolução Pernambucana se constituíram nos únicos momentos decisivos da separação Brasil-Portugal.
e) a separação estava consumada, o processo estava completo, visto que havia, em todo o Brasil, uma forte adesão militar, popular e escravista à emancipação.

resposta:[B]

18. (UFMG) Analise estas duas representações do chamado Grito do Ipiranga, de 7 de setembro de 1822:


 
A partir da análise dessas duas representações e considerando-se outros conhecimentos sobre o assunto, é CORRETO afirmar que, em ambas,
a) a disposição dos atores - coletivos e individuais -, bem como dos aspectos que compõem o cenário, é diferenciada e expressa uma visão particular sobre D. Pedro - na primeira, como o protagonista central; na segunda, como líder de uma ação popular.
b) as mesmas concepções históricas e estéticas fundamentam e explicam a participação dos mesmos grupos sociais e personagens históricos - o príncipe, militares, mulheres, camponeses e crianças.
c) D. Pedro, embora seja o protagonista, se destaca de modo diferente - na primeira, ele recebe o apoio de diversos grupos sociais; na segunda, a participação das camadas populares é mais restrita.
d) os artistas conseguem causar um mesmo efeito - descrever a Indepêndencia do Brasil como um ato solene, grandioso, sem participação popular e protagonizado por D. Pedro.


resposta da questão 18:[A]
 

19. (PITÁGORAS) Analise o quadro de Cândido Portinari.

 

Indique o trecho condizente com o contexto expresso pela imagem.
a) “O momento expunha a complexa realidade do império luso-brasileiro. Em jogo estava a questão: quem conseguiria exercer a hegemonia política nesse vasto império? A burguesia portuguesa tentava assumir o controle do reino e do império lusitano.”
b) “Com a metrópole ocupada pelas tropas de Napoleão, tornou-se inevitável a abertura dos portos brasileiros a outras nações, ou seja, a livre entrada de produtos estrangeiros para a numerosa Corte portuguesa instalada na América.”
c) “As transformações ocorridas na França e na América do Norte na segunda metade do século XVIII também abalaram o poder português na América, onde o descontentamento dos colonos culminou na contestação do poder metropolitano.”
d) “Testemunhos de viajantes, rumores, notícias e livros eram agora pregadores dos princípios liberais, que os antigos poderosos não tardaram a nomear de diabólicos. As incendiárias ideias representavam o fim das tiranias cometidas em nome de Deus.”
e) “Aproveitando-se das tensões políticas, grupos dirigentes da Província Cisplatina proclamaram sua separação do império brasileiro e sua incorporação à República Argentina, provocando uma guerra na qual o mal-preparado Exército Brasileiro foi derrotado.”

resposta: [B]


20. (ENEM) Após a Independência, integramo-nos como exportadores de produtos primários à divisão internacional do trabalho, estruturada ao redor da Grã-Bretanha. O Brasil especializou-se na produção, com braço escravo importado da África, de plantas tropicais para a Europa e a América do Norte. Isso atrasou o desenvolvimento de nossa economia por pelo menos uns oitenta anos. Éramos um país essencialmente agrícola e tecnicamente atrasado por depender de produtores cativos. Não se poderia confiar a trabalhadores forçados outros instrumentos de produção que os mais toscos e baratos. O atraso econômico forçou o Brasil a se voltar para fora. Era do exterior que vinham os bens de consumo que fundamentavam um padrão de vida “civilizado”, marca que distinguia as classes cultas e “naturalmente” dominantes do povaréu primitivo e miserável. (…) E de fora vinham também os capitais que permitiam iniciar a construção de uma infra-estrutura de serviços urbanos, de energia, transportes e comunicações.
(Paul Singer. Evolução da economia e vinculação internacional. In: I. Sachs; J. Willheim; P. S. Pinheiro (Orgs.). Brasil: um século de transformações. São Paulo: Cia. das Letras, 2001, p. 80).

Levando-se em consideração as afirmações acima, relativas à estrutura econômica do Brasil por ocasião da independência política (1822), é correto afirmar que o país

a) se industrializou rapidamente devido ao desenvolvimento alcançado no período colonial.
b extinguiu a produção colonial baseada na escravidão e fundamentou a produção no trabalho livre.
c) se tornou dependente da economia européia por realizar tardiamente sua industrialização em relação a outros países.
d) se tornou dependente do capital estrangeiro, que foi introduzido no país sem trazer ganhos para a infra-estrutura de serviços urbanos.
e) teve sua industrialização estimulada pela Grã-Bretanha, que investiu capitais em vários setores produtivos.

Resposta: Letra C

Habilidade: Analisar diferentes processos de produção ou circulação de riquezas e suas implicações sócio-espaciais.

Comentários: A questão da dependência econômica do Brasil, em relação ao capital estrangeiro, é um dos pontos discutidos na escola, no contexto da independência política de Portugal. O Brasil manteve-se dependente, uma vez que ficou preso à economia agrária e escravista, com pouco ou nenhum estímulo à indústria.