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sábado, 20 de junho de 2015

Avaliação de História Segunda chamada do segundo bimestre

Avaliação de História Segunda chamada do segundo bimestre
  
PRIMEIRA SÉRIE

1. (PITÁGORAS) Nas colônias inglesas da América do Norte, a procura de mão de obra sempre foi grande. As pessoas pobres da Inglaterra que iam para as colônias se sujeitavam aos mais injustos contratos de trabalho.
Sobre essas formas de trabalho, podemos considerar VERDADEIRA a seguinte alternativa:
a) No sul, predominou a mão de obra livre.
b) No Norte predominou a mão de obra escrava.
c) No Norte predominou a servidão.
d) No sul predominou a escravidão negra.
e) No sul predominou a servidão temporária.



Resposta: [D]
Comentário da questão:
Ao sul das Treze Colônias predominaram as chamadas "Colônias de Exploração" caracterizadas pela plantation monocultura e escravista com produção voltada para a exportação.


2. (UNICAMP) O mapa adiante ilustra o comércio triangular realizado pelos habitantes das colônias do norte dos Estados Unidos, durante o período de colonização da América.


a) Observando o mapa, descreva esse comércio.
         

b) Explique por que outros produtos lucrativos, como o tabaco e o algodão, não participavam desse comércio.

Resposta: 
a) Comércio triangular era uma forma de comércio muito lucrativa que incluía três lugares: a América do Norte, as Antilhas e a África. 


b) Pois eram produtos que a Inglaterra comercializava, tendo assim uma maior fiscalização.
   
3. (FATEC) Dentre as características gerais do período pré-colonizador destaca-se
a) o grande interesse pela terra, pois as comunidades primitivas do nosso litoral produziam excedentes comercializados pela burguesia mercantil portuguesa.
b) o extermínio de tribos e a escravização dos nativos, efeitos diretos da ocupação com base na grande lavoura.
c) a montagem de estabelecimentos provisórios em diferentes pontos da costa, onde eram amontoadas as toras de pau-brasil, para serem enviadas à Europa.
d) a distribuição de lotes de terras a fidalgos e funcionários do Estado português, copiando-se a experiência realizada em ilhas do Atlântico.
e) a implantação da agromanufatura açucareira, iniciada com construção do Engenho do Senhor Governador, em 1533, em São Vicente.



resposta:[C]
Comentário da questão:
O período pré-colonial do Brasil (1500 a 1530), é o período que vai da descoberta do Brasil pelos portugueses até o início do povoamento e colonização efetiva do território com a expedição de Martim Afonso de Sousa (1532). O período foi marcado pelos primeiros contatos com os indígenas, por expedições exploratórias e de patrulha portuguesas e pelos choques com corsários, principalmente franceses, que competiam pela exploração do pau-brasil e o domínio sobre a terra.


4. (UFSCar) O primeiro documento escrito sobre o "achamento do Brasil" pelos navegantes portugueses assim se refere, numa passagem, aos costumes da população nativa: "Eles não lavram, nem criam, nem há aqui boi, nem vaca, nem cabra, nem ovelha, nem galinha, nem outra nenhuma alimária, que costumada seja ao viver dos homens; nem comem senão desse inhame que aqui há muito e dessa semente e fruitos que a terra e as árvores de si lançam. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios, que o não somos nós tanto com quanto trigo e legumes comemos."
(CARTA A EL-REI DOM MANOEL SOBRE O ACHAMENTO DO BRASIL. Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1974, p.73-75.)

a) Qual é o nome do autor deste documento?
          
b) O pequeno trecho apresentado demonstra que o contato entre os europeus e os habitantes da América não deveria limitar-se a uma relação estritamente econômica. A partir de que critérios o autor enxergou e analisou os homens da terra e a que conclusão chegou sobre a sua própria sociedade, a europeia, ao observar esta nova gente?



Resposta:
a) Pero Vaz de Caminha.

b) O autor pautou-se em critérios econômicos estabelecendo que os nativos viviam da caça e coleta, não sendo portanto conhecedores da economia agropastoril.
O autor concluiu que a alimentação dava aos nativos a condição de mais saudáveis que os europeus, salientando ao rei a possibilidade de se aprender algo com essas pessoas.
         
5. (UNESP) O Brasil foi dividido em quinze quinhões, por uma série de linhas paralelas ao equador que iam do litoral ao meridiano de Tordesilhas, sendo os quinhões entregues (...) [a] um grupo diversificado, no qual havia gente da pequena nobreza, burocratas e comerciantes, tendo em comum suas ligações com a Coroa.
(B. Fausto, "História do Brasil".)
No texto, o historiador refere-se às
a) câmaras setoriais.
b) sesmarias.
c) colônias de povoamento.
d) capitanias hereditárias.
e) controladorias.


Resposta:[D]
As capitanias foram uma forma de administração territorial do império português pela qual a Coroa, com recursos limitados, delegou a tarefa de colonização e exploração de determinadas áreas a particulares, através da doação de lotes de terra, sistema utilizado inicialmente com sucesso na exploração das ilhas atlânticas. No Brasil este sistema ficou conhecido como capitanias hereditárias, tendo vigorado, sob diversas formas, durante o período colonial, do início do século XVI até ao século XVIII, quando o sistema de hereditariedade foi extinto pelo Marquês de Pombal, em 1759 (a hereditariedade foi abolida, mas a denominação capitania ainda não).




SEGUNDA SÉRIE
1. (UFSCAR) Leia o seguinte trecho do livro "O Abolicionismo", escrito por Joaquim Nabuco e publicado em 1883.
Em 1871, porém, a Nação brasileira deu o primeiro aviso à escravidão de que a consciência a vexava, e ela estava ansiosa por liquidar esse triste passado e começar vida nova. Pode alguém que tenha adquirido escravos depois desta data, queixar-se de não ter sido informado de que a reação do brio e do pudor começava a tingir a face da Nação? O preço dos escravos subiu depois da lei (...) como subira depois de acabado o Tráfico, sendo o efeito de cada lei humanitária que restringe a propriedade humana aumentar-lhe o valor, como o de outra qualquer mercadoria, cuja produção diminui quando a procura continua a ser a mesma.
("O Abolicionismo". Petrópolis: Vozes, 1988, p. 157.)
a) Identifique e escreva sobre o conteúdo da lei de 1871, a que se refere Joaquim Nabuco.
                                         
b) De que forma o autor desenvolve o ponto de vista de que a situação da escravidão começou a mudar após 1871?
                                     

Resposta:
a) Em setembro de 1871, os deputados aprovaram, numa perspectiva de emancipação gradual dos cativos, a Lei do Ventre Livre, que declarava libertos os filhos de mulher escrava que nascessem no país a partir da promulgação da lei. Os filhos ficariam sob a guarda do senhor até a idade de 8 anos. A partir de então, o senhor poderia libertá-los, em troca de títulos públicos, ou se utilizar gratuitamente de seus serviços até completarem 21 anos. Na realidade, a Lei do Ventre Livre pretendia esvaziar o movimento abolicionista e, ao mesmo tempo, garantir aos proprietários de terra uma transição segura para o trabalho assalariado. Essa lei teve pouca eficácia. Para se ter uma ideia, o número de crianças libertas em 1879 e 1880, quando teriam alcançado os 8 anos, era insignificante. Até o final de 1880, apenas 4.500 escravos haviam sido libertados pelo Fundo de Emancipação, isto é, apenas 0,3% da população escrava do país naquele ano.  


b) O autor considera que a aprovação da referida lei contribuiu para intensificar o processo de abolição na medida em que o preço do escravo elevou-se como já havia elevado anteriormente após a decretação da lei que proibia o tráfico internacional de escravos. 



2. (UNICAMP) Durante o período colonial brasileiro, as mulheres viviam trancadas em casa. No Império, podiam ser vistas nas ruas desde que acompanhadas por seus pais ou maridos. No século XX, entretanto, as mulheres começaram a romper o círculo fechado em que estavam confinadas.
a) Defina e explique o sistema de família que vigorou no período colonial e imperial.
             
b) Que condições explicam a possibilidade de uma maior liberdade para as mulheres no século XX?


Resposta: 
a) O sistema de família que vigorou no período colonial e imperial foi o paternalista, no qual o homem era o "chefe" da família e a mulher era submissa à ele. 

b) No século XX as mulheres mudaram de concepção e partiram para o mercado de trabalho, criando assim uma nova visão da mulher, com uma postura bem mais liberal.
                                            
3. (FUVEST) No tocante à economia açucareira do Brasil, ao longo do século XIX, podemos afirmar que
a) praticamente desapareceu, pois o café se tornou o produto quase exclusivo das exportações.
b) regrediu consideravelmente devido à concorrência norte-americana e à introdução do açúcar de beterraba na Europa.
c) conheceu um relativo renascimento, graças ao fim da exploração em grande escala de metais preciosos que drenava todos os recursos.
d) ficou estagnada, acompanhando o baixo nível das atividades econômicas em declínio após o fim da exploração de metais preciosos em grande escala.
e) regrediu consideravelmente devido à concorrência antilhana e à introdução de açúcar de beterraba na Europa.




Resposta:[E]
Comentário da questão:
 Um produto que voltava ao mercado, e que por essa razão teve a sua produção novamente estimulada, foi o açúcar, neste momento favorecido pela decadência da produção antilhana, inclusive com a abolição do tráfico negreiro para a Jamaica. O Brasil passava a ser o terceiro produtor mundial de açúcar de cana, com destaque para a produção da Bahia, de Pernambuco e do Rio de Janeiro.


4. (UFC) Em 29 de maio de 1829, oficiais ingleses abordaram o navio Veloz. "Os diários de bordo e mais papéis do Capitão foram examinados... estavam em ordem. O número de pessoas transportadas obedecia ao que estipulava a lei..."
GÓES José Roberto Pinto de, Cordeiros de Deus: tráfico, demografia e política no destino dos escravos, em: Marco. A. Pamplona (org.) Escravidão, exclusão e cidadania. Rio de Janeiro, Access, 2001, p. 23

Com base no texto acima e em seus conhecimentos, assinale a alternativa correta sobre o tráfico de escravos, durante o Império.
a) A Inglaterra vistoriava os navios para impedir o contrabando de produtos que pudessem concorrer com as manufaturas inglesas.
b) Os traficantes de escravos obedeceram aos tratados e leis firmados com a Inglaterra, inclusive os compromissos assumidos por Portugal, a partir da transferência da Corte.
c) Portugal tinha se comprometido a limitar a prática do tráfico ao sul do Equador e, desde então, a Inglaterra tinha o direito de vigiar pelo cumprimento dos acordos firmados.
d) Tratados firmados entre o Brasil e a Angola proibiam o tráfico ao sul do equador.
e) Os tratados assinados, em 1810 e 1831, permitiam aos piratas de Sua Majestade sequestrar carregamentos de escravos e levá-los para as plantações do Caribe.


Resposta:[C]
Comentário da questão:
Os interesses do Governo da Inglaterra em relação à extinção do tráfico negreiro intercontinental estiveram presentes no Brasil desde a instalação da Corte portuguesa no Rio de Janeiro. A princípio a Inglaterra agiu buscando restringir as áreas de atuação do tráfico que entendia ser ilícito.

5. (FUVEST) "Naquela época não tinha maquinaria, meu pai trabalhava na enxada. Meu pai era de Modena, minha mãe era de Capri e ficaram muito tempo na roça. Depois a família veio morar nessa travessa da avenida Paulista; agora está tudo mudado, já não entendo nada dessas ruas".
Esse trecho de um depoimento de um descendente de imigrante, transcrito na obra MEMÓRIA E SOCIEDADE, de Ecléa Bosi, constitui um documento importante para a análise
a) do processo de crescimento urbano paulista no início do século atual, que desencadeou crises constantes entre fazendeiros de café e industriais.
b) da imigração europeia para o Brasil, organizada pelos fazendeiros de café nas primeiras décadas do século XX, baseada em contratos de trabalho conhecidos como "sistema de parceria".
c) da imigração italiana, caracterizada pela contratação de mão-de-obra estrangeira para a lavoura cafeeira, e do posterior processo de migração e de crescimento urbano de São Paulo.
d) do percurso migratório italiano promovido pelos governos italiano e paulista, que organizavam a transferência de trabalhadores rurais para o setor manufatureiro.
e) da crise na produção cafeeira da primeira década do século XX, que forçou os fazendeiros paulistas a desempregar milhares de imigrantes italianos, acelerando o processo de industrialização.


Resposta:[C]
Comentário da questão:

As histórias dos personagens de Bosi mostram que a função social exercida durante a vida ocupa parte significativa da memória dos velhos, e isso não ocorre por acaso. A memória, na velhice, é uma construção de pessoas agora envelhecidas que já trabalharam. Assim, é uma narrativa de homens e mulheres que já não são mais membros ativos da sociedade, mas que já foram. Isso significa que os velhos, apesar de não serem mais propulsores da vida presente de seu grupo social, têm uma nova função social: lembrar e contar para os mais jovens a sua história, de onde eles vieram, o que fizeram e aprenderam. Na velhice, as pessoas tornam-se a memória da família, do grupo, da sociedade.

TERCEIRA SÉRIE
1. (FGV) Entre 1955 e 1973, um grupo de líderes internacionais tentou criar as bases daquilo que ficou conhecido como "movimento dos não-alinhados". A esse respeito é correto afirmar:
a) O movimento procurava estabelecer uma política diplomática independente dos EUA e da União Soviética, as duas superpotências da época.
b) Tratava-se de um movimento de países do Terceiro Mundo, que reunia apenas líderes que não estivessem comprometidos com os interesses da União Soviética.
c) Tratava-se de um movimento que tentava elaborar uma alternativa política à social-democracia europeia e ao comunismo da China e dos países do Leste europeu.
d) Os princípios do movimento, definidos na Conferência de Bandung, em 1955, indicavam o alinhamento dos países do Terceiro Mundo com as chamadas potências desenvolvidas.
e) A Conferência de Belgrado, em 1961, condenou a instauração do regime comunista em Cuba, liderado por Fidel Castro.



Resposta:[A]
Comentário da questão:

 Em 1955, na Conferência de Bandung (Indonésia), os governantes dos países recém-descolonizados reuniram-se para definir uma posição comum diante da bipolarização produzida pela Guerra Fria. Decidiu-se que seria criado um “Terceiro Mundo”, não-alinhado com os EUA capitalistas ou a URSS socialista. Com a adesão de outros líderes ao projeto (Tito, da Iugoslávia; Nehru, da Índia; Nasser, do Egito), o movimento dos “não-alinhados” passou também a ser conhecido como “neutralista”. Essa tendência desmoralizou-se mais tarde, quando os “não-alinhados”, em sua maioria, alinharam-se com a URSS (Fidel Castro chegou a ser presidente do Movimento dos Países Não-Alinhados).



2. (FGV) Durante o período da Guerra Fria, o cenário internacional foi marcado:
a) Pela expansão de regimes comunistas no interior da América Latina e pela Europa Ocidental.
b) Pela bipolarização do poder mundial envolvendo as duas superpotências, União Soviética e Estados Unidos da América.
c) Pela militarização da Alemanha, a despeito das decisões das conferências de Yalta e Potsdam.
d) Pela polarização do mundo em dois blocos compostos por URSS, Inglaterra, EUA e França, contra Alemanha, Itália e Japão.
e) Pelo equilíbrio de forças entre os países desenvolvidos e os países do chamado Terceiro Mundo.


Resposta:[B]
Comentário da questão:

Guerra Fria é a designação atribuída ao período histórico de disputas estratégicas e conflitos indiretos entre os Estados Unidos e a União Soviética, compreendendo o período entre o final da Segunda Guerra Mundial (1945) e a extinção da União Soviética (1991), um conflito de ordem política, militar, tecnológica, econômica, social e ideológica entre as duas nações e suas zonas de influência.


3. (UERJ)
Na década de 1960, muitas expressões artísticas representaram uma postura crítica frente a problemas da época, em especial os conflitos da Guerra Fria. Um exemplo é o Festival de
Woodstock, ocorrido em 1969 nos E.U.A., em cujo cartaz se lê “Três dias de paz e música”.
Nesse contexto da década de 1960, destacava-se a denúncia sobre:
(A) presença soviética na China
(B) intervenção militar no Vietnã
(C) dominação europeia na África do Sul
(D) exploração econômica no Oriente Médio
(E) apoio dos EUA à formação do Estado de Israel



Resposta:[B]

Comentário da questão:
O contexto da Guerra Fria, instaurado após o fim da Segunda Guerra Mundial, foi alvo de críticas por parte de diversos movimentos de natureza pacifista, muitos deles associados a manifestações culturais variadas. Na década de 1960, especialmente devido à intervenção norte-americana na Guerra do Vietnã, ampliaram-se tais manifestações pacifistas, traduzidas em obras literárias, cinematográficas e musicais. A circulação e o consumo dessas obras foram consideravelmente ampliados pelas estratégias de marketing e demais veículos de divulgação e distribuição dos meios de comunicação de massa e da indústria cultural. O Festival de Woodstock, ocorrido nos E.U.A., em 1969, inseriu-se nesse contexto, simbolizando, em seu cartaz de apresentação, a relação desejada entre música e paz, princípio forte, entre outros, do movimento hippie na própria sociedade norte-americana.


4. (FUVEST) Índia e China ocupam, no atual cenário mundial, um lugar tão importante que já se fala, entre estudiosos de geopolítica, em denominar o século XXI como o “século asiático”.
Sobre as trajetórias históricas contemporâneas desses dois países, iniciadas, respectivamente, em 1947 e 1949, é possível estabelecer mais de um paralelo, ressaltando semelhanças e contrastes.

Indique o processo histórico
a) da Índia, a partir de 1947, e seus desdobramentos posteriores.
                                         
b) da China, a partir de 1949, e seus desdobramentos posteriores.
                                              


Resposta:


a) Através do pacifismo e da desobediência civil, a Índia tornou-se independente em 1947 graças à liderança de Gandhi. A partir da libertação do colonialismo inglês, a Índia dividiu-se em dois países: um de maioria muçulmana (Paquistão) e outro de maioria hindu (Índia, país hoje de caráter liberal-democrático). A Índia tem um grande território e é o segundo país mais populoso do mundo. Politeísta, com grande índice de analfabetismo, fome, desnutrição, lá ainda persiste uma sociedade de castas. Tornou-se importante o programa nuclear para fins militares (1974), uma forma de igualar-se a vizinhos também possuidores de armas nucleares, como a China e o Paquistão. O desenvolvimento de cultura avançada, como por exemplo a tecnologia de informação, também é destaque da Índia de hoje. 


b) Em 1949, por meio de uma revolução, Mao Tse-tung implantou na China o socialismo. Em princípio, com o apoio soviético, adotou reformas econômicas que nem sempre funcionaram. Em 1960, rompeu com a URSS e seguiu com um modelo próprio (maoísta). Hoje, possui a maior população do planeta, armas atômicas e o maior mercado do mundo em potencial. Emprestando dois termos da história da URSS, podemos dizer que hoje a China possui a "Perestróica" (reestruturação econômica em direção ao capitalismo), porém não a "Glasnost" (não há abertura política). Com certeza, será uma das maiores potências do mundo no século XXI.



5. (FUVEST) A doutrina de Gandhi está sintetizada nestas palavras, dirigidas a um inglês: “Para fazer triunfar a nossa causa, estamos dispostos a derramar o nosso sangue — não o vosso.”
a) Qual era a causa de Gandhi?
                                            
b) Quais os princípios fundamentais de sua doutrina?
                                           
c) Por que no processo de descolonização da Índia, esta não permaneceu unificada?


Resposta:
a) A causa principal de Gandhi dizia respeito à luta pela Independência da Índia.

b) Os princípios fundamentais de sua doutrina foram a resistência pacífica, a não violência e a desobediência civil.

c) Quando a colônia indiana tornou-se independente, instituíram-se um país de maioria muçulmana, o Paquistão, e outro, que hoje é a Índia, destinado à população de origem hindu. À época da independência, a Índia foi desmembrada nos estados: a Índia propriamente dita, o Paquistão e a ilha de Ceilão, conhecida como Sri Lanka.
As questões envolvendo as fronteiras entre Índia e Paquistão são bastante antigas e, até certo ponto, decorreram da política britânica de estimular as rivalidades religiosas e étnicas das populações sob seu domínio.
A posse da região de Caxemira faz parte das disputas fronteiriças travadas pela Índia e Paquistão, sendo, também, reivindicada pela China.
Intensas disputas tiveram lugar nos Estados independentes, e sangrentos conflitos culminaram com a autonomia da parte oriental do Paquistão, originando a República de Bangladesh.

                                           

sábado, 30 de maio de 2015

Avaliação de História P2 do segundo bimestre

Avaliação de História P2 do segundo bimestre
Primeira série

1. (FUVEST) Sobre a colonização inglesa na América do Norte,
a) estabeleça sua conexão com os desdobramentos da Reforma Protestante da Inglaterra.


b) explique por que na região sul se originou uma organização sócio-econômica diferente da do norte.


resposta:
a) Com a reforma religiosa na Inglaterra e uma série de conflitos entre católicos em puritanos estes últimos com receio do aumento das perseguições resolveram procurar um local para criar uma Nova Inglaterra onde poderiam viver sem medo. 

b) O sul desde de sua fundação possuía a função de produzir matéria-prima para suprir a Metrópole e atender o mercado europeu, então para atender estas necessidades foi criada toda uma estrutura produtivo com esse objetivo, por exemplo, o plantation


2. (FUVEST) A colonização inglesa na América foi marcada por sensíveis diferenças entre o norte e o sul. Caracterize essas diferenças no que se refere ao trabalho compulsório e aos aspectos econômicos.


resposta
Norte - mão de obra livre, minifúndios, policultura e mercado interno 
Sul - escravos, latifúndio, monocultura e produção para mercado externo.


3. (CESGRANRIO) Durante o séc. XVII grupos puritanos ingleses perseguidos por suas ideias políticas (antiabsolutistas) e por suas crenças religiosas (protestantes calvinistas) abandonaram a Inglaterra, fixando-se na costa leste da América do Norte, onde fundaram as primeiras colônias. A colonização inglesa nessa região foi facilitada:
a) pela propagação das ideias iluministas, que preconizavam a proteção e respeito aos direitos naturais dos governados.
b) pelo desejo de liberdade dos puritanos em relação à opressão metropolitana.
c) pelo abandono dessa região por parte da Espanha, que então atuava no eixo México-Peru.
d) pela possibilidade de explorar grandes propriedades agrárias com produção destinada ao mercado europeu.
e) pela consciência política dos colonos americanos, desde logo, treinados nas lutas coloniais.


resposta:[B]
Os primeiros colonos ingleses fugiam das perseguições políticas e religiosas na Europa.

4. (ENEM 2013) Devem ser bons serviçais e habilidosos, pois noto que repetem logo o que a gente diz e creio que depressa se fariam cristãos; me pareceu que não tinham nenhuma religião. Eu, comprazendo a Nosso Senhor, levarei daqui, por ocasião de minha partida, seis deles para Vossas Majestades, para que aprendam a falar.

COLOMBO, C. Diários da descoberta da América: as quatro viagens e o testamento.
Porto Alegre: L&PM, 1984.

O documento destaca um aspecto cultural relevante em torno da conquista da América, que se encontra expresso em:               
a) Comportamento caridoso dos governos europeus diante da receptividade das comunidades indígenas       
b) Deslumbramento do homem branco diante do comportamento exótico das tribos autóctones.       
c) Cruzada civilizacional frente à tarefa de educar os povos nativos pelos parâmetros ocidentais.          
d) Compromisso dos agentes religiosos diante da necessidade de respeitar a diversidade social dos índios.     
e) Violência militarizada do europeu diante da necessidade de imposição de regras aos ameríndios.

resposta:[C]


5. (G1) Observe as colunas abaixo.
Primeira coluna:
I) Colônias do Norte
II) Colônias Centrais
III) Colônias do Sul



Segunda coluna:
A. Monocultura baseada em produtos tropicais de exportação para a Europa e utilização de força de trabalho escrava africana.
B. Caracterizada pela policultura e pela produção manufatureira, fomentando o mercado interno.
C. Dinamismo econômico, com importantes centros comerciais, aliados a uma tolerância religiosa.

Qual das alternativas abaixo relaciona corretamente as duas colunas?

a) I-B; II-C; III-A.
b) I-B; II-A; III-C.
c) I-C; II-B; III-A.
d) I-A; II-B; III-C.
e) I-C; II-A; III-B.

resposta:[A]


Segunda série

1. (PITÁGORAS) A implantação do café no Brasil provocaria diversas transformações socioeconômicas, entre as quais a estabilização financeira, a implantação de um mercado interno e a formação de uma nova aristocracia. Em 1850, o Brasil passaria por um surto industrial. Na política interna, a característica principal seria a conciliação partidária.  
INDIQUE três diferenças entre a cafeicultura no Vale do Paraíba e a cafeicultura no Oeste Paulista.

Resposta:  
Vale do Paraíba: Produção tradicional, utilização de mão de obra escrava, sistema de plantation, surgimento dos barões do café, exportação via porto do Rio de Janeiro.
Oeste Paulista: Produção moderna, Mão de obra assalariada (imigrantes), Burguesia cafeeira Exportação via porto de Santos


2. (UNESP) Charles Ribeyrolles, ao viajar pelo Vale do Paraíba em 1859, deixou o seguinte depoimento: "A fazenda brasileira, viveiro de escravos, é uma instituição fatal. Sua oficina não pode se renovar, e a ciência, mãe de todas as forças, fugirá dela enquanto campearem a ignorância e a servidão. O dilema consiste, pois, no seguinte: transformar ou morrer" 
(Charles Ribeyrolles, BRASIL PITORESCO.)  
Baseando-se no texto, responda. 
a) Quais as críticas do viajante às fazendas da região? 



b) Como os fazendeiros de café da região do "oeste paulista" solucionaram o dilema "transformar ou morrer"?



resposta:   
a) O viajante questiona a utilização do trabalho escravo, considerando-o um obstáculo ao desenvolvimento tecnológico e econômico, tendo como referência a Revolução Industrial que se processava na Inglaterra.
b) No Oeste paulista, os cafeicultores adotaram a mão-de-obra assalariada ou sistemas de parceria, sobretudo de imigrantes europeus o que resultou na modernização da produção cafeeira na região.

3. (UNESP) O texto seguinte se refere a um esforço de implantação de fábricas no Brasil em meados do século XIX. Não se pode dizer (...) que tenha havido falta de proteção depois de 1844. Nem é lícito considerar reduzido seu nível (...) Não se está autorizado, portanto, a atribuir o bloqueio da industrialização à carência de proteção. O verdadeiro problema começa aí: há que explicar por que o nível de proteção, que jamais foi baixo, revelou-se insuficiente.  (J. M. Cardoso de Mello. O Capitalismo tardio, 1982.) 

a) Qual foi a novidade da Tarifa Alves Branco (1844), comparando-a com os tratados assinados com a Inglaterra em 1810?
  

b) Indique duas razões do "bloqueio da industrialização" ao qual se refere o autor.

resposta:
a) A Tarifa Alves Branco aumentava significativamente o imposto sobre produtos importados, e por essa razão, é considerada uma tarifa protecionista. Dessa forma, possui um grande contraste em relação aos Tratados de 1810, assinados com a Inglaterra, pois estes davam privilégios à importação de produtos ingleses em detrimento dos produtos de outros países.

b) Na época, o país possuía uma economia agrário-exportadora e utilizava-se da mão de obra escrava. Estes dois aspectos são suficientemente importantes para ilustrar o "bloqueio" referido no texto. A elite agrária não possuía qualquer compromisso com uma possível "indústria nacional", considerando-se como consumidora de produtos importados. A existência de escravos constituía-se  como um sério obstáculo à existência de um mercado de consumo, além de não se dispor de mão de obra qualificada para o trabalho industrial.




4. (FUVEST 2012) Examine a seguinte tabela:
A tabela apresenta dados que podem ser explicados
a) pela lei de 1831, que reduziu os impostos sobre os escravos importados da África para o Brasil.
b) pelo descontentamento dos grandes proprietários de terras em meio ao auge da campanha abolicionista no Brasil.
c) pela renovação, em 1844, do Tratado de 1826 com a Inglaterra, que abriu nova rota de tráfico de escravos entre Brasil e Moçambique.
d) pelo aumento da demanda por escravos no Brasil, em função da expansão cafeeira, a despeito da promulgação da Lei Aberdeen, em 1845.
e) pela aplicação da Lei Eusébio de Queirós, que ampliou a entrada de escravos no Brasil e tributou o tráfico interno.

Resposta:[D] 

A tabela mostra um grande aumento da entrada de escravos no Brasil, nos três anos subsequentes à decretação do Bill Aberdeen. 
É claro que a expansão da cafeicultura nesse período, embora significativa, nem de longe acompanhou o crescimento da importação de escravos. Seria mais correto, portanto, dizer que o aumento do tráfico deveu-se ao receio de que sua extinção ocasionasse uma dramática falta de mão de obra, levando os fazendeiros a formar um estoque de escravos.


5. (UERJ adaptada) Acompanhei com vivo interesse a solução desse grave problema [a extinção do tráfico negreiro]. Compreendi que o contrabando não podia reerguer-se, desde que a "vontade nacional" estava ao lado do ministério que decretava a supressão do tráfico. Reunir os capitais que se viam repentinamente deslocados do ilícito comércio e fazê-los convergir a um centro onde pudessem ir alimentar as forças produtivas do país, foi o pensamento que me surgiu na mente, ao ter certeza de que aquele fato era irrevogável.  

(Visconde de Mauá - Autobiografia. Citado por MATTOS, Ilmar R. & GONÇALVES, Marcia de A. O Império da boa sociedade. São Paulo, Atual, 1991.) 


Os centros urbanos brasileiros, principalmente a capital - a cidade do Rio de Janeiro, passaram por grandes transformações a partir da segunda metade do século XIX. Irineu Evangelista de Souza, Visconde de Mauá, foi um dos principais personagens desse processo de mudanças. No período citado, a capital do império sofreu, dentre outras, as seguintes transformações: 
a) criação de indústrias metalúrgicas e siderúrgicas, surgimento de bancos e diversificação da agricultura 
b) crescimento da economia cafeeira, utilização da mão de obra imigrante assalariada e mecanização do cultivo 
c) diminuição da importância da economia agroexportadora, desenvolvimento de manufaturas e exportação de bens de consumo manufaturados 
d) aplicação de capitais na modernização da infraestrutura de transportes, no aprimoramento dos serviços urbanos e desenvolvimento de atividades industriais 
e) início da extração petrolífera no Brasil e o desenvolvimento de indústrias de bens de consumo duráveis com apoio do Estado Imperial


resposta:[D]
 A combinação de fatores favoreceu a economia brasileira e, entre os anos de 1850 e 1889, diversas pequenas fábricas de muitos setores começaram a surgir. Entre as áreas econômicas que se desenvolveram, destacam-se as que produziam couro, sabão, papel e bens de consumo.
Neste momento surge a figura do Visconde de Mauá, como era conhecido Irineu Evangelista de Souza. Entre suas ações para o impulso da economia, estão: criação de estaleiros e fundições, companhias de linhas telegráficas, ferrovias, iluminação a gás, transporte urbano, entre outros negócios. O Barão tinha, até mesmo, bancos no Brasil e no exterior. Porém, o crescimento industrial brasileiro incomodava a elite rural escravista e os países concorrentes.


Terceira Série
1. (UNICAMP)  A tentativa dos nazistas de dissimular suas atrocidades nos campos de concentração e de extermínio resultou em completo fracasso. Muitos sobreviventes desses campos sentiram-se investidos da missão de testemunhar e não deixaram de cumpri-la, alguns logo depois de serem libertados e outros, quarenta e até cinquenta anos mais tarde.
(Adaptado de Tzvetan Todorov, "Memória do mal, tentação do bem. Indagações sobre o século XX." ARX, 2002, p. 211.)
a) Caracterize o contexto histórico em que surgiram os campos de concentração e de extermínio.



b) Que parcelas da população foram aprisionadas nesses campos?




c) Com base no texto, explique a importância do testemunho dos sobreviventes.




Resposta:  
a) Implantação de regimes totalitários na Europa, durante o Período de Entre-Guerras e no contexto da polarização ideológica. 

b) Minorias étnicas como judeus, ciganos e deficientes físicos e outros, adversários políticos e elementos considerados "anti-sociais", tais como deficientes mentais, homossexuais e pacifistas. 

c) Preservação da memória sobre as violências e o genocídio praticados durante o período em questão. 

2. (UFMG)  Leia este texto:            
"A guerra estava no fim e Hiroshima permanecia intacta. A população acreditava que a cidade não seria bombardeada. Mas infelizmente no dia 6 de agosto, às 8 horas e 15 minutos, um enorme cogumelo de fogo tomou conta da cidade destruindo a vida de milhões de pessoas inocentes... A cidade acabara e, com ela, toda a referência de uma vida normal."            
http://www.nisseychallenger.com/hiroshima.html. Acesso: 4 jun. 2007.

A partir dessa leitura e considerando outros conhecimentos sobre o assunto,
a) INDIQUE e ANALISE duas razões para a escolha do Japão como alvo das bombas atômicas.



b) ANALISE os desdobramentos do lançamento das bombas atômicas sobre o Japão no contexto da Guerra Fria.




Resposta:  

a) Dentre as razões para a escolha do Japão como alvo das bombas atômicas dos Estados Unidos, ao final da Segunda Guerra Mundial, pode-se destacar a intenção dos Estados Unidos de revidar o ataque japonês a Pearl Harbour e o interesse norte-americano em abreviar o fim do conflito, devido a feroz resistência dos japoneses. 

b) Para muitos historiadores, o marco inicial da Guerra Fria foi o lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, na Europa. Nessa perspectiva, a destruição das duas cidades nada teve a ver com o Japão, já militarmente derrotado, e sim com a divisão geopolítica do mundo. Ao utilizar a bomba atômica nos ataques às cidades japonesas, os Estados Unidos afirmaram seu poderio bélico frente a outras nações e inauguraram uma corrida armamentista, pois a União Soviética também passou a produzir arsenal nuclear para fazer frente aos Estados Unidos. 


3. (UNICAMP)  Por duas vezes na história, em 1812 e em 1943, os russos/soviéticos, sob um inverno rigoroso de menos 30 °C, derrotaram potências de tendência expansionista: a França de Napoleão e a Alemanha de Hitler, respectivamente. Em ambos os momentos, os russos/soviéticos adotaram técnicas semelhantes para derrotar os inimigos e foram responsáveis por mudanças decisivas nos rumos da história contemporânea.

a) Explique qual a estratégia utilizada pelos russos, em 1812, e soviéticos, em 1943, para derrotarem os seus inimigos.



b) Qual a importância da URSS na política internacional após a Segunda Guerra Mundial? 



resposta:
a) A estratégia utilizada pelas tropas russas tanto contra Napoleão tanto contra Hitler foi a da "terra arrasada", que consiste em destruir e incendiar o próprio território, para que as tropas invasoras não consigam se manter sem recursos.
Além disso, o rigoroso inverno russo contribuiu para a derrota dos nazistas.

b) As tropas soviéticas foram as primeiras a chegar a Berlim, derrotando finalmente os nazistas.

4. (FGV 2015) A respeito da situação da França, durante a Segunda Guerra Mundial, é correto afirmar:
a) A chamada República de Vichy englobava a parte da França cujo governo resistiu aos interesses alemães até o final da guerra.
b) Na República de Vichy, o marechal Phillippe Petáin liderou a resistência contra as forças militares nazistas.
c) Vichy tornou-se a capital de toda a França governada por um colegiado formado por alemães e franceses.
d) Na República de Vichy, o slogan Liberdade, Igualdade e Fraternidade foi substituído por Trabalho, Família e Pátria.
e) A esquerda francesa colaborou com o governo de Phillippe Petáin, adotando a tática da frente ampla contra o nazismo.

resposta:[D]
O Marechal Phillippe Pétain personificou o governo colaboracionista do Sul da França (França de Vichy), alinhado com os princípios do III Reich alemão, com as experiências totalitárias em ascensão na Europa, com o antissemistismo e o anticomunismo exacerbados. O Marechal substituiu os princípios universalistas da Revolução Francesa pela palavra-de-ordem pragmático-nacionalista trabalho, família e Pátria.


5. (UERJ 2015 ADAPTADA) Os mapas constituem uma representação da realidade.
Observe, na imagem abaixo, dois mapas presentes na reportagem intitulada “Um estudo sobre impérios”, publicada em 1940.


O uso da cartografia nessa reportagem evidencia uma interpretação acerca da Segunda Guerra Mundial.
Naquele contexto é possível reconhecer que essa representação cartográfica tinha como finalidade:
a) criticar o nacionalismo alemão
b) justificar o expansionismo alemão
c) enfraquecer o colonialismo britânico
d) destacar o multiculturalismo britânico
e) condenar a construção do espaço vital pelos alemães


resposta:[B]
Na imagem, vê-se um exemplo emblemático do uso da cartografia como elemento de propaganda político-ideológica. Ao representar o território alemão isoladamente no grande espaço retangular no qual se situa, contrapondo-o ao retângulo repleto de territórios das possessões do então extenso Império Britânico, o elaborador dos mapas sugere que a Alemanha não possui domínios espaciais compatíveis com sua grandeza política e econômica. É a tradução cartográfica do conceito germânico de “espaço vital”, uma analogia com os organismos vivos, que justificava que a expansão territorial da Alemanha era a consequência natural da inadequação entre o exuberante “corpo social germânico” e a área ocupada pela nação. Esse expansionismo também era justificado através da crítica ao expansionismo britânico, controlador dos espaços representados.


terça-feira, 5 de maio de 2015

Confira a correção da avaliação de História (P1 do Segundo Bimestre 2015)

Confira a correção da avaliação de História (P1 do Segundo Bimestre 2015)


PRIMEIRA SÉRIE
1. (ENEM 2012) Mas uma coisa ouso afirmar, porque há muitos testemunhos, e é que vi nesta terra de Veragua [Panamá] maiores indícios de ouro nos dois primeiros dias do que na Hispaniola em quatro anos, e que as terras da região não podem ser mais bonitas nem mais bem lavradas. Ali, se quiserem podem mandar extrair à vontade.
Carta de Colombo aos reis da Espanha, julho de 1503. Apud AMADO, J.; FIGUEIREDO, L. C. Colombo e a América: quinhentos anos depois. São Paulo: Atual, 1991 (adaptado).
O documento permite identificar um interesse econômico espanhol na colonização da América a partir do século XV. A implicação desse interesse na ocupação do espaço americano está indicada na
A) expulsão dos indígenas para fortalecer o clero católico.
B) promoção das guerras justas para conquistar o território.
C) imposição da catequese para explorar o trabalho africano.
D) opção pela policultura para garantir o povoamento ibérico.
E)  fundação de cidades para controlar a circulação de riquezas.


resposta da questão 1:[E]
Comentário da questão:
A fundação de cidades foi utilizada pelos espanhóis na colonização para assegurar a extração de riquezas naturais do continente americano. Como o texto de Colombo coloca em destaque a descoberta do ouro no Panamá, a alternativa correta é a letra E.


2. (FUVEST) "Deus castigou esta terra com dez pragas muito cruéis por causa da dureza e obstinação de seus moradores [...]. A primeira dessas pragas foi que, num dos navios, veio um negro atacado de varíola, uma doença que nunca tinha sido vista nessa terra." Motolinía. Memórias das coisas da Nova Espanha. A respeito desse relato do franciscano Motolinía, sobre a conquista da cidade do México pelos espanhóis, em 1520, pode-se concluir que

a) os religiosos europeus justificavam a conquista das populações indígenas por serem geneticamente frágeis.
b) os povos indígenas adotavam táticas cruéis de guerra que incluíam a disseminação de epidemias entre os conquistadores.
c) os astecas foram dominados pelos espanhóis por meio de uma estratégia que evitou a guerra, mas disseminou epidemias mortíferas.
d) as epidemias tornaram-se uma forma eficiente de dominação empregada pelos europeus na conquista das terras indígenas.
e) as epidemias originárias da África dizimaram parte do exército dos conquistadores espanhóis e dos indígenas mexicanos.



resposta da questão 2: [D]
Comentário da questão:
A questão sobre a conquista da América pede uma interpretação do texto e faz referência a uma das formas de dizimação dos povos indígenas, as doenças trazidas pelos espanhóis.



3. (CNDL) Apresente as principais características das colônias de exploração e das colônias de povoamento.

resposta da questão 3:
Colônias de exploração:
Latifúndio, as terras eram distribuídas em enormes propriedades agrícolas.
Monocultura: toda a produção era para suprir as necessidades do mercado exterior.
Havia um produto principal e toda produção acontecia em torno dele (caso do açúcar, café e borracha no Brasil).
Esquecimento do mercado interno, com enfraquecimento das atividades comerciais.
Trabalho escravo, com utilização dos negros.

Colônias de povoamento:
Médias e pequenas fazendas, os colonos trabalhavam e desenvolviam os locais, gerando prosperidade econômica.
Tudo que era feito servia a colônia internamente, a produção agrícola regia a economia.
Liberdade para o trabalho
Autonomia comercial, não sendo totalmente dependente da metrópole.
Independência política e atitude libertadora de seus membros
Reunião de trabalhadores em assembleias para discutir o futuro da terra
Política que atraía mais e mais trabalhadores.
Eram colônias atípicas - não ajudavam na balança comercial e não interessavam tanto à metrópole;
Faziam a prática da policultura
Os seus produtos eram semelhantes aos da metrópole
Coexistência de comércio e manufaturas
Mercado interno e uma economia de subsistência;
Comércio produzia para mercados internos e externos
Pacto Colonial mais fraco
Fixação do homem ao solo – necessidade de criar escolas, igrejas, fábricas, etc.

4. (UFU) "(...) Assim, não pense que foram tirados do poder, os bens e a liberdade (dos indígenas): e sim que Deus lhes concedeu a graça de pertencerem aos espanhóis, que os tornaram cristãos e que os tratam e os consideram exatamente como digo. (...) Ensinaram-lhes o uso do ferro e da candeia (...) Deram-lhes moedas para que saibam o que compram e o que vendem, o que devem e possuem. Ensinaram-lhes latim e ciências, que valem mais do que toda a prata e todo o ouro que eles tomaram. Porque, com conhecimentos, são verdadeiramente homens, e da prata nem todos tiravam muito proveito. (...)"

GÓMARA, Francisco López de. História General de las Índias.
Coletânea de Documentos para a História da América. São Paulo: CENP, 1978

O texto acima expressa uma forma de se ver a conquista e a colonização da América pelos espanhóis. A partir da análise do texto e de seus conhecimentos sobre este processo histórico,
a) faça um comentário sobre a visão antropocêntrica do autor, destacando a forma como os valores culturais de espanhóis e indígenas são tratados no texto.



b) identifique e caracterize uma das três principais sociedades indígenas conquistadas pelos espanhóis Maias, Astecas ou Incas - mostrando como viviam e se organizavam social e politicamente no período imediatamente anterior à conquista.

resposta da questão 3:
a) Em uma breve consideração, vemos que o autor do texto simplesmente ignora a diversidade da cultura indígena. Por meio de um discurso raso, aponta que o contato com os europeus consistiu em um ganho incondicional de valores e práticas que aprimorou o modo de vida dos índios. Sendo assim, ao mesmo tempo em que desconsidera a cultura nativa, também se silencia em relação aos episódios de violência que marcaram a colonização do território americano. 

b) Maias. Antes da dominação hispânica, esse povo se organizava em diferentes cidades-Estado, independentes onde tinham a presença de um chefe local que representava a vontade dos deuses naquele lugar. Organizada de forma rígida, a sociedade maia contava com a família real e os mais importantes membros do Estado compondo a elite. Logo em seguida, havia os comerciantes e funcionários públicos compondo uma faixa intermediária e, por fim, os trabalhadores braçais que compunham a maioria absoluta da população.

5. (PITÁGORAS) Analise, com base no mapa, a estratégia de dominação espanhola na América.

* Cortez entra em Tenochtitlan (1519)
* Fundação de São Domingos (1496)
* Balboa descobre o Mar do Sul (1513)
* Pizarro entra em Cuzco (1533)
* Valdívia funda Santiago (1541)

a) Com base na análise, identifique os principais adelantados e suas respectivas regiões de atuação



b) Analise a estratégia de dominação espanhola e aponte um desdobramento desse processo na formação das atuais nações latino-americanas.

resposta da questão 5:
a) Hernan Cortez: México (civilização asteca); Francisco Pizarro: Peru (civilização inca); Vasco Balboa: Panamá; Valdívia: Chile; Bartolomeu Colombo: República Dominicana.

b) A estratégia utilizada pelos adelantados espanhóis foi fundamentada na prática da violência militar, responsável pelo genocídio étnico dos povos nativos do continente. O processo de formação das atuais nações latino-americanas ficou comprometido, em especial, pelos séculos de exploração metropolitana reforçam, por exemplo, a nossa dependência na atualidade em relação ao mercado internacional.



SEGUNDA SÉRIE
1. (ENEM 2014) A transferência da corte trouxe para a América portuguesa a família real e o governo da metrópole. Trouxe também, e sobretudo, boa parte do aparato administrativo português. Personalidades diversas e funcionários régios continuaram embarcando para o Brasil atrás da corte, dos seus empregos e dos seus parentes após o ano de 1808.
NOVAIS, F. A; ALENCASTRO, L. F. (Org.) História da vida privada no Brasil. São Paulo: Cia. Das Letras, 1997


Os fatos apresentados se relacionam ao processo de independência da América portuguesa por terem
A) Incentivo o clamor popular por liberdade.
B) Enfraquecido o pacto de dominação metropolitana.
C) Motivado as revoltas escravas contra a elite colonial.
D) Obtido o apoio do grupo constitucionalista português.
E) Provocado os movimentos separatistas das províncias.


Resposta da questão 1:[B] 
Comentário da questão: 
O texto da questão aborda uma das consequências da transferência da Corte portuguesa para o Brasil: o enfraquecimento do pacto de dominação metropolitana, como a alternativa B evidencia. Isso ocorreu devido a transformação ocorrida no Brasil após 1808, como: fim do exclusivismo metropolitano com a abertura dos portões e a estruturação de um aparelho de estado (Banco do Brasil, imprensa Régia, Casa da Moeda, Alfândega do Rio de Janeiro etc.). Essa medida cria certa autonomia econômica e administrativa, fundamentais posteriormente para o processo de independência do Brasil. 


2. (CNDL) Em 1810, a Coroa Portuguesa assinou dois tratados com a Inglaterra que foram fundamentais para a preponderância britânica no mercado brasileiro ao longo do período joanino (1808-1821) e de praticamente todo o período imperial brasileiro. Comente as determinações dos tratados de comércio e navegação, aliança e amizade.


resposta da questão 2:
Em 1810 foram assinados os Tratados de Aliança e Amizade, de Comércio e Navegação e um último que tratou da regulamentação das relações postais entre os dois reinos. Esses tratados quebraram o monopólio português em nome do liberalismo, e feriram em cheio os interesses lusos, além de humilhar a soberania portuguesa. A Inglaterra impôs vantagens, entre elas: o direito da extraterritorialidade, que permitia aos súditos ingleses radicados em domínios portugueses serem julgados aqui por juízes ingleses, segundo a lei inglesa; o direito de construir cemitérios e templos protestantes, desde que sem a aparência externa de templo; a garantia de que a Inquisição não seria instalada no Brasil, com o que a Igreja Católica perderia o controle das almas; a colocação dos produtos ingleses nos portos portugueses mediante uma taxa de 15%, ou seja, abaixo da taxação dos produtos portugueses, que pagavam 16%, e bem abaixo da dos demais países, que pagavam 24% em nossas alfândegas.

3. (PITÁGORAS) Analise a tabela sobre os produtos de exportação do Brasil.     Analisando a tabela sobre a economia do Segundo Reinado podemos CONCLUIR que  


A) o Brasil deixou de ser um país monocultor e diversificou sua pauta de exportação sendo o café o principal produto exportado. 
B) a segunda fase da Revolução Industrial ocorrida a partir de 1850 contribuiu para que o algodão tornasse o produto mais exportado.
C) o fim do tráfico negreiro ocorrido a partir de 1850 contribuiu para queda das exportações de café devido a falta de mão-de-obra.
D) a entrada maciça de imigrantes ingleses ocorrida na segunda metade do século XIX, fez com que a Erva-mate tornasse o principal produto agrícola brasileiro. 
E) a diversificação da agricultura de exportação foi um dos fatores que contribuiu para o grande desenvolvimento  industrial brasileiro no final do século XIX. 

resposta da questão 3:[A]

4. (PITÁGORAS-ENEM VIRTUAL) Analise a tabela e assinale a alternativa que faz um balanço correto acerca da economia agrário-exportadora brasileira durante o período em questão.   
 a) A exploração do pau-brasil, primeira atividade econômica empreendida por portugueses, contribuiu de forma significativa na pauta das exportações brasileiras durante os períodos colonial e imperial.
b) Mesmo em tempos de exportação do ouro, o açúcar continuou a ser importante produto na pauta do total das exportações brasileiras, sendo superado apenas pelo café durante o Brasil Império.
c) Ao contrário do que ocorrera com a produção do açúcar entre 1650 e 1700, e a do café, entre 1850 e 1900, a economia mineradora não conheceu diminuição da sua participação na pauta das exportações durante o século XVIII.
d) Entre 1850 e 1990, o café não conseguiu se tornar o principal produto das exportações brasileiras devido à força da tradicional e imbatível produção açucareira.
e) A partir do início do século XX, a borracha figuraria como produto principal na pauta das exportações brasileiras, desbancando os gêneros agrícolas tradicionais.


resposta da questão 4:[B]

5. (CNDL) Apresente as principais transformações socioeconômicas pelas quais passou o Brasil ao longo da segunda metade do século XIX.

resposta da questão 5:
 Durante a Segunda metade do século XIX, a sociedade brasileira passou por mudanças fundamentais nos campos políticos, sociais e conseqüentemente na forma de ver e entender a nova realidade que estavam vivendo.
Foi nesse período que se mudou a forma de governo, foi feita a Constituição, se iniciou a substituição do trabalho escravo pelo trabalho assalariado e as fazendas de café e outras lavouras brasileiras modernizaram-se. As cidades cresceram e nelas as primeiras indústrias se instalaram.
Para se ter ideia dessas mudanças sabemos que entre 1850 e 1860 ocorreu o que podemos chamar de surto industrial no Brasil, pois foram inauguradas no Brasil 70 fábricas que produziam chapéus, sabão, tecidos de algodão e cerveja, artigos que até então vinham do exterior. Além disso, foram fundados 14 bancos, três caixas econômicas, 20 companhias de navegação a vapor, 23 companhias de seguro, oito estradas de ferro. Criaram-se, ainda, empresas de mineração, transporte urbano, gás, etc.
Este processo de industrialização proporcionou, através dos anos, que províncias como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais se tornassem pólos de atração para que os colonos que, espremidos pelo latifúndio, se deslocassem para a cidade à procura de uma vida melhor, mais confortável financeiramente. Isto quer dizer que para os grandes fazendeiros, a vinda para a cidade significava que seus filhos poderiam frequentar escolas e faculdades, tomar contato com os jornais e revistas em circulação.
Surgiram, neste período, as primeiras grandes greves, pois o Operariado, cujas condições de trabalho eram bastante precárias, tenta desenvolver uma ação política independente de oposição através das greves. A jornada de trabalho podia chegar a 16 horas e a mão-de-obra infantil e feminina era usada de maneira indiscriminada, não havendo nenhuma regulamentação salarial.
É claro que essas transformações ocorrem de forma lenta e não atingiram nem todas as regiões do país e nem todas das partes das províncias. Regiões do Nordeste, por exemplo, poderiam ser descritas como imensas terras cercadas com trabalhadores escravos, somente pequenos núcleos urbanos, nos quais os únicos edifícios de destaque eram a igreja e a câmara municipal. Lugares marcados pelo poder dos proprietários de terras.


TERCEIRA SÉRIE
1. (ENEM 2014) Três décadas – de 1884 a 1914 – separam o século XIX – que terminou com a corrida dos países europeus para a África e com o surgimento dos movimentos de unificação nacional na Europa – no século XX, que começou com a Primeira Guerra Mundial. É o período do Imperialismo, da quietude estagnante na Europa e dos acontecimentos empolgantes na Ásia e na África.
ARENDT, H, As origens do totalitarismo. São Paulo: Cia. das Letras. 2012. 
O processo histórico citado contribui para a eclosão da Primeira Grande Guerra na medida em que
A) Difundiu as teorias socialistas. 
B) Acirrou as disputas territoriais. 
C) Superou as crises econômicas.
D) Multiplicou os conflitos religiosos.
E) Conteve os sentimentos xenófobos.

resposta da questão 1:[B]
Comentário da questão:
A corrida imperialista e a disputa entre os países europeus por territórios na Ásia e na África acirraram as disputas por territórios entre os países europeus e contribuiu em grande medida para a eclosão da Primeira Guerra Mundial. 

2. (Ufg 2010)  Leia os documentos a seguir.            
Os camponeses partem para o front com incrível entusiasmo; e as classes superiores da sociedade, quer sejam liberais ou conservadoras, os aclamam, desejando-lhes boa sorte […] Habitualmente, os camponeses sentiam que não tinham nada a fazer a não ser beber; mas agora não é mais assim. É como se a guerra lhes desse uma razão para viver […] No ardor dos soldados russos se percebe o entusiasmo que agita o coração dos antigos mártires se lançando para a morte gloriosa.
LE BON, Gustave. 1916 apud JANOTTI, Maria de Lourdes. A Primeira Guerra Mundial. O confronto de imperialismos. São Paulo: Atual, 1992. p.17.            
Após um ano de massacre, o caráter imperialista da guerra cada vez mais se afirmou; essa é a prova de que suas causas encontram-se na política imperialista e colonial de todos os governos responsáveis pelo desencadeamento desta carnificina. […] Hoje, mais do que nunca, devemos nos opor a essas pretensões anexionistas e lutar pelo fim desta guerra […] que provocou misérias tão intensas entre os trabalhadores de todos os países.
CONFERÊNCIA DE ZIMMERWALD - 5 a 8 de setembro de 1915. Apud JANOTTI, Maria de Lourdes. A Primeira Guerra Mundial. O confronto de imperialismos. São Paulo: Atual, 1992. [Adaptado].
No início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), estabeleceu-se, sobretudo na Europa, uma disputa de ideias em torno do envolvimento nesse conflito. Com base na leitura de cada um dos documentos, explique as posições assumidas sobre a participação na guerra.


 resposta da questão 2:
No caso do primeiro um caráter positivo e saneador, inclusive moral. No interior dessa atribuição, o soldado documento, datado de 1916, expressa-se uma posição favorável à participação no conflito, em acordo com o princípio nacionalista. Para os nacionalistas, a guerra associava-se à defesa da Pátria, o que exigia a unidade do povo para defender os interesses internos. Nesse sentido, os nacionalistas atribuíram ao combate era visto como um herói e o entusiasmo articulava-se a um sentimento de dever para com a pátria que, por sua vez, preenchia de sentido a vida do combatente. No caso do segundo documento, datado de 1915, a posição é contrária à guerra, sendo a expressão de um princípio socialista. Mesmo considerando as tensões internas ao movimento e a existência de alguns socialistas que apoiavam a participação no conflito, a guerra é interpretada, neste documento, como um sintoma da disputa imperialista e como um entrave aos interesses dos trabalhadores.  

3. (UFRJ) "A mesma velha trincheira, a mesma paisagem, Os mesmos ratos, crescendo como mato, Os mesmos abrigos, nada de novo, Os mesmos e velhos cheiros, tudo na mesma, Os mesmos cadáveres no front, A mesma metralha, das duas às quatro, Como sempre cavando, como sempre caçando, A mesma velha guerra dos diabos."           
 (soldado inglês)
"Estamos tão exaustos que dormimos, mesmo sob intenso barulho. A melhor coisa que poderia acontecer seria os ingleses avançarem e nos fazerem prisioneiros. Ninguém se importa conosco. Não seremos substituídos. Os aviões lançam projéteis sobre nós. Ninguém mais consegue pensar. As rações estão esgotadas - pão, conservas, biscoitos, tudo terminou! Não há uma única gota de água. É o próprio inferno."            
(soldado alemão)
Fonte: Marques, Adhemar Martins et at (orgs.). História Contemporânea através de textos. São Paulo, Contexto, 2000, pp. 118 e 120.
Os fragmentos apresentam o depoimento de dois soldados, um inglês e o outro alemão, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
a) Identifique duas características que estejam presentes em ambos os textos e expressem os sentimentos dos combatentes nessa fase da Primeira Guerra.



b) Cite duas consequências geopolíticas da Primeira Guerra para a Europa entre 1918 e 1939.

resposta da questão 3:

a) Os fragmentos deixam evidentes o sofrimento da guerra e o desespero diante das condições  de miséria e fome, sem a perspectiva de reversão.

b) Uma das consequências, foi o desmembramento dos impérios austro-húngaro com a redução da Áustria a 1/8 do seu território e por conseguinte, o surgimento da Tchecoslováquia, Polônia, Iugoslávia e Hungria e a outra, a perda de parcelas do território alemão para a França.  



4. (UFRJ)

A charge "Um cadáver", de J. Carlos, foi publicada em 1918. Nela, a Germânia diz: "E agora, meu filho?... Quem paga essas contas?"  (Cadáver: gíria da época para credor, cobrador).
Entre 1914 e 1918, o mundo esteve envolvido de forma direta ou indireta em sua Primeira Grande Guerra. O quadro pós-conflito foi definido pelos países vencedores - Inglaterra, França e EUA - , tendo sido a Alemanha considerada a principal responsável pelo conflito.
Apresente duas determinações do Tratado de Versalhes (1919) que tiveram fortes repercussões para a economia alemã no pós- 1a Guerra.

resposta da questão 4:
O candidato poderá apresentar duas das seguintes determinações do Tratado de Versalhes (1919): - imposição das chamadas indenizações punitivas tais como: pagamento de 132 bilhões de marcos-ouro em um prazo de trinta anos; confisco de todos os investimentos e bens nacionais ou privados alemães existentes no exterior; entrega anual de 40 milhões de toneladas de carvão aos aliados europeus por um período de dez anos; - perdas territoriais que implicavam em significativos prejuízos econômicos tais como: restituição das ricas regiões, em minério, da Alsácia e da Lorena à França; entrega da bacia carbonífera do Sarre para a França durante quinze anos; divisão do império colonial alemão entre as potências vencedoras, principalmente França e Inglaterra.   

5. (UFF)  Diante dos resultados da Primeira Guerra Mundial na Europa, entraram em decadência os valores civilizacionais construídos no século XIX e com eles as matrizes fundadoras do Ocidente, sendo substituídos por novos valores. Assinale a alternativa que relaciona corretamente eventos do período posterior a 1918 com os eventos anteriores a 1930.
a) Começo da militarização europeia com a criação da OTAN. / Crise econômica de 1929.   b) Início da hegemonia norte-americana com a Segunda Revolução Industrial. / Construção do Muro de Berlim.  
c) Ascensão do nazismo na Alemanha com a liderança de Hitler. / Crise do socialismo real.  
d) Fim da hegemonia inglesa e de seu modelo industrial. / Início de movimentos sociais críticos do liberalismo, como o fascismo italiano.  

e) Inauguração dos movimentos vanguardistas europeus. / Surgimento das teorias psicanalistas com Freud.  

resposta da questão 5:[D]
Comentário da questão:
O período pós Primeira Guerra Mundial, ou período entre guerras, foi caracterizado pela crise do liberalismo. A ideia de crescimento e progresso foi derrubada e a destruição e mortalidades da guerra tiveram um efeito devastador nas sociedades europeias. A Europa, destruída pela Guerra, não conseguiu garantir as condições básicas de vida para milhões de pessoas e o modelo liberal e democrático foi condenado por diversos grupos políticos, destacando-se fascistas e nazistas, mas também socialistas, comunistas e anarquistas. Na União Soviética, a guerra contribuiu para a ascensão dos comunistas ao poder.